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sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Blog do vinho | 12:16

Nove razões para escrever – e ler – sobre vinho

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O vinho pode até instigar intelectualmente, mas antes de tudo é uma bebida para dar prazer

Recente post neste Blog do Vinho, e respectiva chamada na capa do iG, gerou o seguinte comentário do Fabrício:

“IG precisa de conteúdo urgente! O que um BLOG DE VINHO pode agregar a vida de um povo que na sua imensa maioria não tem um prato decente de comida todos os dias?”

O comentário provocou a resposta de outro frequentador deste espaço.

“Bem, Fabrício, o sol nasce para todo mundo. Então, esse espaço é reservado àqueles que se dão ao direito de consumir um vinho quando podem. Sorte de quem pode! E isso não desprestigia os que não podem.
 Seja mais tolerante!
 Esse blog é de um nível mesmo superior, talvez seja este o motivo por não ter se encontrado aqui.
 Com um abraço por dias melhores”,
 Guilherme.

Parece uma discussão estéril e fora do contexto em um espaço reservado aos tintos, brancos, espumantes e fortificados de todos os naipes, e para a discussão da bebida. Mas tanto a bronca do Fabrício como a defesa do Guilherme me levaram a uma reflexão: Por que escrever –  e ler –  sobre vinho? E a nove tentativas de respostas.

1. A mais simples. Por que eu gosto de vinho, e os leitores que frequentam este espaço também. Em  primeiríssimo lugar  está o prazer em beber o vinho, depois o prazer de conhecer mais sobre ele. Aprender sobre vinhos é um ato voluntário e não obrigatório.

2. Por que há milhares de rótulos para conhecer. E escrever, e ler, sobre vinhos significa acumular informações para realizar nossas próprias escolhas, baseadas em nosso próprio gosto! Informação – e litragem – são fundamentais para ganhar confiança no paladar e nas escolhas.

3. Por que o vinho que valoriza a comida torna a experiência mais completa, e aprender a melhor combinação é um exercício intelectual, gastronômico e prazeroso.

4. Por que o vinho está sempre mudando. Todo ano traz novas experiências, mesmo que seja o mesmo rótulo de sempre, da mesma uva. O produtor tem uma chance por ano para realizar seu trabalho, depende dos caprichos da natureza, das manhas da uva, da chuva e da falta dela. E por fim do resultado na adega. Esta é a magia que difere o vinho de todas as bebidas e que se traduz em milhares de textos escritos no papel e no digital.

5. Por que há sempre novas descobertas, surpresas, regiões e uvas para serem conhecidas, comentadas e compartilhadas.

6. Por que vinho é de fato um assunto complicado se você deseja se aprofundar. E uma das propostas mais falsas sobre vinho são aqueles livros  e autores que prometem desmistificar o vinho, mas precisam de mais 300 páginas para tentar cumprir a tarefa. Talvez a tarefa possível seja trocar experiências e impressões, sem querer impor uma opinião. É o que eu me proponho.

7. Por que grandes vinhos são sempre de grandes regiões, com microclimas e solos com condições favoráveis ao cultivo de determInada variedade de uva. O vinho é a tradução de um  lugar, de sua origem. Fruto da experiência e do trabalho do homem, às vezes durante séculos, em busca do seu estilo.

8. Por que o vinho excepcional é aquele que proporciona prazer ao paladar e nos instiga intelectualmente. Mas principalmente servem para nos dar prazer. Vinhos complexos são aqueles com perfis aromáticos e gustativos com muitas camadas, várias descobertas e mudanças na taça à medida que a garrafa esvazia. São caldos que nos instigam a descrevê-los, compratilhá-los. Não se trata de um problema filosófico, mas com certeza faz fronteira com a arte.

9. Por que há momentos na nossa vida que são especiais, e merecem um brinde. E nada melhor que um bom vinho para isso.

E por que não dez respostas? Por que um decálogo soa como definitivo, algo como um vinho de 100 pontos do Robert Parker. E um  vinho nunca é definitivo, é sempre uma bebida com uma dose de subjetividade, que se transforma e se dilui com o tempo. Por isso o vinho gera mais perguntas e argumentos do que respostas.

Putz, criei a décima razão!

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4 comentários | Comentar

  1. -6 José Laurindo de liveira 16/01/2013 19:41

    Meu caro Beto Gerosa, fiz um comentário ontem, mas não vi uma apreciação desse grande conhecedor e apreciador de dos bons tintos desta e de outras pátrias.
    De qualquer maneira, fiquei muito feliz hoje em observar aquela matéria muito boa, sobre as
    qualidades majestosas do Romannèe-Conti. Como não tenho destes agora, me contento beber
    um nacional “Dom Laurindo”, modesto mas boa cepa.
    Um forte abraço,

    JLaurindo

    Responder
  2. -7 Geovani Rosa Ribeiro 20/12/2012 20:17

    os vinhos da africa do sul são a grande sensação do momento na minha opinião, experimentem o lutz ville premiadissimo com razão o valor médio R$ 50.00
    Geovani Ribeiro

    Responder
  3. -8 Daniel Seiti 18/12/2012 19:18

    Olá …

    Parabéns pelo site e sempre acompanho as novidades !

    Sucesso à todos !

    Daniel Seiti
    http://www.FireBull.com.br

    Responder
  4. -9 FABRICIO 01/12/2012 13:50

    O IG precisa de conteúdo urgente ! O que um BLOG DE VINHO pode agregar a vida de um povo que na sua imensa maioria não tem um prato decente de comida todos os dias ?

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