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Arquivo de janeiro, 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Blog do vinho | 13:30

Quinze sugestões para aproveitar melhor o vinho em 2011 (parte 2)

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Complementando a primeira lista do Blog do Vinho, mais cinco propostas para tornar sua relação com o vinho mais prazerosa e ampliar seu conhecimento sobre esta bebida. Vai arriscar?

6/15 Participe de uma degustação às cegas

Uma degustação às cegas, como o nome sugere, guarda um segredo. No caso é o próprio vinho que você vai beber: o rótulo não é mostrado. As garrafas são ensacadas, numeradas e servidas. Provar diferentes vinhos sem saber quais são os rótulos, o tipo de uva ou mesmo país pode ser um estímulo divertido que vai demonstrar como às vezes somos influenciados por fatores externos ao nosso gosto. É uma das provas mais didáticas que existe. E exige muita humildade do provador. O que vale aqui é a avaliação sensorial da bebida que está na taça, e um pouco de experiência, sem qualquer interferência, como a nota do Robert Parker, a fama do produtor, o preço do vinho ou seu hábito de consumo. Uma pesquisa realizada no Instituto de Tecnologia de Stanford, na Califórnia, juntou vinte voluntários que provaram  às cegas cinco vinhos de diferentes níveis de preço – 5, 10, 35, 45 e 90 dólares. O objetivo da avaliação era identificar qual vinho era mais prazeroso. O teste tinha uma pegadinha. Dois dos cinco vinhos eram idênticos, mas os preços exibidos em cada garrafa eram diferentes: um marcava 10 dólares e outro 90 dólares. Quando estimulados a apontar o melhor vinho, escolheram o mais caro, de 90 dólares, o mesmo da garrafa de 10 dólares. Ou seja, as aparências no vinho também enganam. E uma degustação às cegas, além de divertida, pode revelar que um rótulo mais barato pode agradar tanto ou mais que um mais caro.

Leia mais sobre degustações

7/15 Compre taças adequadas e compare

Você gosta de extrair o máximo de seu vinho? Então está na hora de investir em taças apropriadas para a bebida. Assim como a moda desenvolve tecidos, cortes e modelos para realçar cada tipo de corpo e estilo de vida, a tecnologia e o design também concebem taças para diversos tipos e estilos de vinho. Um cabernet sauvignon ou um pinot noir, só para ficar em dois exemplos clássicos, revelam todo o seu potencial quando servidos em tacas desenvolvidas especialmente para o perfil destas uvas. Frescura demais?

O austríaco Georg Riedel, proprietário da Riedel, e décima geração da família que produz taças em cristal desde 1756  —   e dono de outra marca importante, a Spiegelau  —, é capaz de comprovar esta tese em um jogo lúdico. Ele começa seu show servindo um sauvignon blanc em uma taça produzida para esta uva e pede para a plateia sentir os aromas e o sabor da bebida. Aí, com ares de prestidigitador, solicita ao público presente que verta o sauvignon blanc em uma taça de chardonnay (um pouco mais bojuda embaixo e mais aberta no topo). Troca de olhares entre os presentes. Ohhhh! O sauvignon blanc, antes de aromas cítricos expansivos e acidez correta, se transforma numa bebida desprovida de aromas e de boca chata. Basta voltar o líquido à taça original, e, voilà, está tudo de volta. O processo é repetido com um chardonnay chileno, um pinot noir da Borgonha (este então fica irreconhecível numa taça de bordeaux, perde os aromas, o gosto das frutas e se torna ralinho) e por fim com a célebre cabernet sauvignon. “Não melhoramos o vinho”, insiste Mr. Riedel. “Nós evidenciamos seus aromas.”

Mas como ele consegue isso? Aqui a mágica desaparece. Os engenheiros e designers da Riedel encaram as características olfativas e gustativas do vinho como elas são: processos químicos. E trabalham fortemente na valorização dos aromas – a primeira impressão é a que fica, não é? – e na engenharia do formato da taça, planejada para atingir determinadas áreas da língua que identificam o doce, o salgado, a acidez e o amargo. O desenho da taça de um Bordeaux, por exemplo, faz o líquido escorrer para o centro da língua, o ponto que se percebe a sensação encorpada do vinho. Há modelos para cada uva e região, e antes de serem lançados no mercado são testados junto aos produtores, sommeliers e especialistas, até se chegar no ponto de excelência.

