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quinta-feira, 30 de março de 2017 Blog do vinho, Brancos, Espumantes, Rosé, Tintos | 11:31

Os brasileiros preferem Malbec, cerveja a vinho branco e o Chile lidera as importações

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Uma consumidora brasileira vai escolher um vinho: a probabilidade de ser um Malbec é grande

Consumidora brasileira vai escolher um vinho: a probabilidade de ser um Malbec é grande

O que bebem, como vivem, quantos são e quem são os brasileiros que têm por hábito ter a companhia um copo de vinho pelo menos uma vez por semana? Eles existem? Sim. E estão entre nós. Para tentar responder estas questões, uma pesquisa foi realizada com mais de 700 consumidores pela empresa de consultoria inglesa Wine Intelligence.

O resultado desta investigação resultou no estudo Brazil Landscapes Report 2017, lançado esta semana e comercializado pela Winext. A pesquisa, realizada entre outubro de 2014 e de 2016, se restringiu às principais capitais do país: São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Salvador. São 70 páginas em inglês com acesso restrito, a não ser que você desembolse 2.500 libras. Salgado, né? Mas alguém tem de pagar a conta. Não existe almoço nem vinho grátis. O estudo é destinado ao mercado, que precisa cada vez mais conhecer o perfil do seu consumidor para fazer o negócio rodar. Mas vamos aqui dar um aperitivo de alguns destaques revelados pelo estudo. Por exemplo, você sabia que:

1. O número de consumidores de vinho cresceu no Brasil, apesar de toda a crise econômica. Comparado com o ano de 2010, 8 milhões de consumidores foram incluídos no mercado. Saltou de 22 milhões para 30 milhões o número de brasileiros que consumem vinho no país tropical (boa notícia, mas pé no chão. O Brasil ainda fica em 113º lugar entre os maiores consumidores do vinho do mundo, segundo dados oficiais);

2. Os espumantes vão muito bem, obrigado, os rótulos das vinícolas Salton e Aurora tiveram excelente performance nos últimos dois anos (e que anos, senhores… Palmas para aqueles produtores que surfaram a crise e se estabeleceram)

3. A uva tinta preferida dos brasileiros que responderam a pesquisa é a Malbec. A uva símbolo da Argentina parece que caiu no gosto do bebedor de vinho e é seguida pela Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Carmenère, nesta ordem (curioso é que o Chile, com seus cabernets, carmenères e pinots, é quem domina o mercado de importados no Brasil. Veja o ranking abaixo das importações em 2016)

4. Entre os consumidores habituais de vinho, a cerveja é a segunda bebida alcoólica mais consumida. Pela ordem é esta a lista de preferência dos bons de copo:
1. Vinho Tinto;
2 Cerveja;
3 Vinho Branco;
4 Vodca;
5 Espumante;
6 Porto;
7 Whisky;
8 Vinho Rosé;
9 Vinho de sobremesa. (não me surpreende, não existe um Fla X Flu entre os consumidores de vinho e cerveja, eles apreciam as duas bebidas, cada uma tem sua ocasião, preço e ritual. E os produtores que chegam ao país vão continuar não entendendo por que um país de clima tropical bebe tão pouco vinho branco…)

5. Apenas 25% dos vinhos consumidos no Brasil são importados (aqui entra na conta o vinho não vinífero, de mesa, o vinho de garrafão, que é o grande volume consumido no país)

6. Os brasileiros que compram vinho com frequência continuam adeptos das prateleiras. As lojas especializadas e de conveniência perderam espaço, no entanto. O estudo não conclui, mas análises da Winext indicam que houve uma migração para os supermercados. O aumento da importação direta das grandes redes e o hábito dos brasileiros consumirem o vinho em casa são os responsáveis por esta tendência. Apesar da crescente importância dos meios digitais; de 201 4 para 2016 não houve crescimento do meio online (mas pode crer que a influência dos meios digitais na decisão da escolha do vinho é crescente e determina sim a compra de uma garrafa)

Mercado dos vinhos importados 2016

Aqui temos uma contradição aparente. Se a Malbec é a uva preferida dos brasileiros entre os tintos, a Argentina não é a líder das importações de vinho no Brasil, tanto em volume como valor. Segundo o ranking elaborado pela International Consulting, de Adão Morellatto, o Chile é responsável por quase metade das garrafas de vinhos importadas no Brasil. Divulgado semestralmente, o ranking de 2016 reflete as variações cambiais malucas do ano passado (algo como 31%) e poucas mudanças em relação a um cenário que consolida os dois países vizinhos como principais fornecedores de vinho importado na mesa dos brasileiros. Somados eles representam mais de 60% das garrafas importadas, o que é visualmente percebido nas prateleiras dos supermercados, lojas especializadas e cartas de vinho dos restaurantes – e provavelmente na sua casa. Abaixo um resumo da sua análise:

1º CHILE: Em 2016, representou 43,97% em valor e 47,77% em volume, se considerar somente os vinhos finos quase beira os 50% em valor. Seu crescimento foi 14,17% em valor e 17,90% em volume;

  2º ARGENTINA: Já vem em queda de 30% desde 2011, seu melhor ano e em volume retrocedeu aos patamares de 2008. Em 2016 caiu -6,81% em valor e cresceu 11,41% em volume. Contribui com aproximadamente 16% de todo o mercado. Já teve quase 30% do mercado;

3º PORTUGAL: Seguindo sua trajetória de posicionamento, recuperou a terceira colocação, devido à queda França. Sua performance de 10,45% em valor e de 11,55% em volume, apresenta um crescimento de apenas 2,14% em volume e uma queda -9,37% em valor;

4º FRANÇA: Tem forte dependência do Champagne na sua pauta e com a queda vertiginosa deste item no ano passado mostrou uma queda de – 32,17% em valor (quase 10.000 milhões de USD) e um leve crescimento de 1,37% em volume…e uma baixa de -27,53% no custo médio……recuou aos números de 2008.

5º ITÁLIA: O pior desempenho entre os grandes players. Desde 2011 já vem mostrando queda. Em valor enviou valores idênticos ao de 2007 e em volume ao ano de 2006. Posicionou-se com 9,11% em valor e 9,86% em volume. Seu produto mais representativo é o Espumante tipo Prosecco com 33,52% de share.

 6º ESPANHA: Único europeu a apresentar crescimento nas duas categorias: 0,75% de valor e 19,77% em volume. Há 15 anos vem crescendo sistematicamente: 313,04% em volume desde 2006; nem mesmo o Chile conseguiu esta proeza em volume. Sua participação é de 5,56% em valor e de 5,26% em volume.

DEMAIS PAÍSES: Participam com menos de 5% em Valor e Volume, destaque para o crescimento de 67,46% da Alemanha e 26,54% do Uruguai. Queda de -24,01 dos EUA, -43,73 da África do Sul e -21,88% da Austrália.

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terça-feira, 2 de agosto de 2016 Novo Mundo, Rosé, Tintos | 08:01

Crios: um vinho argentino conectado com o público mais jovem

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Um exemplo de um novo rótulo do Crios, convivendo ainda com o desenho tradicional nas prateleiras de um conhecido supermercado de São Paulo

Um exemplo de um novo rótulo do Crios, convivendo ainda com o desenho antigo nas prateleiras de um conhecido supermercado de São Paulo

A linha Crios, o cartão de visitas da Susana Balbo Wines, é um sucesso de crítica e de público. O rótulo, manjado entre os bebedores de tintos e brancos argentinos, mostra o contorno de uma grande mão espalmada que acolhe outras duas, menores. Este símbolo familiar traduz o nome e a história do vinho desde seu lançamento. A mão maior é da enóloga Susana Balbo, a criadora dos caldos, a menor dos filhos, então crianças. O nome do vinho e sua iconografia resumem o conceito desta delicada relação: a criação do vinho e dos filhos. Uma narrativa que faz todo sentido. E, além de tudo, fácil de reconhecer nas prateleiras.

Mas a empresa – que tem mais de 50% de seu mercado nos Estados Unidos – queria se conectar com um público mais jovem. O que eles fizeram? Renovaram. Saíram da zona de conforto. Mudaram um rótulo conhecido e bem-sucedido. Os nove vinhos da linha Crios – Malbec, Torrontés, Rosé de Malbec, Cabernet Sauvignon, Red Blend, Pinot Noir, Chardonnay, Syrah-Bonarda, Limited Edition – estão, desde o ano passado, com nova roupagem. A mudança começou em 2015, nos Estados Unidos, e depois de alguns meses foi chegando a outros países, incluindo o Brasil.

Todos os novos rótulos, cada um com sua característica: fáceis de indentificar

Todos os novos rótulos, cada um com sua característica: fáceis de identificar

Ana Lovaglio Balbo, filha e diretora de marketing da Susana Balbo Wines, conta como foi o processo. Foram realizados alguns “focus group” com clientes classificados como “Mature Millennials”, entre 26 e 34 anos, nos estados da Califórnia, Texas e Chicago. O objetivo das pesquisas era entender a relação deste público com o consumo de vinho.  O vinho, conclui a pesquisa, está inserido em um novo estilo de vida, que se caracteriza pela independência, o espírito de aventura e uma conexão com mundo intermediada pelas redes sociais. Os rótulos buscam traduzir valores que identificam esta geração que age diferente, consome baseado em outros critérios e quer entender as características de cada variedade sem muita complicação. A mensagem atribuída a cada vinho da linha Crios e a estratégia de marketing e comunicação tem uma pegada mais informal. No vídeo de divulgação da campanha, o vinho deixa de ser protagonista e se torna parte da vida de jovens que praticam skate, tocam música, se relacionam com os amigos e bebem vinho, por prazer, no parque, na cozinha, em qualquer lugar. É o vinho estilo #VemPraRua!

O design, mais limpo, conhecido como all type (privilegia o texto), foi batizado como “vintage-moderno” (bom, gente, as agências estão aí para isso mesmo, justificar seu pacote de ideias e respectiva remuneração). O mesmo símbolo familiar das mãos que tornou o vinho conhecido está preservado na parte superior do rótulo, mas reduzido à forma de um ícone – a lógica da renovação inteligente, afinal, não é se desfazer da tradição, mas transformá-la. O nome do vinho, Crios, a assinatura da enóloga e a variedade da uva ou tipo do vinho ganham destaque. A maior novidade, porém, é a uma breve descrição da característica daquele vinho na cara do gol, no rótulo principal, resultado também das pesquisas: “As pessoas não costumam ler os contrarrótulos”, afirma Ana.

Manuel Luz, o filósofo do vinho uma taça de Nosotros na mão e várias ideias na cabeça

Manuel Luz, o filósofo do vinho com uma taça de Nosotros na mão e várias ideias na cabeça

 

Mas vamos combinar que não basta mudar a forma e a mensagem se o conteúdo é ruim. Isso vale para tudo nesta vida. A linha Crios é aquele tipo de vinho que você indica sem erro para qualquer pessoa que deseja conhecer um bom Malbec (com aqueles toques de cereja e floral) ou um Torrontés agradável – ou seja, vinhos que traduzem o solo argentino com qualidade e consistência. Segundo Manuel Luz, descrito nos releases como sommelier e consultor de Wine Intelligence da Cantu Importadora, mas na verdade um filósofo e polemista do vinho, o Crios já é o quarto vinho argentino mais vendido no Brasil. O Manuel sabe das coisas…

Leia também: 50 vinhos argentinos que vale a pena conhecer. Parte 1 – Salta e Patagônia

Crios Malbec (R$ 61,00) leva a descrição “Frutado com notas picantes” no rótulo, como comunicação  a frase “perigosamente fácil de beber” e carrega o slogan “Seja Valente”, remetendo ao desafio de Susana Balbo ao criar um Malbec que colocou a Argentina no mapa do vinho. O Crios Torrontés (R$ 57,00) leva no rótulo as definições “Seco, crocante e aromático” e na campanha é vendido com um vinho fácil de harmonizar e desafia o consumidor a “Quebrar Regras”, assim como a enóloga fez ao criar um Torrontés com notas elegantes de flores e frutas brancas, mais seco e menos doce que os produzidos até então. Por fim, talvez aquele vinho que tenha a maior conexão com o público-alvo é o Crios Red Blend (R$ 61,00), que instiga o consumidor a “Explorar Coisas Novas”, pois é uma combinação de várias uvas tintas.

