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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014 Espumantes, Nacionais, Rosé, ViG | 10:56

Espumantes brasileiros: preferência nacional e consumo no final do ano

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 “Vocês não precisam de Champagne. O Brasil tem seus próprios espumantes para beber”,
Steven Spurrier, crítico de vinhos, durante evento sobre espumantes do hemisfério Sul em abril de 2014

espumante

Todo final de ano tem peru no Natal, show de Roberto Carlos na TV Globo, retrospectiva das principais notícias do ano nos sites, jornais e revistas e… dicas de espumantes no Blog do Vinho. Eu sempre aposto nos espumantes nacionais. São bons, têm qualidade reconhecida, são fáceis de encontrar em lojas, supermercados e lojas virtuais das vinícolas. Para aqueles que precisam de um argumento de fora para se convencer – o nosso eterno complexo de vira-latas – a opinião do escritor de vinhos e crítico da revista inglesa Decanter, Steven Spurrier reproduzida acima, talvez reforce o conceito.

O consumidor brasileiro, a propósito, nem precisa de um inglês para convencê-lo disso. Em 2002, o consumo de espumante nacional era de 4,2 milhões de litros, em 2012 esse número saltou para 14,7 milhões de litros. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) 76,7% do espumante consumido no país é brasileiro. Se no universo dos tintos e brancos a concorrência esmaga o produto nacional, no mundo das borbulhas a liderança é inequívoca.

Ok, tem tudo são flores, ou borbulhas. O sucesso do espumante nacional e o crescimento da produção também causou algum estrago, e  já faz uns dois anos que se nota uma certa queda de qualidade em alguns produtos, uma diluição que foi mais facilmente percebida nas degustações que participo há alguns anos como jurado do TOP Ten da Expovinis, onde os espumantes nacionais participantes alcançaram  uma média menor que dos anos anteriores.

 Dicas de espumantes (preços atualizados em dezembro de 2014)

Para entender um pouco a importância deste mercado, o seu tamanho e os rótulos mais vendidos, o Blog do Vinho consultou alguns dos principais produtores, aqueles que todo consumidor encontra com facilidade nos corredores dos supermercados e está mais familiarizado com os rótulos. São elas Aurora, Casa Valduga, Chandon e Salton.

As conclusões deste modesto levantamento entre as vinícolas é o seguinte:

1. Muitas empresas cresceram os olhos para este mercado e aumentaram sua produção na linha das borbulhas.

2. O crescimento anual deve ficar entre 7 e 20% de 2013 para 2014

3. Apesar de todos os esforços de consumo durante o ano os espumantes têm sua venda concentrada no último trimestre do ano, na média 40% da produção é escoada neste período.

4. As vendas são concentradas no Sul e Sudeste, mas o mercado do Nordeste vem crescendo fortemente e é onde existe um potencial a ser explorado.

5. Apesar das nuvens negras que pairam sobre a economia de 2015, todas as empresas estão otimistas e apostam em um crescimento do mercado de vinho no Brasil.

De quebra abrimos espaço para estas empresas convencerem o leitor a escolher a sua marca para brindar o ano-novo, afinal, entre tantos rótulos, por que escolher esta ou aquela? Este colunista faz a sua parte e indica também um vinho de sua escolha de cada empresa consultada para o brinde de fim de ano (além das dicas de 2013 que continuam válidas e tiveram seus preços atualizados para 2014). Confira abaixo

AURORA

Produção de espumantes
Estima fechar 2014 com a comercialização de 4 milhões de garrafas de espumantes das linhas Aurora, Conde de Foucauld, Marcus James e Saint Germain.

Crescimento
Aumento de 14% (em espumantes) em relação a 2013.

Participação das vendas no final do ano
No último quadrimestre do ano, as vendas da empresa representam 40% do total do ano.

Regiões
A região Sul, seguida da Sudeste, são as que apresentam melhor desempenho. Mas distribuição é por todo o Brasil.

 Rótulos mais vendidos
As linhas de espumantes Aurora e Conde de Foucauld são as mais vendidas da empresa.

 Principais produtos e média de preços no Brasil
Espumantes Aurora
Prosecco, Moscatel Branco, Moscatel Rosé, Brut Branco (novo) e Demi-sec (novo): 
R$ 25,00
Linha TOP – Brut Pinot Noir 100%, Brut Chardonnay e Brut Rosé: 
R$ 42,00

Espumantes Marcus James
Brut Branco e Demi-sec Branco: R$ 24,00

Espumantes Conde Foucauld
Brut Branco, Demi-sec Branco, Brut Rosé e Demi-sec Rosé:
R$ 18,00

Espumantes Saint Germain
Brut Branco e Demi-sec Branco: R$ 14,00

 Por que beber um espumante da Aurora
“Convidamos os consumidores brasileiros a brindar 2015 com o Espumante Aurora Moscatel, que é top 100 do mundo. O Aurora Moscatel é o espumante que tem a melhor colocação do ranking TOP 100 do mundo, levantamento feito pela associação internacional de jornalistas e escritores de vinho, wawwj.com. Além disso, o Aurora Moscatel é o espumante que mais exportamos, é apreciado em países de 4 continentes, nos principais mercados do vinho brasileiro, como Reino Unido.”

 Leia também: Os rótulos da Aurora: vinhos nacionais corretos, saborosos e acessíveis

 Recomendado pelo Blog do Vinho – Vinho Indicado pelo Gerosa (ViG)

Espumante Brut chardonnay

Aurora Chardonnay
Uva: 100% chardonnay
Região: Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
Preço Médio: R$ 42,00

Entra ano e sai ano eu sempre elego este o mais inteerssante espumante elaborado pela Aurora. Este espumante usa como matéria-prima apenas a uva branca chardonnay – na França este estilo de espumante é chamado de blanc-de-blanc. Longo na boca, tem um toque tostado (o vinho-base passa 3 meses em cavalho francês antes da segunda fermentação) tem boa acidez, cremosidade em boca, tornando-lhe agradável e gastronômico. Tem um bom preço também.

Cenário para 2015
‘Embora o cenário previsto para 2015 seja de “aperto”, por termos produtos que atendem diferentes gostos e bolsos, com uma ampla gama de vinhos, espumantes, sucos e cooler – nossos Keep Cooler linhas Classic e Black e nosso Keep Ice com vodca de uvas-, para todas as camadas de consumo, acreditamos que 2015 será um bom ano, de muito trabalho, sim, mas também de conquistas.”

CASA VALDUGA

Produção de espumantes
Em 1990 os espumantes representavam de 10% a 20% das vendas. Atualmente, representam mais de 60%. O grupo venderá 1,8 milhão de garrafas de espumantes em 2014.

Crescimento
A produção cresceu 20% em 2014 e a perspectiva é de crescer o mesmo em 2015.

Participação das vendas no final do ano
O último trimestre do ano, período de compras para as festas, representa 40% das vendas.

Regiões
Maiores mercados estão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porém as regiões Norte e Nordeste têm demonstrado um potencial de consumo crescente, devido ao clima e à difusão da cultura de consumo de espumantes.

Rótulos mais vendidos
Na Casa Valduga destaca-se o ‘130 Brut’, um espumante que transmite nosso conceito de marca. A vinícola tem apostado em rótulos para o mercado de luxo, como o espumante ícone ‘Maria Valduga’ e a linha ‘Reserva’, que são produtos com mais complexidade.

Na Domno (outra marca da Valduga), o ‘.Nero Rose’ apresenta um desempenho expressivo. Seguindo a tendência de atender o mercado de luxo, temos o ‘.Nero Blanc de Blancs’.

Principais produtos e média preços no Brasil
.Nero e a linha Arte: R$ 38,00.
130: R$ 80,00
.Nero Blanc de Blancs: R$130,00
Maria Valduga R$ 150,00.

 Por que beber um espumante da Casa Valduga
“As festas tradicionais de Reveillon pedem o glamour e elegância do 130. Se você estiver em um ambiente mais descontraído, mais leve, a indicação são os produtos da linha .Nero. Para as sobremesas aposte no Moscatel.”

 Recomendado pelo Blog do Vinho – Vinho Indicado pelo Gerosa (ViG)

130 Valduga2

130 Valduga Brut
Uvas: chardonnay e pinot noir
Região: Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul
Preço médio: R$ 80,00

Aqui há uma coincidência entre a recomendação da empresa e deste palpiteiro. O 130 Valduga é elaborado com as uvas chardonnay e pinot noir pelo método champenoise (ou tradicional), aquele que a segunda fermentação acontece na garrafa. E daí? Daí que o vinho entrega maior elegância, cremosidade, borbulhas mais finas e consistentes e aquele aroma meio de pão torrado, de frutas secas e uma acidez que enche a boca. Um espumante verde-amarelo de classe. Um dos melhores que temos no país na sua faixa de preço. Foi eleito pela revista Decanter  (olha eles aí de novo) este ano como o único espumante brasileiro na categoria Best Buys (melhores compras) da América do Sul. Ah, e a garrafa é muito charmosa.

Cenário para 2015
“Estamos apostando no crescimento de consumo. Para isso estamos investindo na formação do consumidor por meio de eventos regionais, além oferecer uma imersão no mundo do vinho para os visitantes do complexo enoturístico da Casa Valduga.”

CHANDON

Produção
Mais de 3 milhões de garrafas.

Crescimento
Crescimento de mais de 10% em relação a 2013.

Participação das vendas no final do ano
As festas de final de ano concentram a maior parte das vendas, 60%. Isso porque existe uma cultura muito forte no Brasil de consumir bebidas nessas ocasiões.

Regiões
A maior parte das vendas está concentrada estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e na cidade de Brasília, porém, atualmente a região nordeste é a que registra maior crescimento.

 Rótulos mais vendidos
Chandon Réserve Brut e Chandon Rosé.

 Principais produtos e preço médio no Brasil
Chandon Réserve Brut: R$ 65,00
Chandon Brut Rosé: R$ 69,00
Chandon Riche Demi-Sec: R$ 65,00
Chandon Passion: R$ 65,00
Excellence par Chandon: R$ 120,00
Excellence Rosé par Chandon: R$ 130,00

 Por que beber um espumante da Chandon
“O consumidor deve escolher o Chandon Passion Edição Passion com dois cubos de gelo para comemorar o fim de ano para ou por que ele tem a cara do verão. A bebida é ideal para países que registram altas temperaturas como o Brasil pois mantém o espumante mais refrescante ainda. “

 Recomendado pelo Blog do Vinho – Vinho Indicado pelo Gerosa (ViG)

rose-chandon
Excellence Rosé Chandon
Uvas: pinot noir e chardonnay
Região: Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
Preço médio: R$ 105,00

A subsidiária brasileira da Maison Moêt & Chandon fincou raízes em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, em 1973. De lá para cá tornou-se sinônimo de espumante fino e de volume. Todos seus rótulos são elaborados pelo método charmat – segunda fermentação em toneis de alumínio -, pois a filosofia do grupo está mais baseada na qualidade do vinho-base. O Excellence Brut exibia até 2010 o troféu solitário de top de linha da empresa. O rosé da linha Excellence quebrou esta hegemonia (a primeira leva teve apenas 5.000 garrafas produzidas) e hoje em dia está entre os espumantes rosés mais apurados, elegantes, complexos e saborosos no mercado (coloco no mesmo nível o Terroir Rosé Cave Geisse Brut e o Adolfo Lorna Rosé).  A pinot noir predomina (74%), mas a chardonnay (26%) também participa da festa. Fino e gastronômico. Tem uma cor rosada de boa intensidade, boa perlage e na boca a confirmacão dos aromas de frutas vermelhas, panificação e frutas secas aliado a uma acidez ampla. Um expressão de excelência da Chandon, com o charme do rosé.

Cenário 2015
“Estamos esperando um ano muito bom, já que a safra de 2015 promete ser uma das melhores que já tivemos.”

 Leia também: O merlot brasileiro é o melhor do mundo?

 SALTON

Produção
A Salton lidera o mercado nacional de espumantes desde 2004, atualmente é responsável por 40% das vendas com uma produção de 8,5 milhões de garrafas!

Crescimento
Em relação ao ano anterior, a comercialização da Salton teve um aumento de 7%.

Participação das vendas no final do ano
Os últimos três meses do ano representam 40% das vendas.

Regiões
O Sudeste continua liderando em volume de vendas e o Sul em consumo per capita. A Salton pesquisa sobre o mercado de vinhos e espumantes no Brasil e sabe do potencial de crescimento do norte e Nordeste, por isso está presente em festas, eventos e supermercados das regiões.

 Rótulos mais vendidos
Para as festas de fim de ano, os rótulos mais vendidos são: Salton Prosecco, Reserva Ouro, Salton Moscatel, Salton Brut, Salton Demi-Sec e Salton Poética.

Principais produtos e preço médio no Brasil
Salton Prosecco: R$ 30,00
Salton Poética: R$ 35,00
Reserva Ouro: R$ 40,00
Salton Moscatel: R$ 25,00
Salton Brut: R$ 25,00
Salton Demi-Sec: R$ 25,00
Salton Évidence: R$ 65,00

Por que beber um espumante da Salton
“O consumidor deve escolher um dos rótulos da Salton para comemorar o fim de ano pois terá o melhor espumante com melhor custo benefício. Nosso negócio é garantir a satisfação do cliente.”

Recomendado pelo Blog do Vinho – Vinho Indicado pelo Gerosa (ViG)

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Salton Reserva Ouro
Uvas: Chardonnay, Riesling e 20% Pinot Noir
Região: Tuiuty/Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
Preço médio: R$ 40,00

Este colunista chamava Angelo Salton (1952- 2009) de “O senhor das borbulhas”. Não é à toa. Em 2004 a Salton dominou o mercado neste segmento e permanece no topo. Na minha opinião, na relação preço qualidade o Reserva Ouro é imbatível. Cítrico na entrada, tem um leve toque de pão torrado gostoso (são seis meses de contato com as leveduras), e uma boa base de acidez, que dá uma sensação de frescor. É a cara do espumante de boa qualidade nacional. Em 2014 trocou de roupa: ganhou nova garrafa, mais elegante, e um rótulo mais moderno.

