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Arquivo de abril, 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010 Nacionais | 12:51

Bem, amigos, agora Galvão Bueno também é vinho

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Galvão Bueno e Adriano Miolo no lançamento do Paralelo 31, na ExpoVinis: sucesso na feira

Galvão Bueno, o locutor mais assistido e comentado da TV brasileira, agora tem um vinho para chamar de seu. Para ser mais preciso, uma vinícola inteira. Trata-se da Bellavista Estate Bueno, localizada na região de Campanha, no extremo Sul do Rio Grande do Sul. A base do projeto está plantada, os vinhedos crescendo, o perfil do vinho definido, mas, como ele mesmo comentou, não dava para esperar cinco anos até que os primeiros frutos estivessem maduros e só então começar a colar seu nome em uma garrafa.”  O apresentador acalentava este sonho há muito tempo mas há cinco anos resolveu tocar a sério o projeto, e com auxílio de Adriano Miolo, enólogo e proprietário da vinícola de mesmo nome, encontrou o terreno, próximo dos vinhedos da Fortaleza do Seival, em Campanha.

Os primeiros rótulos lançados, o tinto Bueno Paralelo 31 e o espumante Bueno Couvée Prestige, são resultado de uma associação de sua incipiente vinícola com a consolidada Miolo Wine Group. O espumante usa as tradicionais chardonnay e pinot noir. O tinto é um corte de cabernet sauvignon (60%), merlot (30%) e petit verdot (10%). Galvão define esta parceria com uma frase de efeito: “O Adriano Miolo diz que se trata de um vinho elaborado a seis mãos: as minhas, as dele e a do consultor Michel Rolland. Mas eu digo que na verdade são quatro mãos, a dos dois enólogos profissionais, e um coração, o meu”.

Olá, amigos! Vai um vinho aÍ?

E como é o vinho afinal?

Quem tem acompanhado a assinatura Michel Rolland na Miolo já sabe o que vai encontrar. Cor bem escura, fruta madura, macio, toque de madeira. Um estilo novo mundo fácil de gostar, bem cuidado, um padrão atual dos vinhos de mais alta gama da Miolo.  Este é um caminho que o tinto nacional vem trilhando: uma bebida pronta e com um toque mais doce –  às vezes falta aquela acidez que era uma característica local, mas que também em excesso era um problema que deixava a bebida menos amigável.

Galvão Bueno apresentou seu vinho no estande da Miolo na terça-feira, 27 de abril, na feira internacional da ExpoVinis. Desnecessário dizer que ele roubou a festa. Era um gole do vinho e uma foto com os amigos, e inimigos, da Rede Globo. Galvão é um profissional da comunicação. Degusta um vinho como quem descreve uma musa. No lugar de frutas e flores traça paralelos com perfis femininos.

“Um merlot eu defino assim”, demonstra após tomar um pequeno gole do vinho: “Espetacular, uma beleza clássica, sensual, encantadora, mas no final da noite rende um mero suspiro.”

Já um cabernet sauvignon em sua visão teria a seguinte narrativa: “Esfuziante, agressiva, marcante, e, depois de 10 minutos, já está arranhando suas costas e falando no seu ouvido…”

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quarta-feira, 28 de abril de 2010 Degustação | 18:44

Os Top Ten da ExpoVinis 2010

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Os homens que cospem vinho
se reuniram no fim de semana dos dias 25 e 26 de abril e após cheirar, bochechar e dispensar mais de 160 amostras elegeram os dez melhores vinhos da ExpoVinis, versão 2010.  Os dez melhores dentre os que enviaram garrafas para serem avaliadas no concurso Top Ten, é claro. Com uma exceção, os vinhos estão à venda nas boas lojas. Cheque a lista e veja se concorda com a opinião dos jurados:

OS TOP TEN

Espumante Nacional

Grand Legado Brut (Brasil) – Wine Park

Espumante Importado

Ferrari Perle 2002 (Itália) – Ferrari, importado pela Decanter

Branco Chardonnay

Villagio Grando 2008  (Brasil) – Villagio Grando

Branco Sauvignon Blanc

Yealands Estate 2008 (Nova Zelândia)– Yealands State, sem importador

Branco Outras Castas

Mesh Riesling (Austrália) – Mesh, importado pela KMM

Rosé

Château de Pourcieux 2009 (França) – Château de Pourcieux, importado pela Cantu

Tinto Nacional

Sesmarias 2008 (Brasil)  – Miolo

Tinto Novo Mundo

Morandé Grand Reserva Syrah 2005 (Chile) – Morandé, importado pela Morandé

Tinto Velho Mundo

Herdade do Esporão Touriga Nacional 2007 (Portugal) – Herdade do Esporão, importado pela Qualimpor

Fortificado/Doces

Madeira Justino’s Colheita 1995 (Portugal) – Justino Henriques, importado pela Casa Flora

VICES E OUTROS LUGARES

Para quem não se contenta só com os primeiros lugares, a organização do evento divulgou outras classificações, em algumas categorias.