O que isso quer dizer, afinal? Que um amante de vinhos tem de ter toda uma linha de taças possíveis para usufruir a adega cuidadosamente formada em casa? Nem tanto, há taças que acabam cumprindo a função de agradar tintos gregos e brancos troianos, na média. Se o que você mais bebe é um cabernet, adquira uma taça do tipo “bordeaux” e a vida está resolvida também para a maioria dos outros tintos. E assim voltamos à proposta inicial desta sugestão. Faça um teste e descubra o que a taça pode fazer pelo seu vinho e seu prazer. Encare a coisa com uma aplicação que vai mudar o perfil do seu investimento maior, que são as garrafas de vinho. Frescura? Preciosismo? Quem tem suas taças não acha.

Leia mais sobre taças

8/15 Beba mais vinho branco

Você conhece aquela da mulher que morreu de vinho branco?
– Ela estava atravessando a rua, veio um carro vermelho,
ela desviou, mas aí vinho branco…

“Vinho, pra mim, tem de ser tinto”, é uma das frases que mais ouço. Trata-se de uma injustiça. Os brancos são insubstituíveis com determinadas comidas, são refrescantes no verão e podem ser tão intensos, aromáticos e oníricos quanto os festejados tintos de alta qualidade.

Este blog não tem a pretensão de mudar o gosto de ninguém, muito menos educar quem quer que seja – militância até em vinho, que é um prazer, não dá! A idéia aqui é despertar a curiosidade. Se você realmente é um apreciador de vinho, os brancos merecem fazer parte do seu registro sensorial e gustativo. Portanto uma das sugestões para 2011 é: beba mais vinho branco! Uma importante importadora nacional, a Decanter, aposta nesta tendência e teve um crescimento de 37,5% no comercialização de seus brancos em 2010, informa o proprietário Adolar Herman. Deve querer dizer alguma coisa.

Vinho branco, aliás,  já começa errado no nome – a única bebida branca que eu conheço é leite, e não é o nosso business aqui. A cor, na realidade, vai do palha clarinho aos tons dourados, quase ouro. Branco se contrapõe a tinto, só isso.

O serviço deve ser em temperatura entre 8 a 10 graus. Mas se você gelar demais a bebida corre o risco de perder o leque aromático e as características de suas uvas. O gelado excessivo aplaina as papilas gustativas. O resultado é insípido. Preste atenção, então, para não esquecer a garrafa no baldinho de gelo, muito menos dentro do freezer! O inverso, quente demais, também é um desastre, a acidez ferve na boca e ninguém merece vinho branco quente!

Eles podem ser refrescantes, fáceis e leves, quase uma bebida de verão, aquela para começar os trabalhos (exemplo clássico: a sauvignon blanc) ou cremosos, amanteigados, untuosos e de maior corpo (aqui reina a chardonnay que passa pela barrica), quem vão melhor junto às refeições. Sem esquecer os intensos, longos, minerais e aromáticos rieslings da Alemanha e da Alsácia, os vinhos brancos preferidos dos especialistas. Mas só para chatear e evitar a monotonia, a regra não é engessada: há chardonnays refrescantes, ligeiros e minerais, sauvignon blancs profundos e de meditação, e rieslings doces, ok?

Por fim… ou quem sabe o começo.
Fica combinado que da próxima vez que estiver em uma festa, numa reunião ou no restaurante e um garçom vier com o branco, não decline. Aceite. Experimente. Ao contrário da piada infame do começo deste texto, ninguém morre de vinho branco.

