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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013 Brancos, Hoje eu bebi um..., Novo Mundo | 17:12

Hoje eu bebi um… TH Chardonnay 2011

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Uma nova seção

Nós, os homens que cospem vinho, também bebemos o dito cujo. Somos curiosos. São várias ocasiões: almoços, degustações de importadoras e produtoras, feiras, confrarias e ou em casa mesmo. Por isso a “litragem” é alta. Mas bebemos com responsabilidade e prazer. Ninguém que eu conheça entorna uma garrafa de vinho para esquecer os problemas da vida. Ao contrário, bebe-se para brindar a vida. Os homens que cospem vinho bebem com um pouco mais de atenção, apenas isso. E eventualmente tomamos nota, ouvimos boas histórias do vinho e classificamos a garrafa de acordo com nosso gosto e também com algum método.

Dito isso, este post inaugura uma série que pretende ter uma atualização mais constante, onde pretendo repartir com o respeitável público um vinho em destaque entre tantos que passam pelas minhas papilas. A ideia é ter a informação num formato mais visual, enxuto e prazeroso. Afinal, os aromas são voláteis, e o tempo também é.

O título Hoje eu bebi… , para estabelecer um compromisso com a verdade, não reflete necessariamente um período de tempo, apenas é um jeito simpático de dar sequência a uma série, e dar inveja a todo mundo que pensa que eu bebo vinhos maravilhosos diariamente. Espero que aproveitem e utilizem o campo de comentários com suas próprias observações e sugestões.

Voltando ao tema:

Hoje eu bebi um… TH Chardonnay 2011

TH Chardonnay 2011

TH Chardonnay 2011

Ficha

Tipo: branco

Produtor: Undurraga

País: Chile

Região: Limarí/Quebrada Seca

Uva: chardonnay (100%)

Preço: R$ 97,00

Importador: Inovini

 

Em poucas palavras: um chardonnay potente mas refinado, levemente cremoso e gastronômico.

A voz do vinho: o projeto TH (sigla para Terroir Hunter, caçadores de terroir, que medo…) da Viña Undurraga tem como princípio buscar os vinhedos mais apropriados do Chile para determinadas uvas e estilos de vinho. De orientação orgânica, o objetivo é preservar na bebida o lugar de origem. São treze variedades. No Brasil chegam seis (sauvignon blanc, chardonnay, pinot noir, carmenenère e cabernet sauvignon. Também me agradou muito o carmenère da região de Peumo). O enólogo Rafael Urrejola explica o que busca em cada terreno: + frescor, – álcool, + genuinidade, – intervenção. Este é o caso deste chardonnay de Limarí, mais especificamente de Quebrada Seca, um paraíso para esta uva branca.

Por que beber: é sempre bom encontrar um chardonnay chileno que se apoia na elegância e tem bastante sabor. O uso da barrica engradece o vinho dando uma cremosidade envolvente, mas mantendo boa acidez e frescor. Na entrada aparece uma fruta fresca, em seguida um mel adoça esta percepção e a madeira envolve a boca.

Nariz&boca: você talvez perceba aromas e sabores de:

Pera

Pera

 

Péssego

Péssego

 

Mel

Mel

Madeira

Madeira

Quando beber: no verão é melhor, ou quando o momento exige frescor e intensidade e a comida pedir um branco untuoso com personalidade. Um peixe mais gordo. E um leitãozinho, por exemplo. Deve evoluir mais na garrafa mas é um prazer imediato se desarrolhando já.

Em vídeo:

 

 

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