Leia também: Os 100 primeiros anos da Vinícola Salton

 Cenário 2015
“A Salton busca sempre apresentar novidades ao consumidor mantendo a qualidade dos seus produtos e a liderança em espumantes. A vinícola está investindo continuamente em tecnologia e novas áreas de produção, como na região de Santana do Livramento (RS), voltada ao cultivo de uvas para vinhos e espumantes finos em um projeto baseado nos princípios da agricultura de precisão; também na ampliação de caves para produção de espumantes no método champenoise na unidade de Tuiuty (Bento Gonçalves/RS). Além disso, a Salton está com uma nova unidade em Jarinu (SP) e nesta unidade, a empresa pretende desenvolver novas categorias, visando no futuro ampliar o portfólio de destilados com malt whisky e vodka e também implementar a categoria de soft drinks; além de seguir produzindo o conhaque Presidente.”

➢  Este Blog deseja um Feliz Natal e um 2015 estupendo para todos.

SEKT

 

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segunda-feira, 7 de abril de 2014 Novo Mundo, ViG | 08:31

50 vinhos argentinos que vale a pena conhecer. Parte 4. Vinhos de Mendoza sem malbec

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Você gosta de malbecs argentinos, de Mendoza? Ok, temos uma coluna só sobre isso. Malbecs de outras regiões, como Salta e Patagônia também podem ser encontados neste post aqui, é só clicar. Há recomedações também para quem aprecia  a malbec misturada a outras uvas. Mas nesta quarta e última parte da série de 50 vinhos saborosos da Argentina que vale a pena conhecer, as dicas são de vinhos de Mendoza em que a  uva malbec é deixada de lado. São vinhos produzidos com outras uvas. Para mim, as melhores surpresas de uma viagem à Argentina para explorar um pouco mais o universo dos tintos (mais esses) e brancos do país.

Atenção, não é uma lista dos melhores vinhos da Argentina, mas uma seleção da rica amostra de tintos e brancos que provei em uma semana em viagem por lá. Trata-se, como só pode ser, de uma seleção pessoal.

Região de Mendoza – varietais de outras uvas

80% da produção de vinhos da Argentina está concentrada nos vales de Mendoza, limítrofes à Cordilheira dos Andes. Apesar da fama – justa – da malbec, muitas outras variedades são plantadas aqui com excelente resultado. Esta lista mostra algumas delas que resultam em vinhos varietais de respeito, deliciosos e que expressam o potencial de cada uva. O meu destaque fica por conta da cabernet franc (a variedade que mais cresce) e da cabernet sauvignon. Mas há surpresas, como uma boa branca verdelho, outra viognier, dois syrah explêndidos e outras experiências. Diversidade é a palavra do vinho.

 

Numina-Cabernet-Franc-2011

40 Numina Cabernet Franc

Bodegas Salentein

Região: Vale do Uco

Site oficial: http://www.bodegassalentein.com/

Uva: abernet franc

Importador: Zahil

R$ (entre 20 e 30 dólares na Argentina)

 Voz do vinho: grande vencedor da AWA (Argentina Wine Awards) 2014 na categoria cabernet franc de 20 a 30 dólares, lá na Argentina. Tem uma característica da fruta de Mendoza, que é um toque defumado, um boa doçura de taninos, além de especiarias e frutinhas vermelhas.

Por que escolhi: bom representante da qualidade do cabernet franc argentino

 

largardecabfranc41 Lagarde Cabernet Franc 2011

Bodega Lagarde

Região: Luján de Cuyo, Mendoza

Site oficial: www.lagarde.com.ar

Uva: cabernet franc

Importador: DeVinum

R$ 80,00

Voz do vinho: aroma intenso de geleia de frutas vermelhas, notas de eucalipto, herbáceas e o mesmo toque defumado que caracteriza o Numina. doce, suavidade cativante. Tem um final longo e persistente.

Por que escolhi: bela presença em boca

 

CAsarenaCabernetFranc42 Casarena Single Vineyard Cabernet Franc 2011

Casarena Bodega y Viñedos

Região: Agrelo, Luján de Cuyo

Site oficial: www.casarena.com

Uva: cabernet franc

Importador: Magnum

R$ 130,00

A voz do vinho: quem acompanhou esta série de indicações da Argentina percebeu uma certa queda pelos rótulos da Casarena, da Pascual Toso e da Lagarde. Mais uma vez o cuidado do jovem enólogo Bernardo Bossi Bonilla se traduz neste cabernet franc de grande estrutura, potência, com a fruta (amoras) e o toque herbáceo em perfeita comunhão e que se beneficiam do tempo em barrica francesa (18 meses).

Por que escolhi: por que eu quero insistir na tecla da cabernet franc argentina de boa qualidade

 

Tomero-petit-verdot43 Tomero Petit Verdot 2011

Vistalba

Região; Luján de Cuyo

Site oficial: http://www.carlospulentawines.com/

Uva:  petit verdot

Importador: Domno Brasil

R$ 90,00

A voz do vinho: linha varietal da Bodega Vistalba, que também tem ótimos vinhos de corte, denominados de Corte A, B e C. Aqui a petit verdot se destaca por frutas vermelhas marcantes acrescidas de um eucalipto aparecidinho. Bem macio e doce na entrada, um bom corpo e um belo final.

Por que escolhi: por ser um varietal agradável de petit verdot

 

La_Espera_Syrah44 La Espera Reserva Syrah 2007

Funckenhausen Vineyards

Região: San Rafael, Mendoza

Site oficial: www.funckenhausen.com

Uva: syrah

Sem importador no Brasil

A voz do vinho:  envolvido em negócios marítimos, o alemão Kurt Hienlein aos 74 anos resolveu investir em seu sonho e adquire um vinhedo em Mendoza. Seu objetivo é montar uma vinícola butique, com vinhos de alta qualidade e expressão. Este trabalho do tempo que o vinhedo exige, combinado ao tempo que aguardou para investir em vinhos se traduz no poético rótulo que mostra um banco vazio e representa graficamente o nome do vinho: La Espera. O clima mais frio da região de San Raphael permitiu uma ótima maturação da syrah e a variedade revela suas características de potência, corpo e especiarias com grande elegância e persistência. Passa 12 meses na barrica. Safra de 2007, com mais alguns anos de maturação na garrafa. Mais uma espera, antes de ir para a taça. Um vinho para se decantar e conhecer aos poucos.

Por que escolhi: um vinho que encanta o paladar e um rótulo que encanta os olhos

 

Argento45  Argento 2013 

Bodega Argento

Região: Maipú

Site oficial: http://www.argentowine.com/pt/

Uva: bonarda

Importador: Domno

R$ 25,00

A voz do vinho: um bonarda fresco, jovem e fácil de beber, doce na entrada e com uma boa  fruta

Por que escolhi: tinha de selecionar um bonarda, não? Preferi este de caráter mais jovem e fácil de gostar, de encontrar e com ótimo preço

 

 

PAscualTosoALtaSyrah

46. Pascual Toso Alta Reserva  Syrah 2012

Pascual Toso

Região: Maipu, Mendoza

Site oficial: www.bodegastoso.com.ar

Uva: syrah

Importador: Vinoteca Dibeal Brasil CIEBA

R$ 100,00

A voz do vinho: Pascual Toso Alto Reserva é o vinho argentino mais vendido, em valor, no exigente mercado japonês. A grife do enólogo americano Paul Hobs ajuda um pouco, mas vamos combinar que o homem entrega. Este syrah de solo pedregoso interage por 24 meses em barricas de carvalho o que lhe aporta uma fruta madura, uma potência importante e envolventes notas de especiarias, revelando um tinto de classe e vigoroso. Trata-se da primeira safra da linha Alta Reserva. Começou arrasando. Quem disse que o papel dos consultores é sempre nocivo para o vinho e sua identidade, hein, Jonathan Nossiter?

Por que escolhi: apesar de seu colega cabernet sauvigon da linha Alto Reserva também impressionar este syrah arrasou no vigor da uva

 

SeptimaCS47. Septima Obra Cabernet Sauvignon 2012

Bodega Septima

Região: Luján de Cuyo e Tunuyán

Site official: http://www.bodegaseptima.com/

Uva: cabernet sauvignon

Importador: Interfood

R$ 115,00

Voz do vinho: cria do grupo Cordoniu, a Bodega Septima é comandada por enólogas mulheres. O cabernet sauvignon passa  10 meses por barricas de segundo uso francesas e americanas, que aporta um café com leite, baunilha e notas tostadas (quase um café da manhã, não?). Tem uma boca ampla, gostosa onde se destacam aquelas frutas vermelhas como cerejas e o defumado percebido no nariz.

Por que eu escolhi: cabernet sauvignon saboroso e bem feito argentino

 

IMG_253948 Lagarde Viognier 2013

Bodega Lagarde

Região: Luján de Cuyo, Mendoza

Site oficial: www.lagarde.com.ar

Uva: viognier

Importador: DeVinum

R$ 46,00

A voz do vinho: um vinho é um vinho e seu contexto. Este expressivo, refrescante e untuoso viognier eu provei numa sacada à beira de um vinhedo nas franjas da cordilheira dos Andes. Seus aromas de flores eram delicados e não carregados como costuma apresentar a viognier do novo mundo. E a acidez dava uma bela sensação de frescor.

Por que escolhi: delicioso para bebericar sem compromisso, ou com compromisso pelo prazer.

 

Verdelho

49 Cristóbal 1492 Verdelho 2013

Don Cristóbal

Região: Rivadavia, Mendoza

Site oficial: www.doncristobal.com.ar

Uva: verdelho

R$ 30,00 a R$ 35,00

A voz do vinho: ora pois, o que a uva nativa da Ilha da Madeira, em Portugal, vem fazer aqui nos vinhedos argentinos? O resultado é bem interesse é merece ser provado. Aromático, fresco, com ampla acidez, e com uma untuosidade gostosa.

Por que escolhi: por que até um argentino pode arriscar um fado de vez em quando

 

Chardonnaypenedo50 Chardonnay Reserva 2012

Otaviano Bodega & Viñedos

Região: Luján de Cuyo, Mendoza

Site official: www.bodegaotaviano.com

Uva: chardonnay

R$ 45,00

A voz do vinho: para quem aprecia um estilo de chardonnay mais potente, exibido, este é uma boa pedida e por um bom preço. Tem notas doces de abacaxi em compota, as contribuições da barrica são a presence de caramelo e baunilha, além do tostado. Um vinho bem untuoso e de um chardonnay novo mundo

Por que escolhi: bom exemplo de um certo estilo de chardonnay

 

Preços coletados em abril de 2014

Declaração: Este colunista esteve na Argentina a convite da Wines of Argentina, onde provou 228 vinhos, visitou várias vinícolas e teve contato com dezenas de produtores. Desta boca-livre resultou o texto produzido neste post sobre os vinhos argentinos.

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sexta-feira, 4 de abril de 2014 Novo Mundo, ViG | 01:49

50 vinhos argentinos que vale a pena conhecer. Parte 3 – vinhos de corte de Mendoza

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Nesta terceira parte da lista de 50 vinhos saborosos da Argentina que vale a pena conhecer, o destaque são os vinhos de corte (blend, ou mistura de várias uvas na elaboração do vinho) de Mendoza.

Atenção, não se trata de uma lista dos melhores vinhos da Argentina, mas uma seleção da rica amostra de tintos e brancos que provei em uma semana em viagem por lá. Trata-se, como só pode ser, de uma seleção pessoal.

Na próxima e última nota desta série, os destaques são os  vinhos varietais (feitos de uma única uva)  de outras variedades  diferentes da malbec da região de Mendoza.

Região de Mendoza – vinhos de corte (blends)

A região de Mendoza também é pródiga em blends ou vinhos de corte do tipo bordalês ou tendo a malbec como protagonista, mas sendo escoltada por outra variedade, aportando mais estrutura, acidez, potência e diversos sabores. No geral, os tintos  top de linha das principais vinícolas são blends de malbec,. Esta escolha pela mistura no principal rótulo já diz  muita coisa sobre este estilo de vinho.

unanimemascota 26 Unânime 2009

Mascota Vineyards/Santa Ana

Região: Vale de Uco

Site official: http://www.bodegas-santa-ana.com.ar/sitio-Por/index.php

Uvas: cabernet sauvignon, malbec, cabernet franc

R$ 78,00

A voz do vinho: para começar uma lista de vinhos de corte, nada melhor que uma unanimidade, pelo menos no rótulo. O vinho ícone da Mascota é um blend espetacular que tem este nome pois na hora de decidir o corte ideal para o rótulo existiu um consenso entre todos os envolvidos. Complexo na boca, entrega as frutas da malbec e a estrutura da cabernet sauvignon. Gostoso na entrada e com bom fim de boca.

Por que escolhi: bom exemplo de blend por um bom preço

 

casarena50527 505 essência Blend 2013

Casarena Bodega y Viñedos

Região: Agrelo, Luján de Cuyo

Site oficial  www.casarena.com

Uvas: malbec 50%, cabernet  sauvignon 30% e merlot  20%

Importador: Magnum

R$ 35,00

A voz do vinho: quem disse que os vinhos de corte precisam ser caros? Boa mescla, belo exemplo de blend macio, fruta franca, vinho correto, redondo, fácil de beber e de gostar.

Por que escolhi: bom blend de entrada

 

amanodecero28. Decero Amano Remolinos Vineyard 2011

Finca Decero

Região: Agrelo

Site oficial: http://www.decero.com/about/remolinos-vineyard/

Uvas: malbec 60%, cabernet sauvignon 30%, tannat 1%, petit verdot 4%

Importador: era da Ana Import

R$ 264,00

A voz do vinho: outro que levou o Trophie de melhor blend acima de 50dólares do AWA  (Argentine Wine Awards) 2104. Muito perfumado, bem malbec no nariz, muita fruta do cabernet sauvignon e taninos e estrutura do tannat e petit verdot, que também dá acidez. Passa 22 meses na barrica amaciando, apurando seus sabores e desenvolvendo seus aromas. Vinho de gente grande

Por que escolhi: paixão ao primeiro gole

 

expressiones29. Expresiones Reserve 2012

Finca Flichman

Região: Mendoza

http://www.flichman.com.ar/home.html

Uvas: malbec 60% e cabernet sauvignon 40%

Importador La Pastina

R$ 60,00

A voz do vinho: esta medida de 60% malbec e 40% cabernet sauvignon com um tempo de passagem pela barrica  parece que dá certo. Aparece em muitos rótulos de Mendoza. As frutas vermelhas e as notas de especiarias aparecem, criam volume em boca e um tanino delicado traz maciez e um final prolongado.

