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Arquivo de fevereiro, 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 Teste | 21:08

Teste das uvas – o vinho da uva, a uva do vinho

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Vinho é feito de uva, certo? Segundo estudiosos há 24.000 nomes para as mais de 3.000 variedades de uvas viníferas. Destas, 150 são plantadas comercialmente em quantidades mais significativas. Mas nós gostamos de vinho não só por causa da uva, mas por que ela também vira álcool. O teste abaixo é para quem quer testar seus conhecimentos sobre a(s) uva(s) que vai dentro da sua taça. São 15 questões.

[QUIZZIN 3]

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009 Novo Mundo | 21:28

Vinhos americanos: os ianques estão chegando

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Você já tomou um vinho americano? Provavelmente, não. Eu mesmo conheço pouca coisa. Na verdade, não há muitas opções no Brasil de tintos e brancos produzidos na terra do Tio Sam. Três razões contribuíam, pelo menos até o final de 2008, para esta tímida presença: os bons rótulos custavam os olhos da cara, o mercado interno consumia quase toda a produção e, como consequência, a oferta dos rótulos made in USA nas grandes importadoras era pífio.

Mas a crise atingiu em cheio também o mercado americano de vinho. Claro, o consumo interno continuará alto, mas o dinheiro ficou mais curto e as vinícolas, que antes tratavam com desdém o mercado externo, começaram a voltar os olhos para fora e a abrir negociações que permitem trazer os vinhos a preços competitivos e em maior escala – o que diminui o preço final.

Portanto, as chances de você – e eu –  provar um rótulo americano em 2009 será maior.

Vai contribuir para isso a iniciativa de duas novas importadoras, a pequena Wine Lovers e a agressiva e recém-chegada BevBrands, que prometem colocar o vinho americano na agenda dos consumidores brasileiros com uma coleção de rótulos dos estados da Califórnia (a maior parte), Oregon, Washington e New York.

2200 vinícolas, em todos os 50 estados
Os Estados Unidos são grandes produtores e consumidores. Todos os 50 estados produzem vinho. Três deles realmente interessam, e é onde estão concentrados os melhores caldos. O estado da Califórnia lidera com folga o ranking, em qualidade e quantidade, com 900 vinícolas, seguido do Oregon (198) e New York (162). Mas há vinho sendo engarrafado até no Alaska (4), Flórida (8) ou Mississipi, com uma única e solitária vinícola. No total, são cerca de 2.200 vinícolas no país. O site do jornal Usa Today produziu um mapa interativo muito legal com essas informações para quem quiser saber mais.

Os EUA no Brasil
Aqui entre nós, no entanto, perdem feio para os chilenos, argentinos e portugueses no ranking de volume importado. E não só para eles. Ocupam a 11º posição, com 0,12%, à frente somente da Nova Zelândia (veja quadro abaixo). Ou seja, o espaço para crescer é grande se for feito um bom trabalho de divulgação, distribuição e, principalmente, uma boa política de preço.

1º  Chile  34,38%
2º  Argentina  26,54%
3º  Itália  17,91%
4º  Portugal  11,24%
5º  França  4,54%
6º  Espanha  1,82%
7º  Uruguai  1,70%
8º  África do sul 0,58%
9º  Alemanha  0,54%
10º Austrália  0,40%
11º EUA  0,12%
12º Nova Zelândia 0,11%

Concentrado, aromático e um pouco doce
O gosto americano vem dominando o mercado mundial. Isso é sabido, criticado e debatido. É a tal parkerização do vinho de todo o planeta. Esta onda de vinhos com muito extrato – quase dá para mastigar a bebida –, com aromas predominantes de compota, muita madeira, quase doces, e com menos espaço para a acidez. Trata-se de uma caricatura da produção do vinho americano. Isso não é uma coisa boa nem ruim, é só uma característica do paladar do americano médio. Claro, há vinhaços também, que em degustações às cegas dão um  banho em Châteaux franceses, em mitos italianos e modernosos do Priorato, na Espanha.

Principais uvas
Como todo grande país produtor, os EUA também têm uma uva para chamar de sua, no caso a zinfandel, que estudos revelaram parentesco com a italiana primitivo. Em solo americano assim como acontece com a malbec na Argentina e a carmenère no Chile, desenvolve características próprias. A zinfandel está na linha de caldos musculosos, um sabor de groselha e bastante alcoólicos. As tintas cabernet sauvignon, merlot, pinot noir (aqui mais no estado do Oregon) e a branca chardonnay, porém, produzem os rótulos mais interessantes, do mais básico ao mais caro e refinado.