Pioneira e exigente

Susana Balbo é um ícone da enologia Argentina, a primeira mulher graduada na Escola de Enologia Don Bosco, em Mendoza, trabalhou em grandes vinícolas como Catena e Michel Torino, em Salta, e foi responsável por colocar a uva branca Torrontés no mapa do mundo do vinho de qualidade. Foi presidente da Wines of Argentina e em 1999 criou sua própria empresa onde a linha Crios se notabilizou por vinhos frescos, frutados e com uma boa relação de qualidade e preço. O resto é história.

Susana Balbo, a criadoro do Crios, apresenta suas novas criações. O espumante rosé (ao fundo) é sensacional

Susana Balbo, a criadora do Crios, apresenta suas novas criações. O espumante rosé (ao fundo) é uma boa surpresa.

Corre entre os argentinos que a profissional Susana Balbo é uma pessoa exigente e difícil de lidar. O que não demonstra em público. Não sei se a informação procede. Mas sabendo desta fama, perguntei a sua filha Ana como foi convencer sua mãe a mudar o rótulo do Crios e toda comunicação em torno da campanha do vinho. Ela respondeu: “Minha mãe topa qualquer mudança, ela deu toda força”, e completou “Mais difícil foi convencer o pessoal do comercial”. Susana pode até ser exigente e difícil, mas não é nada boba e sabe que o mundo está mudando. O vinho precisa oxigenar, não só na taça, mas sua mensagem, sua abordagem. Esta é uma experiência a se acompanhar. O processo de troca de rótulo é um processo longo, explica Ana Balbo: “É uma mudança muito recente, que leva tempo para mostrar os resultados. E vem acompanhada de um plano de marketing que estamos adotando com o vídeo, os eventos ao ar livre e ações de engajamento nas redes sociais”.

Vinhos premium

Uma boa vinícola é aquela que faz tanto um vinho de entrada bom, consistente, como o Crios, quanto caldos mais elaborados, exclusivos. Susana Balbo, claro, tem sua linha  premium e superpremium e trouxe alguns destes rótulos a São Paulo em recente exibição a convite de sua importadora, a Cantu, da qual este blogueiro participou. Dos muito caros e premiados (a linha Nosostros, a 690 reais a garrafa, entra naquela categoria que tem quase a obrigação de agradar mas afugenta pelo preço e não acho que cabe neste espaço) à nova linha Tradícion, estes são meus destaques.

Susana Balbo Signature Rosé
Região: Mendoza/Valle de Uco
Um expressivo, delicado, aromático espumante rosé, elaborado com 60% de Malbec e 40% de Pinot Noir. Um sucesso nos Estados Unidas, o maior mercado dos rótulos da Susana Balbo Wines. Me surpreendeu. É fresco, intenso e com muita fruta. Uma boa alternativa de espumante, apesar de preço não muito convidativo (R$ 189,00). “Acho que havia um espaço para um rosado de qualidade na Argentina”, ressaltou Suzana Balbo. Chega ao mercado brasileiro no final do ano.

Susana Balbo Tradícion Malbec 2012
Região: Mendoza/Agrelo – Luján de Cuyo
Especialmente desenhado para o paladar brasileiro – só vai existir por aqui e desconfio que vai agradar o gosto tupiniqim –, este Tradícion é um malbec puro sangue, sem misturas de outras uvas, com 14 meses de estágio em carvalho francês, que dá potência, fruta madura, um tanino mais presente, uma bebida mais nervosa para quem aprecia caldos mais quentes. Vai custar cerca de 89 reais para o consumidor final.

BenMarco Expressivo 2011
Região: Mendoza/Gualtallary (Valle de Uco)
Não se trata de um marca nova, mas é um vinho muito expressivo (será que fui influenciado pelo nome, produção?), fruto do trabalho do viticultor Edy del Pópolo em vinhedos de altura. Quando a gente fala que o vinho é algo vivo, não é apenas um chavão. A primeira garrafa servido deste vinhaço estava bouchonné (o vinho estava contaminado e deu “um perdido”). Cheira aqui, ali, constatado o problema, todas as taças foram trocadas. Aí, sim, ele revelou todo seu potencial. Na falta de melhor definição o BenMarco é um vinho suculento, que começa com fruta evidente e aparece um chocolate mais para o final. Macio, maduro, traz nuances e camadas de seu blend (anote a composição: 65% Malbec, 30% Cabernet Franc, 5% Cabernet Sauvignon). Vale o investimento de R$ 270,00.  Já dá para abrir já e se deliciar. Pode guardar e provavelmente outros sabores virão.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 Blog do vinho | 12:48

Importação de vinho: em 2015 Chile continuou na liderança, mercado retraiu e o imposto aumentou

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O vinho está caro, não? A vida está cara. Basta percorrer as prateleiras dos supermercados, lojas especializadas e  sites de e-commerce para perceber que mesmo com descontos – é tempo de liquidações de estoque – os preços subiram. E 2016 promete. A contribuição para este cenário tem sempre a mão amiga do governo, que além de toda carga tributária já embutida no produto alterou, a partir de dezembro de 2015, a cobrança do IPI que passou de um valor fixo de  R$ 1,08 por garrafa para um tributo variável de 10% sobre o valor do vinho. A disparada do dólar também contribui – e muito – para esta valoração dos preços.

E como o reflexo econômico de 2015 afetou o mercado de importação de vinhos no Brasil?

Mais uma vez eu pego carona no trabalho do consultor Adão Morellatto (autorizado pelo autor, claro) e publico a situação da importação de vinho no Brasil. O ano é de 2015. Não precisa dizer mais nada, né? Mas a fotografia não é tão feia assim: teve uma retração de 11,28% em valor (a inflação no período foi de 10,673% IPCA), mas  uma leve alta de 1,56% em volume, ou seja há vinhos mais baratos sendo escoados no mercado brasileiro, com enorme participação do Chile nesta pegada (faixa de até 35 reais para o consumidor).

Comparada com a mesma análise de 2014, a posição dos países no ranking continua inalterada. Os vizinhos Chile e Argentina juntos dominam mais de 60% do mercado de vinhos no Brasil. A França vem em seguida empurrada pela inclusão dos Champagnes na conta. Em seguida Portugal e Itália, com Espanha na rabeira entre os principais. Alguns países caíram mais do que outros.

 

O Chile continua líder, a Argentina perde mercado mas mantém segunda posição

Abaixo um resumo das principais informações e dados consolidados pela análise de Adão Morellato

1º. CHILE:   Com um novo recorde de produção com 12,8 milhões de hectolitros (alta de 23%) em 2015, os chilenos batem pesado no mercado brasileiro e é necessário escoar toda esta produção, seja onde for, esteja onde estiver o consumidor, sua participação chegou a 37,34% em Valor e 45,29% em Volume, porém com uma ligeira queda de -5,21% de valor sobre 2014. Seus produtos adentram nosso mercado com uma forte penetração no segmento mais promissor (faixa de até R$ 35,00 consumidor), com uma desvalorização de 8,84% em USD. Também apresenta um crescimento de 3,62% em volume.

2º. ARGENTINA:  Segue a mesma estratégica do Chile em baixar seus vinhos, porém de maneira ainda muito tímida, apenas 3,89% de desvalorização e queda de -14,39% ref. a 2014. Os anos em que a Casa Rosada foi reinada pelos Kirchner, não foram nada satisfatórios aos vinicultores, reduziu em 12% a produção vitivinícola na última safra. Seus vinhos ainda são 31,29% mais caros do que os similares vizinhos. Em 2015 manteve um desempenho idêntico a de 2014, 17,19% em Valor e 15,87% em Volume. Em valor retrocedeu ao período de 6 anos atrás (2009).

3º. FRANÇA:  Como já informado acima, dado ao fato de que o Champagne tem um peso enorme na pauta deste segmento, participando com quase a metade do valor 47,48%, demonstra um marketing Share de 14,19% e Value de 5,91%, com queda cambial de -20,18% e participação negativa de -17,36%, praticamente voltou ao patamar de 2011 em valor.

4º. PORTUGAL:  Também apresenta um retrocesso de 5 anos de seu desempenho de valor, 11,18% em Valor e 12,64% em Volume e queda similar a da França -14,29% e com deflação cambial de -23,17% em seus produtos. Visto que sua produção aumentou em 8% em 2015, há uma grande procura de produtores buscando fincar suas próprias bandeiras em solo brasileiro, por certo não encontram em outros grandes mercados (USA / China) uma classe consumidora mais apropriada sejam pelo hábito e costumes, sejam pela praticidade linguística.

5º. ITÁLIA: Entre os principais player´s o que apresentou o pior desempenho com -22,14% de queda, como comparativo, retorno aos patamares de 2008. Tendo os vinhos tipo Prosecco contribuído com 12,38%. Seu custo médio apresentou queda de -9,76% e sua participação permaneceu em 10,14% em Valor e 11,22% em Volume. Devido a sua grande safra que em 2015 atingiu exponencialmente 48,9 milhões de hectolitros, há que buscar alternativas e seu mercado mais promissor são os EUA, com forte presença, disputando em pé de igualdade com os produtores americanos.

6º. ESPANHA: Depois de alguns anos conquistando mercado com muita velocidade, em 2015 teve queda de -11,27% e atingiu 5,35% de participação em Valor e 1,38% em volume com desvalorização cambial de -23,14%. Os vinhos Cavas contribuem com 26,62% de seu total. Apesar da queda, mantém uma boa estrutura de produtos atrativos. Hoje sem nenhuma dúvida, junto a Itália, são os que melhor oferecem a relação de custo/qualidade.

7º. DEMAIS PAÍSES: Contribuem com menos de 4,70% em Valor e 4,20% em Volume, destaque para crescimento de 25,07% da Austrália e 6,81% do Uruguai.

Leia também: 10 dicas de como escolher e comprar o seu vinho

Dados extraídos do Análise de Mercado de 2015 da análise de

ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO

INTERNATIONAL CONSULTING

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quarta-feira, 22 de abril de 2015 Blog do vinho, Brancos, Degustação, Espumantes, Nacionais, Novo Mundo, Porto, Rosé, Tintos, Velho Mundo | 14:00

Conheça os melhores vinhos do concurso Top Ten 2015 da ExpoVinis

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Como acontece todos anos  os homens que cospem vinho se juntaram mais uma vez para realizar o concurso Top Ten, versão 2015 (que bem poderia chamar Os 10 Mais), da 19º edição da Expovinis, a maior feira de vinhos da América Latina. O concurso reuniu profissionais, especialistas, jornalistas e um palpiteiro (este que vos escreve que participa pelo oitavo ano consecutivo) para provar vinhos às cegas de vários países e estilos e eleger os 10 melhores. Quem acompanha este blog sabe da lisura deste concurso e de como ele funciona. Para quem chega aqui pela primeira um rápida explicação (ou clique nos links distribuídos pelo texto). A tabela está logo abaixo, seguida das fichas dos vinhos

Top Ten como funciona

Os vinhos que concorrem na degustação do Top Ten da ExpoVinis são aqueles enviados pelos expositores/produtores. Não são exatamente os melhores vinhos da feira, nem é esta a pretensão. Concorre quem quer. Eles são divididos em uma dezena de tópicos. Em 2015 foram 125 amostras distribuídas entre as seguintes categorias: espumantes nacionais (16), espumantes importados (8), brancos importados (15), brancos nacionais (12), rosados (10), tintos nacionais (18), tintos novo mundo (13), tintos velho mundo I – Portugal e Espanha (11), tintos velho mundo II – França e Itália(15), fortificados e doces (7). As garrafas são cobertas, numeradas e avaliadas. As notas são registradas no sistema (é distribuído um iPad para cada jurado com usuário e senha), somadas e os melhores em cada categoria levam a medalha no peito e saem anunciando por aí. Justo ou não, trata-se de um julgamento coletivo, que é mais preciso que a nota de um só critico. Os jurados só conhecem os rótulos provados no momento da divulgação do resultado. Confesso que é até meio frustrante, a gente passa dois dias provando vinhos e sai de lá sem saber os rótulos que bebeu e quais foram os eleitos. Mas é a forma correta de fazer isso.