Por que escolhi:  boa “impressão” ao primeiro gole que se confirma com o tempo em taça

 

lagarde-henry-gran-guarda,jpg30 Henry Grand Guarda nº 1 2009

Lagarde

Região: Luján de Cuyo, Mendonza

Site oficial: www.lagarde.com.ar

Uvas: cabernet sauvignon 39%, malbec 35%, petit verdot 13% e cabernet franc 13%

Importador: DeVinum

R$ 210,00

A voz do vinho: o vinho número 1 da Lagarde só é elaborado em safras especiais e passa dois anos em barricas de carvalho de primeiro uso. A palheta de aromas é ampla, com destaques para café, couro, tostado, tabaco do tempo em madeira, pimenta, fruto maduro. O paladar confirma esta impressão, tanto na intensidade como na qualidade dos sabores. Potente, sério, final longo. O corte muda bastante a cada ano, o que sugere a visão do enólogo como resultado do  que a natureza lhe oferece. Já havia provado o 2007, onde a cabernet franc predominava. Este aqui é um senhor mais sério.

Por que escolhi: um corte bordalês de respeito, vinho de decanter, de reflexão

Trivento-AMADA-SUR31 Trivento Amado Sur Malbec 2012

Bodega Trivento

Região: variadas em Mendoza

Site oficial: http://www.trivento.com/triv/site2.php

Uvas: malbec 70%, bonarda 18% e syrah 12%

Importador: VCT

R$ 58,00

A voz do vinho: da série dormindo com o inimigo, a Trivento é um investimento da gigante chilena Concha y Toro na Argentina. O vinho de corte busca um equilíbrio e puxa o que melhor tem cada variedade. Aqui a malbec aportou elegância, a syrah a estrutura e a bonarda ampliou a acidez e completou com frutas vermelhas. Um tinto macio, suave, com uma boa fruta fresca. Sempre na lista dos vinhos smart buys (boas compras) da Argentina.

Por que escolhi: pela suavidade da mescla e preço

 

 

premios_phi-eng32 Phi– Finca el Origen 2009

Finca el Origen

Região: Vale do Uco

Site oficial: http://www.fincaelorigen.com/

Uvas: malbec 79%, cabernet franc 11%, cabernet sauvignon 7% e petit verdot 3%

Importador: Casa Rio Verde BH

R$ 150,00

A voz do vinho: a Finca El Origen também tem suas raízes no Chile, são os mesmos proprietários da Santa Carolina. Vinhaço. Elegante, complexo, com todas as qualidades que um blend aporta a uma garrafa. Tem um estilo bordalês de ser. Passa 18 meses em barricas de carvalho. A malbec torna o vinho macio e floral, a cabernet franc traz especiarias e complexidade ao caldo, a cabernet sauvignon dá envergadura e mais aromas, frutas e aquele tiquinho de petit verdot ajuda na acidez, dando mais longevidade ao vinho. Um vinho de corte por excelência. O nome Phi é letra grega que representa a proporção, o número encontrado na natureza. Muito bom também o Finca el Origen Cabernet Sauvignon, um cabernet de zona fria com 12 meses de barrica, bons taninos, fruta negra.

Por que escolhi: pela complexidade e bom uso da madeira, que não encobre a fruta

 

enamore33 Enamore 2011

Renacer e Allegrini

Região: Luján de Cuyo

Site oficial: http://www.bodegarenacer.com.ar/

Uvas: malbec 45%, cabernet sauvignon 40% e bonarda 10%

Importador Vinhos do Mundo

R$ 165,00

Voz do vinho: o que acontece quando se junta um enólogo da região do Veneto (Paolo Mascanzoni, da Allegrini) com outro da Mendoza  (Alberto Antonini, Renacer)? Um tinto vinificado como um amarone do hemisfério norte mas com uvas do hemisfério sul, ambos representados pelas linhas em forma de novelo desenhadas no topo e na base do rótulo. As uvas ficam expostas ao sol e ao vento para perder cerca de um terço de sua água. Este método tradicional do Amarone se chama apassimento, que acaba concentrando mais o açúcar da fruta. Na boca a fruta vermelha é mais doce, o vinho macio, redondo. Interessante esta transferência de método para as uvas locais.

Por que escolhi: fácil de beber e agradar e, vamos combinar, um belo nome para um vinho

 

Durigutti34 Durigutti Familia 2008

Familia Durigutti

Região: Maipú e La Consulta

Site oficial: www.durigutti.com

Uvas: malbec 85%,  cabernet franc 3%, cabernet sauvignon 3%, syrah, 5% e bonarda 4%

Importador (sem importador no Brasil)

Voz do vinho: destaque para o belo aroma de ameixas,  floral e de especiarias. Na boca mostra um sabor delicioso, equilibrado e com boa persistência de seus frutos. Passou dois anos em barricas francês e foi engarrafado em outubro de 2010. Mostrou boa evolução e vai em frente.

Por que escolhi: tem um paladar encantador

 

diamandes35 DiamAndes de Uco Gran Reserva 2008

DiamAndes

Região: Vale de Uco

Site oficial: www.diamandes.com

Uvas: malbec 70% e cabernet sauvignon 25%

Importador: Magnum

R$ 180,00

A voz do vinho: para não dizer que esqueci de Michel Rolland, aqui uma ótima contribuição de seu expertise no estilo bordalês transportado para as características do hemisfério sul. A vinícola é um empreendimento do casal Alfred-Alexandre e  Michèle Bonnie, proprietário do Château Malartic-Lagravière e do Château Gazin Rocquencourt, em Bordeaux. 15 milhões de dólares de investimento depois eles inauguraram a estonteante Bodega DiamAndes onde elaboram parte das 1 milhão de garradas do vinho-consórcio Clos de los 7. Além desses rótulos também produzem a linha DiamAndes. Um bom viognier de entrada, um malbec e este gran reserva. O vinho passa 24 meses em barricas francesas de primeiro uso, é bem escurão, muito macio na boca, potente. As frutas negras e tostados são expressivas e elegantes. O conceito de viticultura de precisão alcança pontos de maturação mais precisos para as uvas selecionadas.

Por que escolhi: um novo clássico argentino

 

piatelli36  Trinitá Piatelli

Piatelli Vineyards

Regiões: Agrelo, Luján  de Cuyo e Vale do Uco

Site oficial: http://www.piattellivineyards.com/

Uvas: malbec, cabernet sauvignon, merlot

Importador: Vinhos do Mundo

R$ 205,00

A voz do vinho: vinhedos de 30 a 70 anos de cabernet sauvignon, malbec e merlot  fornecem a matéria-prima para esta belezinha. As varietais são afinadas em separado por 12 meses em pequenas barricas de primeiro e segundo uso preservando a fruta na composição do corte. A boca mostra cerejas negras maduras que aparecem antes nos aromas. Potente, de grande volume, vale decantar ou pelo menos deixar um tempo na taça para revelar seus frutos, toques de especiarias e os efeitos da barrica que ampliam o vinho mas não o esconde.

Por que escolhi: por que é delicioso de beber

 

Gonzalezodonnel37 Gongález O’ Donnell

Hacienda del Plata

Região: Luján de Cuyo

Site official http://haciendadelplata.com/

Uvas: malbec 50% e cabernet sauvigon 50%

Importador: Wine to Go

R$ 232,00

A voz do vinho: a hacienda del Plata é um vinícola boutique de uma família de origem irlandesa, daí o nome no rótulo. São apenas 750 garrafas deste rótulo. O caldo passa 36 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso seguidos de mais 18 meses de envelhecimento em garrafa antes de ser comercializado. Elegante no nariz e na boca, combina em parcelas iguais a cabernet sauvignon e a malbec e desta disputa por espaço nasce um tinto de corte que é longo e de bastante impacto. Merece decantar antes de servir.

Por que eu escolhi: pelo privilégio de ter provado uma das 750 garrafas

 

bcrux38 Bcrux 2010 tempranillo

O Fournier

Região: La Consulta

Site oficial: http://www.ofournier.com/web/ar_00_es.html

Uvas: tempranillo, malbec e touriga nacional

Importador: Vinci Vinhos

R$ 114,00

A voz do vinho: o espanhol José Manuel Ortega Gil-Fournier tem uma história curiosa, largou a vice-presidência do Santander para se dedicar aos vinhos. Hoje possui vinícolas no Chile, Argentina e na Espanha natal. Mas montou morada na Mendoza, onde a mulher tem um premiado restaurante na vinícola e deve abrir outro na cidade. Os vinhos de O Fournier se distinguem por uma busca de qualidade sem exagero no preço. A linha BCrux é intermediária, é muito amplo na boca e apetitiso no paladar. O BCrux sempre foi uma mescla em que a tempranillo, não por acaso a uva de expressão da Espanha, foi protagonista, mas as outras uvas  que compõem a mescla  variam. Desde 2009 Gil-Fournier começou a acrescentar a portuguesa touriga nacional, que tem dado bons resultados e acrescentado mais  aroma ao tinto.

 Por que escolhi: os vinhos de Fournier merecem ser conhecidos, a linha Urban, na média de 50 reais, é um bom início

 

PascualTosoMagdalena39 Magdalena Toso 2011

Pascual Toso

Região: Maipu, Mendoza

Site oficial: www.bodegastoso.com.ar

Uva: malbec 60%, cabernet sauvignon 40%

Importador: Vinoteca Dibeal Brasil CIEBA

R$ 370,00

 A voz do vinho: expressão sublime da malbec, mostrando todo o potencial da região de Barrancas, em Maipú, Mendoza, combinado ao cabernet sauvignon. As uvas rigorosamente selecionadas em colheita manual, e depois fermentadas e enriquecidas em barricas de carvalho francês se transformam num vinho estupendo.  Muito intenso nos aromas, vai se abrindo aos poucos e revelando camadas de frutas, compotas, chocolate, a boca é o que mais me impressionou, um veludo, e um final longo e telúrico. A madeira integrada acrescenta e não doma o vinho. Potente e expressivo.

Por que escolhi: em degustações grandes costumo dar estrelas aos vinhos que provo como referência para o futuro. A memória gustativa era boa, a memória escrita marcou  cinco estrelas neste aqui.

Preços coletados em abril de 2014

Declaração: Este colunista esteve na Argentina a convite da Wines of Argentina, onde provou 228 vinhos, visitou várias vinícolas e teve contato com dezenas de produtores. Desta boca-livre resultou o texto produzido neste post sobre os vinhos argentinos.

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terça-feira, 1 de abril de 2014 Novo Mundo, ViG | 09:47

50 vinhos argentinos que vale a pena conhecer. Parte 2 – malbec de Mendoza

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Nesta segunda parte da lista de 50 vinhos saborosos da Argentina que vale a pena conhecer, o destaque são os vinhos elaborados  100% com a uva malbec produzidos na região de Mendoza.

Nas próximas notas exploramos mais dois segmentos da  região de Mendoza – responsável por 80% da produção de vinho no país.

  •  melhores vinhos de corte (blends).
  •  varietais de outras uvas

Atenção, não se trata de uma lista dos melhores vinhos da Argentina, mas uma seleção da rica amostra de tintos e brancos que provei em uma semana em viagem por lá. Trata-se, como só pode ser, de uma seleção pessoal.

 Vinhos de Mendoza – Malbec 100%

Os vinhedos em Mendoza estão plantados em altitudes a 1.000 metros acima do nível do mar. Toda a região que produz vinho é donominada de Cuyo – engloba Mendoza, San Juan e La Rioja. Cuyo significa, no idioma Huarpe Mikayac, “o país dos desertos”. O que é uma realidade, e a água que vem das geleiras controlada pelo governo. Mendoza ainda se divide em cinco zonas: Norte, Leste, Centro, Sul e Vale de Uco. Luján de Cuyo, localizada no Centro, é conhecida como a “La Tierra del Malbec” e junto com Maipú é a região vitivinícola mais tradicional de Mendoza. São tintos mais estruturados, com frutas bem maduras, floral, com bom volume em boca e taninos macios. A região de Mendoza é um paraíso para quem aprecia vinhos. 80% dos vinhos da Argentina são produzidos ali. Nesta primeira etapa dos rótulos de Mendoza, começamos com os tintos de puro malbec. Deliciosos, tradicionais, inovadores. Tem de tudo, abaixo minha modesta seleção.

Riccitelli16 Republica del Malbec Blend de Terroir 2012

Matias Riccitelli

Região: Luján de Cuyo

Site oficial: http://www.matiasriccitelli.com/eng/index.html

Uva: malbec

Importador: (chegará ao Brasil pela Wine Brands)

R$: (na Argentina está classificado entre vinhos por mais de 50 dólares)

 A voz do vinho: uma nova geração, de calças coloridas e ideias idem, busca nada menos que a excelência no vinho argentino e ainda atrair um consumidor mais jovem. Matias Riccitelli faz parte desta geração. Provavelmente sua mamadeira era batizada com vinho.  Matias é  filho do lendário enólogo da gigante Bodega Norton Jorge Riccitelli. Todos os rótulos que já provei deste sujeito são espetaculares, sempre extraindo o melhor da malbec. São vinhos sedosos, intensos e complexos. Aromas de frutas negras, especiarias e muito equilibrado na boca, com vontade de quero mais. Levou o Trophie da AWA (Argentina Wine Awards) 2014. Vale conhecer também o Vineyard Selection Malbec, outro vencedor de medalhas. Este segundo puxa  mais para a elegância, e tem maior capacidade de envelhecimento, mas para tomar agora o Republica del Malbec me agradou mais.

Por que escolhi: talvez o melhor dos malbecs provados e pelo reconhecimento da nova geração

 

esvino 17 Es Vino Reserve Malbec 2009

Es.Vino/Finca Sophenia

Região: Tupungato

Site oficial http://www.sophenia.com/

Uva: malbec

Importador: não achei no Brasil, mas a World Wine importa a linha Finca Sophenia

R$:  (estava na categoria entre 13 e 20 dólares na premiação da AWA)

A voz do vinho: pois é, este tinto também foi premiado com um Trophie no concurso AWA 2014. Fiquei encantado com os aromas florais, sua fruta, a explosão em boca, a maciez e persistência do vinho. Não conhecia. A história da Es.Vino é curiosa. As herdeiras da Finca Sophenia, as gêmeas Eugenia e Sofia (daí o nome), receberam uma vinícola para chamar de sua quando tinham dez anos de idade. Depois de adultas deram vida ao sonho de um vinho moderno, para um público jovem, mas elegante. Eu diria que criaram um malbec sedutor, longo no sabor.

