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Arquivo de dezembro, 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 Degustação, Espumantes, Nacionais | 21:01

Rankings dos espumantes nacionais. Existe o melhor?

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Festas de fim de ano. Chegou a hora de escolher um espumante para as comemorações. As prateleiras de supermercados e de lojas especializadas se enchem de ofertas que vão do mais exclusivo champanhe francês ao mais ordinário prosecco italiano.

A dica deste blog é ficar no meio do caminho, e optar pelos ótimos espumantes nacionais. O preço é acessível e no quesito qualidade a produção tupiniquim de vinho com borbulhas só perde em número de medalhas em concursos internacionais para os franceses.

O que escolher?
Dois rankings recentes realizados pelas revistas Veja São Paulo e Playboy podem ajudar na escolha. Trata-se de um painel do que há de melhor no mercado, avaliado por gente que entende de uva que vira álcool e concentra espuma. As garrafas foram adquiridas em lojas, e não enviadas pelas vinícolas, o que garante a lisura no processo e torna o resultado um serviço para os leitores. Veja o resultado na tabela abaixo. (Se isso é alguma referência para os leitores, eu mesmo já tratei de comprar umas caixas de uma dessas marcas abaixo para meu réveillon)

Degustadores iguais, resultados diferentes
A avaliação e a classificação diferem no resultado, como pode-se comparar. O curioso desta prova é exatamente esta divergência. São poucas coincidências, como o da marca Chandon, na segunda colocação – Chandon é sempre um clássico e, cá entre nós, mantém um estilo que a maioria dos degustadores conhece e aprova. Também bateu na nona posição do ranking a menos divulgada De Gréville.

A falta de consenso é sinal de fraqueza ou uma virtude? Alguns leitores podem até questionar a validade destas provas, afinal dois dos degustadores participaram de ambas as provas, a sommelière Alexandra Corvo e o  sommelier Manoel Beato. Mas na realidade esta variedade é a prova de que a degustação não é uma ciência exata e que vários fatores influenciam o gosto. Para mim, a cruzinha vai para a opção virtude.

Qual é o melhor, afinal?
Alexandra Corvo dá sua explicação para a divergência das escolhas: “O que existe é cada garrafa”, sintetiza, e humaniza a discussão complementando “nós mesmos temos bem mais variações de humor do que os vinhos”.  Eu acrescentaria que as avaliações não elegem os melhores vinhos disso ou daquilo, mas sim as melhores garrafas disponíveis naquele painel e naquelas condições. Trata-se de um consenso entre vários cidadãos com alguma experiência, conhecimento e boa “litragem” entre tintos, brancos, espumantes e doces. Encare como uma boa referência. O resultado é uma lista que pode, sim, ajudar, mas jamais ser a palavra final sobre uma opção que afinal é definida pelo gosto de cada um.

E você, é  influenciado pelos rankings na escolha de sua bebida?

Leia também: Deu zebra no ranking da Playboy

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008 Espumantes, Nacionais | 18:29

Férias, praia e espumante fresco

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Areia, água salgada, piscinas de variados formatos, sol a pino. No serviço, o pessoal sempre muito disposto da recreação, o inevitável axé, aquele casal que você conheceu há duas horas e já virou amigo de infância. Na seção de comes e bebes, uma oferta infinita de bebidas nacionais e importadas. O garçom sempre disposto a verter álcool em quantidades industriais em seu copo. Sorria, você está na Bahia! Mais precisamente, num desses hotelzões onde a comilança e a beberagem estão incluídas na tarifa.

Para quem gosta realmente de vinho, no entanto, não é lá o melhor programa. A qualidade deixa muito a desejar (os tais vinhos importados prometidos nos folhetos, creio que foram, na verdade, deportados de tão ruins), o tinto, obviamente vem quente, e o espumante em copo americano de plástico. Mas ninguém espera uma carta de vinhos selecionada em um esquema semelhante, num quiosque de praia de luxo, certo? E nem todo programa precisa ter vinho. São férias, afinal… bebe-se sem compromisso.

Vinho combina com praia?

Borbulhas – Sim, principalmente se for um espumante. Taí um trabalho que as vinícolas brasileiras deveriam investir mais esforço, marketing e conquistar um espaço que está aberto. Pela manhã, para abrir os serviços, é muito bom. Já experimentou? Meninos, eu vi! Como estava acessível e na temperatura certa, muita gente trocava – ou mesmo intercalava!!! – uma taça de espumante com uma tulipa de chope. É simples. Basta ter a oferta e, principalmente, quebrar a afetação da bebida para torná-la mais uma opção na praia – e não uma alternativa “chique e diferenciada”. Feito isso, meio caminho está andado.

Brancos – Também, mas os mais leves, ligeiros, frutados, um sauvignon blanc, um viognier, um gerwustraminer. Dos italianos um pinot grigio ou um fiano, o português alvarinho, ou sua versão espanhola albariño, e ainda da península ibérica o macabeo. As opções são várias. Mas me parece que a real vocação da praia é mesmo dos espumantes.

Rosés – Claro, são ok. Leves, frutados, frescos. Não é à toa que são perfeitos com comida mediterrânea. Mas, Houston,  temos problemas. Primeiro: raramente há oferta disponível, mesmo com a recente onda em torno da bebida. Segundo, há muito rosé ruim por aí. Terceiro, tem muito preconceito em torno da bebida. Muito trabalho, não? Mas tendo oportunidade, é uma delícia.

Tintos – Não acho o ideal. Mas tem muita gente que não se importa. Mas creio que, sinceramente, vinho não é para toda ocasião. Na praia, na refeição, um tinto mais ligeiro, num ambiente mais refrigerado, ok. Ou como eu já testemunhei também no Nordeste: com gelo. Maior heresia não existe no planeta vinho, né não?

Vodca (ou chachaça), fruta, açúcar e gelo – De dia, pé na areia ou na beira da piscina, um espumante, de vez em quando, até vai bem. Quem sabe até um branco ou um rosé com os petiscos. Mas não há nada igual a uma caipirinha e uma espreguiçadeira. Sem preconceito, sem restrições. O importante é ser feliz. São férias.

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