TOP TEN 2015 – Resultado  Final

1. ESPUMANTES NACIONAIS – Vencedor: Aracuri Brut Chardonnay 2014

2. ESPUMANTES IMPORTADOS  – Vencedor: Georges De La Chapelle Cuvee Nostalgie N/V

3.  BRANCOS NACIONAIS – Vencedor: Pericó Vigneto Sauvignon Blanc 2014

4. BRANCOS IMPORTADOS  – Vencedor: Casas Del Toqui Terroir Selection Sauvignon Blanc 2014

5. ROSADOS – Vencedor:  Saint Sidoine Côtes Du Provence Rosé 2014

6. TINTOS NACIONAIS  – Vencedor:  Valmarino Ano Xviii Cabernet Franc 2012

7. TINTOS NOVO MUNDO – Vencedor:  Renacer Malbec 2011

8. TINTOS VELHO MUNDO I (Espanha e Portugal) – Vencedor:  Pêra Grave Reserva Tinto 2011

9. TINTOS VELHO MUNDO II (Itália e França) – Vencedor:  Sangervasio A Sirio 2007

10. FORTIFICADOS E DOCES  – Vencedor:  José Maria da Fonseca Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos

PRÊMIO JOSÉ IVAN DOS SANTOS (vinho com a maior média, 93.5) – Vencedor:  José Maria da Fonseca Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos

ESPUMANTES NACIONAIS

Aracuri Brut Chardonnay 2014

País: Brasil

Região: Campos de Cima da Serra – Rio Grande do Sul

Uva: chardonnay

Produtor: Aracuri Vinhos Finos

Site: www.aracuri.com.br

Elaborado pelo método charmat (segunda fermentação em tanques de inox), usa apenas uva chardonnay. Na minha avaliação era aquele que apresentava maior toque de evolução entre os representantes das borbulhas nacionais.  Não é assim que o site da empresa define o vinho: “espumante elegante e refrescante de perlage fina e abundante. No aroma destacam-se as notas de damasco, raspas de limão e pão fresco. O paladar é envolvente e cremoso com acidez cativante.”. Mas é um bom sinal a  eleição de um blanc de blanc (espumante feito apenas com chardonnay) verde-amarelo.

espumantes

ESPUMANTES IMPORTADOS

Georges De La Chapelle Cuvee Nostalgie

País: França

Região: Champagne

Uvas: chardonnay (70%), pinot noir (15%), pinot meunier (15%)

Empresa: Sas Prat Champagne Georges De La Chapelle

Site: www.georgesdelachapelle.com

Existe uma clara tendência dos jurados eleger um espumante importado que mais chegue perto das características de um champagne tradicional, e não deu outra. Para começar pelo tradicional corte, com as uvas tradicionais da região. Bateu nas anotações dos jurados: cor dourada, aromas de frutas secas, um toque oxidativo e boa perlage. Este exemplar vem de vinhedos com mais de 40 anos e de uma mistura (cuvee) das safras de 2004, 2006 e 2008. Um belo champagne, sem dúvida. Afinal, não há espumante como um champagne…

BRANCOS NACIONAIS

Pericó Vigneto Sauvignon Blanc 2012

País: Brasil

Região: Altitude Catarinense – Santa Catarina

Uva: sauvignon blanc

Produtor: Vinícola Pericó Ltda

Site: www.vinicolaperico.com.br

E um vinho de altitude, de Santa Catarina, elevou o sauvignon blanc nacional para o topo da categoria dos brancos nacionais. Elegante, sem exagero de aromas, lembra frutas tropicais no nariz e na boca, no site oficial são descritos “melão, mamão papaia, casca de grapefruit e uma nota discreta de maracujá e de folha de tomate”  Eu não percebi tudo isso, mas um frescor marcante, com bela acidez e boa estrutura.

 BRANCO

BRANCOS IMPORTADOS

Casas Del Toqui Terroir Selection Sauvignon Blanc 2014

País: Chile

Região: Vale Leyda

Uva: sauvignon blanc

Produtor: Casas del Toqui

Site: www.casasdeltoqui.cl/cdt.html

Importador: Bodegas De Los Andes Comercio De Vinhos Ltda

Site: WWW.BODEGAS.COM.BR

O sommelier Hector Riquelme, sem saber quem era o vencedor, declarou que um “perfumista” havia vencido a categoria dos brancos importados. De fato, este sauvignon blanc é muito típico, e se destacam aromas de aspargos, arruda, herbáceo, na boca uma certa salinidade, boa estrutura e um final mais longo, acentuado pela mineralidade e ótima acidez. O  perfumista me conquistou.

ROSADOS

Saint Sidoine Côtes Du Provence Rosé 2014

País: França

Região: Provence

Uvas: grenache, cinsault, syrah, carignan, mourvedre, tibouren

Produtor: Cellier Saint Sidoine

Site: www.coste-brulade.fr

A cor em um rosé é elemento importante, ela seduz – ou não – de cara. Aqui um rosa pálido com reflexos de salmão davam pinta da região de Provence, confirmada no nariz mais cítrico, no frescor em boca provocado pela bela acidez que prolongava o prazer em boca. Ao contrário ao ano anterior, onde o painel dos rosados era bem fraco, este ano vários vinhos competiram em pé de igualdade pelo primeiro lugar. Prova de qualidade dos rosés, nem sempre reconhecida.

tintos

TINTOS NACIONAIS

Valmarino Ano XVIII Cabernet Franc 2014

País: Brasil

Região: Pinto Bandeira, Rio Grande do Sul

Uva: cabernet franc

Produtor: Vinícola Valmarino

Site: www.valmarino.com.br

Oba! Um cabernet franc 100% levou o melhor nacional tinto, recuperando o prestígio desta uva que já foi mais importante no Brasil (outro cabernet franc estava na disputa final). Tem a presença forte de madeira no nariz, e em seguida aparecem frutas negras, couro e chocolate. Na boca um tanino macio, uma boa fruta presente, com a madeira integrada, um final de qualidade. Este foi um vinho que foi melhorando na taça e que foi surpreendendo ao longo da prova e crescendo na pontuação (na minha, pelo menos).

TINTO NOVO MUNDO I – ARGENTINA E CHILE

Renacer Malbec 2011

País: Argentina

Região: Lujan de Cuyo, Mendoza

Uva: malbec

Produtor: Bodega Y Viñedos Renacer

Site: www.bodegarenacer.com.ar

A Argentina papou o prêmio do Novo Mundo com sua uva símbolo, a malbec. Os 24 meses em barricas francesas de primeiro uso e os seis meses de garrafa trouxeram aromas mais evoluídos de bala toffee e frutas negras. Não tem aquele floral exuberante, de violeta, que em excesso incomoda. De vinhedos de mais de 90 anos de idade, este malbec conquistou pela fruta em boca, tanino doce e suave e final mais longo. Infelizmente a categoria se  limitou a garrafas do Chile e da Argentina, o que limita um pouco o painel. Seriam bem-vindos tintos da Austrália, África do Sul, Estados Unidos…

tintosdecima

TINTO VELHO MUNDO II – ITÁLIA E FRANÇA

Sangervasio A Sirio 2007 IGT

País: Itália

Região: Toscana

Uvas: 95% sangiovese, 5% cabernet sauvignon

Produtor: Sangervasio

Site: www.sangervasio.com

Importador: Zahil

Site: www.zahil.com.br

O melhor tinto velho mundo é um velho conhecido dos apreciadores de tintos italianos. Há anos importado pela Zahil, já tem seu público cativo e me causou certa surpresa sua presença no Top Ten. A Sangervasio se define como um vinhedo biológico da Toscana. Este A Sirio IGT tem pinta de supertoscano e passa 14 meses em barricas (50% novas) e 2 anos em garrafas antes de encher sua taça. Isso provoca uma textura macia na predominante sangiovese, com um bom impacto de frutas, especiarias e corpo médio. Não se notam seus 8 anos de vida. Vai longe. Avanti Itália!

 

TINTO VELHO MUNDO – PORTUGAL E ESPANHA

Pêra Grave Reserva Tinto 2011

País: Portugal

Região: Alentejo, Évora

Uvas: syrah, touriga nacional e alicante bouchet

Produtora: Pêra Grave, Quinta de São José de Peramanca

Site: www.peragrave.pt

Representante: Luxury Drinks Portugal

Site: www.luxury-drinks.pt

Aprendo no site oficial da vinícola que ele é produzido na antiga quinta de Pêra Manca do séc. XIII até ao séc. XIX. Trata-se de um caldo potente, típico desta região mais quente de Portugal. Muita fruta negra no nariz e um toque floral da touriga nacional. Na boca a potência se confirma com as frutas mais maduras e com a passagem pelas barricas. Boa persistência final. Vinhão para quem curte caldos mais concentrados.

doces

DOCES E FORTIFICADOS

José Maria da Fonseca Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos

País: Portugal

Região: Península de Setúbal

Uva: 100% moscatel de Setúbal

Produtor: José Maria da Fonseca

Site: www.jmf.pt

Importador: Decanter Vinhos Finos

Site: www.decanter.com.br

Uauau!  Não é muito profissional começar uma descrição assim, mas eu repito: uauau!!! A cor âmbar com alguns reflexos esverdeados já dá a dica de coisa boa, os aromas em camadas longas e persistentes de nozes, caramelo, avelã, frutas cristalizadas aumentam a tensão, na boca a confirmação destes aromas acompanhada de uma belíssima acidez que quebra seu doce e mantém o prazer da bebida por minutos. José Maria da Fonseca (aquele do Periquita) é o mais antigo produto de Moscatel de Setúbal, um Denominação de Origem Controlada (D.O.C.), reconhecida desde 1907.Este Moscatel de Setúbal 20 anos é resultado de um lote de 19 colheitas em que a colheita mais nova tem pelo menos 20 anos e a mais antiga perto de 80 anos, O resultado é complexidade, elegância, longo final e um paladar de tirar o rolha.

O nomes dos culpados pela eleição dos onze vinhos acima

 O time dos homens que cospem vinho do Top Ten tem uma certa consistência. Os doze homens são divididos em dois grupos, cada qual com um presidente a quem compete resolver qualquer impasse. Fica a crítica da ausência de juradas mulheres, que hoje são parte importante da crítica de vinhos no Brasil e no mundo.