Por que escolhi: me encantei com a fruta deste malbec

 

LuigiBoscaMalbec18. Luigi Bosca Malbec Terroir Los Miradores 2011

Luigi Bosca

Região: Valle de Uco

Site oficial: http://www.luigibosca.com.ar/

Uva: malbec

Importador: Decanter

R$ 114,00

A voz do vinho: um grande malbec elaborado com clones provenientes de três terrenos diferentes da Luigi Bosca e plantada na Finca Los Miradores, no Vale do Uco, a uma altitude de 1.150 metros. Muito intenso, fruta expressiva, bastante longo no final de boca, aquela sensação do vinho que permanece depois de engolido. Boa acidez e ótimo corpo.

Por que escolhi: a mão do homem na seleção das uvas resulta em um belo malbec

 

PascualTosoMalbecreserve

19. Pascual Toso Reserve Malbec 2012

Pascual Toso

Região: Maipú

Site oficial: http://www.pascualtoso.com/

Uva: malbec

Importador: Vinoteca Brasil

R$ 59,00

A voz do vinho: esta é uma bela linha intermediária da Pascual Toso, a vinícola de Pauls Hobbs na Argentina. Tem boa persistência, é gostoso de beber, macio, mostra frutas negras e boa relação de custo-qualidade. Da mesma linha, o Cabernet Sauvignon tem boa estrutura, taninos firmes e boa fruta.

Por que escolhi: bom preço e bom vinho

 

expressiones20.  Trapiche Malbec Single Vineyard  2011

Trapiche

Região: Mendoza

Site oficial: http://trapiche.com.ar/pt

Uva: malbec

Importador: Interfood

R$ 202,00 (safra 2008)

A voz do vinho: delicioso estilo de malbec, a fruta bem integrada, equilibrado, frutas vermelhas e negras, muito macio. Um trabalho do enólogo-chefe da Trapche, Daniel Pi, que separa o melhor malbec de várias regiões e produz este caldo delicioso.

Por que escolhi: exibido, foi destaque entre 16 malbecs de diferentes terroirs que provei em uma degustação de top malbecs.

 

Casarena_Malbec21 Casarena Lauren’s Vineyard 2011

Casarena Bodega y Viñedos

Região: Agrelo

Site oficial: www.casarena.com

Uva: malbec

Importador: Magnum

R$ 130,00

A voz do vinho: o rótulo é uma vista aérea geométrica e estilizada do vinhedo em Agrelo. Uma parcela única  abastece este vinho de floral intenso, a tal da violeta, quase um vidro de perfume em forma de vinho, e de boca ampla e sedutora. Um malbec feminino e sedutor, com ótima fruta e bastante macio. Para aqueles que apreciam a exuberância do primeiro impacto, mas exigem estrutura no paladar. Provei este vinho da safra 2010 e agora veio a confirmação de sua qualidade na safra de 2011. Quase um irmão gêmeo, o Casarena Malbec de Pedriel também merece uma visita. Boa qualidade por um preço compatível. Mais um enólogo da nova geração mostrando serviço: Bernardo Bossi Bonilla.

Por que escolhi: pela consistência, preço e qualidade

 

argento resreva22 Malbec Reserva Argento 2012

Argento

Região: Maipú

Site oficial: http://www.argentowine.com/pt/

Uva: malbec

Importador: Domno

R$ 45 reais

A voz do vinho: A enóloga Silvia Cort, responsável pelos vinhos desde 2004, é uma apaixonada pela malbec. Resultado: um caldo bem extraído, mais encorpado, que passa 9 meses em barricas de carvalho americano e francês e confere notas de chocolate, taninos macios e gosto de frutas negras.

Por que escolhi: tem personalidade e bom preço

 

LAMascota23 La Mascota Malbec 2012

Mascota Vineyards/Santa Ana

Região: Maipú

Site oficial: http://www.bodegas-santa-ana.com.ar/sitio-Por/index.php

Uva: malbec

R$ 60,00

 A voz do vinho: este malbec, da linha de criação especial do enólogo Opi Sadler, é macio, gostoso, passa 15 meses na barrica, traz grande satisfação no paladar e tem uma ótima relação custo-benefício. A Mascota é um projeto de vinhos premium da gigante Santa Ana, a vinícola número 1 em volume da Argentina

Por que escolhi: bom na taça e bom de bolso

 

 

SerreraGranGuarda24 Serrera Gran Guarda 2008

Serra Wines

Região: Valle do Uco

Site official: http://www.serrera.com.ar/

Uva: malbec

Importador: Hannover Vinhos

R$ 160,00

A voz do vinho: um malbec de 2008 que mostra como  evolui bem esta uva quando tratada com respeito. Passa mais de 14 meses nas barricas de  carvalho de primeiro uso e fica quietinho na garrafa mais um ano antes da comercialização. A boca é macia, redonda, potente e lembra aromas de frutas negras, especiarias e chocolate; o final é longo e delicioso. Um carinho no paladar. No Brasil a safra à venda é de 2006, que talvez mostre outras delicias da evolução.

Por que escolhi: pelo potencial de envelhecimento da malbec

 

puntofinal25 Punto final – Reserva Malbec 2011

Renacer

Região: Perdriel, Luján de Cuyo

Site oficial: http://www.bodegarenacer.com.ar/

Uva: malbec

Importador Vinhos do Mundo

R$ 99,00

A voz do vinho: O rótulo deste belo malbec é repleto de termos que descrevem as sensações provocadas pelo vinho. Entre eles, aparecem aromas de frutas vermelhas, notas de especiarias, taninos suaves, final harmonioso. É um vinho com legenda, delicioso e de uma malbec agradável ao paladar.

Por que escolhi: agrada de início e prazeroso de beber.

 

Preços coletados em abril de 2014

Declaração: Este colunista esteve na Argentina a convite da Wines of Argentina, onde provou 228 vinhos, visitou várias vinícolas e teve contato com dezenas de produtores. Desta boca-livre resultou o texto produzido neste post sobre os vinhos argentinos.

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segunda-feira, 31 de março de 2014 Novo Mundo, ViG | 16:00

50 vinhos argentinos que vale a pena conhecer. Parte 1 – Salta e Patagônia

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A felicidade, dizia o modernista Oswald de Andrade, é a prova dos noves. A escolha de um (ou mais) vinho, tentando plagiar, é a prova dos 228. Explico, recentemente tive o privilégio de experimentar exatos 228 rótulos argentinos “in loco”. Foram almoços, degustações, minifeiras e visitas a vinícolas em território Argentino a convite da Wines of Argentina*. Deste mar de vinhos provados selecionei 50 rótulos que traduzem de alguma maneira a atual produção de tintos (mais estes) e brancos de qualidade que se faz hoje no país.

Fui checar minhas anotações, as fotos dos rótulos e buscar na memória gustativa os vinhos que de alguma forma me impressionaram para esta seleção ViG (Vinho indicado pelo Gerosa) Argentina. Atenção, não se trata de uma lista dos melhores vinhos da Argentina, mas uma seleção da rica amostra de tintos e brancos que provei em uma semana em viagem por lá. Trata-se, como só pode ser, de uma seleção pessoal.

Por ser uma lista um pouco extensa, dividi a nota em várias partes, que serão publicadas ao longo da  semana.

Para começar os vinhos de Salta/Cafayate e da Patagônia

Nas próximas notas, os vinhos indicados são da região de Mendoza – responsável por 80% da produção de tintos, brancos e espumantes no país

  •  grandes malbecs
  •  melhores vinhos de corte (blends).
  •  varietais de outras uvas

Vinhos de Salta e Cafayate

As parreiras estão localizadas entre 1.500 e 3.000 metros sobre o nível do mar (a região vitivinícola mais alta do mundo). A chuva é rara, 200 milímetros por ano. A colheita na região é realizada uma semana antes do que em Mendoza. Os vinhos têm uma ótima acidez e são mais amigáveis. A branca torrontés produz caldos mais sutis e menos exibidos na região. Os tintos são mais intensos pois o sol, mais próximo pela altitude, faz com que as frutas engrossem as cascas para proteger as sementes, e como se sabe é nas cascas que se concentram aromas, cor e outros elementos dos tintos. Além do malbec, vale conhecer os cabernet sauvignon e cabernet franc da região.

colomé-torrontes1 Colomé Torrontés 2013

Bodega Colomé

Site oficial: http://www.bodegacolome.com/

Uva: torrontés

Importador: Decanter

R$ 56,00

A voz do vinho: a uva branca porta-estandarte da Argentina encontra aqui um representante à altura de seu marketing. A Bodega Colomé, do suíço Donald Hess, tem vinhedos plantados muito perto do céu. Localizados entre 2.300 e 3.100 metros de altura são considerados os vinhedos mais altos do mundo. Esta torrontés tem uma pegada mais seca, elegante e mostra uma ótima acidez, com bom frescor e frutas tropicais na boca. Levou o prêmio Trophie da AWA (Argentina Wine Awards) 2014.

Por que escolhi: torrontés menos floral e mais seca, mostra o potencial da variedade.

 

cafayatecabsauvignon2. Cafayate Reserve Cabernet Sauvignon – 2012 

Bodegas Etchart

Site oficial: http://www.bodegasetchart.com/

Uva: cabernet sauvignon

Importador: Pernod Ricard

R$: 31,00

A voz do vinho: a Etchart faz parte do grupo de bebidas Pernod Ricard. O vinho não chega a ser uma prioridade numa empresa que produz vodcas, uísques e licores. Mas o vinho é bem tratado aqui. Na região de Cafayate, de maior altitude, os tintos são mais intensos. Este cabernet sauvignon é da linha de entrada e agrada bastante no paladar. Sem complicações mas com uma boa fruta, passa seis meses em barrica, o suficiente para uma amaciada nos taninos e dar uns toques de baunilha. A cabernet sauvignon surpreendeu bastante nos vinhos argentinos. Em uma linha superior, o também Cabernet Sauvignon Gran Linaje é mais complexo e maduro e agradou bastante também.

Por que escolhi: bom vinho para o dia a dia.

 

CiclosMalbec3. Ciclos Malbec 2012

Bodega El Esteco

Site Oficial: http://www.elesteco.com/bodega/

Uva: malbec 100%

Importador: Bruck

R$ 85,00

A voz do vinho: talvez o nome Bodega El Esteco não seja familiar, mas certamente Michel Torino é. Trata-se da mesma vinícola em fase de transição de nome. Dentro da vinícola o Hotel & Spa Patios de Cafayate oferece 32 suítes para quem quer se esbaldar de vinho e sossego. Este malbec de Cafayate passa 12 meses em barricas francesas e americanas. No nariz ele entra um pouco alcoólico, mas revela-se na boca com uma fruta vermelha gostosa, bem macio e com boa intensidade. Provei novamente este vinho em um restaurante em São Paulo e estava fantástico. Medalha de ouro no AWA 2014.

Por que escolhi: malbec de boa extração e fruta saborosa.

 

CiclosIcone4. Ciclos Ícono

Bodega El Esteco

Site Oficial: http://www.elesteco.com/bodega/

Uvas: malbec e merlot

Importador: Bruck

R$ 85,00

A voz do vinho: apesar do nome, não é o tinto ícone da El Esteco. O top de linha leva o nome de Altimus, e é um blend das melhores uvas do ano selecionadas pelo enólogo Alejandro Pepa. O ícono é uma mescla bem realizada de malbec e merlot, macio, longo, com uma fruta ampla. Muito gostoso. Eu sempre sou da opinião que a malbec é sempre beneficiada quando misturada a outras uvas. Aqui está um exemplo. O rótulo, um sol desenhado pelo artista plástico uruguaio Carlos Paez Vilaró, recentemente falecido, se transformou em uma bela homenagem e traduz o clima da região.

Por que escolhi: um vinho ensolarado e feliz na homenagem.

 

LAborum-Tannat5. Laborum Tannat 2012

Bodega El Porvenir de Cafayate

Site oficial: http://www.elporvenirdecafayate.com/

Uva: tannat

Importador: Vinhos do Mundo

R$ 79,00

A voz do vinho: primeiro da série de vinhos com assessoria do consultor Paul Hobbs que vai aparecer nesta lista. Alguns acusam Hobbs de pesar a mão. Discordo, ele tem vinhos de perfis diferentes em cada região. E boas surpresas. Mas aqui a estrela é o jovem e inovador enólogo Mariano Quiroga, que comanda a alquimia sob supervisão do americano. Este tannat é muito persistente no nariz, tem boa acidez natural. Prima mais pela elegância e longevidade. Um tannat oposto daquele estilo agressivo e ao mesmo tempo potente que estamos acostumados a tomar.

Por que escolhi: pela elegância. Este tannat não é agressivo, não luta UFC, pratica ioga.

