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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 Velho Mundo | 19:28

Galvão Bueno também torce para a Itália! Pode isso, Arnaldo?

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Roberto Cipresso e Galvão Bueno no lançamento do Brunello di Montalcino: bem amigos.

Roberto Cipresso e Galvão Bueno no lançamento do Brunello di Montalcino da dupla: bem amigos.

É isso mesmo o que você leu no título. O jornalista e locutor esportivo da TV Globo Galvão Bueno também torce para a Itália! Pelo menos quando o assunto é o vinho… Sua faceta de produtor de vinho nacional já era conhecida. É sócio do Grupo Miolo e proprietário (também com a Miolo) da Bueno Wines, com vinhedos na região do Seival, na Campanha Gaúcha, onde produz os rótulos Bueno Paralelo 31, o Bueno Couvée Prestige, e os Bueno Bellavista Pinot Noir e Sauvigon Blanc.

Nesta terça, dia 25 de fevereiro, uma nova parceria foi apresentada ao mercado, agora com o italiano Roberto Cipresso, que elabora Brunellos di Montalcino na região de mesmo nome na Toscana com o rótulo Bueno-Cipresso. “Eu sempre fui um vendedor. Já vendi de tudo, até enciclopédias. Há 40 anos vendo a emoção no esporte. Agora eu também vendo a paixão pelo vinho”. É o estilo Galvão de ser. E pode apostar que está realizado com o empreendimento.

Leia também: Bem, amigos, agora Galvão Bueno também é vinho

Leia também #enche a taça Galvão 

Roberto Cipresso é proprietário da empresa WineMaking, um estudioso e consultor em vinícolas na Itália e no exterior. Ele é palpiteiro da prestigiada bodega argentina Achaval Ferrer, por exemplo, e em mais sete países. Agora Cipresso incorpora na sua lista de clientes também o cargo de diretor técnico da Bueno Bellavista Estate, no Brasil. “É um projeto de um grande vinho que reúne grandes pessoas”, anunciou Adriano Miolo, diretor da Miolo Wine Group e sócio de Galvão.

Adriano Miolo: sócio de Galvão Bueno no mundo do vinho

Adriano Miolo, sócio de Galvão Bueno, prova o Brunello di Montalcino 2005

Premiadíssimo e reconhecido como um craque de Brunello, Cipresso também produz seus caldos na vinícola Poggio al Sole e La Fiorita, e agora estes rótulos da Bueno-Cipresso. “Sou uma pessoa de sorte. Faço aquilo que eu gosto”, enfatizou com uma taça do seu Riserva nas mãos. “A sangiovese é um ator extraordinário. Espero poder contribuir para sua expressão no vinho”

Um Brunello di Montalcino não é um vinho fácil. É um tinto longevo, de guarda. Obedece regras estritas da sua DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) de envelhecimento e tempo de garrafa antes de ser lançado ao mercado. São dois anos de barrica e dois de garrafa antes de o produtor começar a ver a cor do dinheiro. A uva é a sangiovese grosso e tem no DNA a alma do vinho italiano que é sua acidez natural (que junto do tanino é a fórmula para a longa vida na garrafa). A linha Riserva exige 3 anos de barrica e 3 de garrafa antes de ser lançada no mercado.

Além disso, é um vinho de terroir, o que na concepção de Cipresso obriga que as safras sejam diferentes a cada ano e que o homem, no caso o enólogo (ele próprio), respeite a fruta que a natureza gestou na elaboração do caldo.

É um vinho que não segue muito a tendência internacional de consumo imediato: exige mais tempo ainda de garrafa na adega. Aí sim ele desenvolve e entrega sua melhores notas terrosas, de frutas maduras e aromas balsâmicos e os taninos vão se afinando e amaciando. “São vinhos que estou fazendo para deixar para o meu filho mais novo, o Luca, e para os meus netos”, explicou  Galvão Bueno.

Os vinhos

IMG_2592Neste momento estão sendo lançados três rótulos no mercado. São produzidas 15.000 garrafas ao ano. Destas 5.000 chegaram ao Brasil. Quatro mil dos brunellos das safras 2007 e 2005 e 1.000 da linha riserva. Mais que qualquer avaliação que se possa fazer destes vinhos – são expressivos, bem-feitos e com aquele preço de altíssima gama – existe uma bandeira que é a de uma personalidade como Galvão Bueno atuando como embaixador de um mercado difícil no Brasil que é do vinho. Tanto no vinho nacional como do importado.

  • Bueno-Cipresso Brunello di Montalcino 2007

2 anos de barrica de carvalho francês e esloveno

3 anos de garrafa antes da venda (atualmente já tem 3 anos de garrafa)

Preço: R$ 350,00

Ainda é bem novo, mais duro, melhor se ficar boiando um pouco na taça. A acidez é mais pronunciada, toque leve balsâmico. Melhor segurar  na adega.

  •  Bueno-Cipresso Brunello di Montalcino 2005

2 anos de barrica de carvalho francês e esloveno

3 anos de garrafa antes da venda (atualmente já tem 6 anos de garrafa)

Preço: R$ 350,00

Já está mais crescidinho, já é quase um hominho, os taninos mais macios, tem umas ervas pronunciadas, a fruta madura vai evoluindo na taça, tem um toque terroso que sempre me agrada nestes vinhos.

  • Bueno-Cipresso Brunello di Montalcino Riserva 2004

3 anos de barrica de carvalho francês e esloveno

3 anos de garrafa antes da venda (atualmente já tem 6 anos de garrafa)

Preço: não está definido ainda, mas deve girar em torno de R$ 500,00

O Riserva não é produzido em toda safra. Vinho de um ano quente, mostra muitas ervas no nariz, uma fruta madura fina, a acidez está lá bem ampla mas com uma estrutura bem equilibrada. Vai crescendo na taça. Vinho para poucos e para ocasiões raras.

 

 

 

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1 comentário | Comentar

  1. 11 Peter 25/02/2014 21:55

    O Campeão será o único pais europeu sobrevivente a toda crise financeira naquele continente:
    Alemanha!
    A base da seleção alemã tem origem numa equipe que não perde há 38 jogos!!!!!
    O Tatu, até hoje nenhum brasileiro aceitou tal ‘representante’ deve ‘sobrar’ nas prateleiras!
    Nem nosso representante foi escolhido por brasileiros!
    Resumindo……S.O.S. Futebol Brasileiro

    Responder
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