 Presidentes de mesa

Hector Riquelme – sommelier chileno

Mario Telles Jr –  ABS-SP

Jurados (em ordem alfabética)

Beto Gerosa – Blog do Vinho

Celito  Guerra – Embrapa

Jorge Carrara – Prazeres da Mesa

José Luis Borges – ABS São Paulo

José Maria Santana – jornalista e crítico de vinhos revista Gosto

José Luiz Paligliari – Senac

Manoel Beato – sommelier grupo Fasano

Marcio Pinto – consultor e ABS-MG

Ricardo Farias – Sbav Rio de Janeiro

Tiago Locatelli – sommellier Varanda

José Ivan dos Santos, o gentleman do vinho

José Ivan dos Santos: homenagem

José Ivan dos Santos: homenagem

Este ano o concurso Top Ten teve um trago amargo. A ausência de José Ivan dos Santos na coordenação do evento, sempre em dueto com o crítico e consultor Jorge Lucki. José Ivan, ou Zé Ivan, era um gentleman do vinho, um conhecedor que não botava banca, um aglutinador de pessoas e de uma simpatia contagiante.  Zé faleceu, repentinamente, há pouco mais de dois meses, com um livro pronto para ser lançado. Em homenagem ao Zé, este ano foi instituído um 11º prêmio no Top Ten, o Prêmio José Ivan dos Santos para o vinho com a melhor pontuação em todas as categorias. O prêmio especial será entregue ao inebriante José Maria da Fonseca Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos. Uma justa homenagem que o concurso presta ao amigo Zé – que tenho certeza ficaria feliz de se ver representado com este elegante caldo.

 

SERVIÇO

  • ExpoVinis Brasil 2015 | 19º Salão Internacional do Vinho
  • 22 a 24 de abril de 2015
  • Expo Center Norte – Pavilhão Azul – Vila Guilherme – São Paulo
  • Informações, credenciamento visitantes e novidades: www.expovinis.com.br
  • Facebook: ExpoVinis Brasil | Twitter: @expovinis | Instagram: @expovinisbrasil
  • E-mail: visitante.fev@informa.com | Telefone: (11) 3598-780

O primeiro dia do evento será reservado exclusivamente para profissionais do setor.

  • Horário: das 13 às 21 horas para profissionais do setor nos dias 22 e 23 de abril, e das 13 às 20 horas no dia 24 de abril. Aberto ao consumidor final das 17 às 21 horas no dia 23 e das 17 às 20 horas no dia 24 de abril.
  • Shuttle Service/Transfer gratuito no trajeto Expo Center Norte-Estação Portuguesa/Tietê e estação Portuguesa/Tietê-Expo Center Norte estará disponível todos os dias do evento.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 Blog do vinho, Novo Mundo, Sem categoria, Velho Mundo | 13:34

Chile domina de vez o mercado de vinhos importados no Brasil. Conheça o ranking.

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Sabe aquela história de crise no mercado de vinhos que a gente escuta todos os anos? Pois é, no mundo do espumantes nacionais todas as maiores empresas revelaram crescimento em 2014 (ver post Espumantes brasileiros: preferência nacional e consumo no final do ano). O mundo dos importados, “mesmo com todo o emblema, todo o problema, todo o sistema”, vai levando os números para cima. O crescimento em relação a 2013 foi de 12,5%. É isso que mostram os números consolidados de importação de vinhos de 2014 preparado semestralmente pelo consultor Adão Morellatto.

Em um país com déficit de dados, este levantamento realizado por Morellatto é um trabalho importante que mostra como está o mercado de vinhos importados no Brasil.  Morellato explica: “Em valor estamos próximo de um montante de USD 325.000.000,00 e algo como 9.000 conteiners de 1.000 CX/12; somente por estes números dá-se para imaginar o tamanho, complexidade, versatilidade, dinâmica e valores que envolve este setor. Levantando os dados de 2007 x 2014, a performance foi 93,45% ou uma média ponderada de 13,35% anual. Poucos e segmentados produtos cresceram nesta proporção. E ainda há o fator cambial, que em 2014 aumentou em quase 15%.”  Resultado nada mal em um país que teve um crescimento perto de zero em 2014. 

Para o consumidor, estes números apenas planilham uma constatação que pode ser verificada nas prateleiras dos supermercados, nos sites de e-commerce e cartas de vinho dos restaurantes. A maioria de rótulos é de vinhos chilenos, argentinos, portugueses, franceses e italianos. Além dos brasileiros que não entram, evidentemente, nesta análise de importados.

O Chile está perto de abranger 50% do mercado de vinho fino.

Abaixo um resumo das principais informações e dados consolidados pela análise de Adão Morellato

1º. CHILE:  Existe uma grande possibilidade de o Chile em breve dominar 50% do mercado brasileiro de vinhos finos. Se considerar somente o tipo vinho fino, ele representa quase 46,40% em valor, porém no consolidado, retrai-se um pouco para 35,30% em valor e 44,39% em volume. Seu preço médio está 25% mais econômico que os vinhos argentinos.  O crescimento em 2014 foi de 25,59% alavancado principalmente pela estratégica das grandes empresas chilenas em priorizar os 5 mercados chaves: USA, Reino Unido, China, Japão e Brasil

2º. ARGENTINA: Contrariando os prognósticos locais, apresentou um crescimento de 9,52% e sua participação caiu um pouco, hoje estabelece-se nos patamares de 17% de volume e valor. (para se ter uma ideia em julho de 2013 os vinhos argentinos detinham 21,09% em valor e de 20,21% em volume). As razões? As políticas econômicas do atual governo. Enquanto Chile manteve seu preço médio em USD 3,20 p/ litro, na Argentina houve um aumento de 3,08%, chegando a USD 4,01 p/ litro

3º. FRANÇA: A França apresenta-se em terceiro lugar neste ranking devido ao valor de seus produtos atingirem quase 15% de participação, mesmo com um índice em volume de apenas 5,85%. Isso se explica pelo preço médio de USD 10,30 p/ litro, influenciado pelo alto valor agregado do champagne, que sozinho representa 37,82% de toda exportação francesa.

4º. PORTUGAL: Por uma pequena diferença com a França, Portugal passa para a quarta posição. Participa com quase 12% de Share, com crescimento de 4,50% e preços médio de USD 3,88 p/ litro

5º. ITÁLIA: Em 2014 cresceu 3,97%, com participação bem próxima de Portugal, exatos 11,13% em valor e de 11,68% em volume. Já não há tanta influência do vinho tipo Lambrusco que chegou a representar quase 50% de todo o volume de vinhos deste país há alguns anos. O Vinho Prosecco representa 12,34% de market share no seu montante total.

 

6º. ESPANHA: De 2007 há 2014 a Espanha vinha apresentando um crescimento a uma média de 31% ao ano. Em 2014, contrariando os anos anteriores, apresentou uma ligeira queda de quase -1%, só não caiu mais devido ao vinho (CAVA) ter crescido sua participação em 16,06%, representando 26,17% na totalidade.

7º. DEMAIS PAÍSES: Apresentam menos de 5% de participação, com destaque evolutivo para os países: Alemanha = 16,72%  / Africa do Sul =54,95% / USA = 47,90%, queda abrupta da Austrália em 69% e Uruguay que patina nos números idênticos ao ano de 2007.

Leia também: 10 dicas de como escolher e comprar o seu vinho

Dados extraídos do Análise de Mercado de 2014 da análise de

ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO

INTERNATIONAL CONSULTING

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 Novo Mundo, Tintos | 10:28

Weinert, um vinho argentino para quem gosta de tintos mais envelhecidos

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Cavas de Weinert, em Mendoza, Argentina: um vinho com tempo de garrafa

Cavas de Weinert, em Mendoza, Argentina: um vinho que já nasce com anos de adega

O que têm em comum um brasileiro que montou uma vinícola em Mendoza, um enólogo suíço que atravessou o mundo para fazer vinhos na Argentina, um argentino que prepara as empanadas mais deliciosas da região e um jornalista paulista que teve sua mala inundada por uma garrafa de vinho que espatifou dentro da mala? A Cavas de Weinert.

Parada obrigatório das fotos: barrica de 150 anos e com malbec 2013

Parada obrigatória para fotos: tonel de 130 anos, 44 mil litros, e  malbec 2013

Um brasileiro em Mendoza

A Bodegas y Cavas de Weinert é uma criação do brasileiro Bernardo Weinert, chamado de “Don Bernardo” na Argentina. O empresário de origem alemã e nascido em uma pequena colônia no sul do Brasil resolveu ter um vinho para chamar de seu em meados da década de 70 e após alguma pesquisa escolheu os solos de Luján de Cuyo, em Mendoza, Argentina. Adquiriu uma cantina construída em 1890, fez as reformas necessárias, estabeleceu um estilo para os vinhos (a marca registrada é de envelhecimento por no mínimo dois anos antes de lançar no mercado) e colocou os rótulos à venda a partir de 1976. Em 1995 uma nova reforma adequou os equipamentos as mudanças e avanços tecnológicos. Há dois anos a empresa teve a entrada de novos sócios. Uma visita pela cantina (há vários horários durante a semana) revelam entre seus corredores escuros de pedras gastas pelo tempo grandes tonéis de carvalho e pilhas de garrafas empoeiradas, ainda sem rótulo, apenas com uma placa indicando a safra. Um enorme tonel de 130 anos, adquirido na Itália, é o foco das câmeras dos celulares e ponto alto da visita. O bichão tem capacidade para 44 mil litros, e vale algo como 240 mil euros, está instalado desde 1998 e ainda é utilizado. Nestes tóneis – também conhecidos como foudres – e garrafas repousam o segredo e o diferencial da Weinert: o tempo de maturação dos vinhos que lhe confere um perfil de tinto mais evoluído, do velho mundo. Ou como eles se definem, uma bodega de vinhos de guarda.

Hubert Weber: e a provas dos noves (vinhos)

Hubert Weber: o enólogo que veio da Suíça e a prova dos vinhos (o sem rótulo é de 1978)

Um suíço em Mendoza

O mestre de cerimônias e responsável pela elaboração dos vinhos também não tem um sobrenome muito mendocino. Hubert Weber é suíço. Está na Cavas de Weinert há 18 anos. Um vinho em especial o trouxe para o outro lado do Atlântico. Em 1991 Hubert provou um Cavas de Weinert Gran Vino numa feira em Berna e se apaixonou pela bebida. Sabendo de seu interesse uma amiga conseguiu contato para ele trabalhar na Bodega na Argentina. Hoje em dia Hubert abre com orgulho as garrafas da Weinert para mostrar os caldos onde aplica seus conceitos de enologia. “Não vim aqui para mudar a filosofia da casa, ao contrário, vim por causa dela”, explica. “Fiz poucas mudanças, o principal foi manter e respeitar o estilo do vinho”.

Os vinhos da Cavas de Weinert, de Mendoza

Por estas características todas, os rótulos da Weinert vão agradar aqueles que gostam de tintos mais envelhecidos, maduros, com boa evolução de aromas e diversidade no gosto das frutas, com toques de couro, canela, tabaco, terroso, enfim aqueles aromas do tempo em garrafa e influência de tonéis de carvalho – conhecido no jargão como terciários. O mais legal é que o consumidor não precisa aguardar para curtir estas características, as garrafas são lançadas já com certa evolução. E é possível comprar safras anteriores. Haviam 1500 garrafas do Carrascal 1978 em estoque, por exemplo. E podem ser compradas por 120 dólares.

A linha de entrada, Pedro del Cartillo*, é um bom cartão de apresentação dos tintos da Weinert. O tempranillo da safra 2013, de vinhas de 40 anos, tinha uma boa pegada de fruta e de terra. O cabernet sauvignon 2012 estava mais fechado, um toque de especiaria estava lá, no entanto, os taninos precisam de um pouco mais de tempo para amaciarem. O malbec 2012 vai mais para o lado da fruta fresca, como cerejas, é macio e fácil de beber.

Carrascal 2009: pronto para hoje, amanhã e depois

Carrascal 2009: pronto para hoje, amanhã e depois

A linha seguinte, a Carrascal, vem de vinhedos de 30 a 60 anos de Luján de Cuyo. É uma mescla de malbec (45%), merlot (35%) e cabernet sauvignon (20%). Passa dois anos em tonéis grandes de carvalho. Provamos a safra 2009. O tempo já mostrou seus efeitos de evolução da fruta madura e negra integrada com o carvalho, um licoroso chega junto no final de boa intensidade. No Brasil estará em torno de 60 e 65 reais. Não gosto do termo, mas é um belo custo-benefício.