Espumante Nacional

1º Grand Legado Brut – Wine Park

2º Aurora Chardonnay Brut – Cooperativa Aurora

3º Miolo Millesime Brut – Miolo

4º Pedrucci Brut – Pedrucci

Branco Chardonnay

1º Villagio Grando 2008  (Brasil)– Villagio Grando

2º Cordilheira de Sant’Ana Reserva Especial 2008 (Brasil) – Cordilheira de Sant’Ana

Tinto Nacional

1º Sesmarias 2008 – Miolo

2º Dom Cândido Cabernet Sauvignon Reserva 2009 – Dom Cândido

3º Salton 100 anos – Salton

4º Storia 2006 – Casa Valduga

Tinto Novo Mundo

1º Morandé Grand Reserva Syrah 2005 – Morandé, importado pela Morandé

2º Tomero Gran Reserva Malbec – Tomero, importado pela Domno Brasil

3º Cristobal 1492 Malbec 2008 – Don Cristobal, importado pela Divina Botella

Tinto Velho Mundo

1º Herdade do Esporão Touriga Nacional 2007 (Portugal) – Herdade do Esporão, importado pela Qualimpor

2º Arzuaga Reserva  Especial 2004 (Espanha) – Bodegas Arzuaga Navarro, importado pela Decanter

3º Avan Terruño de Valdehernando 2007 (Espanha) – Juan Manuel Burgos, importado pela Del Maipo

Avaliação crítica, mas também pessoal

Em algumas categorias houve maior coincidência nas escolhas dos 12 degustadores. O fabuloso espumante italiano Ferrari, o enebriante Madeira Justino’s Colheita 1995 foram quase uma barbada. Já os 30 tintos do velho mundo, os 19 do novo mundo e os 30 tintos nacionais geraram maior multiplicidade de escolhas. Alguns produtores mais espertos já perceberam algumas preferências destes jurados que com uma alteração ou outra se mantêm há alguns anos cuspindo os melhores vinhos da feira. Nos brancos outras castas, um bom riesling sempre acaba levando, o touriga nacional é um tinto de degustação por excelência. O truque, porém, nem sempre funciona. O melhor tinto novo mundo, quem levou foi um syrah do Chile, da Morandé. No momento mais emocionante da apresentação dos rótulos, na noite de terça-feira, o próprio Pablo Morandé, enólogo e produtor chileno, o homem que “descobriu” o potencial da região de Casablanca, veio explicar pessoalmente seu vinho. A maior surpresa, talvez, foi a premiação de um espumante pouco conhecido: Grand Legado Brut, que trabalha com vinhas antigamente utilizadas pela Forestier.

Como é o Top Ten

Os vinhos que concorrem na degustação do Top Ten da ExpoVinis são aqueles enviados pelos expositores. Concorre quem quer. Eles são divididos em uma dezena de categorias: espumante nacional, espumante importado, sauvignon blanc, chardonnay, outras uvas brancas, rosados, tintos nacionais, tintos novo mundo, tintos velho mundo, fortificados e doces. As garrafas são ensacadas, numeradas e avaliadas. As notas de cada jurado são somadas e os melhores em cada categoria levam a medalha no peito e saem anunciando por aí. Justo ou não, trata-se de um julgamento coletivo, que é mais preciso que a nota de um só critico. Os jurados só conhecem os rótulos provados no momento da divulgação do resultado, que foi anunciado às 14h30 do primeiro dia da feira (27/04).

OS 12 JURADOS

  • Daniel Pinto (Sbav – SP)
  • Jorge Carrara (Folha de São Paulo e Prazeres da Mesa),
  • José Maria Santana (Revista Gosto),
  • Marcelo Copello (Mar de Vinhos),
  • Manuel Beato (Sommelier do Fasano, Guia de Vinhos Larousse)
  • Celito Guerra (Enólogo e Degustador da EMBRAPA),
  • Gustavo Andrade de Paulo (ABS – SP, Wine Style),
  • Ricardo Farias (ABS – RJ, Vinotícias),
  • Gerson Lopes (ABS – MG, Estado de Minas),
  • Marcio Oliveira (SBAV – MG),
  • José Luiz Pagliari (SBAV – SP) e
  • Beto Gerosa (Blog do Vinho, iG).
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quinta-feira, 22 de abril de 2010 Degustação | 13:26

Os homens que cospem vinho: como funcionam as degustações dos concursos

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Um editor de jornal é alguém que separa o joio do trigo – e publica o joio.
Ditado popular da imprensa

Sempre que participo de uma degustação com muitas amostras, como a que vai avaliar e premiar os dez melhores rótulos da ExpoVinis, imagino como seria descrito o roteiro da cena. (Anote: a Expovinis acontece nos dias 27, 28, 29, como foi dito no post anterior, sobre a temporada de feira de vinhos em São Paulo )

O cenário

Uma longa mesa repleta de taças vazias que vão sendo preenchidas com espumantes, brancos tintos e doces ao longo do dia. Mais de 150 amostras! Ao lado das taças, curiosos baldes. Uma grande farra, talvez. Um porre homérico, com certeza.

