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quarta-feira, 25 de março de 2009 Saúde, Tintos | 10:34

Vinho tinto aumenta o desejo sexual feminino

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O consumo moderado de vinho tinto, já foi comprovado, é eficaz para as coronárias, faz bem para a saúde em geral e até para a  libido do homens (leia coluna). Agora, os cientistas capricharam: segundo estudo realizado pelo hospital Santa Maria Annunziata, em Florença, na Itália, o consumo de uma ou duas taças diárias de vinho tinto aumenta a libido feminina. Foram pesquisadas 789 mulheres entre 18 e 50 anos, moradoras na região de Chianti, próxima ao hospital. Bom, aí também não vale, além de tinto é Chianti, não precisa muito esforço  para o vinho fazer parte do dia-a-dia. Mas vamos em frente.

Apresentado em março na IX Semana da Prevenção Andrológica, promovida pela Società Italiana di Andrologia (SIA), o estudo foi baseado no questionário Fsfi – Female sexual function índex -, que avalia a sexualidade feminina por dezenove questões distribuídas nos seguintes critérios: do desejo ao interesse, da lubrificação ao orgasmo e da satisfação à dor.

O resultado quem conta é Nicola Mondaini, dirigente do hospital Santa Maria Annunziata e responsável pela  pesquisa: “Este estudo mostrou que as mulheres que consomem um a dois copos de vinho tinto por dia (11%) têm uma sexualidade melhor do que o grupo de mulheres abstêmias (35%) ou até mesmo aquelas que bebem ocasionalmente”. Não sou eu quem diz, mas o cientista italiano. Bravo! Bravíssimo!

Os louros de uma vida sexual mais plena se devem aos nossos amigos polifenóis, são mais de 300 tipos encontrados no vinho tinto, que a pesquisa mostra agora ter uma ação sobre alguns componentes hormonais femininos, em particular o estrogênio. O chocolate, que é rico em antioxidantes, é sabido também que estimula a sexualidade feminina. O que sugere que a dupla vinho & chocolate tem o efeito de uma bomba afrodisíaca…

O estudo é sério, minha gente, resultará até na publicação de um livro: “Bacco e Venere, ovvero vino ed eros nella vita dell’uomo”, que tem lançamento, na Itália, previsto para outubro pela editora Giunti. Como de costume, é sempre bom alertar, estes estudos recomendam um consumo contínuo, mas moderado. Alcoolismo é coisa séria, não é disso que trata este blog, muito menos os estudos científicos e pesquisas.

Em compensação…
O mesmo estudo, conduzido pelo mesmo hospital de S. Maria Annunziata di Firenze, alerta que a dieta vegetariana tem efeito negativo sobre a libido. Segundo Nicola Mondaini, a dieta vegetariana pode afetar negativamente o desejo sexual devido a uma “deficiência de zinco, associada à redução de testosterona”.

O que nos remete à coluna abaixo deste blog, que combina o grelhado com o um tinto repleto de polifenóis, o tannat uruguaio.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 Saúde | 12:46

Vinho pode prevenir impotência masculina

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Cá entre nós, poucos dos que acompanham esta coluna, e têm o hábito de derrubar algumas taças de vinho por semana, o fazem por recomendação médica. Estudos sobre os benefícios do vinho para a saúde é o que não falta. O colunista de VEJA.com, o endocrinologista Geraldo Medeiros, já abordou o tema com muito propriedade em seus artigos (Vinho emagrece e Qualidades medicinais do vinho ). Mas não é isso que impulsiona seu gosto pela bebida, é?

Vinho X impotência
Se ainda faltava algum argumento “médico” para justificar sua dose diária de vinho seus problemas se acabaram! Pesquisa realizada pela University West Australia, e divulgada pelo site da revista inglesa Decanter, encontrou uma relação entre o consumo moderado e continuado de vinho e baixas taxas da disfunção erétil. 1700 australianos participaram da amostragem e o acompanhamento destas alegres cobaias mostraram que as ocorrências de disfunção erétil prolongadas foram reduzidas de 25% a 35% em consumidores regulares de vinho – uma a 20 taças por semana – quando comparados àqueles pobres infelizes que não tem o hábito de beber.