Zezinho, Huguinho e Luizinho: varietais de malbec, merlot e cabernet sauvignon

Zezinho, Huguinho e Luizinho: varietais de cabernet sauvignon, malbec, merlot de 2006

A linha varietal é mais seletiva e, claro, procura expressar o potencial da carreira-solo de uma variedade. Hubert comenta que é raro ter na mesma safra três rótulos de três variedades no mesmo ano no mercado. Por exemplo, em 2005 não teve merlot. Mas em 2006 estão disponíveis os varietais merlot, malbec e cabernet sauvignon. São todos bons tintos, meus comentários no bloco de notas (um iPad, na verdade) foram superlativos. Para o merlot: velho estilo, de impacto terroso, ótima acidez, corpo médio, umas flores chegaram numa segunda fungada. Para o malbec: baita ataque no nariz, flores, frutas (ameixa madura), final estupendo, couro, canela, sândalo (sândalo? Pois é, pela primeira vez senti isso num vinho). Para o cabernet sauvignon: chocolate, fruta negra, couro, taninos fortes mas evoluídos, vinhaço para beber e namorar os aromas de fim de taça. Os varietais – note bem, da safra 2006, já chegam com 8, 9 anos nas costas – custam entre 100 e 110 reais no país da alta carga tributária. Não precisa falar onde, né?

Cavas de Weinert Gran Vino 2004: não leve na mala...

Cavas de Weinert Gran Vino 2004: beba na origem, não leve na mala…

E para o final o Cavas de Weinert Gran Vino 2004, um ícone, mas que ao contrário de muitos de seus pares não é pesado, feito para tomar com garfo e faca. Aqui a cabernet sauvignon e a malbec disputam a mescla com 40% cada uma, sobrando 20% para a merlot. Passa três anos em barricas. Prima pela elegância, atributo um tanto difícil de explicar mas fácil de entender no copo. Um nariz que até deixa um pouco zonzo, um licor de cereja que começa no aroma e se traduz em boca, tostados finos, muita fruta, um champignon, final longo, persistente. Esta belezinha de 2004, lá se vão 10 anos, chega às prateleiras por volta de 150 e 160 reais.

Diferente da maioria das vinícolas que se orgulham de contar com vinhedos próprios, a Weinert compra todas as uvas. “Compro apenas o que necessito”, ensina Hubert Weber. São uvas das variedades malbec, cabernet sauvignon, merlot (90% do total), complementadas com syrah, bonarda, tempranillo e cabernet franc – esta última com destino certo, a Suíça. A colheita é feita à mão e uma relação antiga com os produtores permite uma pré-seleção dos cachos. Os vinhedos onde Hubert vai às compras são todos antigos, de solo argiloso e de pé franco (ou seja, não tem enxerto na raiz; traduzindo, traz maior autenticidade à uva). E quando não considera a safra com a qualidade ideal, simplesmente não compra e não produz os vinhos naquele ano. É o que aconteceu com a safra de 2014. Mas e aí, como faz?, pergunto eu. “Não faz”, responde ele, “temos uma adega com capacidade para 3 milhões de litros, e atualmente temos 900 mil litros dentro de casa. Esta é a filosofia da Weinert”

Empanadas, empanadas, empanadas, alguém quer empanadas?

Empanadas, empanadas, empanadas, alguém quer empanadas?

Um mendocino (e suas empanadas) em Mendoza

Assim que terminamos a prova dos principais vinhos, foram servidas umas empanadas (na foto quase dá para sentir seu perfume quente) feitas por um mendocino vizinho à bodega. Sugestionado ou não pelo ambiente, pelos vinhos provados e pela surpresa final –  um Carrascal 1978, engarrafado em 1982 e com aromas de tabaco e evolução deliciosa do tempo, mas muito vivo na boca -, elegi como as melhores empanadas da minha vida, e a partir desta data a harmonização perfeita para um Carrascal.

Malbec 2009, esperando seu tempo de ganhar as prateleiras

Malbec 2009, esperando seu tempo de ganhar as prateleiras das lojas

Um brasileiro em Mendoza

O jornalista que teve sua mala alagada por um vinho, meio óbvio, é este que vos escreve, que trouxe em sua bagagem, devidamente protegido em um desses sacos de plástico-bolha uma garrafa do Cavas 2004 Gran Vino. A garrafa era uma lembrança da visita realizada à cantina de “Don Bernardo”, escoltada pela cativante Hubert Weber, onde provei os rótulos da Weinert acompanhados das inesquecíveis empanadas. A ampola, que ia repousar mais um tempo na minha humilde adega, não resistiu ao delicado serviço de bagagens do aeroporto e trincou uma parte do vasilhame. Se tive o azar de perder o precioso líquido que tingiram minhas roupas (literalmente uma camiseta branca ganhou tons de vinho…), a boa notícia é que a partir do primeiro trimestre os rótulos da Weinert voltarão a ser importados ao Brasil, agora pelas mãos da Mercovino. Esqueci de comentar no início, os vinhos da Weinert não estavam sendo importados para o Brasil nos últimos anos, mas encontram-se algumas garrafas em lojas especializadas. Devem estar disponíveis nas prateleiras no primeiro trimestre de 2015. Os preços citados neste texto são os sugeridos pela operação da Weinert no Brasil para o momento, enquanto o dólar se encontra neste patamar de 2,60/2,65. *A linha Pedro del Cartillo ainda está em negociação se entra ou não neste pacote de importação.

 

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terça-feira, 4 de novembro de 2014 Brancos, Novo Mundo, Tintos | 08:30

Bons goles argentinos: o conhecido Luigi Bosca e o menos conhecido Familia Cassone

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Os vinhos argentinos são um sucesso no Brasil. Só ficam atrás dos chilenos em volume – o que não impede que grupos chilenos tentem morder uma fatia a mais do mercado ao investir também na Argentina, como a Trivento e a Kaiken. Alguns rótulos argentinos já são bastante conhecidos entre os consumidores, como o Luigi Bosca, outros tantos ainda precisam ser desbravados, como os rótulos da Família Cassone. As duas vinícolas são tema deste post.

Por isso mesmo é comum a visita de enólogos e produtores ao Brasil para exibir seus vinhos em degustações, almoços, feiras e eventos. Os predicados são sempre poéticos (fruta, flores, tostados, macio, envolvente, etc), mas eles estão atrás mesmo é de mercado.

Para isso os produtores esmeram-se em mostrar seus vinhos mais elaborados, aqueles que exibem como um troféu, símbolo da qualificação de seus cachos de uvas maceradas e fermentadas. Se a isca funciona para chamar atenção, nem sempre revelam o melhor custo-benefício, ou o mais inusitado e surpreendente. Por dois motivos simples:

1. Estes vinhos top são muito mais caros, e por isso mesmo pouco acessíveis à maioria dos consumidores e incautos leitores deste blog

2. E por serem o topo da cadeia alimentar têm quase a obrigatoriedade de serem, no mínimo, bons. E geralmente são ótimos. Beberia todos os dias da minha vida se fosse possível. Mas não é disso que se trata.

Ocorre que junto à exibição dos seus rótulos pesos-pesados (geralmente tintos), outros vinhos são mostrados, como uma espécie de “esquenta” para a grande atração. Pois é neste prefácio que, muitas vezes, os caldos mais surpreendem. É preciso, pois, provar com atenção todos os vinhos.

Recentemente dois produtores vieram mostrar de seus vinhos. O conhecida Luigi Bosca e o menos conhecida Familia Cassone. Após provar seus vinhos verifiquei mais uma vez o raciocínio descrito acima (isso vale para o Chile também, mas fica para outra coluna)

Luigi Bosca

O motivo da visita de Alberto Arizu, comandante em chefe da vinícola da família, a Luigi Bosca, foi uma vertical (a prova de várias safras de um mesmo vinho) do tinto Ícono. Foram cinco safras, da primeira de 2005 até aquela que nem está ainda no mercado, de 2009. Trata-se de um vinho excepcional, de vinhedos com mais de 90 anos das regiões de Luján de Cuyo, Vistalba, Las Compuertas e Finca Los Nobles e da mistura das variedades malbec (60%) e cabernet sauvignon (40%), sempre nesta proporção. As fermentação é feita em separado, de cada vinhedo e a degustação às cegas de cada terroir decide o corte final. É bárbaro! “Um equilíbrio entre a elegância e a potência”, segundo Arizu, que bebeu todas as taças até o fim, o que é raro entre os produtores que vêm mostrar suas crias. A boa nova para os bebedores de vinhos desta categoria é que a safra que está no mercado, a de 2008, está prontíssima para beber. Mas… para ter na adega uma das 6.000 garrafas produzidas deste caldo por ano é preciso desembolsar 500 reais, o que nos remete aos pontos número 1 e 2 acima.

malbec-miradores-luigi-bosca

Por um quinto deste preço (R$ 114,00), a mesma Luigi Bosca elabora um malbec de vinhas também antigas que é o bicho!  Malbec Terroir los Miradores 2011. Já tinha provado este vinho em primeira mão em viagem a Mendoza este ano. Este segundo gole confirmou minhas primeiras impressões. Encorpado, mas com alguma frescura a acidez, ótima fruta, final longo. Macio. Coisa fina mesmo, e o rótulo, que mostra a raiz se aprofundando no solo representa bem a importância do solo (aluvial).  “É importante a Argentina mostrar a importância e relevância do terroir”, indica Arizu.

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E se a ideia for algo que abra o paladar para novas sensações, a dica é um riesling surpreendente de vinhas de 60 anos. Riesling Las Compuertas 2014. Floral no primeiro impacto, com muita fruta cítrica no nariz um toque de maça verde (zero da clássica descrição de “notas de petróleo”), na boca confirmam o cítrico e o pêssego envolvidos numa acidez que alarga o vinho no paladar e traz aquela salivação gostosa. R$ 86,00

Os vinhos de Luigi Bosca são vendidos pela Importadora Decanter

Familia Cassone

Meu primeiro contato com os vinhos da Familia Cassone foi em abril de 2014 no Encontro de Vinhos Off, organizado pelos competentes Beto Duarte e Daniel Perches. É aquele esquema de sempre, de um lado o produtor oferecendo seus tintos e brancos e do outro os consumidores curiosos estendendo a taça para conhecer os vinhos. No geral o paladar costuma dar “tilt” depois de vários goles meio sem critério, tamanha oferta de rótulos. Fui lá com minha taça, atraído pela mescla de cabernet franc – uma uva que sou fã – junto com a malbec e syrah de seu rótulo principal. O nome é meio presunçoso: Obra Prima Maximus Gran Reserva Familiar. Mas mostrou a que veio este gladiador de Mendoza. A safra 2011 levou 95 pontos do conceituado Guia Descorchados e a de 2008 90 pontos do Parker. Provei outros vinhos, seus malbecs, e cabernet sauvignon e no meio de tantos produtores foi uma marca que ficou na lembrança. O responsável pela operação brasileira, Marcelo Cassone, é daquele tipo que vende areia para camelo e fala e gesticula até convencer o consumidor. Acabei levando umas garrafas para casa.