Os personagens

Uma dezena de respeitáveis senhores sentados em volta desta mesa. Não há nenhum representante do sexo feminino. Parecem compenetrados. O papel e a caneta na mão sugerem que vão registrar a façanha, talvez para não correr o risco de esquecer no dia seguinte…

A ação

Taças cheias de vinho. Vai começar a festa de Baco! Estes personagens passam então a exibir um estranho comportamento que consiste em inspecionar a cor da bebida, aspirar os aromas que aparecem, tímidos, e balançar a taça  com movimentos firmes e repetidos. Voltam então  a afundar o nariz próximo à bebida, desta vez absortos, alguns  de olhos fechados, buscando na memória uma comparação que traduza a percepção aromática (a cena podia ser coberta com imagens de flores, frutas, chocolate, café fumegante, um gato fazendo xixi… não, melhor não, ia exigir explicação Aromas e Vinhos, isso lhe cheira bem?). Só então um trago da bebida é sorvido, o líquido percorre toda a extensão das papilas gustativas (esse movimento é sugerido com um bochechar discreto). Finalmente o momento de glória, aquele que é o propósito de todo produtor que plantou, colheu e vinificou as uvas:  o apreciador bebe prazerosamente o vinho. Certo? Errado. Close no balde. Após todo este balé gustativo o sujeito cospe o vinho!  Aí então passa a fazer algumas anotações, que culminam em alguma pontuação.

Meio nojento? Não é a cena mais plástica deste mundo, certo? Mas é assim que são julgados e avaliados os vinhos em concursos, degustações e até em feiras de vinho. E é assim que tem de ser. A explicação é simples. Não há ser humano e discernimento que agüente beber – e engolir – tal quantidade de fermentados. Por mais história, elegância e cultura que caiba dentro de uma garrafa, o vinho nunca vai deixar de ser uma bebida alcoólica. Multiplicado por cem, então, vira caso de coma alcoólica e cirrose galopante.

O paradoxo deste julgamentos é que para avaliar e distinguir os melhores vinhos é necessário prová-los em grande volume, em sequencia, sem conhecimento do rótulos e procedências. E dispensar a bebida. Baseado no conhecimento técnico, bagagem cultural, experiência e, claro, certa dose de subjetividade, os jurados devem separar o joio do trigo. Muitas vezes, diga-se de passagem, o joio é contemplado. Mas é humano, demasiadamente humano.

Como é o Top Ten

Os vinhos que concorrem na degustção do Top Ten da ExpoVinis são aqueles enviados pelos expositores. Concorre quem quer. Eles são divididos em uma dezena de categorias: espumante nacional, espumante importado, sauvignon blanc, chardonnay, outras uvas brancas, rosados, tintos nacionais, tintos novo mundo, tintos velho mundo, fortificados e doces. As garrafas são ensacadas, numeradas e avaliadas. As notas de cada jurado são somadas e os melhores em cada categoria levam a medalha no peito e saem anunciando por aí. Justo ou não, trata-se de um julgamento coletivo, que é mais preciso que a nota de um só critico.

Qual o critério? Bom, o degustador avalia vários aspectos técnicos da bebida: a cor, os aromas, a persistência, o equilíbrio dos componentes, sua intensidade e, no meu caso, dou importância à tipicidade do vinho. Um rótulo de tinto do velho mundo precisar trazer características desta parte do mundo vinícola, por exemplo;  isso a gente chama de tipicidade, um vinho que reflete as características de seu terreno, de sua uva, de seu clima.

Outra dúvida que pode passar pela cabeça de muita gente. Após avaliar uma dezena de amostras os jurados não se cansam e o julgamento dos vinhos seguintes não pode ser prejudicado? Ou mesmo os primeiros da jornada? Aqui vale um paralelo cinematográfico. Assim como um bom ator se destaca e faz crescer um filme em qualquer parte  da história que apareça, seja nos primeiros minutos, no desenrolar do enredo ou só no final, um bom vinho também é capaz de se sobressair em qualquer momento de uma degustação. A excelência é sempre fácil reconhecer.

Os jurados só conhecem os rótulos provados no momento da divulgação do resultado, que será anunciado às 14h30 do primeiro dia da feira (27/04). Na noite desse mesmo dia ocorrerá a Degustação Especial Top Ten 2010, onde serão feitos comentários sobre cada um dos vinhos  contemplados.