Os vinhos da Wine Lovers – estes eu provei
A Wine Lovers – por que esta mania das importadoras, revistas e eventos com nome em inglês? – está há dois anos no mercado, trabalha com  pequenos volumes e tem uma estratégia de negócio que visa a fidelização de seus clientes. Sua filosofia é trabalhar numa faixa de preço médio que vai de 30 a 100 reais. Como todo mundo, eles começaram com os rótulos argentinos e chilenos. Mas graças ao conhecimento de um dos sócios, que passou a parte da vida na Califórnia, resolveram apostar nesta região dos Estados Unidos, com um o seguinte foco: todos os rótulos são de vinícolas pequenas, que eles próprios visitaram. O critério de escolha foi dividido entre os clientes e especialistas em degustaç%C

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 Entrevista, Espumantes, Nacionais | 10:15

Angelo Salton 1952 – 2009

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O mundo do vinho acordou mais triste nesta terça-feira, dia 10 de fevereiro. Faleceu, a 1 hora desta madrugada, vítima de um infarto agudo, o presidente da Vinícola Salton, Ângelo Salton. Segundo assessoria de imprensa da empresa, há 15 dias o empresário havia feito um check-up geral e nada havia sido constatado. O corpo está sendo velado no cemitério do Araçá e às 16 horas segue para o crematório de Vila Alpina. Ângelo tinha 56 anos e deixa a mulher, Fátima, e quatro filhos.

No último encontro que tive com Ângelo, em um restaurante em São Paulo no final do ano passado, ele esbanjava otimismo e bom humor – uma característica marcante de sua personalidade – e estava cheio de planos para o aniversário de 100 da Salton, que será comemorado em 2010. Seus planos, certamente, terão continuidade na empresa.

Reproduzo abaixo o último texto que publiquei sobre Ângelo e o sucesso dos espumantes Salton na edição de dezembro de Veja São Paulo. Esta é a modesta homenagem deste blog a este guerreiro do vinho nacional.

O senhor das borbulhas

De cada três espumantes abertos no Brasil, dois
são nacionais. E 40% da produção brasileira é
do paulistano Ângelo Salton Neto

Por Roberto Gerosa 19.12.2007

Uma visita ao restaurante Fasano, em 2000, mudou a vida do empresário paulistano Ângelo Salton Neto. Enquanto tentava incluir um de seus rótulos na refinada carta de vinhos da casa, notou que a maioria das mulheres bebia um prosecco italiano durante a refeição. Imediatamente, ligou para o enólogo da Salton, em Bento Goncalves, no Rio Grande do Sul: “Aqui, só se bebe isso. Precisamos fazer o nosso”. Estava com sorte. Em suas propriedades havia 77 hectares cultivados com a uva prosecco, que era usada em outro tipo de vinho. Em três meses, lançou 6 000 garrafas. Um sucesso de público e crítica. De lá para cá, investiu pesado em sua linha de espumantes e, há três anos, chegou à liderança do setor, ultrapassando a Chandon, sua maior concorrente. De cada 100 garrafas de espumantes finos produzidas no Brasil, quarenta saem dos tanques de aço da Vinícola Salton, encravada na região de Tuiuti, vizinha a Bento Gonçalves.”E eu nem sabia que prosecco era o nome da uva”, conta Ângelo.

O bisavô de Ângelo veio para o Brasil em 1878. Saiu da comuna italiana de Cison di Valmarino, na região do Vêneto, próximo a Valdobbiadene, o berço dos melhores proseccos do mundo. Instalou-se na colônia italiana de Dona Isabel, atual Bento Gonçalves. Seus sete filhos fundaram, em 1910, a vinícola que foi batizada com o sobrenome da família. Na década de 40, o pai de Ângelo se mudou para São Paulo. O filho nascido aqui há 55 anos foi criado no prédio da Zona Norte onde atualmente funciona outra empresa do grupo, a Conhaque Presidente (20 milhões de litros vendidos ao ano). “Passei a infância no meio daquelas garrafas”, lembra. Engenheiro mecânico formado pelo Mackenzie, Ângelo largou a carreira para ingressar na companhia em 1976. Desde 1986, está na presidência do grupo, que tem um faturamento previsto de 39 milhões de reais para este ano, só com a linha de espumantes. “As mulheres e as festas são as grandes responsáveis por esse sucesso”, diz.

Ângelo, que cultiva a barba desde os tempos de faculdade, tem um jeito bonachão e um vozeirão que fazem lembrar um pouco o ator Orson Welles em seus últimos filmes. É um vendedor nato. Nas feiras de vinho, serve pessoalmente clientes e curiosos. “Defendo a qualidade do vinho nacional, e peço para comprar o meu, claro.” Atualmente, é respeitado pela crítica especializada e está sempre na mídia – pode ser visto com freqüência no Programa Amaury Jr., da Rede TV!. Até chegar a esse ponto, no entanto, teve de quebrar resistências. Certa vez, para chamar a atenção do jornalista e colunista de vinho da rádio CBN Renato Machado, abriu com estardalhaço um espumante. “Ele reclamou da maneira como a garrafa foi aberta, mas experimentou e aprovou a bebida”, afirma. “Não me lembro desse encontro e não tenho conhecimento dos espumantes da Salton para fazer qualquer comentário”, diz Machado. De olho na renovação dos consumidores, Ângelo aposta no lançamento, em fevereiro do ano que vem, do Prosecco Night, em garrafas de 375 e 750 mililitros. “Quando eu tinha 19 anos, só bebia uísque. Hoje, os jovens gostam de espumante”, afirma ele, que só foi trocar o malte escocês pelas borbulhas depois dos 40.

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