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Recentemente a Familia Cassone veio a São Paulo apresentar toda sua linha e o braço brasileiro da operação: 80% da produção é exportada e o mercado brasileiro é sempre importante. Os destaques eram o já comentado Obra Prima Maximus Gran Reserva Familiar 2011, que realmente é um belo trabalho do enólogo Federico Cassone, que na contramão da presunção do nome do vinho é de uma simplicidade cativante. O que vale é o vinho, não tem muita mistificação. E o vinho tem aquela boa potência, estrutura, 18 meses de barricas de primeiro uso, frutas, especiarias, mas tudo na medida que se encaixa num fim de boca muito atraente e macio. É o topo de linha da Família Cassone, e nem chega a ser tão caro assim (R$ 230,00). Mas…

Blend

…mas mais uma vez o que me encantou foi um outro rótulo que Federico trouxe na mala, que chegará em breve ao Brasil. O Obra Prima Blend Reserva 2012. Um blend de malbec (65%), cabernet sauvignon (20%) e cabernet franc (15%). Também uma expressão dos vinhedos de Luján de Cuyo, em Mendoza, mas mostra um caminho de leveza e fruta mais fresca que o enólogo vai impondo aos vinhos da casa. Aquele frescor que começa a ser privilegiado em alguns tintos sul-americanos (leia O Novo Vinho Chileno, mas gastronômico, mais natural) aliado a uma fruta gostosa, mais pura, menos pesada. O assemblage faz um balanço das frutas e a violeta do malbec se combina com uma amora do cabernet sauvignon (ou seria do cabernet franc?), um toque defumado e um tantinho herbáceo do cabernet franc. Um vinhaço que custará R$ 107,00 nas gôndolas de delicatessens e grandes lojas (não serão vendidos em supermercado)

 Os vinhos da Familia Cassone são vendidos pela BFC/Brasil 

 

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014 Blog do vinho | 00:20

10 motivos para tomar vinho no inverno – e 10 vinhos para tornar o inverno mais quente

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vinho-lareira

 E o frio chegou com tudo! Quem resiste a um vinhozinho com um tempo desses? Se você é do tipo  que precisa de alguma desculpa para isso, este blog  dá um empurrãozinho e lista 10 motivos para tomar vinho no inverno – acompanhado de dez dicas de rótulos:

1. O inverno é uma ótima ocasião para beber sem culpa aqueles vinhos potentes, escuros, complexos, com boa passagem na madeira, quase mastigáveis,  com aquela fruta em compota, intenso e longo. E sem ter de se justificar para aquele amigo esnobe que só aprecia tintos leves e orgânicos do velho mundo e torce o nariz para o topo de linha do novo mundo.

 

  • Cousino Macul – Lota Reserva Especial 2007 – para iniciar as dicas de inverno um peso-pesado (até o peso de sua garrafa é excessivo) da vinicultura chilena. Da tradicional família Cousino (150 anos de vinhos), um tintão que reúne potência e complexidade, frutas negras, e aquele não sei o quê de baunilha -16 meses descansando em barricas de carvalho e 18 meses na garrafa. Vinhão de respeito. Para arrebentar neste inverno. E namorar o fundo da taça. Importador: Santar

Leia também: Seis safras de três décadasa de um supervinho chileno: Don Melchor

2. Apreciar seu tinto na temperatura mais adequada. Você nem precisa ter uma adega climatizada em casa. Basta se livrar da cápsula, retirar a rolha e despejar o néctar na taça. Se precisar de um choque rápido de temperatura, deixe a garrafa do lado de fora da janela.

 

  • Finca las Moras – Gran Shiraz 3 Valleys 2009 – este encantador shiraz de três diferentes vales de uma região menos conhecida da Argentina, San Juan, é poderoso, longo, com uma fruta envolvente e especiarias. Para quem acha que Argentina só produz bons malbecs, este shiraz pode ser uma bela experiência invernal. Importador: Decanter

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 3. Chamar os amigos em casa para tomar uma garrafa de vinho e brindar a amizade – cada um traz a sua e todos compartilham a bebida.

 

  • Vallontano – Masi – Oriundi 2011 –  uma amizade também uniu a Itália e o Brasil nesta experiência de um vinho elaborado na Serra Gaúcha com a técnica do Vêneto, na Itália, de apassimento das uvas, a mesma usada nos amarones. As uvas são secas em caixas abertas e só depois passam para a fermentação. Este exemplar de terroir brasileiro e alma italiana é feito com as uvas tannat (70%), teroldego (15%), e vinhas velhas de corvina, recantina e turqueta (10%) e ancelotta (5%) – algumas delas bem desconhecidas e redescobertas nos vinhedos gaúchos. Se o vinho brilha na sua execução correta e num sabor que encanta, peca na pretensão do marketing, ao disputar o título de melhor vinho brasileiro. Pra quê, né? Basta ser bom e agradar. E agrada. Importador: Mistral

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4. Apreciar comidas pesadas, molhos densos e pratos elaborados, parceiros ideais para vinhos mais potentes. Clássico da harmonização, a compatibilidade por peso pode ser colocada à prova: pratos pesados pedem vinhos idem.

 

  •  Casa Ferreirinha- Vinha Grande 2010 – um clássico do Douro (Portugal), de uma vinícola clássica, elaborado só em safras excepcionais. Tradicional na seleção das uvas nos brinda com porções de touriga nacional, touriga francesa, tinta barroca e tinta Roriz. No nariz tem aquelas frutas maduras, a madeira está bem integrada ao caldo, e um final bem legal completam suas qualidades. Um vinho que cresce muito com o passar dos anos. Numa prova horizontal, de várias safras, de 1996 a 2010, os melhores rótulos foram os dos anos 2000 e 2007; de características diferentes, mostraram como o tempo beneficia os mais antigos e na entrada reforça a exuberância da fruta dos mais novos. Importador: Zahil

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5. Carne & vinho & lenha & brasa. Quer combinação mais adequada para uma noite ideal de inverno? Cenário de revista de decoração, foto que ilustra este poat. Não é à toa. Existe harmonização de ambiente também e o vinho é o toque de classe.

 

  • Dal Pizzol – Dal Pizzol 40 Anos –para celebrar seus quarenta anos a vinícola brasileira Dal Pizzol produziu 3.520 garrafas de um lote único de um assemblage de quatro variedades da safra de 2012: merlot (40%), cabernet sauvignon (30%), tannat (15%) e nebbiolo (15%). A Dal Pizzol tem uma identidade no sabor e nos aromas de seus vinhos, uma espécie de impressão digital de seus caldos que revelam a autoria. Neste exemplar premium e comemorativo, a mescla das uvas rende um vinho potente, com boas frutas, um toque de couro, terroso e uma carga boa de concentração tânica. Vinícola: Dal Pizzol

Leia também: Os rótulos da Aurora: vinhos nacionais corretos, saborosos  e acessíveis 

 6. Viver – ou reviver – uma noite romântica. Ninguém nega: o vinho é uma bebida sedutora. Abra uma bela garrafa em casa e a vida se transforma. Já as chances de um convite para um vinho no inverno ser aceita é proporcionalmente maior do que no verão. E melhor, não soa falso, afinal… inverno, um vinhozinho, quem resiste?

 

  • Bueno-Cipresso – Brunello de Montalcino 2007 – um tinto maduro e com taninos bem acentuados. Um clássico com 100% da uva sangiovese grosso, sob a batuta do enólogo Roberto Cipresso, em parceria com ele mesmo, Galvão Bueno, que é sócio desta produção da região de Montalcino, na Toscana. E se é para seduzir, nada com um vinho italiano. E se no Oriundi (acima)  temos um italiano em terras gaúchas aqui temos a assinatura de um brasileiro em terras da Toscana. Importadora: Bueno Wines

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7. Vinhos fortificados e doces são ótimas companhias de entrada e de saída nas refeições no inverno. E companhia da noite inteira do bom papo. E para quem aprecia, do charuto.

 

  •  Nederburg Winemaster’s Reserve Noble Late Harvest 2011. Um porto,  um  Twany, com aqueles aromas evoluídos, e untuosidade, classudo, talvez seja a sugestão mais óbvia. Mas um colheita tardia (que é a traducão de Late Harvest) da África do Sul tem lá o seu charme. É um vinho de sobremesa bastante doce (220 gramas por litro), mas com uma acidez que segura este melaço todo. As uvas brancas chenin blanc (60%), weisser riesling (27%) e muscat (13%) são colhidas tardiamente, próximo do estado de uva passa, ou seja com maior concentração de açúcar natural. Linda cor dourada, muito aromático, flores, abacaxi em compota, mel. Importador: Casa Flora.

Leia também: Conheça os vários tipos de vinhos do Porto

 8. É tempo de aproveitar as ofertas da estação. O inverno é o Natal do comércio de vinhos. As vendas aumentam, as ofertas pipocam para todo lado e os supermercados atraem seus clientes com ofertas de vinhos do dia a dia e de preço médio. Afinal, vinho todo dia requer planejamento financeiro, para completar o mês.

 

  • Luis Felipe Edwards – Family Selection Gran Reserva Carmenère 2012 –  alguns dos tintos indicados aqui são para ocasiões especiais e carteiras mais forradas. Tradução, não são muito baratos. Mas há aquelas que são chamados de boa relação custo-qualidade. Este Luis Felipe Edwards Gran Reserve – encontrado exclusivamente na rede Pão de Açúcar – é um tinto correto, com passagem de 12 meses em barricas (dá para notar), com corpo médio, muita fruta na boca e no nariz e especiarias. Fácil de gostar e bem feito como toda linha Luis Felipe.

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 9. Aproveitar a hora do almoço para tomar uma tacinha. Taí sua chance, e não é algo que cause espanto!  Principalmente nestes tediosos tempos politicamente corretos – onde os sucos naturais ganham as mesas nos almoços executivos (argh!). Nem o seu chefe vai fazer cara de reprovação.

 

  •  Bodega Septima – Septima Gran Reserva 2009 – ok, vamos nos render também à malbec argentina, mas tanto melhor se vier misturada a pitadas de outras variedades. Este tinto perfumado, encorpado, com frutas em compota deliciosas, vai melhorando na taça e chega até um chocolate e café no fundo da taça. A malbec (55%) vem das regiões de Altamira e Luján de Cuyo, e a cabernet sauvignon (35%) e tannat (10%) de Luján de Cuyo. Ótima companhia para um grelhado. Importador: Interfood

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 10. Mandar a dieta paras as favas. Por que vamos combinar que fazer dieta no inverno é a treva, e o vinho vira um parceiro infalível e sem culpa de ser feliz.

 

  •  Solera 1847 Jerez Oloroso – como o inverno dá mais oportunidades ter um vinho como companhia, por que não sair do lugar comum e provar rótulos diferenciados e pouco comuns, como um Jerez? Há várias estilos de Jerez, do seco e salgado ao doce. Este se encaixa neste último estilo, um Jerez fortificado (tem adição de aguardente vínica) elaborado com as uvas palomino fino (70%) e pedro ximénez (25%). Ideal para acompanhar doces e chocolates, é um vinho doce, denso, caudaloso e com bom final. E que se dane o regine. Importador: Inovinni

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Fala a verdade, você precisa mesmo de dez motivos para desarolhar um vinho neste – e em outros – invernos? Se sim, e nenhum das razões listadas acima te convence, invente a sua desculpa.

 

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sexta-feira, 4 de abril de 2014 Novo Mundo, ViG | 01:49

50 vinhos argentinos que vale a pena conhecer. Parte 3 – vinhos de corte de Mendoza

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Nesta terceira parte da lista de 50 vinhos saborosos da Argentina que vale a pena conhecer, o destaque são os vinhos de corte (blend, ou mistura de várias uvas na elaboração do vinho) de Mendoza.

Atenção, não se trata de uma lista dos melhores vinhos da Argentina, mas uma seleção da rica amostra de tintos e brancos que provei em uma semana em viagem por lá. Trata-se, como só pode ser, de uma seleção pessoal.

Na próxima e última nota desta série, os destaques são os  vinhos varietais (feitos de uma única uva)  de outras variedades  diferentes da malbec da região de Mendoza.