Acompanhe a degustação do Top Ten no twitter do Blog do Vinho.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010 Degustação | 10:01

Aberta a temporada de feiras de vinho em São Paulo

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Se você adora vinho, não perde uma oportunidade de provar novidades e quer checar safras recentes, guarde um espaço em sua agenda para visitar as feiras de vinho que invadem a cidade de São Paulo em abril. A primeira, da importadora World Wine, começa já na segunda-feira, dia 19 de abril. A maior, a ExpoVinis Brasil, a 14º edição da megafeira anual de vinhos, acontece nos dias 27, 28 e 29.

Espécie de parque de diversões de enófilos e consumidores de vinho, as feiras também são um espaço para fazer negócios. Por esta razão, são reservados dias e horários exclusivos aos sommeliers, donos de restaurantes, profissionais da área e imprensa especializada para conversar com os produtores e avaliar os rótulos que desejam comercializar, colocar em suas cartas ou apenas conhecer. Este povo vai, afinal, escolher o que você vai beber nos próximos anos.

Nos dias e horários abertos aos consumidores, a disputa por um determinado rótulo é um tanto mais complicada. Exige do visitante o braço constantemente esticado com a taça em punho e uma certa dose de paciência. Mas vale a pena. O raciocínio é simples. Funciona como um rodízio de vinho. Por um preço único é possível conhecer e provar inúmeros rótulos, conversar pessoalmente com produtores e enólogos e ainda levar para casa algumas garrafas com algum desconto. Prepare o fígado. E vá de táxi!

World Wine Experience

O que é: feira da importadora World Wine, o braço mais refinado do grupo La Pastina. São 150 rótulos de 20 produtores do Novo Mundo, com garrafas do Chile, Argentina, Estados Unidos, Austrália e África do Sul. Site

Indicado para quem… quer provar uma variedade de tintos e brancos do Novo Mundo, com destaque para rótulos argentinos e chilenos, muitos deles novidades da importadora.

Onde: Meliá Jardim Europa, Rua João Cachoeira, 107, Itaim Bibi, São Paulo, SP.

Quando: 19/4, das 15h às 20h (para profissionais do setor) e 20/4, das 16h às 21h (público em geral)

Preço: R$ 100,00.

Informações: (11) 3383-7477

Expovinhoff 2010

O que é: acontece um dia antes do salão internacional da ExpoVinis, e se propõe ser a primeira feira de vinhos fora do circuito no Brasil. São 17 expositores entre produtores nacionais e importadoras com o diferencial de serviço adequado dos vinhos,  armazenados em adegas climatizadas (muitas vezes bebe-se vinho quente no calor destes eventos). Site

Indicada para quem… quiser participar de uma feira em um ambiente mais descontraído e aconchegante, e ter acesso mais fácil a produtores e enólogos.

Onde: Restaurante Pandoro. Avenida Cidade Jardim, 60, São Paulo, SP.

Quando: 26/4, das 11h/21h.

Preço: R$ 20,00

Degustações especiais:

12h- Domaine de L´Oustal Blanc – Languedoc
12h30 – Lídio Carraro – Brasil
13h- Vinhos La Fortuna – Chile – Maria Inês Beltrão – Importadora MIB
14h- Viña Sucre – Chilean Premium Wine s- Wine Company
14h50- Gloria Reynolds – Alentejo – Casa do Porto
15h20- Vinhos da Corsega Alain Mazoyer – Empório Sori
15h50 – Vinhos de Tomelloso, A origem de Grandes Vinhos desde 1986
16h20 – Douro Family State
16h50 – Coloman, Os Vinhos da Terra de Don Quixote de La Mancha, o Maior Vinhedo do Mundo
17h20 – Domaine Louise Brizon- Cave Jado
18h30 – Horacio Fuentes- Enólogo Ventisquero- Cantu
19h- Gianmarco Ghisolfi- Barolo Bricco Visete – Tre Bicchieri Gambero Rosso
19h30- José Correa – Enólogo Cia. Das Quintas – Interfood
20h10 – Arthur Azevedo- O novo Mundo X O Velho Mundo – Max Brands

Degustações gratuitas para quem se inscrever no e-mail degustação@propop.com.br


ExpoVinis Brasil 2010

O que é: 14º edição do maior evento do setor da América Latina. São mais de 250 expositores de todo o mundo; destaque para as mais de 40 vinícolas nacionais reunidas no espaço do Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho –, além da presença das maiores importadoras em atuação no país. Site

Indicado para quem… quer ter um panorama dos vinhos de todo o mundo, desde países pouco conhecidos como Bolívia e Sérvia, até grandes produtores como  Argentina, Portugal, França, Itália e um amplo painel do vinho nacional. A feira é enorme, melhor se programar com o mapa, distribuído na entrada, e definir prioridades.