Bons, Brancos, nem sempre baratos  (post com preços de 2008)

Vinho branco, você ainda vai beber um

9/15 Arrisque um rosé

Considere em sua próxima compra, ou em um almoço em dia de calor, um rosé. Topas?  Ou você é do tipo que acha que vinho rosé é uma coisa meio gay? Pois fique sabendo que esta bebida de aromas ligeiros, frutas frescas e cor exuberante  bateu o consumo de vinho brancos na Espanha em 2010. É outra tendência de consumo que vem crescendo, até no Brasil, apesar da aposta exagerada do mercado e importadoras no final em 2009.  Há rosés que lembram morangos frescos, aqueles de caixinha mesmo que é o que a gente conhece, outros têm um toque mais floral, bem de leve, o suficiente para perfumar a bebida. É uma bebida mais com o perfil de aperitivo, dos goles descompromissados. Mas vai bem também com a comida. Na boca, tem força para interagir bem com frutos do mar, pescados e até um grelhado sem molhos.

E ainda tem a cor, um dos maiores charmes deste vinho. As tonalidades variam daquela casca de  cebola, bem clarinha – clássico dos exemplares de Provence, na França -, passando pelo salmão até um rosa bem vivo. Além do mais, é o vinho com a cara do verão: tem cor de pôr-do-sol. É refrescante até de olhar. Ta bom, é um pouco gay, mas quem não precisa provar – ou esconder – sua opção sexual não tem que temer um fermentado rosinha, certo?

Sinônimo de vinho na região da Provence, há bons rosés espalhados por todo o mundo. Aqui vão alguns goles por onde começar (preço médio)

França

Château de Pourcieux 2009 (França) – Château de Pourcieux (um rosé das uvas, syrah, grenache e cinsault), importado pela Cantu. R$ 65,00

Château des Chaberts – Cuvée Prestige, 2006, da Appellation Coteaux Varois En Provence. (um rosé das uvas grenache e cinsault), importado pela Casa Flora. R$ 77,00

Mas de Cadenet Rosé, Côtes de Provence (um rosé das uvas grenache , cinsaut, syrah), importado pela Le Tire-Bouchon. R$ 75,00

Chateau Reynon Rosé 2006, Bordeaux (um rosé das uvas cabernet sauvignon e merlot), importado pela Casa Flora. R$ 80,00

Brasil

Villa Francioni Rosé, Villa Francioni (um rosé meio salada de fruta: cabernet sauvignon, cabernet franc, sangiovese, syrah, petit verdot, pinot noir, merlot e malbec), R$ 52,00

Chile

Santa Digna, Miguel Torres, Curicó, (rosé de cabernet sauvignon), importado pela Miguel Torres. R$ 38,00

Argentina

Crios Susana Balbo Rosé, Mendoza, Argentina (rosé de malbec), importado pela Cantu. R$ 38,00

Alamos Malbec Rosé, Mendoza, (rose de malbec), importado pela Mistral. R$, 29,00

Portugal

Esporão Vinha da Defesa Rosé, Herdade do Esporão, Alentejo, (rosé de aragonês e syrah) R$ 62,00

Leia mais sobre vinho rosé

10/15 Experimente um vinho doce

O vinho doce, ou de sobremesa, está sempre no fim da lista dos consumidores de vinho. Talvez este seja o seu caso. Mas tente servir um vinho de sobremesa no final de uma refeição ou pedir uma taça para acompanhar a sobremesa (peça ajuda ao sommelier). Aposto que um novo mundo vai se descortinar.

Há vinhos de sobremesa brancos e tintos fortificados (os vinhos do Porto, Madeira, Moscatel de Setúbal). Nos brancos se destacam os de colheita tardia (ou late harvest) e os botritizados. Os vinhos doces de  colheita tardia têm preços mais acessíveis e próximos do bolso. Como o nome indica, as uvas são colhidas com várias semanas de atraso, provocando a desidratação e concentração de açúcar na fruta. Já o processo de botritis (ou podridão nobre)  as  uvas são atacadas por um fungo benéfico – o tal Botrytis cinerea -, que somente ocorre em certas condições climáticas e em regiões mais úmidas. Os frutos perdem água e concentram açúcar e ácidos. Uvas botritizadas produzem vinhos licorosos de grande estirpe, como o Sauternes, da França, ou o Tokay, da Hungria. O representante maior desta turma é o Châteu d’Yquem (elaborado com as uvas semillon e sauvignon blanc), uma jóia rara produzida na França (sempre lá…). Aliás, este é o tipo de vinho de enciclopédia, uma referência que aparece mais nos livros e artigos do que na sua taça por conta do alto preço.