Região de Mendoza – vinhos de corte (blends)

A região de Mendoza também é pródiga em blends ou vinhos de corte do tipo bordalês ou tendo a malbec como protagonista, mas sendo escoltada por outra variedade, aportando mais estrutura, acidez, potência e diversos sabores. No geral, os tintos  top de linha das principais vinícolas são blends de malbec,. Esta escolha pela mistura no principal rótulo já diz  muita coisa sobre este estilo de vinho.

unanimemascota 26 Unânime 2009

Mascota Vineyards/Santa Ana

Região: Vale de Uco

Site official: http://www.bodegas-santa-ana.com.ar/sitio-Por/index.php

Uvas: cabernet sauvignon, malbec, cabernet franc

R$ 78,00

A voz do vinho: para começar uma lista de vinhos de corte, nada melhor que uma unanimidade, pelo menos no rótulo. O vinho ícone da Mascota é um blend espetacular que tem este nome pois na hora de decidir o corte ideal para o rótulo existiu um consenso entre todos os envolvidos. Complexo na boca, entrega as frutas da malbec e a estrutura da cabernet sauvignon. Gostoso na entrada e com bom fim de boca.

Por que escolhi: bom exemplo de blend por um bom preço

 

casarena50527 505 essência Blend 2013

Casarena Bodega y Viñedos

Região: Agrelo, Luján de Cuyo

Site oficial  www.casarena.com

Uvas: malbec 50%, cabernet  sauvignon 30% e merlot  20%

Importador: Magnum

R$ 35,00

A voz do vinho: quem disse que os vinhos de corte precisam ser caros? Boa mescla, belo exemplo de blend macio, fruta franca, vinho correto, redondo, fácil de beber e de gostar.

Por que escolhi: bom blend de entrada

 

amanodecero28. Decero Amano Remolinos Vineyard 2011

Finca Decero

Região: Agrelo

Site oficial: http://www.decero.com/about/remolinos-vineyard/

Uvas: malbec 60%, cabernet sauvignon 30%, tannat 1%, petit verdot 4%

Importador: era da Ana Import

R$ 264,00

A voz do vinho: outro que levou o Trophie de melhor blend acima de 50dólares do AWA  (Argentine Wine Awards) 2104. Muito perfumado, bem malbec no nariz, muita fruta do cabernet sauvignon e taninos e estrutura do tannat e petit verdot, que também dá acidez. Passa 22 meses na barrica amaciando, apurando seus sabores e desenvolvendo seus aromas. Vinho de gente grande

Por que escolhi: paixão ao primeiro gole

 

expressiones29. Expresiones Reserve 2012

Finca Flichman

Região: Mendoza

http://www.flichman.com.ar/home.html

Uvas: malbec 60% e cabernet sauvignon 40%

Importador La Pastina

R$ 60,00

A voz do vinho: esta medida de 60% malbec e 40% cabernet sauvignon com um tempo de passagem pela barrica  parece que dá certo. Aparece em muitos rótulos de Mendoza. As frutas vermelhas e as notas de especiarias aparecem, criam volume em boca e um tanino delicado traz maciez e um final prolongado.

Por que escolhi:  boa “impressão” ao primeiro gole que se confirma com o tempo em taça

 

lagarde-henry-gran-guarda,jpg30 Henry Grand Guarda nº 1 2009

Lagarde

Região: Luján de Cuyo, Mendonza

Site oficial: www.lagarde.com.ar

Uvas: cabernet sauvignon 39%, malbec 35%, petit verdot 13% e cabernet franc 13%

Importador: DeVinum

R$ 210,00

A voz do vinho: o vinho número 1 da Lagarde só é elaborado em safras especiais e passa dois anos em barricas de carvalho de primeiro uso. A palheta de aromas é ampla, com destaques para café, couro, tostado, tabaco do tempo em madeira, pimenta, fruto maduro. O paladar confirma esta impressão, tanto na intensidade como na qualidade dos sabores. Potente, sério, final longo. O corte muda bastante a cada ano, o que sugere a visão do enólogo como resultado do  que a natureza lhe oferece. Já havia provado o 2007, onde a cabernet franc predominava. Este aqui é um senhor mais sério.

Por que escolhi: um corte bordalês de respeito, vinho de decanter, de reflexão

Trivento-AMADA-SUR31 Trivento Amado Sur Malbec 2012

Bodega Trivento

Região: variadas em Mendoza

Site oficial: http://www.trivento.com/triv/site2.php

Uvas: malbec 70%, bonarda 18% e syrah 12%

Importador: VCT

R$ 58,00

A voz do vinho: da série dormindo com o inimigo, a Trivento é um investimento da gigante chilena Concha y Toro na Argentina. O vinho de corte busca um equilíbrio e puxa o que melhor tem cada variedade. Aqui a malbec aportou elegância, a syrah a estrutura e a bonarda ampliou a acidez e completou com frutas vermelhas. Um tinto macio, suave, com uma boa fruta fresca. Sempre na lista dos vinhos smart buys (boas compras) da Argentina.

Por que escolhi: pela suavidade da mescla e preço

 

 

premios_phi-eng32 Phi– Finca el Origen 2009

Finca el Origen

Região: Vale do Uco

Site oficial: http://www.fincaelorigen.com/

Uvas: malbec 79%, cabernet franc 11%, cabernet sauvignon 7% e petit verdot 3%

Importador: Casa Rio Verde BH

R$ 150,00

A voz do vinho: a Finca El Origen também tem suas raízes no Chile, são os mesmos proprietários da Santa Carolina. Vinhaço. Elegante, complexo, com todas as qualidades que um blend aporta a uma garrafa. Tem um estilo bordalês de ser. Passa 18 meses em barricas de carvalho. A malbec torna o vinho macio e floral, a cabernet franc traz especiarias e complexidade ao caldo, a cabernet sauvignon dá envergadura e mais aromas, frutas e aquele tiquinho de petit verdot ajuda na acidez, dando mais longevidade ao vinho. Um vinho de corte por excelência. O nome Phi é letra grega que representa a proporção, o número encontrado na natureza. Muito bom também o Finca el Origen Cabernet Sauvignon, um cabernet de zona fria com 12 meses de barrica, bons taninos, fruta negra.

Por que escolhi: pela complexidade e bom uso da madeira, que não encobre a fruta

 

enamore33 Enamore 2011

Renacer e Allegrini

Região: Luján de Cuyo

Site oficial: http://www.bodegarenacer.com.ar/

Uvas: malbec 45%, cabernet sauvignon 40% e bonarda 10%

Importador Vinhos do Mundo

R$ 165,00

Voz do vinho: o que acontece quando se junta um enólogo da região do Veneto (Paolo Mascanzoni, da Allegrini) com outro da Mendoza  (Alberto Antonini, Renacer)? Um tinto vinificado como um amarone do hemisfério norte mas com uvas do hemisfério sul, ambos representados pelas linhas em forma de novelo desenhadas no topo e na base do rótulo. As uvas ficam expostas ao sol e ao vento para perder cerca de um terço de sua água. Este método tradicional do Amarone se chama apassimento, que acaba concentrando mais o açúcar da fruta. Na boca a fruta vermelha é mais doce, o vinho macio, redondo. Interessante esta transferência de método para as uvas locais.

Por que escolhi: fácil de beber e agradar e, vamos combinar, um belo nome para um vinho

 

Durigutti34 Durigutti Familia 2008

Familia Durigutti

Região: Maipú e La Consulta

Site oficial: www.durigutti.com

Uvas: malbec 85%,  cabernet franc 3%, cabernet sauvignon 3%, syrah, 5% e bonarda 4%

Importador (sem importador no Brasil)

Voz do vinho: destaque para o belo aroma de ameixas,  floral e de especiarias. Na boca mostra um sabor delicioso, equilibrado e com boa persistência de seus frutos. Passou dois anos em barricas francês e foi engarrafado em outubro de 2010. Mostrou boa evolução e vai em frente.

Por que escolhi: tem um paladar encantador

 

diamandes35 DiamAndes de Uco Gran Reserva 2008

DiamAndes

Região: Vale de Uco

Site oficial: www.diamandes.com

Uvas: malbec 70% e cabernet sauvignon 25%

Importador: Magnum

R$ 180,00

A voz do vinho: para não dizer que esqueci de Michel Rolland, aqui uma ótima contribuição de seu expertise no estilo bordalês transportado para as características do hemisfério sul. A vinícola é um empreendimento do casal Alfred-Alexandre e  Michèle Bonnie, proprietário do Château Malartic-Lagravière e do Château Gazin Rocquencourt, em Bordeaux. 15 milhões de dólares de investimento depois eles inauguraram a estonteante Bodega DiamAndes onde elaboram parte das 1 milhão de garradas do vinho-consórcio Clos de los 7. Além desses rótulos também produzem a linha DiamAndes. Um bom viognier de entrada, um malbec e este gran reserva. O vinho passa 24 meses em barricas francesas de primeiro uso, é bem escurão, muito macio na boca, potente. As frutas negras e tostados são expressivas e elegantes. O conceito de viticultura de precisão alcança pontos de maturação mais precisos para as uvas selecionadas.

Por que escolhi: um novo clássico argentino

 

piatelli36  Trinitá Piatelli

Piatelli Vineyards

Regiões: Agrelo, Luján  de Cuyo e Vale do Uco

Site oficial: http://www.piattellivineyards.com/

Uvas: malbec, cabernet sauvignon, merlot

Importador: Vinhos do Mundo

R$ 205,00

A voz do vinho: vinhedos de 30 a 70 anos de cabernet sauvignon, malbec e merlot  fornecem a matéria-prima para esta belezinha. As varietais são afinadas em separado por 12 meses em pequenas barricas de primeiro e segundo uso preservando a fruta na composição do corte. A boca mostra cerejas negras maduras que aparecem antes nos aromas. Potente, de grande volume, vale decantar ou pelo menos deixar um tempo na taça para revelar seus frutos, toques de especiarias e os efeitos da barrica que ampliam o vinho mas não o esconde.

Por que escolhi: por que é delicioso de beber

 

Gonzalezodonnel37 Gongález O’ Donnell

Hacienda del Plata

Região: Luján de Cuyo

Site official http://haciendadelplata.com/

Uvas: malbec 50% e cabernet sauvigon 50%

Importador: Wine to Go

R$ 232,00

A voz do vinho: a hacienda del Plata é um vinícola boutique de uma família de origem irlandesa, daí o nome no rótulo. São apenas 750 garrafas deste rótulo. O caldo passa 36 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso seguidos de mais 18 meses de envelhecimento em garrafa antes de ser comercializado. Elegante no nariz e na boca, combina em parcelas iguais a cabernet sauvignon e a malbec e desta disputa por espaço nasce um tinto de corte que é longo e de bastante impacto. Merece decantar antes de servir.

Por que eu escolhi: pelo privilégio de ter provado uma das 750 garrafas

 

bcrux38 Bcrux 2010 tempranillo

O Fournier

Região: La Consulta

Site oficial: http://www.ofournier.com/web/ar_00_es.html

Uvas: tempranillo, malbec e touriga nacional

Importador: Vinci Vinhos

R$ 114,00

A voz do vinho: o espanhol José Manuel Ortega Gil-Fournier tem uma história curiosa, largou a vice-presidência do Santander para se dedicar aos vinhos. Hoje possui vinícolas no Chile, Argentina e na Espanha natal. Mas montou morada na Mendoza, onde a mulher tem um premiado restaurante na vinícola e deve abrir outro na cidade. Os vinhos de O Fournier se distinguem por uma busca de qualidade sem exagero no preço. A linha BCrux é intermediária, é muito amplo na boca e apetitiso no paladar. O BCrux sempre foi uma mescla em que a tempranillo, não por acaso a uva de expressão da Espanha, foi protagonista, mas as outras uvas  que compõem a mescla  variam. Desde 2009 Gil-Fournier começou a acrescentar a portuguesa touriga nacional, que tem dado bons resultados e acrescentado mais  aroma ao tinto.