Onde: Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho,Vila Guilherme,  São Paulo, SP

Quando: 27/4, das 14h às 22h (para profissionais do setor) e 28 e 29/4, das 14h  às 22h (19h/22h para público em geral)

Preço: R$ 40,00 (com taça para degustação), R$ 30,00 (sem taça).

Degustações especiais:

A ExpoVinis tem uma série de degustações promovidas por importadoras, associações, como a Vini Portugal, Ibravin, etc. As provas promovidas pela organização da feira são as seguintes:

27 – terça-feira – Degustação Top Ten ExpoVinis 2010 (concurso que elege os dez melhores vinhos da feira, avaliados em prova às cegas por jornalistas especializados, sommeliers e representantes de associações. Este colunista é um dos jurados e vai contar depois como foi a degustação)

28 – quarta-feira – Joan Pujol, da espanhola Miguel Torres, conduz a ‘Vertical do Mas La Plana’, o rótulo mais refinado da Bodega Torres, do Chile.

28 – quarta-feira – O enólogo franco-chileno Patrick Valette comandará os painel: ‘Melhores tintos do Velho e Novo Mundo no ExpoVinis Brasil’ .

29 – quinta-feira – Lorenzo Zonin, especialista em conversão biodinâmica, e Davide Rosso, produtor de Barolo, Piemonte (Itália), dirigem a prova ‘Futuro do vinho: biodinâmicos’.

Informações e reservas para as degustações pelo e-mail degustacoes@exponor.com.br ou pelo telefone (11) 3141-9444.

Leia também: Vale a pena ir às feiras de vinho?

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terça-feira, 13 de abril de 2010 Entrevista | 08:29

Nós viemos aqui para beber ou para conversar? Uma entrevista com o criador do Fórum Eno-Gastronomia, Mike Taylor

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O vinho, definitivamente, é uma bebida tagarela. Seus admiradores não se contentam apenas em prová-la. Têm uma necessidade quase atávica de escrever sobre o que se bebe. Se até alguns anos atrás estas  impressões eram registradas em cadernos que ficavam guardados na gaveta, hoje elas são públicas e se multiplicaram em blogs, fóruns e redes sociais.

O fórum, o avô das redes sociais, talvez seja a forma mais orgânica em que os fanáticos pelo fermentado rubro e branco debatem suas preferências, discordam da critica especializada e dividem conhecimento entre iguais.

Nestes espaços virtuais do vinho, ninguém é tratado com desdém por discutir  filigranas aromáticas ou questões como o selo fiscal, recentemente instituído pelo governo federal. As notas de Parker a um vinho, por exemplo, são discutidas com paixão de boleiro e argumentos  científicos. Novas safras são aguardadas com ansiedade adolescente, degustações são combinadas entre confrarias e a visita de certos enólogos é tratada com status de chefe de estado.

Nas redes sociais, a conversa é mais descontraída. O grupo do Orkut Adoro Vinho Tinto tem 182.255 membros, por exemplo. Nos Estados Unidos a comunidade social Must Love Wine tem 9.330 membros cadastrados e 135.000 seguidores.

Apesar de a discussão estar migrando para os facebooks e orkuts da vida,  Alguns  fóruns ainda sobrevivem.

Lá fora, megasite americano da revista Wine Spectator tem um fórum atuante. Assim como o site especializado Wine Lovers

Aqui no Brasil, o fórum mais atuante e talvez de maior repercussão é o Fórum de Eno-Gastronomia , mais conhecido entres seus integrantes como o Fórum do Mike. Criado em 2005 pelo consultor em vinhos e gastronomia Mike Taylor, hoje conta com  4.400 membros, muitos com participações diárias, responsáveis por cerca de 100 posts semanais.

Myke Taylor, o mediador do Fórum Eno-Gastronomia

Mike Taylor, do Fórum Eno-Gastronomia

Mike, 43 anos, vive e trabalha atualmente na Argentina, onde é consultor de vinícolas, recebe grupos e clientes interessados em conhecer as regiões produtoras da Argentina e do Chile além de coordenar o Grupo de Estudos e Degustação de Vinhos (GEDV). Na Argentina ampliou sua presença na rede e montou o Forum Vinogourmet, versão hispânica do Fórum de Eno-Gastronomía, que já conta com 3.100 membros.