 

elporvneirtannat-amauta6. Amauta Corte IV Cabernet Franc e Malbec  2013

Bodega El Porvenir de Cafayate

Site oficial: http://www.elporvenirdecafayate.com/

Uvas: cabernet franc e malbec

Importador: Vinhos do Mundo

R$ 79,00

A voz do vinho: o trabalho de Mariano Quiroga merece uma segunda indicação. Este rótulo está ainda para sair no mercado e é aquilo que Mariano define como vinho de autor. A cada ano a composição muda, com a decisão dos enólogos de usar as melhores uvas das melhores parcelas no corte do vinho. Aqui ele combinou o floral do malbec com a potência e o final de boca da cabernet franc e o resultado é espetacular. Belo trabalho de fusão da uva símbolo da argentina (a malbec) com aquele que os especialistas estão apontando como a grande vedete os próximos anos (a cabernet franc)

Por que escolhi: pelo trabalho do enólogo e a escolha das duas variedades de grande expressão na Aregrntina – malbec e cabernet franc

IMG_22397. Cafayate Gran Linaje 2013

Bodegas Etchart

Site oficial: http://www.bodegasetchart.com/

Uva: torrontés

Importador: Pernod Ricard

R$: 55,00

 A voz do vinho: olha o Paul Hobbs aí geeente! a safra 2009 deste vinho levou 92 pontos de Robert Parker, o que é espantoso para um branco sul-americano, ainda mais da uva torrontés. Tem uma pegada mais floral, característica da uva, mas com um belo rastro cítrico e boa acidez

Por que escolhi: um outro exemplo do potencial da torrontés, com bela expressão da uvas

 

Vinhos da Patagônia

Se Salta possui os vinhedos mais altos do mundo, a Patagônia exibe os vinhedos mais ao sul do planeta, no paralelo 39. Ao contrário das regiões de Salta e Mendoza, seus vinhedos estão entre 300 e 500 metros do nível do mar, proporcionando uma maturação mais prolongada das uvas. Por conta de suas condições climáticas, dos ventos frequentes, baixa umidade e ampla diferença térmica entre dia e noite (algo como 20 graus) na época da maturação das uvas, o nível de acidez que se obtém é alto, o que resulta em um bom potencial de guarda. O baixo rendimento dos cachos de uva impõe a produção de vinhos de qualidade. Inicialmente a região ficou marcada pelos pinot noir especiais, muito elegantes, de ótimo final de boca (temos alguns exemplos abaixo). Mas há um enorme potencial também para um malbec mais fino, sem tanta extração, mais sutil nos aromas e paladar e com uma fruta que enche a boca

humbertocanale-riesling8. Humberto Canale Old Vineyard Riesling 2013

Humberto Canale

Site oficial: http://www.bodegahcanale.com/

Uva: riesling

Importador: Grand Cru

R$ 78,00

A voz do vinho: uma uva incomum na Argentina, a riesling, assume na região dominada pelos ventos da Patagônia um caráter untuoso e ao mesmo tempo fresco. Um riesling que não pretende imitar os alemães ou da Alsácia, e por isso mesmo agrada por sua personalidade

Por que escolhi: pela inusitada variedade branca na Argentina

 

Saurus-Familia-Schroeder9. Saurus Barrel Fermented 2012 Pinot Noir/Malbec

Familia Schroeder

Site oficial: http://www.familiaschroeder.com/

Uvas: malbec 50% e pinot noir 50%

Importador: Decanter

R$ 206,00 (safra 2005)

A voz do vinho: interessante mescla com as duas melhores uvas da Patagônia, a malbec e a pinot noir, em porcentagens semelhantes. Difícil identificar nos aromas a uva predominante. Vem um perfume que lembra a malbec, depois outra cafungada e surge um toque terroso e de cereja  da pinot noir. Bem legal. Tem a estrutura da malbec, a cor e a fineza da pinot noir.

Por que escolhi: pela ousadia do blend

 

desierto_pampa10. Desierto Pampa 2009

Bodegas del Desierto

Site oficial: http://www.bodegadeldesierto.com.ar/

Uva: malbec

Importador: sem importador no Brasil

Preço médio: 30 dólares

 A voz do vinho:  outra vinícola com assessoria do consultor Paul Hobbs. São 18 meses de barricas francesas, o que aporta um toque de café e tabaco. Boa fruta fresca, macio, tem um bom frescor e uma fineza do malbec da região. Termina bem na boca. Algum importador se habilita?

Por que escolhi: pelo frescor e novidade

 

IMG_Fin-del-mundo220011. Fin Single Vineyard Cabernet Franc 2009

Bodega del Fin del Mundo

Site oficial: http://www.bodegadelfindelmundo.com/

Uva: cabernet franc

Importador: Mr Mann

R$ 175,00 (safra 2008)

A voz do vinho: a cabernet franc da argentina é uma variedade que merece atenção, vou insistir neste tema e trazer outras alternativas de cabernet franc de Mendoza na próxima lista. Os 18 meses de barrica dão toques de baunilha e coco, uma fruta mais madura no nariz e na boca, bem típica, um perfil de cabernet franc mais internacional, com toques de ervas. Equilibrado e delicioso. Medalha de ouro no AWA 2014.

Por que escolhi: belo exemplo de cabernet franc da Argentina

 

Malma NQN-pinot noir12. Malma – Pinot Noir 2012

Bodega NQN

Site oficial http://www.bodeganqn.com.ar/home.php

Uva: pinot noir

Importador: Vinhos do Mundo

R$ 59,00

A voz do vinho: no terroir da Patagônia a pinot noir se beneficia do clima da região desértica e da altitude menos elevada. A região ficou marcada pelo marketing da pinot noir, mas nem sempre o resultado é assim uma bandeira a ser balançada.  Aqui a pinot noir se revela delicada, fina, com aquela cereja típica da variedade e mostra especiarias no final de boca.

Por que escolhi: é um pinot noir mais acessível da Patagônia e com estilo.

 

vinho-chacra-55-pinot-noir-2011-8261-MLB20002706627_112013-F13. Chacra Cinquenta y Cinco 2012

Bodega Chacra

Site oficial http://www.bodegachacra.com/

Uva: pinot noir

Importador: Ravin

R$ 398,00 (a safra 2010)

A voz do vinho: Vinho fino é outra coisa! Trata-se de um investimento do italiano Piero Incisa dela Roccheta, nada menos que o homem por trás do supertoscano Sassicaia. Tem preço de supertoscanos também. O nome vem do vinhedo antigo, plantado em 1955. Os vinhedos são orgânicos e certificados. O resultado é espetacular e de enorme tipicidade. Apresenta um nariz extraordinário e envolvente, profusão de cerejas na boca, terra molhada, delicadas especiarias. Para ocasiões especiais. Levou medalha de ouro no AWA 2014.

Por que escolhi: para compreender o potencial do pinot noir da Patagônia

 

Noemia

14 Noemía 2011

Bodega Noemía

Site oficial: http://www.bodeganoemia.com/

Uva: malbec

Importador: Vinci

R$ 388,00 (safra 2008)

A voz do vinho: Estes italianos não são bobos. Outro empreendimento europeu na Patagônia, este da Condesa Noemi Marone Cinzano, em parceria com o enólogo Hans Vinding-Diers, o mesmo do Chacra acima, a propósito. Os caldos engarrafados na bodegas Noemía são a prova de que a malbec varia muito de região para região, e aqui a uva se pauta pela finesse, delicadeza, um perfume sedutor, uma intensidade marcante, passeia pelo copo e pelo paladar por um bom tempo. Alia potência e elegância, sempre fino, na busca da excelência do terroir orgânico e biodinâmico.

Por que escolhi: não é barato, mas é um dos melhores malbecs da Argentina, consistente em todas as safras que provei.

 

quimay15. Quimay Manos Negras 2011

Quimay

Site oficial: http://manosnegras.com.ar/

Uva: malbec 100%

Importador: (sem importador)

R$ (em torno de 30 dólares na Argentina)

A voz do vinho: o nome da vinícola– localizada na região de Neuquen -, é uma homenagem aos trabalhadores que botam a mão na terra para dela extrair as uvas que fermentadas se transformam em  uva. Potente, tem aquele licor de cacau exibido no paladar e uma sensação agradável na boca, textura sedosa. Mais um exemplo das possibilidades da malbec da Patagônia. Um belo site apresenta a bodega e a visão dos quatro sócios sobre a missão de seu trabalho.

Por que escolhi: me encantei com o vinho, adorei o site

Preços coletados em abril de 2014

Declaração: Este colunista esteve na Argentina a convite da Wines of Argentina, onde provou 228 vinhos, visitou várias vinícolas e teve contato com dezenas de produtores. Desta boca-livre resultou o texto produzidos neste post sobre os vinhos argentinos.

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 Degustação, Novo Mundo, ViG | 12:50

Qual o melhor vinho argentino? Concurso escolhe os melhores rótulos em diferentes faixas de preços

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18 jurados provaram 650 vinhos e usaram este ficha para escolher os melhores rótulos da Argentina

18 jurados provaram 650 vinhos e usaram este ficha para escolher os melhores rótulos da Argentina

Qual o melhor vinho argentino? Para tentar responder esta questão a Wines of Argentina, entidade que promove o vinho no país, realiza há 8 anos o concurso Argentina Wine Awards (AWA), que distribui medalhas de ouro, prata e bronze e trofeus dos melhores rótulos em várias categorias. É a premiação mais importante dos vinhos da Argentina, comemorada como um Oscar pelos produtores e uma baita ferramenta de marketing e qualificação do vinho – e claro uma oportunidade para vender mais garrafas e destacar os rótulos em outros concursos internacionais, publicações especializadas e incrementar a discussão nas redes sociais. Parafraseando a  vitoriosa campanha de Bill Clinton à presidência dos Estados Unidos: “É a divulgação, estúpido”!

Todos os anos são convidados jurados internacionais de alguma categoria ligada ao mundo do vinho. Isso dá musculatura, credibilidade e repercussão ao evento. Já fizeram parte desta comissão de notáveis, sommeliers, produtores e especialistas. Em 2014 foram os jornalistas especializados de 9 países que beberam e cuspiram mais de 650 amostras para definir as melhores do ano. O slogan explicitava o espírito da coisa, eram os “Heavyweight journalists in the ring”, algo como os jornalistas peso-pesados no ringue. Entre o time dos jurados destaques para o inglês Steven Spurrier (que a propósito não deve mais aguentar concursos, mas leva uma boa grana para abrilhantá-los com sua experiência), o chileno Patricio Tapia, o americano Bruce Schoenfeld, o especialista de Cingapura Tommy Lam, o sommelier sueco Andreas Larson e o chinês Demei Li. O Brasil, importante mercado para os vinhos argentinos, estava representado pelos jornalistas Jorge Lucki, do Valor Econômico, e Suzana Barelli, da revista Menu. Jornalistas e colunistas de vinho de vários países também são convidados para acompanhar a premiação e o seminário que antecede a entrega das medalhas (entre eles este colunista que vos escreve, ver declaração abaixo). Não são bobos estes argentinos…

Leia também: A Argentina não é só malbec. Mas é malbec também

Como funciona o concurso

São doze jurados internacionais e 6 nativos, divididos em seis grupos de três componentes, sempre composto de dois convidados internacionais e um representante argentino. Importante ressaltar que este elemento fã do Maradona e do Messi nunca degusta rótulos que tenha alguma ligação comercial ou tenha sido feito em sua bodega, pois seria fácil reconhecer seu vinho e dar uma forcinha na premiação. São 20 categorias por variedade de uva, e cinco diferentes faixas de preço (em dólar), e finalmente região. É uma divisão importante, pois compara laranja com laranja (no caso uva com uva), pois o maior problema de alguns concursos é colocar no mesmo cesto vinhos de 15 dólares e de mais de 50 dólares e julgar tudo junto. Mas atenção, este não é o preço no Brasil!

Para definir os prêmios mais importantes, chamados de Trophy, os doze jurados se reúnem para experimentar mais uma vez os vinhos condecorados previamente com o ouro e assim definem o campeão dos campeões em cada categoria.

Leia também: O vinho do papa Francisco é ou deveria ser Bonarda

A lista de premiados não é pequena (não são bobos estes argentinos…) Das mais de 650 amostras apenas 50 rótulos não mereceram medalhas. A distribuição de prêmios foi a seguinte: 58 ouros, 256 prata, 276 bronze e finalmente os 12 trophies e os destaques de quatro regiões produtoras (Norte, Mendoza, San Juan e Patagônia). A Argentina trabalha fortemente na divulgação das diferentes regiões vinícolas, algo importante, pois assim como não existe vinho francês, mas de alguma região da França, não existe um vinho argentino, mas uma diversidade de regiões – um tema para desenvolver em um próximo post.

The winer is…

Entre os escolhidos há representantes de várias tendências, dos vinhos orgânicos às marcas tradicionais; dos tintos de muita extração e musculatura às experiências de jovens enólogos que privilegiam a fruta e a inovação. Abaixo, estão os vinhos que levaram um Trophy para chamar de seu e grudar o selo na garrafa. Este colunista teve o privilégio de provar vários destes rótulos no dia seguinte à divulgação dos vencedores e mesmo sem a menor competência para julgar o que já foi julgado por gente muito mais qualificada, escolho as minhas preferências com o ViG (Vinho indicado pelo Gerosa).

Trophies – os melhores vinhos da Argentina segundo a AWA 2014

Espumantes – método tradicional

faixa de preço entre 13.00 e 19.99 dólares

Zuccardi Blanc de Blancs 2007- Familia Zuccardi

Importado pela Ravin

Torrontés

faixa de preço entre 13.00 e 19.99 dólares

Colomé Torrontés 2013- Bodega Colomé

Importado pela Decanter

 Cabernet franc

selo-vinnho-betofaixa de preço  entre 20.00 e 29.99 dólares

Numina Cabernet Franc 2011- Bodegas Salentein SA

Importado pela Zahil

acima de 50.00 dólares

Andeluna Pasionado Cabernet Franc 2010- Andeluna Cellars Srl

Importado pela World Wine

Cabernet sauvignon

faixa de preço entre 30.00 e 49.99 dólares

Bramare Lujan de Cuyo Cabernet Sauvignon 2011-Viña Cobos SA

Importado pela Grand Cru

Malbec

selo-vinnho-beto faixa de preço entre 13.00 e 19.99 dólares

Es Vino Reserve Malbec 2012- Es Vino Wines

Ainda sem importadora no Brasil

faixa de preço entre 20.00  e 29.99 dólares

Alta Vista Terroir Selection Malbec 2011- La Casa del Rey SA- Alta Vista

Importado pela Épice

selo-vinnho-betofaixa de preço entre 30.00  e 49.99 dólares

Vineyard Selection Malbec 2012- Riccitelli Wines

futura importação pela Wine Brands

 

selo-vinnho-betofaixa de preço acima de 50.00 dólares

Republica del Malbec – Blend de Terroirs 2012- Riccitelli Wines

futura importação pela Wine Brands

 

Blends de tintos

faixa de preço entre 13.00  e 19.99 dólares

Paz Blend 2012- Finca Las Moras

Importado pela Decanter

 

faixa de preço entre 30.00 e 49.99 dólares

Field Blend 2011- Zorzal Wines

Importado pela Grand Cru

selo-vinnho-beto acima de 50.00 dólares

Decero Amano, Remolinos Vineyard 2011- Finca Decero

 

 

Medalhas por região

Mendoza

Lindaflor Malbec 2009, Monteviejo

Norte

selo-vinnho-betoSerie Fincas Notables Malbec 2011, Bodega El Esteco

Importado pela Bruck

 

 

San Juan

Paz Blend 2012, Finca Las Moras

Importado pela Decanter

Patagônia

selo-vinnho-beto Fin Single Vineyard Cabernet Franc 2010, Bodega del Fin Del Mundo

Importado pela Mr Man

 

 

O que dizem os jurados sobre vinho argentino e seu mercado

A AWA convida jurados de vários países também por outros motivos: está ávida por informação dos mercados internacionais e por uma avaliação de seus vinhos de gente que bebe tintos, brancos e espumantes de todas as regiões do mundo. Na Argentina, como em todo país produtor, praticamente só se bebe vinho local (e por um preço de dar inveja a nós brasileiros). Um painel com este time trouxe informações valiosas.