 Por que escolhi: os vinhos de Fournier merecem ser conhecidos, a linha Urban, na média de 50 reais, é um bom início

 

PascualTosoMagdalena39 Magdalena Toso 2011

Pascual Toso

Região: Maipu, Mendoza

Site oficial: www.bodegastoso.com.ar

Uva: malbec 60%, cabernet sauvignon 40%

Importador: Vinoteca Dibeal Brasil CIEBA

R$ 370,00

 A voz do vinho: expressão sublime da malbec, mostrando todo o potencial da região de Barrancas, em Maipú, Mendoza, combinado ao cabernet sauvignon. As uvas rigorosamente selecionadas em colheita manual, e depois fermentadas e enriquecidas em barricas de carvalho francês se transformam num vinho estupendo.  Muito intenso nos aromas, vai se abrindo aos poucos e revelando camadas de frutas, compotas, chocolate, a boca é o que mais me impressionou, um veludo, e um final longo e telúrico. A madeira integrada acrescenta e não doma o vinho. Potente e expressivo.

Por que escolhi: em degustações grandes costumo dar estrelas aos vinhos que provo como referência para o futuro. A memória gustativa era boa, a memória escrita marcou  cinco estrelas neste aqui.

Preços coletados em abril de 2014

Declaração: Este colunista esteve na Argentina a convite da Wines of Argentina, onde provou 228 vinhos, visitou várias vinícolas e teve contato com dezenas de produtores. Desta boca-livre resultou o texto produzido neste post sobre os vinhos argentinos.

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terça-feira, 1 de abril de 2014 Novo Mundo, ViG | 09:47

50 vinhos argentinos que vale a pena conhecer. Parte 2 – malbec de Mendoza

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Nesta segunda parte da lista de 50 vinhos saborosos da Argentina que vale a pena conhecer, o destaque são os vinhos elaborados  100% com a uva malbec produzidos na região de Mendoza.

Nas próximas notas exploramos mais dois segmentos da  região de Mendoza – responsável por 80% da produção de vinho no país.

  •  melhores vinhos de corte (blends).
  •  varietais de outras uvas

Atenção, não se trata de uma lista dos melhores vinhos da Argentina, mas uma seleção da rica amostra de tintos e brancos que provei em uma semana em viagem por lá. Trata-se, como só pode ser, de uma seleção pessoal.

 Vinhos de Mendoza – Malbec 100%

Os vinhedos em Mendoza estão plantados em altitudes a 1.000 metros acima do nível do mar. Toda a região que produz vinho é donominada de Cuyo – engloba Mendoza, San Juan e La Rioja. Cuyo significa, no idioma Huarpe Mikayac, “o país dos desertos”. O que é uma realidade, e a água que vem das geleiras controlada pelo governo. Mendoza ainda se divide em cinco zonas: Norte, Leste, Centro, Sul e Vale de Uco. Luján de Cuyo, localizada no Centro, é conhecida como a “La Tierra del Malbec” e junto com Maipú é a região vitivinícola mais tradicional de Mendoza. São tintos mais estruturados, com frutas bem maduras, floral, com bom volume em boca e taninos macios. A região de Mendoza é um paraíso para quem aprecia vinhos. 80% dos vinhos da Argentina são produzidos ali. Nesta primeira etapa dos rótulos de Mendoza, começamos com os tintos de puro malbec. Deliciosos, tradicionais, inovadores. Tem de tudo, abaixo minha modesta seleção.

Riccitelli16 Republica del Malbec Blend de Terroir 2012

Matias Riccitelli

Região: Luján de Cuyo

Site oficial: http://www.matiasriccitelli.com/eng/index.html

Uva: malbec

Importador: (chegará ao Brasil pela Wine Brands)

R$: (na Argentina está classificado entre vinhos por mais de 50 dólares)

 A voz do vinho: uma nova geração, de calças coloridas e ideias idem, busca nada menos que a excelência no vinho argentino e ainda atrair um consumidor mais jovem. Matias Riccitelli faz parte desta geração. Provavelmente sua mamadeira era batizada com vinho.  Matias é  filho do lendário enólogo da gigante Bodega Norton Jorge Riccitelli. Todos os rótulos que já provei deste sujeito são espetaculares, sempre extraindo o melhor da malbec. São vinhos sedosos, intensos e complexos. Aromas de frutas negras, especiarias e muito equilibrado na boca, com vontade de quero mais. Levou o Trophie da AWA (Argentina Wine Awards) 2014. Vale conhecer também o Vineyard Selection Malbec, outro vencedor de medalhas. Este segundo puxa  mais para a elegância, e tem maior capacidade de envelhecimento, mas para tomar agora o Republica del Malbec me agradou mais.

Por que escolhi: talvez o melhor dos malbecs provados e pelo reconhecimento da nova geração

 

esvino 17 Es Vino Reserve Malbec 2009

Es.Vino/Finca Sophenia

Região: Tupungato

Site oficial http://www.sophenia.com/

Uva: malbec

Importador: não achei no Brasil, mas a World Wine importa a linha Finca Sophenia

R$:  (estava na categoria entre 13 e 20 dólares na premiação da AWA)

A voz do vinho: pois é, este tinto também foi premiado com um Trophie no concurso AWA 2014. Fiquei encantado com os aromas florais, sua fruta, a explosão em boca, a maciez e persistência do vinho. Não conhecia. A história da Es.Vino é curiosa. As herdeiras da Finca Sophenia, as gêmeas Eugenia e Sofia (daí o nome), receberam uma vinícola para chamar de sua quando tinham dez anos de idade. Depois de adultas deram vida ao sonho de um vinho moderno, para um público jovem, mas elegante. Eu diria que criaram um malbec sedutor, longo no sabor.

Por que escolhi: me encantei com a fruta deste malbec

 

LuigiBoscaMalbec18. Luigi Bosca Malbec Terroir Los Miradores 2011

Luigi Bosca

Região: Valle de Uco

Site oficial: http://www.luigibosca.com.ar/

Uva: malbec

Importador: Decanter

R$ 114,00

A voz do vinho: um grande malbec elaborado com clones provenientes de três terrenos diferentes da Luigi Bosca e plantada na Finca Los Miradores, no Vale do Uco, a uma altitude de 1.150 metros. Muito intenso, fruta expressiva, bastante longo no final de boca, aquela sensação do vinho que permanece depois de engolido. Boa acidez e ótimo corpo.

Por que escolhi: a mão do homem na seleção das uvas resulta em um belo malbec

 

PascualTosoMalbecreserve

19. Pascual Toso Reserve Malbec 2012

Pascual Toso

Região: Maipú

Site oficial: http://www.pascualtoso.com/

Uva: malbec

Importador: Vinoteca Brasil

R$ 59,00

A voz do vinho: esta é uma bela linha intermediária da Pascual Toso, a vinícola de Pauls Hobbs na Argentina. Tem boa persistência, é gostoso de beber, macio, mostra frutas negras e boa relação de custo-qualidade. Da mesma linha, o Cabernet Sauvignon tem boa estrutura, taninos firmes e boa fruta.

Por que escolhi: bom preço e bom vinho

 

expressiones20.  Trapiche Malbec Single Vineyard  2011

Trapiche

Região: Mendoza

Site oficial: http://trapiche.com.ar/pt

Uva: malbec

Importador: Interfood

R$ 202,00 (safra 2008)

A voz do vinho: delicioso estilo de malbec, a fruta bem integrada, equilibrado, frutas vermelhas e negras, muito macio. Um trabalho do enólogo-chefe da Trapche, Daniel Pi, que separa o melhor malbec de várias regiões e produz este caldo delicioso.

Por que escolhi: exibido, foi destaque entre 16 malbecs de diferentes terroirs que provei em uma degustação de top malbecs.

 

Casarena_Malbec21 Casarena Lauren’s Vineyard 2011

Casarena Bodega y Viñedos

Região: Agrelo

Site oficial: www.casarena.com

Uva: malbec

Importador: Magnum

R$ 130,00

A voz do vinho: o rótulo é uma vista aérea geométrica e estilizada do vinhedo em Agrelo. Uma parcela única  abastece este vinho de floral intenso, a tal da violeta, quase um vidro de perfume em forma de vinho, e de boca ampla e sedutora. Um malbec feminino e sedutor, com ótima fruta e bastante macio. Para aqueles que apreciam a exuberância do primeiro impacto, mas exigem estrutura no paladar. Provei este vinho da safra 2010 e agora veio a confirmação de sua qualidade na safra de 2011. Quase um irmão gêmeo, o Casarena Malbec de Pedriel também merece uma visita. Boa qualidade por um preço compatível. Mais um enólogo da nova geração mostrando serviço: Bernardo Bossi Bonilla.

Por que escolhi: pela consistência, preço e qualidade

 

argento resreva22 Malbec Reserva Argento 2012

Argento

Região: Maipú

Site oficial: http://www.argentowine.com/pt/

Uva: malbec

Importador: Domno

R$ 45 reais

A voz do vinho: A enóloga Silvia Cort, responsável pelos vinhos desde 2004, é uma apaixonada pela malbec. Resultado: um caldo bem extraído, mais encorpado, que passa 9 meses em barricas de carvalho americano e francês e confere notas de chocolate, taninos macios e gosto de frutas negras.

Por que escolhi: tem personalidade e bom preço

 

LAMascota23 La Mascota Malbec 2012

Mascota Vineyards/Santa Ana

Região: Maipú

Site oficial: http://www.bodegas-santa-ana.com.ar/sitio-Por/index.php

Uva: malbec

R$ 60,00

 A voz do vinho: este malbec, da linha de criação especial do enólogo Opi Sadler, é macio, gostoso, passa 15 meses na barrica, traz grande satisfação no paladar e tem uma ótima relação custo-benefício. A Mascota é um projeto de vinhos premium da gigante Santa Ana, a vinícola número 1 em volume da Argentina

Por que escolhi: bom na taça e bom de bolso

 

 

SerreraGranGuarda24 Serrera Gran Guarda 2008

Serra Wines

Região: Valle do Uco

Site official: http://www.serrera.com.ar/

Uva: malbec

Importador: Hannover Vinhos

R$ 160,00

A voz do vinho: um malbec de 2008 que mostra como  evolui bem esta uva quando tratada com respeito. Passa mais de 14 meses nas barricas de  carvalho de primeiro uso e fica quietinho na garrafa mais um ano antes da comercialização. A boca é macia, redonda, potente e lembra aromas de frutas negras, especiarias e chocolate; o final é longo e delicioso. Um carinho no paladar. No Brasil a safra à venda é de 2006, que talvez mostre outras delicias da evolução.

Por que escolhi: pelo potencial de envelhecimento da malbec

 

puntofinal25 Punto final – Reserva Malbec 2011

Renacer

Região: Perdriel, Luján de Cuyo

Site oficial: http://www.bodegarenacer.com.ar/

Uva: malbec

Importador Vinhos do Mundo

R$ 99,00

A voz do vinho: O rótulo deste belo malbec é repleto de termos que descrevem as sensações provocadas pelo vinho. Entre eles, aparecem aromas de frutas vermelhas, notas de especiarias, taninos suaves, final harmonioso. É um vinho com legenda, delicioso e de uma malbec agradável ao paladar.

Por que escolhi: agrada de início e prazeroso de beber.

 

Preços coletados em abril de 2014

Declaração: Este colunista esteve na Argentina a convite da Wines of Argentina, onde provou 228 vinhos, visitou várias vinícolas e teve contato com dezenas de produtores. Desta boca-livre resultou o texto produzido neste post sobre os vinhos argentinos.

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