Mike, em entrevista ao Blog do Vinho, defende: a livre discussão de idéias e a participação de lobbies e profissionais no seu fórum (“Tenho muito orgulho de contar com eles como membros”), o vinho nacional (Se há um vinho que me surpreende positivamente, esse é o brasileiro”), o consumidor nacional (“O brasileiro dá de dez a zero nos seus vizinhos argentinos”), mas é rigoroso com os blogs e críticos de vinho (“Tem muita gente que escreve para ser convidado de graça a eventos e degustações”). Recentemente, Mike se envolveu na polêmica sobre o uso do fungicida netamicina em alguns rótulos de Mendoza, o que  rendeu uma discussão acalorada na rede e no próprio fórum. “Não há evidências concretas que provem que houve má-fé por parte de alguns produtores argentinos”, defende. E sugere um protecionismo dos órgãos europeus ligados à vinicultura. “A Europa não consegue colocar muito vinho encalhado no mercado”. Leia a entrevista:

SOBRE O FÓRUM

Como foi a ideia de criar o Fórum Eno-Gastronomia?
Um amigo enófilo consultou-me, um sábado à noite, onde podia aprender sobre vinhos na internet. Eu indiquei uma lista de discussão muito popular naquela época, mas ele disse que só participaria de um fórum que fosse meu. Voltei para casa com essa ideia, e nessa madrugada de domingo criei o Fórum de Enogastronomía.

Quem é o publico que freqüenta o fórum?
Nosso fórum é freqüentado por enólogos, sommeliers, importadores, distribuidores, chefs de cuisine, enófilos e bon vivants que se sentem à vontade para discutir com outros gourmets apaixonados pela boa mesa.

A liberdade de expressão é a principal característica. Seguida da busca de conteúdo sério em matéria de enologia, com linguagem acadêmica, mas também expressada de modo acessível. Sempre procurei mostrar aos enófilos que vinho não é bicho de sete cabeças.

Existem lobbies do vinho de qualquer espécie participando do Eno-Gastronomia?
Sim. E tenho muito orgulho de contar com eles como membros. Acredito que os “caucus” e “lobbies” são proativos. Esses grupos não precisam estar escondidos. E considero que a venda, a livre oferta, não é pecado.

Não vejo nada de errado em que uma importadora publique um jantar ou degustação, ou que alguém venda seus vinhos no nosso fórum ou que um produtor divulgue as qualidades do seu vinho.

Tenho orgulho que enólogos como José (Pepe) Galante, do grupo Ex Catena Zapata, agora Salentein – Mapema, ou Aldo Biondolillo, da Tempus Alba, sejam membros ativos do meu fórum argentino.

Gosto se discute?
Gosto se discute, sim. O gosto, como as regras, mudam, mas há reações da físico-química no paladar que não se discutem. Então, se alguém insistir em comer um fruto do mar com um tinto encorpado sem considerar que os taninos do vinho  ao entrar em contato com o iodo e a saliva no paladar deixarão a sua boca com sabor metálico, está na hora de discutir o gosto.

Por que se escreve e se discute tanto sobre  vinho?
Como o vinho é por natureza paixão pela terra, pelo método, pelas tradições, pelo produto final, é natural que quem discute sobre vinhos seja passional e o debate acalorado.

A CRÍTICA E OS CRÍTICOS

Qual a importância da crítica internacional?

Aqui devemos separar o trigo do joio e vice-versa. Parker e a Wine Spectator de  um lado e Hugh Johnson, Jancis Robinson e a revista Decanter de outro.

O primeiro time, made in U.S.A. tem mostrado sérios problemas de credibilidade. O Parker envia pessoas como Jay Miller que dão 90 pontos até em água mineral com gás. Detalhe: recebem presentes e viagens de vinícolas.

Não nego o valor democratizador que Robert Parker teve na divulgação do vinho como bebida e não duvido dos benefícios. Mas é impossível achar que tem um supernariz… ainda que ele tenha segurado o mesmo em 1 milhão de dólares.

A revista Wine Spectator organizou um concurso fraudulento onde escolheu como melhor restaurante do mundo uma casa de Milão que não existia. Assim, não dá para você acreditar neles.

O Hugh Johnson, é um maestro de maestros. A Jancis Robinson é Master of Wine. São pessoas com muito estudo e formação. São esses os modelos que devemos imitar, o aperfeiçoamento, muito estudo. A revista Decanter, eu gosto, leio e acho confiável.

Gostaria também de mencionar um crítico muito interessante, o iconoclasta Gary Vaynerchuck, do site Wine Library.

Como avalia a crítica especializada no Brasil e os blogs de vinho?
Sempre digo que admiro Marcelo Copello pois ele está sempre estudando, se aperfeiçoando. Assim você pode ver a evolução dele, desde o primeiro livro onde era rigoroso demais com a pontuação dos vinhos, até o sistema que adotou quando foi editor da Revista Adega.

Já alguns supostos críticos brasileiros de vinhos têm me decepcionado muito, principalmente quando pessoalmente os vejo e ouço afirmar que um vinho chileno tipo “blockbuster” tem a elegância de um vinho da Borgonha…

O blog é um diário íntimo aberto a multidões. O blog não pode ser encarado como uma coisa definitiva. Boa parte não escreve, apenas copia, repassa, e muitas vezes nem menciona a fonte.