Também se destacam nesta turma os vinhos doces brancos aqueles que literalmente vêm do gelo, os icewines, produzidos em países de clima realmente frios, como Alemanha, onde recebem o nome de Eiswein, Áustria e no Canadá. Antes de serem colhidas congeladas, no mês de dezembro, as uvas derretem e congelam novamente umas oito vezes. Cada vez que se congelam, mais sabores se concentram na fruta. O resultado é um branco doce, de baixo teor alcoólico, com aqueles aromas etéreos que os bons vinhos de sobremesa exalam e que qualquer nariz mais cético é capaz de perceber. Na boca costuma vir uma sensação de compotas de frutas brancas ou cítricas, muito mel e certa untuosidade.

No campo dos fortificados, o destaque são os Portos e os Madeira, ambos de Portugal, aquelas garrafas que nossos avós tinham em casa e que possuem uma infinidade de matizes. O acréscimo de aguardente vínica corta o processo de fermentação preservando parte do açúcar residual e garantindo muitos anos na garrafa.

Há sete tipos principais de vinhos do Porto (conheça aqui os estilos). O fortificado não é doce à toa. Portos mais novos, como os ruby e  tawny são bebidas mais frutadas e encorpadas, mais fáceis de beber. Já os Portos vintage e com indicação de idade são coisa mais séria. Os descritivos de um Porto envelhecido são todos superlativos: aromas infinitos de frutas secas e mel que chegam em ondas e volatizam na taça mesmo depois de esvaziadas – um Porto virtual fica suspenso no ar. A intensidade de boca e de fim de boca são longuíssimas. Para quem é adepto de um charuto, são bons parceiros também.

O vinho de sobremesa cumpre um outro papel social, que é o de esticar o tempo da convivência, um vinho que sai da mesa e acompanha a conversa no sofá. Vale incluir na sua receita de vida.

Leia mais sobre vinho do Porto

Leia mais sobre icewine

As próximas (e últimas ) 5 sugestões  serão detalhadas nos próximos posts. São elas:

11/15 Experimente um rótulo mais antigo

12/15 Conheça melhor o vinho nacional

13/15 Monte sua confraria

14/15 Deixe o preconceito de lado e prove vinhos com rolha de rosca

15/15 Monte uma adega com um kit básico de vinhos

Leia aqui as primeiras 5 propostas para melhorar sua relação com o vinho

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011 Blog do vinho | 16:44

Quinze sugestões para aproveitar melhor o vinho em 2011 (parte I)

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Quais são os seus planos para 2011? Você é daquele tipo que faz listas no início de cada ano e não consegue cumprir? Promete que vai matricular-se na academia (e freqüentá-la), começar um regime (e segui-lo), aperfeiçoar seu inglês (e mantê-lo)? Que tal então pegar mais leve e começar apostando nas boas coisas da vida, como por exemplo enriquecer sua experiência com os tintos, brancos e espumantes? Este blog listou quinze sugestões para beber melhor em 2011 e ampliar sua experiência com vinho. São dicas para quem está começando a jornada com a bebida e também para aqueles que já têm alguma intimidade com os fermentados. As sugestões serão publicadas em numa sequência de três posts ao longo dos próximos dias.

    1/15 – Faça um curso de vinho

Nove entre dez consumidores costumam argumentar que adoram vinho, mas não entendem muito do assunto. Um curso básico é sempre uma maneira fácil de organizar o conhecimento e obter informações que vão ajudá-lo a escolher melhor sua próxima garrafa e a compreender as características de cada região, as diferenças entre as uvas e a história de cada país. Há cursos variados em associações, importadoras, lojas de vinho e até restaurantes  Confira na lista abaixo alguns destes lugares.

ENTIDADES
Associação Brasileira dos Sommeliers
A ABS São Paulo mantém um cronograma de cursos básicos e avançados e oferece boa infra-estrutura para  degustações. São oito aulas para quem pretende se iniciar no mundo do vinho (R$ 840,00).
Informações: ABS

A ABS também mantém afiliadas com agenda de cursos e degustações  em BrasíliaCampinas e Rio de Janeiro.

Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho
Na Sbav, a mais antiga das associações de vinho do país, o curso básico é de 4 aulas (R$ 390,00).
Informações: Sbav

A Sbav possui grupos com agenda de cursos e degustações em São José dos Campos, PernambucoMinas GeraisRio Grande do Sul.

Senac
O Senac tem cursos básicos de vinho com carga horária de quinze horas e também cursos profissionalizantes para sommeliers. Faz parte do material didático o livro Vinhos: O Essencial, de José Ivan dos Santos. O Senac ainda tem unidades espalhadas pelo Brasil com cursos de  especialização, harmonização e básico de vinho.

Informações: SenacSP e Senac Brasil

PARTICULARES

Belo Horizonte

Belo Vinho
Curso de Iniciação à Degustação de Vinhos em dois dias com degustação de onze vinhos. O livro Vinho Sem Segredos de Patricio Tapia está incluído como material de referência.

Informações: Belo Vinho

São Paulo

Ciclo das vinhas
A sommelière Alexandra Corvo mantém um simpático e acolhedor espaço para cursos e degustações temáticas. Alexandra é craque em passar a informação de forma simples e descontraída.
Informações: Ciclo das Vinhas

Degustadores Sem Fronteiras
O consultor, autor de livros e diretor da Sbav-SP Aguinaldo Záckia Albert organiza viagens, degustações e palestras para quem deseja expandir seu conhecimento.
Informações: Degustadores Sem Fronteiras

Rio de Janeiro

Escola Mar de Vinho
O premidado crítico Marcello Copello dá cursos em sua escola no Rio de Janeiro, e palestras temáticas, como “Degustando com Sinatra”, e outros temas.
Informações: Escola Mar de Vinho

Rio Grande do Sul

Escola do Vinho Miolo
A vinícola Miolo, com sede em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, tem uma agenda variada de cursos que também são realizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Porto Alegre.
Informações: Miolo

Curso de Degustação Salton
Outra grande vinícola nacional que oferece cursos em seu auditório, no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves.
Informações: Salton

Aulas em vídeo pela internet

Outra opção para quem, como você, é um ser digital é acompanhar as lições em vídeos on-line, mestres interncionais como Jancis Robinson Canal dos vídeos de Jancis no Youtube, Oz Clark Site oficial do programa, Gary Vaynerchuk Canal do programa Wine Library têm páginas disponíveis na rede.

Leia mais sobre cursos no Blog do Vinho

  • 2/15 Compre um rótulo mais caro

Ok, o melhor de conhecer um pouco mais de vinho – e os cursos acima são apenas uma das maneiras de fazer isso – é não precisar gastar uma fortuna para degustar um bom rótulo. Mas, sendo muito sincero, os grandes vinhos são um pouco mais caros mesmo. E depois que o consumidor sobe um pouco a régua da qualidade é difícil voltar atrás. Os caldos mais bacanas são resultado de uvas selecionadas, e mais caras; de terrenos mais nobres, com um cuidado quase artesanal na vinificação e envelhecimento em barris de carvalho (no caso dos grandes tintos). Claro, muitos rótulos aproveitam-se do sucesso para cobrar exorbitâncias, mas não é deste tipo de vinho que estamos tratando aqui.

Então, você pode se presentear, de quando em vez, com um bom rótulo, gastando um pouco alem do que está acostumado. Às vezes 30, 50 reais de diferença fazem a diferença. 100 reais fazem toda a diferença. Outra opção é trocar duas ou três garrafas de preço médio por outra mais especial. Se for um daqueles rótulos na casa das centenas, uma boa alternativa é dividir o preço da etiqueta com os amigos, tanto na hora de meter a mão no bolso quanto no doce momento de prová-lo. Mais barato e divertido. Aumenta seu cardápio de possibilidades e não ofende o orçamento de ninguém.