• o chinês Demi Li, enólogo e professor, alertou para a complexidade do mercado de seu país de proporções continentais, com números que sempre iniciam na casa do bilhão de qualquer coisa. Com gente saindo pelo ladrão, e um potencial imenso, recomendou a simplificação da imagem para o consumidor chinês. Por exemplo, recomendou evitar muitos descritivos do vinho. Disse que o conceito de harmonização é algo que passa longe da realidade do consumidor chinês (e de praticamente todo habitante deste planeta, com execeção, talvez,  de você que me lê e dos homens que cospem vinho). Para exemplificar sua tese mostrou um slide com a imagem de uma refeição típica de uma das regiões do país com inúmeros pratos  diferentes e desafiou” “Vocês conseguem propor alguma hormonização com isso”? Outro dado curioso, que desmente a imagem do consumidor que mistura vinho com coca-cola: o chinês não gosta de vinho doce, e aprecia o branco.

• O americano Bruce Schoenfeld, editor de Travel+Leisure,  e colaborador de  publicações, como Wine Spectator, serviu à plateia um chardonnay de Washignton, EUA, e comentou: “Este vinho é ótimo, mas não copiem, nós já temos isso nos Estados Unidos. O melhor vinho não vem do marketing, mas de sua identidade”.

• O brasileiro Jorge Lucki deu um banho de realidade sobre a  atual situação do mercado brasileiro de consumo de vinho apresentando duas visões, o copo meio cheio, que é o potencial de consumo a ser explorado – o consumo per capita de vinho no Brasil ainda é baixo, de 2 litros per capita por ano, contra 25 da Argentina, por exemplo-, o conhecimento de uma pequena elite sobre os vinhos do topo da pirâmide (cada vez mais adiquiridos em viagens ao exterior); e o copo meio vazio, mostrando uma tabela com a carga tributária imensa que eleva o preço do vinho naquele patamar que todos conhecemos bem, ou seja sete vezes mais caro que o valor que ele sai do país de origem, a queda de consumo em restaurantes, e a enorme concorrência com rótulos de todo o mundo. E fez um alerta aos produtores presentes: “Não fechem negócio com importadoras novas e sem experiência”. É, o Brasil não é para amadores!

leia também: Chile e Argentina dominam o mercado de importação de vinhos no Brasil

• O sommelier Andreas Larsson, que além de ostentar o título de melhor sommelier da Europa também colabora para publicações especializadas, pôs o dedo na ferida e condenou a estratégia de apostar somente na varietal malbec como a identidade argentina. “Sem querer tirar o mérito da malbec, provei blends muito mais ricos e importantes”.

• Steven Spurrier nadou contra a corrente dos críticos que reclamam muito dos vinhos alcoólicos. Para ele assim como na Califórnia, o álcool elevado é uma característica do vinho argentino: “Não me preocupo com o álcool. O equilíbrio do vinho é que é o fundamental”

• Na explanação mais midiiatica e animadinha do dia, o representante de Cingapura Tommy Lam, que combina um coque beatnik no cabelo com um terno e gravata formal, levantou a bola da branca nativa torrontés como o vinho ideal para a comida asiática e com um identidade que deveria ser melhor trabalhada  pelos produtores assim como faz a riesling alemã.

Cabernet Franc

Uma unanimidade entre os paladares dos jurados ali reunidos: a uva cabernet franc surpreendeu por sua qualidade. Patricio Tapia, editor do importante guia Descorchados de vinhos do Chile e Argentina foi mais explícito: “Prestem atenção. Algo se passa com a cabernet franc da Argentina!” Esta variedade recebeu a medalha virtual “aposta do futuro”, se existisse esta categoria, Opinião que este vos escreve assina  embaixo (escreverei um post sobre o assunto em breve, comentando os cabernet franc degustados. Não morram de catapora de ansiedade!).

Declaração: Este colunista esteve na Argentina a convite da Wines of Argentina, onde provou 228 vinhos, visitou várias vinícolas e teve contato com dezenas de produtores. Desta boca-livre resultou o texto produzidos neste post sobre os vinhos argentinos.

 

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 Espumantes, Nacionais, Rosé, ViG | 12:50

Espumantes nacionais para comemorar o fim do ano – rosé

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Quem resiste a um brinde colorido no final do ano?

Quem resiste a um brinde colorido no final do ano?

Se espumante é sinônimo de festa, o espumante rosé é uma festa bem mais colorida. É uma festa para os olhos, uma provocação para os sentidos. Experimente abrir uma garrafa numa reunião de amigos pouco habituados a um espumante rosé. Depois das piadinhas preconceituosas habituais “espumante gay, o vinho do Félix!”, o paladar frutado do rosé, sua persistência em boca e a impactante cor costumam agradar em cheio e o que era prevenção se transforma em opção de espumante.

Obviamente, nos espumantes rosés predomina a uva tinta, no geral a pinot-noir. Há duas maneiras de se obter o rosé com borbulhas: com a mistura de vinhos brancos e tintos ou pela maceração de uvas tintas (com ou sem a chardonnay) até se obter a cor desejada.

 Leia também: É dia de champanhe, bebê, tudo sobre espumantes, cavas e champanhes

As principais características são os aromas frutados de morango, cereja, ameixa que se confirmam na boca e podem apresentar os toques de frutas secas e panificação dependendo do método como é elaborado, o tempo de garrafa e de contato com as leveduras.

Nesta lista de espumantes rosés nacionais há tanto vinhos que alcançaram sua cota de gás carbônico pelo método charmat como pelo método tradicional ou champenoise.

O espumante rosé, na opinião deste colunista, alia o frescor, a vivacidade, o efeito inebriante das bolhinhas ao potencial gastronômico. Tem potencial de acompanhar vários tipos de pratos e um paladar muito característico. É um vinho curinga que pode surpreender os incréus.

ViG (vinho indicado pelo Gerosa) para espumantes rosés

rose-chandon

  • Excellence Rose Couvée Prestige (método charmat)

Uvas: 74% pinot noir e 26% chardonnay

Produtor: Chandon do Brasil

Região: Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 130,00

Site da vinícola: loja.chandon.com.br

Uma joia da Chandon. Um espumante fino, elegante e gastronômico de alta gama revelando a qualidade das uvas e o potencial que a vinificação em charmat pode obter. Tem uma cor rosada de boa intensidade, boa perlage e o melhor vem na boca, que confirma os aromas de frutas vermelhas, panificação e frutas secas aliado a uma acidez ampla. É um espumante para estalar a língua no final e esticar a taça pedindo mais uma dose. Tudo tem seu preço nesta vida, e o valor não é um passeio, mas se o objetivo é qualidade e não quantidade, vale a aposta.

Curiosidade: o champanhe deve muito a Barbe-Nicole Ponsardin, conhecida como Madame Clicquot ou pelo nome do rótulo que deixou de legado, Veuve Clicquot. Além de impulsionar um negócio que quase desapareceu no século 19, ela foi a responsável pela criação do champanhe rosé.

rose-lona

  • Adolfo Lona Brut Rosé (método charmat)

Uvas: 60% pinot noir e 40% chardonnay

Produtor: Adolfo Lona

Região: Garibaldi, Rio Grande do Sul

R$ 41,00

Site vinícola: www.adolfolona.com.br

O brut rosé do Adolfo Lona é, na minha modesta opinião, o melhor rótulo da casa. E também elaborado pelo método charmat. Na cor lembra um pouco casca de cebola. Tem uma elegância e uma leveza que encantam. No nariz, aromas marcantes de frutas vermelhas, com uma acidez vibrante e uma persistência gostosa na boca. Dividiu com o Salton Gerações (brut branco, completamente diferente) o primeiro lugar na degustação de espumantes promovida no final de 2013 pela Sbav (Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho).

rose-miolo

  • Miolo Espumante Cuveé Tradition Brut Rosé

Uva: pinot noir e chardonnay

Produtor: Miolo

Região: Garibaldi, Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

R$ 46,00

Site vinícola: www.miolo.com.br

A descrição dos espumantes rosés costuma girar em torno de espuma, borbulhas, frescor, acidez e frutas vermelhas. Mas não tem muito invencionice mesmo. Se um belo rosé traz tudo isso, além de uma cor encantadora e algum bônus de torrefação e permanência é o que basta para torná-lo desejável. Este Miolo de alta gama é muito bem equilibrado e gastronômico e reúne todos os predicados acima.

 Curiosidade: a pinot noir, ao contrário da chardonnay, é uma uva mais difícil e menos consistente – há muita variação ano a ano. Mas é fundamental para elaborações dos espumantes rosés. O enólogo Violane Cafarelli, em entrevista à revista inglesa Decanter, diz que quanto ao estilo do rosé “é preciso escolher a mesma cor ou o mesmo sabor como perfil do espumante”. Há anos que a uva pinot noir está mais madura e com uma extração de cor maior, outras é mais rala. Aí é necessário escolher um maior ou menor volume de uva tinta na mistura ou na maceração do espumante. Uma alternativa vai privilegiar a cor, a outra os aromas.

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  • Pizzato Brut Rosé – (método champenoise/tradicional)

Uvas: pinot noir e chardonnay

Produtor: Pizzato

Região: Bento Gonçalves, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 48,00

Site vinícola: www.pizzato.net

Um rosé bastante persistente e saboroso. Uma cor rosada de boa intensidade. Bom ataque de acidez e de aromas de frutas vermelhas mais frescas. Encantou seu sabor e refrescância. Tem um preço competitivo que o torna uma boa alternativa de espumante rosé para as festas de fim de ano.

Curiosidade: a uva pinot noir produz refinados e saborosos tintos, como os vinhos da Borgonha, na França. Mas a uva, junto com a branca chardonnay, é muito utilizada na mistura de todos os tipos de espumantes. Há inclusive um tipo de espumante, que apesar de ser produzido apenas com a uva pinot noir, é vinificado em branco, o chamado blanc de noir. O resultado é curioso, pois os aromas e sabores de frutas vermelhas são perceptíveis em um espumante branco.

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  • Rosé Cave Geisse Brut (método champenoise/tradicional)

Uvas: 100% pinot noir

Produtor: Vinícola Geisse

Região: Pinto Bandeira, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 78,00

Site vinícola: www.cavegeisse.com.br

A Cave Geisse é a queridinha dos críticos, recebeu elogios até da dama do vinho inglês, Jancis Robinson. Seu enólogo e mentor, o chileno Mario Geisse, tem um currículo de serviços prestados ao vinho na América do Sul. De cor salmão, este espumante é feito apenas com a uva pinot noir e passou dois anos sendo elaborado e envelhecido na garrafa. Muita fruta vermelha, um toque floral e uma espuma espessa e um sabor que enche a boca e permanece no palato. Elegante e estruturado. Uma delicia. Em um nível maior de complexidade e preço (R$ 130,00) a Cave Geisse oferece o Terroir Rosé Cave Geisse Brut.

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  • Villaggio Grando Brut Rosé (charmat)

Uvas: pinot noir e merlot

Produtor: Villaggio Grando

Região: Campos de Herciliópolis – Água Doce – SC

R$ 45,00

Alguns diferenciais chamam a atenção deste rosé. Primeiro, é um vinho de altitude (1.300 metros), depois, o corte acrescenta a uva merlot ao tradicional pinot noir. . E está aí uma mistura interessante que agrega um toque diferente nos aromas frutados. Tem uma boa cremosidade em boca. Os homens que cospem vinho do júri da ExpoVinis 2013 (incluindo este que vos escreve) elegeram como o melhor espumante nacional da feira. Tanta gente não pode estar errada ao mesmo tempo. E tem um preço interessante para a qualidade que apresenta.

RESERVA BLUSH 2011

  • Reserva Blush 2012

Uvas: 50% pinot noir, 50% chardonnay

Produtor; Casa Valduga

Região: Vale dos Vinhedos – Rio Grande do Sul

R$ 45,00

A linha reserva da Casa Valduga é elaborada em safras consideradas excelentes. Este rosé de 2012 está bem franco, de uma cor mais para casca de cebola, e bastante fresco e com alguma cremosidade, fruto dos 24 meses em contato com as leveduras. É um rosé mais elegante e menos exibido, e bastante gastronômico.

 

  • Post atualizado em 22 de dezembro de 2014. Preços médios coletados em sites e lojas no mês de dezembro de 2014

 

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 Espumantes, Nacionais, ViG | 12:39

Espumantes nacionais para comemorar o fim de ano – parte II (método champenoise)

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abrechampenoise

Na segunda série sobre os espumantes nacionais para festejar o fim do ano, o Blog do Vinho destaca aqueles espumantes elaborados como os champanhes franceses. No primeiro post desta série, os destaques foram os espumantes nacionais elaborados pelo método charmat. Nesta coluna,  são os espumantes brasileiros elaborados pelo método tradicional, clássico ou champenoise – a segunda fermentação, aquela responsável pela mágica de produzir o gás carbônico, é realizada dentro da garrafa. A propósito, quer irritar um francês é só usar o termo champenoise para denominar o método em que a segunda fermentação dos espumantes é realizada na garrafa. Irritamos os franceses com o primeiro parágrafo, portanto. Como se sabe, o termo champagne é de uso exclusivo dos espumantes de excelente qualidade produzidos na região demarcada da França de mesmo nome.