A Internet trouxe uma quebra de paradigmas. Hoje todo mundo pode ter um blog. Mas há de se ter conteúdo e dedicação para mantê-lo. Parece que em matéria de vinhos, não de enologia, as coisas ficaram mais flexíveis. Hoje você vê gente sem preparação acadêmica, que não são sommeliers, falando e escrevendo de vinhos. Isso é bom? Sim! Tem  um lado positivo, a democratização do conhecimento. A universalidade. Porém há muito boato e falácia.

Tem muita gente que escreve para ser convidado de graça a eventos e degustações, faz pose de entender alguma coisa, pergunta se a barrica é de primeiro ou segundo uso como se entendesse e percebesse a diferença.

Mas a culpa não é toda deles, é das importadoras, vinícolas e distribuidoras que convidam indiscriminadamente supostas pessoas que são ou serão formadoras de opinião.

Pessoalmente sou contra os eventos de graça. Muitos deles se convertem em celeiros de pessoas que procuram fazer uma boquinha.  Leia mais »

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terça-feira, 6 de abril de 2010 Livros | 20:50

10 livros para conhecer mais sobre vinho

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“Para apreciar um vinho não é necessário devorar uma enciclopédia,
mas é preciso prestar atenção. E praticar.”

Hugh Johnson, crítico inglês e autor do Atlas Mundial do Vinho

Uma das perguntas mais frequentes que um colunista de vinho ouve é a seguinte:

“Adoro vinho, mas não conheço muito. Onde eu posso aprender mais sobre a bebida?”

Há várias opções, os cursos são uma delas, mas os livros especializados me parecem uma solução mais fácil e eficiente para iniciar esta jornada junto ao conhecimento dos tintos, brancos e espumantes.

Enfiar o nariz entre as páginas dos livros, em vez de mergulhá-lo na taça, pode ajudá-lo na escolha e a compreender melhor o que vai dentro da garrafa. Alternar o mergulho nasal entre as folhas impressas e a taça, então, é uma possibilidade que merece ser considerada. Afinal, a leitura de um guia de vinhos só faz sentido se for seguida de uma experiência prática, na taça.

Conheça dez livros que podem ajudar os interessados em desvendar o ABC do Baco:

  • LAROUSSE DO VINHO

    Editora Lafonte

    384 páginas

    R$ 198,00

    Adaptação do original francês. Um clássico da enciclopédia gastronômica da bebida, revisado e atualizado em sua edição de 2007. Os consultores nacionais são especialistas do mais alto calibre. O enólogo Michel Rolland assina o prefácio. A obra tem a divisão clássica deste tipo de livro. No início estão princípios de vinificação, tipos de uva e noções de degustação. O restante da obra é dedicada aos principais países produtores. Claro que a França merece maior destaque, assim como o velho mundo. No final de cada região, uma lista das principais vinícolas ajudam na escolha do vinho.

    Indicado: para quem está começando e quer se aprofundar no assunto e precisa de uma boa obra de referência. Essencial.

ATLAS MUNDIAL DO VINHO
  • ATLAS MUNDIAL DO VINHO

    Hugh Johnson e Jancis Robinson

    Nova Fronteira

    400 páginas

    R$ 140,00

    Para os apreciadores de vinho, o nome Hugh Johnson está associado à qualidade. O famoso enólogo – autor do Guia de vinhos – é o responsável, em parceria com Jancis Robinson, pela sexta edição do Atlas mundial do Vinho, um amplo estudo das regiões produtoras de vinho de todo o mundo. Com mapas e fotografias de altíssima qualidade, Johnson e Robinson analisam as particularidades geográficas, climáticas e agrícolas dos lugares onde cada vinho é produzido e como influenciam seu sabor e sua qualidade. Além disso, o Atlas não aborda apenas produtores tradicionais da bebida, como França e Itália, mas também países onde a produção não é tão conhecida, como Austrália, Grécia, Canadá e até mesmo o Brasil. Em sua mais recente edição, o Atlas Mundial do Vinho ganha mais 40 páginas, 20 novos mapas e fotos de página inteira. Show de bola.

    Indicado: para quem se interessa em saber como as regiões e terrenos influenciam os vinhedos e seus vinhos.

OS SEGREDOS DO VINHO - PARA INICIANTES E INICIADOS
  • OS SEGREDOS DO VINHO – PARA INICIANTES E INICIADOS

    José Osvaldo Albano do Amarante

    Mescla Editorial

    566 páginas

    R$ 160,00

    O especialista José Osvaldo Albano do Amarante divide com seus leitores trinta anos de experiência no mundo do vinho em textos claros e diretos com muita informação prática. Os destaques nos quadros cinza permitem uma rápida localização dos melhores produtores de dezesseis países e outras referências importantes para os leitores.

    Indicado: para quem quer contar com a experiência de quem já degustou muito.