  • 3/15 Visite uma vinícola

O chamado enoturismo é um segmento da indústria do vinho que vem crescendo no Brasil e no mundo. Viagens podem ser organizadas em grupos ou fazer parte de um pacote turístico. Pela proximidade, e profissionalismo, as vinícolas do Chile e Argentina oferecem muitas ofertas. No Brasil, o movimento também cresce na região de Bento Gonçalves. Mas não exagere no número de produtores. Depois da terceira visita a uma vinícola, os barris de madeira empilhados na adega que tanto impressionam na primeira vez começam a perder a graça e mesmo o discurso dos enólogos e guias sobre a importância da qualidade da uva e o detalhamento do processo de vinificação começam a ficar repetitivos. O melhor da festa são as degustações. Aproveite para provar rótulos novos, lançamentos e quem sabe participar de uma degustação mais longa acompanhada da culinária local e do enólogo que pode explicar sua criação.

  • 4/15 Harmonize vinho e comida

Toda vez que um especialista ou um apaixonado tenta falar em harmonização entre um vinho e uma comida a maioria leiga em volta torce o nariz, suspira com desdém, e decreta que o sujeito é um exibido gastronômico. Uma boa maneira de tentar provar se a harmonização é  um conceito válido ou apenas uma afetação de experts é fazer a experiência com um grupo de amigos. Diante de um prato de massas com molho vermelho, por exemplo, prove pelo menos três tipos diferentes de tintos; um Chianti italiano (feito com a uva sangiovese), um merlot brasileiro e um cabernet sauvignon chileno. E aí tire suas conclusões. Fica claro como cada estilo de vinho tem um efeito diferente com a comida. O processo pode se repetir com um churrasco (aconselho dividir os nacos de carne com um malbec argentino, um tannat uruguaio e um tempranillo espanhol para sentir as diferenças), um peixe grelhado (vai melhor com um sauvingon blanc da Nova Zelândia, um chardonnay francês ou um alvarinho português?). Sem pose e sem mistificação você e sua turma estarão fazendo escolhas que poderão definir qual a combinação mais adequada para vocês. Com o perdão da palavra, estarão harmonizando vinho e comida.

Leia mais sobre harmonização no Blog do Vinho

  • 5/15 Experimente rótulos de países diferentes

O consumo de vinhos no Brasil, por uma questão de preço e proximidade, é dominado pelas garrafas do Chile, Argentina, Portugal e Itália, mas com predominância de rótulos dos dois primeiros. Estima-se que existam no Brasil mais de 20.000 rótulos de 20 países nas prateleiras e catálogos. Se o vinho te fisgou a ponto de você acompanhar um blog deste tema, você não pode se limitar a vinhos de poucos países. Permita-se aventurar-se por rótulos de países diferentes que está acostumado. A graça está aí.

Este blog propõe então uma aventura mais radical, prove vinhos de países vinícolas tradicionais mas pouco conhecidos. Você sabia, por exemplo, que há bons rótulos, de conceituados produtores, de Israel, do Líbano, da Grécia e da Suíça à venda no Brasil? O Blog do Vinho selecionou quatro opções certeiras:

Israel

Chillag Primo Merlot 2004Uvas:  merlot (90%) e cabernet sauvignon (10%). R$ 163,00

Importadora: Vinhos de Israel

Líbano

Château Kefraya, Uvas: cabernet sauvignon, mourvèdre, carignan e grenache. R$ 129,00

Importadora: Zahil

Grécia

Agiorgitiko by Gaia. Uva: agiorgitiko. R$, 90,00

Importadora: Mistral

Suíça

Petite Arvine du Valais Maître de Chais 2008. Uva: petite arvine (100%). R$ 109,00

Importadora: VitisVinifera

Leia mais sobre tintos do novo mundo e do velho mundo no Blog do Vinho

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As próximas 10 sugestões (abaixo) serão detalhadas nos próximos posts. São elas:

  • 6/15 Participe de uma degustação às cegas
  • 7/15 Compre taças adequadas de tintos e brancos e compare a diferença no sabor
  • 8/15 Beba mais vinho branco
  • 9/15 Arrisque um rosé
  • 10/15 Prove um vinho doce junto com a sobremsa
  • 11/15 Experimente um rótulo mais antigo
  • 12/15 Conheça melhor o vinho nacional
  • 13/15 Monte sua confraria
  • 14/15 Deixe o preconceito de lado e prove vinhos com rolha de rosca
  • 15/15 Monte uma adega com um kit básico de vinhos
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