Qual a diferença, afinal? Não é tudo vinho com borbulha? O bebedor ocasional de espumantes não está muito interessado em saber o processo de produção de um espumante, e sim em beber um bom vinho. Mas a diferença do método determina o estilo do espumante – muitas vezes seu preço e a qualidade. Se no charmat a segunda fermentação é feita em grandes cubas de aço inox, no método champenoise/tradicional a segunda fermentação é feita na própria garrafa, o que determina um maior e mais longo contato do vinho-base (a mistura original das uvas maceradas antes de ganhar o gás carbônico) com as leveduras e que confere, em geral, um vinho com borbulhas mais finas, uma espuma mais consistente e aromas de panificação, frutas secas e maior persistência em boca. Quanto maior o tempo de contato com as leveduras, mais complexidade e cremoso o espumante.

É um processo mais caro e manual que no final exige uma ginástica para a retirada das leveduras mortas. As garrafas são colocadas em cavaletes e giradas manualmente alguns graus por semana até chegar uma posição de 90 graus. O objetivo é concentrar o sedimento deixado pelas leveduras no gargalo para serem eliminadas antes de a garrafa ganhar a rolha definitiva e aprisionar os gás carbônico em seu interior. Este processo, conhecido pelo pomposo nome de remuage, pode soar algo bastante rudimentar, mas foi uma solução encontrada pela viúva Clicquot Ponsardin para aumentar a produtividade de seu champanhe em 1818 e que se mantém até hoje (em algumas vinícolas uma geringonça chamada gyropalletes faz esta movimentação automaticamente e num espaço de tempo menor).

O crítico inglês Hugh Johnson, em seu livro autobiográfico “A Life Uncorked”, algo como “Uma vida Desarrolhada” define o paladar de um bom champanhe  “como uma torta de maçã”. (O que em alguma medida também por ser aplicado ao espumante elaborado pelo método champenoise/tradicional). Johnson explica: “O doce aroma e o sabor das maçãs podem ser encontrados nos espumantes mais jovens, a parte da torta remete à segunda fermentação na garrafa, quando as leveduras acrescentam notas de panificação, ou pâtisseries, nas bebidas mais evoluídas – quanto mais evoluído o champanhe mais pâtisserie é encontrado”

(Nem tudo que borbulha é espumante. Entenda a diferença entre os vários tipos de vinho com bolinhas. Clique no link abaixo, está tudo explicadinho.)

Leia também: É dia de champanhe, bebê, tudo sobre espumantes, cavas e champanhes

Muitas vinícolas verde-amarelas reservam suas melhores uvas, e consequentemente o melhor vinho-base, para os rótulos elaborados pelo método tradicional. São garrafas de linha ou até produzidas apenas em edições especiais. Também custam mais caro que os espumantes elaborados pelo método charmat. Em alguns casos alcançam resultados muito bons, em outros tentam ser mais do que são e perdem em autenticidade e tipicidade para seus “primos-pobres”, que trazem maior frescor e vivacidade. Como já foi comentado na coluna sobre espumantes charmat, também é uma questão de estilo do produtor.

ViG (vinho indicado pelo Gerosa) para espumantes champenoise/tradicional

espumante-cavegeissenature

  • Cave Geisse Nature

Uvas: 70% chardonnay, 30% pinot noir

Produtor: Vinícola Geisse

Região: Pinto Bandeira, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 78,00

Site vinícola: www.cavegeisse.com.br

Você gosta de espumante seco, quase a ponto de trincar os dentes? Então você vai amar este Cave Geisse Nature, que é um espumante sem adição de açúcar (leia definição de classificação de açúcar em Curiosidade). Não é uma bebida fácil de ser produzida, mas aqui encontra o nível de excelência. Perlage intenso com bolhas pequenas e persistentes. Aromas tostados e frutas secas. Acidez equilibrada, para não deixar dúvida, bastante seco, o que amplia a harmonização com a comida. A Cave Geisse elabora grandes espumantes, no geral não tem erro. Basta escolher pelo estilo preferido e encher a taça.

 

Curiosidade: os espumantes podem ser classificados pelo teor de açúcar em

Nature (zero dosage): até 3 gramas por litro

Extrabrut: até 6 gramas por litro

Brut: menos de 15 gramas por litro

Sec: entre 17 e 35 gramas por litro

Demi-sec: entre 33 e 50 gramas por litro

Doux: acima de 50 gramas por litro

Sec, ao contrário do que parece, não é seco, mas levemente adocicado. Mais comum encontrar a expressão demi-sec. Doux dispensa explicações.

espumante-lona

  • Brut Adolfo Lona

Uvas: chardonnay e pinot noir

Produtor: Adolfo Lona

Região: Garibaldi, Rio Grande do Sul

R$ 60,00

Site vinícola: www.adolfolona.com.br

Este espumante da pequena adega artesanal comandada pelo argentino Adolfo Lona ficou mais de um ano em contato com as leveduras. O que lhe confere aqueles aromas e sabores mais intensos. Mais que isso, tem uma boca ampla. Um espumante tratado com respeito.

Dal Pizzol Quarenta Anos Nature

  • Dal Pizzol 40 anos

Uvas: chardonnay 25% e pinot noir 75%

Produtor: Dal Pizzol

Região: Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

Preço médio: R$ 130,00

Site vinícola: http://www.dalpizzol.com.br/

Para celebrar os 40 anos da vinícola familiar o enólogo Dirceu Scottá elaborou este Nature (sem dosagem de açúcar) de apenas 3.541 garrafas numeradas. Tem uma boa estrutura, e um tostado evidente, além de uma cremosidade resultado do seu tempo em contato com as leveduras (36 meses), que possibilitou também a dispensa do licor que acrescenta as várias dosagens de teor de açucar em um espumante (nature, brut, demi-sec, sec etc). Borbulhas finas e um frutado interessante e um rótulo bem estiloso completam a festa.

Espumante-Pizzato-Brut-Branco-Tradicional–DOVV

  •  Pizzato Brut Branco

Uvas: 85% chardonnay e 15% pinot noir

Produtor: Pizzato

Região: Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

R$ 60,00

Site vinícola: www.pizzato.net

Os espumantes da Pizzato estão de rótulo novo. Amplo na boca, boa acidez, bom corpo, uma certa cremosidade, permanece em contato com as leveduras por 12 meses. Tem um final refrescante. Se você gosta do estilo Nature, também pode provar o zero dosagem de açúcar da Pizzato. Uma opção mais barata mas também com bastante frescor é o Fasuto Brut Branco.

elegance-champenoise-brut

 

  • Elegance Champenoise Brut

Uvas: chardonnay e pinot noir

Produtor: Peterlongo

Região: Garibaldi, Rio Grande do Sul

R$ 60,00

Site vinícola: www.peterlongo.com.br/pt/

A Vinícola Peterlongo não é a maior nem a mais conhecida produtora de espumantes hoje em dia no Brasil, mas tem alguns marcos importantes em sua história: produziu o primeiro espumante  no Brasil (1915) e tem judicialmente o direito a usar o termo champagne em seus rótulos (taí outro que gosta de irritar os franceses). Acumula vários prêmios e esteve bem colocada em concursos como ExpoVinis 2011 e Concurso Playboy. Este espumante, ou champanhe brasileiro, se destaca pela coloração mais dourada e borbulhas finas e persistentes. Gostoso na boca.

Curiosidade: no século 19 o champagne era uma bebida com um teor de açúcar muito mais alto do que atualmente estamos acostumados. Era mais próximo de um licor com espuma, 250 a 300 gramas por litro! (um espumante demi-sec tem no máximo 50 gramas por litro). A responsável pela criação do espumante brut, mais seco, com menos açúcar, que estamos acostumados a beber, também é uma mulher: Madame Pommery, em 1874.

 

espumante-Miolo Millesime 2004 06 08

  • Miolo Millésime

Uvas: 50% pinot noir e 50% chardonnay

Produtor: Miolo

Região: Garibaldi, Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

R$ 81,00

Site vinícola: www.miolo.com.br

Está um espetáculo este Miolo Millésime. Há muito não provava este top espumante e me surpreendeu. Longo, cremoso, persistente, grande qualidade em boca, um tostado instigante. Desde a safra de 2009 é um espumante com a certificação de origem, com o selo de  produto da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Espumante-Casa-de-Valduga-Reserva-Brut-750ml

  • Casa Valduga Reserva Espumante Brut

Uvas: 70% chardonnay, 30% pinot noir

Produtor: Casa Valduga

Região: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul

R$ 63,00

Site vinícola: www.espumantesvalduga.com.br

A Casa Valguda só elabora espumantes pelo método champenoise/tradicional. Atualmente são dez rótulos. Desde o ícone da Casa, Maria Valduga, com 48 meses de contato com as leveduras, passando pelo excelente – e já recomendado neste blog -130 Brut, até a linha Arte. Este Casa Valduga Reserva só é elaborado em safras excelentes. Apresenta um agradável frescor em boca, uma boa persistência e aromas interessantes, com um toque picante. Apesar da excelência de linhas superiores, provei recentemente este Reserva e acho que é muito adequado para brindes de fim de ano e traz uma boa relação custo/qualidade.

 Curiosidade: os espumantes mais apreciados em festas, casamentos e confraternizações é o demi-sec. Agrada tanto os iniciantes no vinho, que sempre preferem uma bebida mais fácil e doce como aquele que já têm alguma experiência com espumantes. Mas no geral espantam os apreciadores de espumantes mais refinados e secos. Como o leitor pode reparar, não há qualquer indicação de espumante demi-sec nesta lista de dicas, o que revela o gosto do autor.

 

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  • Dunamis Brut

Uva: 100% chardonnay

Produtor: Dunamis

Região: Catiporã, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 56,00

Site vinícola: www.dunamisvinhos.com.br

Novidade do mundo dos espumantes. A garrafa é linda, o rótulo um show. Mas você não bebe a garrafa, não é? Mas uma boa apresentação é parte da diversão. Um dos objetivos do enólogo, Thiago Salvadori Peterle, era de produzir um espumante champenoise mais delicado e jovial. Está no caminho. Tem uma cor amarelo palha. Bela persistência de bolhinhas finas, aromas de maçã verde, e um bom final de boca, com bastante frescor e paladar cítrico que provoca um sorriso no gole final.

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  •  Don Giovanni Espumante Série ouro

Uvas: 60% chardonnay e 40% pinot noir

Produtor: Don Giovanni

Região: Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul.

R$ 90,00

Site vinícola: www.dongiovanni.com.br/inicial

A pequena produtora Don Giovani pode ser desconhecida para aqueles que vivem fora do eixo vitivinícola do Rio Grande Sul, mas tem uma tradição de mais de 40 anos – originalmente a empresa pertenceu à Dreher. Em visita à adega alguns anos atrás pude provar toda sua linha de espumantes. E todos têm uma expressão de grande volume em boca, uma preocupação com a cremosidade e a acidez e uma complexidade no paladar que tornam o vinho bastante gastronômico. Uma bela surpresa para quem tiver acesso a uma garrafa.

espumante-lirica

  • Lírica

Uvas: 75% chardonnay e 25% gouveio

Produtor: Vinícola Hermann

Região: Pinheiro Machado, Rio Grande do Sul

R$ 66,00

Site vinícola: www.vinicolahermann.com.br

Adolar Hermann é mais conhecido por sua importadora de vinhos, a Decanter. Mas mesmo tendo à disposição rótulos do mundo inteiro decidiu ter um vinho para chamar de seu. Tem uma linha de espumantes mais focado no mercado externo a Bossa (charmat), que tem um paladar mais ligeiro. O Lírica é uma boa estreia de Adolar no mundo das borbulhas. É um espumante que privilegia a fruta, a acidez e o equilíbrio.

  • Post atualizado em 22 de dezembro de 2014. Preços médios coletados em sites e lojas no mês de dezembro de 2014
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 Espumantes, Nacionais, ViG | 11:53

Espumantes nacionais para comemorar o fim de ano, e o ano inteiro – parte I

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E vai rolar a festa, vai rolar!

E vai rolar a festa, vai rolar!

O espumante é uma bebida com um marketing imbatível: o da alegria. Sempre que uma boa notícia chega – profissional, particular, amorosa – alguém sugere: vamos abrir um champanhe para comemorar? O que vale é o ritual. O estampido seco da rolha sendo lançada, seguido da visão – e do som – da espuma sendo liberada na taça. E por fim aquele gole que produz um sorriso no final. Nenhuma bebida é assim. Um conjunto de símbolos que podem ser resumidos em uma palavra: celebração.

Mas para nós, que gostamos de vinho, além do ritual, está o prazer do espumante, do frescor, das sensações que ele nos provoca no paladar. O espumante é talvez o único vinho brasileiro que tem na excelência uma unanimidade. Até o mais ranzinza dos enófilos reconhece que esta é uma das vocações da vitivinicultura nacional.

O Blog do Vinho traz uma lista de dicas espumantes nacionais para você curtir as festas do fim de ano e, por que não, o ano inteiro. E por que apenas espumantes nacionais? Simples. Eles são bons, têm qualidade reconhecida no Brasil e no exterior, são fáceis de encontrar em lojas, supermercados e encomendados nas próprias lojas virtuais das vinícolas. E são mais acessíveis no preço do que bons espumantes do resto do mundo.

As dicas estão divididas em três partes. Para começar, neste post, aqueles produzidos pelo método charmat (segunda fermentação feita em cubas de inox), na segunda parte as dicas são dos espumantes brasileiros feitos pelo método tradicional, ou champenoise (a segunda fermentação é realizada na própria garrafa), na última etapa verde-amarela, espumantes rosés, que além de refrescantes encantam pela cor e por seu sabor único.

(Nem tudo que borbulha é espumante. Entenda a diferença entre os vários tipos de vinho com bolinhas. Clique no link abaixo, está tudo explicadinho.)

Leia também: É dia de champanhe, bebê, tudo sobre espumantes, cavas e champanhes

Primeira parte – Espumantes Nacionais – método charmat

O Brasil produz espumantes frescos, leves, aromáticos com uma bela acidez. As uvas normalmente utilizadas são a chardonnay, a pinot noir e a riesling itálico – em raros casos é introduzida a terceira uva clássica de Champagne, a pinot meunier. Estas variedades encontram condições apropriadas de terreno e clima – úmido e chuvoso – na região da Serra Gaúcha, mais especificamente no Vale dos Vinhedos, em Garibaldi, em Pinto Bandeira. Mas há boas experiências em outras regiões, como Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul.