Vinho + longevidade
Em reportagem de VEJA de 7 de janeirode 2009, sobre longevidade, um quadro mostrava que o consumo moderado de vinho podia acrescentar mais 3 anos de vida. O que dizia a matéria:

O consumo moderado de vinho aumenta as taxas sanguíneas de HDL, o colesterol bom, evitando a formação de trombos que podem levar ao entupimento arterial e, consequentemente, a infartos e derrames. A bebida é rica em flavenóides, substâncias antioxidantes que ajudam no combate aos radicais livres, preservando as células das lesões típicas do envelhecimento.

Vinho & responsabilidade
Mais um vez, não custa lembrar, a chave do sucesso se traduz no binômio moderação e continuidade – a recomendação médica é de duas taças diárias para os homens e uma para as mulheres.

Convencido? Quem disse que coisa boa sempre faz mal? Os benefícios que o vinho proporciona, então: 3 anos a mais no calendário e uma vida sexual mais ativa de bônus.

Na próxima vez que alguém reclamar de seu vinho, pode responder categórico:

“Estou tomando meu remedinho…”

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008 Blog do vinho, Saúde | 21:26

Lei Seca: os números inéditos da queda de acidentes nas capitais. Está dando certo?

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A chamada Lei Seca, em vigor desde o dia 20 de junho de 2008, promoveu muito debate entre os enófilos. Alguns manifestos circularam pela web. Na linha: “Não coloque no mesmo engradado o bebedor de vinho com o de destilados e cervejas. Somos outro tipo de gente!” Hum… Ok, usar a mesma régua para julgar o efeito de duas taças de vinho em uma refeição e aquele cidadão que derruba o bar e sai cambaleando até o seu veículo é discutível. Mas uma verdade é inquestionável: não há valor mais precioso do que uma vida humana. E é disso que se trata, diminuir o número de acidentes e mortes, evitando a combinação álcool & direção. E vinho é uma bebida alcoólica, não se esqueçam, a despeito de toda sua rica história, cultura, charme e poesia. Aliás, é no álcool que está a graça do vinho, se não mudávamos para suco de uva, e estava resolvido, certo?

Os números da Lei Seca
Um estudo exclusivo e inédito do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito, do Ministério das Cidades) realizado em treze capitais brasileiras, contudo, mostra que a queda do número de acidentes com vítimas foi menor do que esperado, diante de todo barulho que as medidas produziram. Foram comparados o mesmo período de julho e agosto dos anos 2007 e 2008. Os números são de acidentes nas metrópoles, não são considerados os números nas estradas

Em números absolutos, em 2007 foram registrados 15.679 acidentes contra 15.467 no mesmo período em 2008 (veja tabela). Ou seja, mesmo após a promulgação da lei que pune o motorista embriagado com multa de 957 reais, cassação da habilitação por um ano e até a prisão, aconteceram apenas 212 acidentes a menos.

Já em vítimas fatais, o quadro comparativo aponta 3.062 mortes contra 2.989 no mesmo período nas treze capitais. Em algumas cidades a diminuição foi sensível, 112 mortes a menos no Rio de Janeiro. Em compensação, foram 97 a mais em Belém do Pará (veja tabela de acidentes fatais). Os Denatrans, que são órgãos estaduais, ainda não explicaram os resultados individuais de cada capital.

Em números absolutos, foram 73 mortes a menos. Muito? Pouco? Como dito acima, não há valor maior que o de uma vida. Mas, em termos absolutos, deixa a desejar. A mudança de comportamento do motorista, que foi sensível em um primeiro momento, parece que mostra sinais de arrefecimento. Culpa da fiscalização? Talvez, mas há um limite para isso. O número de autuações nessas mesmas capitais cresceu de 2.685 para 4.330 registros. Um aumento de 66%!!! Mesmo assim, espalham-se, sem qualquer prova, histórias de tabelas com o valor de propinas cobradas para livrar a cara das multas.

Atire a primeira rolha
O sinal amarelo está aceso. O Denatran ainda aguarda informações de outras capitais, mas deve divulgar oficialmente este estudo nesta semana. E todos os motoristas, enófilos ou não, devem estar atentos aos resultados divulgados. Existem leis que regulam o tema em diversos países, incluindo aqueles em que o consumo de vinho é muito maior que o brasileiro, como a França. Beber com responsabilidade é um argumento muito mais contundente que a gritaria histérica. A regulamentação é educativa. Obriga a refletir sobre o assunto. Parafraseando um post anterior: atire a primeira rolha quem não pensou duas vezes antes de assumir a direção do carro após umas taças a mais de vinho, depois de 20 de junho…

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