TINTOS & BRANCOS
  • TINTOS & BRANCOS

    Saul Galvão

    Editora Conex

    640 páginas

    R$ 120,00

    Saul Galvão foi um jornalista conhecido no mundo enogastronômico e, mais importante, uma referência para os leitores. Suas dicas de vinho podiam ser acompanhadas semanalmente no jornal O Estado de S. Paulo, no caderno “Paladar”. É autor, entre outras obras, do Guia de Tintos e Brancos (e Rosados). Este livro se diferencia do seu guia pois além dos rótulos, fruto de sua intensa experiência gustativa, apresenta um perfil dos países e regiões produtores, em uma obra de referência para iniciantes e iniciados.

    Indicado: para quem acompanhava as críticas de Saul Galvão e confia em sua avaliação.

VINHOS, O ESSENCIAL
  • VINHOS, O ESSENCIAL

    José Ivan dos Santos

    Editora Senac

    300 páginas

    R$ 79,00

    Um dos livros de referência de vinho mais vendidos no Brasil. Está na sua 7ª edição. Didático, é ideal para quem está começando a se interessar sobre o assunto e pretende ampliar seu aprendizado. Os países do cone sul, como Chile, Argentina, Uruguai e o Brasil, com maior presença no mercado nacional, merecem um tratamento especial, diferente do que acontece em enciclopédias traduzidas.

    Indicado: para quem está se iniciando no tema e precisa de informações precisas.

INTRODUÇÃO AO MUNDO DO VINHO
  • INTRODUÇÃO AO MUNDO DO VINHO

    Ciro Lilla

    Editora Martins Fontes

    289 páginas

    R$ 29,80

    Num texto que trata o assunto de forma simples e clara, o autor, proprietário das importadoras Mistral e Vinci, busca descomplicar os mitos que envolvem a bebida.

    Indicado: para iniciantes que não querem complicar o conteúdo da taça.

A BÍBLIA DO VINHO
  • A BÍBLIA DO VINHO

    Karen MacNeil

    Ouro

    800 páginas

    R$ 189,00

    Recheado de informações e escrito numa linguagem muito agradável, tem uma leitura fluente, com destaques e quadros que resumem os pontos principais de cada tema. França, Itália e Estados Unidos merecem mais atenção da autora, que é americana. Países como Argentina e Chile não têm o merecido destaque e Portugal fica restrito ao vinho do Porto.

    Indicado: para quem busca uma enciclopédia e que tenha certa predileção pelos vinhos americanos.

A ARTE DE DEGUSTAR O VINHO - PELO MELHOR SOMMELIER DO MUNDO

  • A ARTE DE DEGUSTAR O VINHO – PELO MELHOR SOMMELIER DO MUNDO

    Enrico Bernardo

    Companhia Editora Nacional

    206 páginas

    R$ 70,00

    Este belo livro do sommelier Enrico Bernardo faz uma viagem sensorial pelo mundo do vinho. Ricamente ilustrado, traz ainda entrevistas com importantes produtores, além de mostrar, passo a passo, os processos da degustação e da apreciação de um bom tinto, um refrescante branco, um explosivo espumante, um reflexivo doce…

    Indicado: para quem quer seguir as regras da degustação.

GUIA ILUSTRADO ZAHAR VINHOS DO MUNDO
  • GUIA ILUSTRADO ZAHAR VINHOS DO MUNDO TODO

    Paulo Nocolay (consultor para edição brasileira)

    Jorge Zahar

    672 páginas

    R$ 80,00

    Este guia entrega o que promete. Padrão das obras produzidas pela editora inglesa Dorling Kindersley. É ricamente ilustrado com mapas, fotos e quadros das principais regiões vinícolas do mundo, como sugere o título. Outro ponto forte é a indicação de rótulos mais importantes de cada região descrita. Seu formato menor (13 x 22 cm) permite carregá-lo até uma loja, levá-lo em viagens ou mesmo em restaurantes.

    Indicado: para quem prefere um guia mais direto e com tratamento gráfico caprichado.

O GUIA FUNDAMENTAL PARA O APRECIADOR MODERNO
  • O GUIA FUNDAMENTAL PARA O APRECIADOR MODERNO

    Oz Clark

    Marco Zero

    144 páginas

    R$ 70,00

    Oz Clark é um critico inglês conceituado e bem-humorado. Neste guia ele reúne todo o seu conhecimento adquirido em anos de degustações e viagens em mapas bem ilutrados e impressos, dicas de compras, sugestões de safras e aquele apanhado sobre as principais regiões vitivinícolas, comum a toda obra com pretensão de guiar seu leitor pelo mundo do vinho.

    Indicado: para quem está querendo um texto mais leve e uma obra com imagens caprichadas.

Conheça na seção de livros Outras indicações de livros de vinho

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