Nos espumantes elaborados pelo método charmat, a segunda fermentação, ou seja, a incorporação do gás carbônico na bebida (as bolinhas, as bolinhas!), é realizada em grandes cubas de aço inox fechadas projetadas para aguentar a pressão do gás carbônico liberado na fermentação, que pode chegar a 5 atmosferas. Estas cubas são mantidas em temperaturas baixas nesta segunda fermentação para gerar bolhas mais finas e persistentes – um dos símbolos mais evidentes da qualidades de um bom espumante.

O processo é mais rápido e de menor custo que o tradicional, o que se reflete no preço do vinho. Isso não significa, no entanto, que se trata de um espumante de menor qualidade, e sim traduz um estilo de bebida mais fresca e leve, com aromas de frutas como maçã, cítricos, abacaxi e uma abundante salivação devido a boa acidez. É uma opção do enólogo.

A Chandon do Brasil, por exemplo, mesmo na sua linha mais sofisticada, como a festejada Couvée Prestige, só elabora espumantes pelo método charmat. Para o diretor de produção da Chandon do Brasil, enólogo francês Philippe Mével, não é o método que determina a qualidade do espumante e sim a qualidade da uva, a vinificação adequada e o trabalho do blend que conferem seu sabor.

ViG (vinho indicado pelo Gerosa) para espumantes charmat

espumante-chandon reserve

  • Chandon Réserve Brut

Uvas: chardonnay, pinot noir e riesling itálico

Produtor: Chandon do Brasil

Região: Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 65,00

Site da Vinícola: http://loja.chandon.com.br/

O rótulo dourado identifica à distância uma garrafa de Chandon. Um dos melhores espumantes produzidos no país na sua faixa de preço, com uma consistência que é sua marca registrada. Ele traz todas aquelas qualidades de um bom espumante nacional: acidez, frescor, aromas sutis de maçã verde, cítricos e um equilíbrio final de boca. Fácil de encontrar em lojas, supermercados, restaurantes, costuma fazer promoções de final de ano. A linha superior, Excellence Cuvée Prestige, não desmente o nome, é elaborado apenas com as uvas chardonnay e pinot noir e tem um refinamento e complexidade maior de aromas de frutas secas, panificação e uma espuma e perlage (as bolhinhas, as bolinhas) mais finas e abundantes, mas pesa mais no bolso (R$ 120,00 )

Curiosidade: na França os espumantes elaborados pelo método charmat são chamados de Vin Mousseaux, na Alemanha o charmat é o método usado na elaboração do Sekts, de grande produção no país (você pode beber uma tacinha enquanto faz a feira, pois é comum as barracas de frutas e verduras dividirem espaço com quiosques de pequenos produtores). Ele também é usado na elaboração de Proseccos, na Itália.

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  •  Salton Reserva Ouro 

Uvas: 60% Chardonnay, 20% Riesling e 20% Pinot Noir

Produtor: Salton

Região: Tuiuty/Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 40,00

Site da Vinícola: www.salton.com.br

A Salton é, desde 2004, a líder de produção de espumantes do país. Este colunista chegou a denominar o grande impulsionador da empresa, Angelo Salton (1952- 2009), como “O senhor das borbulhas” em uma reportagem na Veja S, Paulo. Há uma linha bastante extensa de rótulos com borbulhas na Salton, dos mais caros aos mais simples e baratos. Na minha opinião, na relação preço qualidade o Reserva Ouro é imbatível. Tem um leve toque de pão torrado gostoso (são seis meses de contato com as leveduras), e uma boa base de acidez com uma espuma que como diria uma admiradora da coluna, de um uma maneira menos ortodoxa, “faz flufli-flufli na boca”.

Espumante Brut chardonnay

  • Aurora Chardonnay

Uva: 100% chardonnay

Produtor: Aurora

Região: Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 42,00

Site da vinícola: http://www.vinicolaaurora.com.br/linha-produtos/aurora

Este espumante usa como matéria-prima apenas a uva branca chardonnay – na França este estilo de espumante é chamado de blanc-de-blanc. Se você acompanha este blog viu uma recomendação sobre este espumante dois posts atrás. Para manter a coerência, aparece aqui nesta lista. Longo na boca, tem um toque tostado (o vinho-base passa 3 meses em cavalho francês antes da segunda fermentação) tem boa acidez e é gastronômico. Tem um bom preço também

 Curiosidade: você sabia que a pressão interna dentro de uma garrafa de espumante é maior do que a de um pneu de carro? Portanto é prudente abrir a rolha sem mirar em ninguém e logo após romper a gaiola de arame que protege a rolha. Ela não está lá à toa. Depois de rompida a gaiola, a rolha pode se soltar sozinha e o desastre está feito.

espumante-doncandido

  • Dom Candido Brut

Uva: 100% chardonnay

Produtor: Don Cândido

Região: Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

R$ 42,00* (preço não atualizado em 2014)

Em 2008 um rótulo surpreendeu os jurados (entre eles este signatário) no concurso de espumantes promovido pela revista Playboy e levou o primeiro lugar. Era este Dom Cândido Brut charmat. Desconhecido, talvez, para a maioria dos jurados presentes, a vinícola tem tradição desde 1875 e produz vinhos de qualidade. Trata-se de um espumante de cor mais amarelo-palha, com aromas mais evoluídos além de um leve toque de amêndoa torrada, panificação, mais comuns em espumantes elaborados pelo método tradicional, mas também obtido pela adocão do charmat longo Leia entrevista de 2008 com Cândido Valduga, patriarca da vinícola explicando o estilo de seu vinho ). Estilo este que chamou atenção – e o conquistou o paladar dos jurados.

Espumante-DalPizzol

  • Espumante Brut Dal Pizzol (charmat longo)

Uvas: pinot noir, riesling Iitálico e chardonnay

Produtor: Dal Pizzol

Região: Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 45,00

Site da vinícola: http://www.dalpizzol.com.br/

Correto, refrescante na boca e bem equilibrado. Na minha opinião mais expressivo no seu estilo que o Espumante Brut elaborado pelo método tradicional. O processo é chamado de charmat longo pois o vinho permanece mais tempo sobre as leveduras (neste espumante foram 90 dias) em uma temperatura entre 12º e 15º. E daí? Daí que este contato mais longo também fornece mais qualidade e refinamento de aromas à bebida.

Curiosidade: o método charmat leva o nome do engenheiro francês Eugène Charmat, que patenteou e aprimorou a ideia em 1907. Antes disso, em 1895, o piemontês Federico Martinotti teria encontrado a solução de realizar a segunda fermentação em tanques fechados. Para os mais puristas o método é chamado de Charmat-Martinotti.

espumante-Villagio

  • Villaggio Grando Espumante Brut

Uvas: pinot noir, pinot meunier e chardonnay

Produtor: Villagio Grando

Região: Campos de Herciliópolis, Água Doce, Santa Catarina

R$ 45,00

Site da Vinícola: http://www.villaggiogrando.com.br/

Esta pequena vinícola de Santa Catarina já exibe alguns importantes prêmios em seu portfólio. Em 2010 lançou sua linha brut, elaborado pelo método charmat, que tem como maior qualidade a leveza de aromas e o frescor (os vinhedos ficam a 1300 metros de altura). O rótulo também chama atenção pela simplicidade e pela solução gráfica de manter e evidência o tipo do vinho: brut. Uma bela garrafa para um belo vinho .

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  • Dádivas Brut

Uvas:  90% chardonnay e 10% pinot noir

Produtor: Lidio Carraro

Região: Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul

R$: 56,00

Site da Vinícola: http://www.lidiocarraro.com/

Para fechar esta pequena seleção de espumantes de qualidade pelo método charmat, um rótulo da Lídio Carraro em  que a chardonnay predomina (90%) e que traz uma proposta de leveza, aromas frescos e toques de frutas cítricas com a perlage firme e gostosa. É o perfil de um bom espumante nacional: fresco, leve, aromático com uma bela acidez

  • Post atualizado em 22 de dezembro de 2014. Preços médios coletados em sites e lojas no mês de dezembro de 2014
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013 Nacionais, ViG | 17:09

Os rótulos da Aurora: vinhos nacionais corretos, saborosos e acessíveis

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Há genéricas e preconceituosas maneiras de tratar o vinho nacional.

  • Vinho nacional é caro.
  • Vinho nacional é ruim.
  • Beber vinho nacional é brega.

Há também tendenciosas e paternalistas maneiras de tratar o vinho nacional.

  • Vinho nacional não deve nada a nenhuma região do mundo.
  • Espumante nacional é melhor que champanhe francês.
  • O merlot nacional é o melhor do mundo.
  • Vinho nacional só é caro por conta dos impostos.

E há aquela que a meu ver é a melhor maneira de tratar o vinho nacional: como vinho. Ponto. Ele pode ser bom, ruim, caro, barato, diferente, bem feito, horrível e até o melhor do que um vinho de outro país (melhor do mundo fica um pouco difícil pois a concorrência é dura), mas ele não tem defeitos nem qualidades apenas por sua origem.

Este recorte vale para os rótulos da Aurora. A Aurora é uma cooperativa que abriga mais de 1.100 famílias, produz 50 milhões de quilos de uva e toda a classe de fermentados, de vinhos finos com indicação de procedência a vinhos de Garrafão Sangue de Boi, passando pela linha de coolers, e espumantes bem elaborados.

Além da presença em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, também elabora projetos na região de Pinto Bandeira, a segunda região demarcada a conquistar Indicação de Procedência (IP) no Brasil. Pinto Bandeira está 730 metros do nível do mar e tem se revelado um ótimo terreno para cultivo da uva tinta pinot noir e da branca chardonnay, além de espumantes interessantes e estruturados.

A Aurora tem uma proposta que justifica uma degustação desprovida de preconceitos aos seus produtos. Vale o que está na taça. E a qualidade constante de sua linha de vinhos finos e boa relação custo e benefício de alguns rótulos da cooperativa fundada em 1930 provam que é possível sim produzir vinhos de volume, com uma boa expressão de fruta, simples mas gostosos e com uma proposta de atender diversas faixas de consumidores.

 

O Blog do Vinho provou as safras mais recentes da Aurora e  destaca os seguintes rótulos:

Espumante Brut chardonnay

  • Aurora Brut Chardonnay

100% chardonnay

Um espumante de respeito, longo na boca, tem um toque tostado (o vinho-base passa 3 meses em carvalho francês antes da segunda fermentação) tem boa acidez e é gastronômico.

R$ 35,00*

Varietal Pinot Noir 2012

  • Aurora Varietal Pinot Noir

100% pinot noir

Pinot noir é uma uva difícil, classuda e sempre associada a grandes rótulos. Mas pode ser também uma bebida muito leve, fresca, descompromissada, como este varietal (vinho feito com uma só uva) descomplicado e límpido.

R$ 18,00*

 Aurora Reserva Cabernet Sauvignon

  • Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2012

100% cabernet sauvignon

Não espere aquele cabernet sauvignon muito potente, quase doce que chega do Chile e Argentina. Este cabernet é um vinho correto, com boa fruta, com pequena presença de madeira, bem gostoso. Sua baixa gradação alcoólica (12,5%) torna o vinho mais versátil na gastronomia. O melhor da linha reserva, na minha minha opinião.

R$ 25,00*

 

Aurora Chardonnay Pinto Bandeira 2011

  • Aurora Pinto Bandeira Chardonnay 2012

100% chardonnay

Trata-se de uma aposta na qualificação da Aurora. Devidamente etiquetado com o selo de “indicação de procedência” da região de Pinto Bandeira, a safra 2012 deste chardonnay tem um upgrade em relação à safra de 2011, que achei excessiva na madeira. Aqui o caldo é mais refinado e complexo, a fruta mais fresca e ampla, a sensação untuosa e amanteigada complementa o vinho e não sobrepõe a ele. Na temperatura certa, não muito gelado, chegam os aromas legais de flores, baunilha.(O rótulo da imagem é o de 2011)

R$ 38,00*

 

Aurora Pinot Noir Pinto Bandeira Alta

  • Aurora Pinto Bandeira Pinot Noir 2013

100% pinot noir

Aqui vale uma curiosa comparação entre a linha varietal – mais básica. Enquanto na varietal o caldo não cobra muita atenção e é até ligeiro na passagem pela boca, aqui se busca mais complexidade de aromas, maior persistência. Este pinot noir de fato chama mais atenção e apresenta características mais esperadas da uva, um toque terroso, um floral perceptível e um finalzinho de especiarias. Bem gostoso e honesto – não tenta ser um pinot noir da Borgonha, da Nova Zelândia e nem do Chile. Mas a expressão do que a região de Pinto Bandeira começa a oferecer para esta variedade. E com um bom preço. (O rótulo da imagem é o de 2012)

R$ 38,00*

 Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2009

  • Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2011 

100% cabernet franc

Quem acompanha este blog já topou com alguma indicação deste vinho, talvez o meu preferido da linha da Aurora. Não é engarrafado em todas as safras, apenas naquelas que a uva atinge a maturação e qualidade indicadas. A cabernet franc é uma uva que amadurece mais cedo – o que é uma vantagem numa região, como Bento Gonçalves, de chuvas constantes na época da colheita.Tem uma cor bem intensa, escura. Os seis meses de passagem em barricas de carvalho francês e americano dão fortaleza aos aromas e sabor, onde se destaca uma fruta mais escura, a baunilha e uma consistência macia e agradável. Vai bem com pratos de molho de funghi. (O rótulo da imagem é o de 2009)

R$  38,00*

Millesime 2009

  • Aurora Millésime Cabernet Sauvignon 2009

100% cabernet sauvignon

Esta é a sexta safra do Millésime, também um extrato só fermentado em anos considerados de excelência. A linha premium da Aurora é, comparada aos vinhos de mais alta gama do mercado nacional, uma boa relação de preço e qualidade. Envelhecido 12 meses em barricas francesas e americanas apresenta aquele pacote todo de aromas e paladar: um chocolate, especiarias e frutas mais escuras. Um caldo mais encorpado e bem estruturado que sugere acompanhar carnes com gordura e queijos duros.

R$ 55,00*

* preços médios sugeridos ao consumidor final pela vinícola 

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