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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016 Espumantes, Nacionais | 00:33

Com este calor, só um espumante salva!

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Verão, calor, sol, praia. O que falta nesta foto? Uma garrafa de espumante!

Verão, calor, sol, praia. O que falta nesta foto? Uma garrafa de espumante!

A despeito dos conselhos dos manuais de estilo das redações – quando ainda existiam manual, estilo e redações, não necessariamente nesta ordem –, eu repito o título neste início de texto: com este calor, só um espumante salva!

O verão resolveu castigar aqueles que estão trabalhando (alguém?) e presentear o povo das areias, rios e piscinas com uma bola de fogo que deixa rastros de suor até a madrugada. Resumindo: está um calor dos diabos. E se a bebida é um vinho, o espumante é a melhor opção.

O espumante é um vinho com explosão, de alegria, de comemoração. Se existe método na elaboração, há pouco rigor no consumo. Não é à toa que hoje existe uma certa moda de um tipo de espumante mais doce que pede, melhor implora, dois ou três cubos de gelo na taça. Ninguém bebe espumante e suas variações (champagne, prosecco, lambrusco) analisando muito a qualidade do fermentado.  Não que seja desimportante. Há borbulhas horrorosas, simples, boas e espetaculares. Mas no geral o momento de celebração é mais relevante que a degustação. Tanto melhor então se qualidade e momento caminham juntos. E quantidade também, por que não? Uma taça sem um refil é triste e solitária como um número primo, dividido apenas por ele.

Per brindare un incontro

Espumante é fácil e delicioso de beber. Me ocorre uma associação meio maluca com a ginástica para explicar isso. Beber um espumante é como fazer polichinelo, aquele exercício leve, que inicia os treinos do colégio e que não humilha ninguém. Os movimentos são fáceis e não exigem maiores esforços na sua execução. Todos cumprem a tarefa. Seu oposto na academia dos vinhedos é um Bordeaux mais austero, um tinto encorpado do Chile, que exibem muque e potência, e degustá-los equivale a uma sequência de flexão de braços. Trata-se daquele exercício que que os saradões exibem seus tônus muscular com precisão e os garotos mais franzinos falham vergonhosamente: mal conseguem manter o corpo ereto quando se aproximam do chão, no geral protagonizando um balé destrambelhado de ancas baixas e ombros inclinados sustentados por músculos frágeis e trôpegos.

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Bebe-se espumante “per brindare un incontro” (Não é mesmo, Pepino di Capri?), para comemorar uma data, um negócio fechado ou apenas para curtir a vida mesmo. É o vinho do réveillon, por supuesto! Acompanha desde um petisco até uma refeição completa, ou ajuda a suportar aquela vernissage inadiável. Pode ser servido com pompa em um salão nobre, mas há um prazer incomparável de tomar um espumante na praia, com aquele marzão à frente. A garrafa suando no balde de gelo, a taça se enchendo de espuma e aquele primeiro gole rasgando o palato, com as bolinhas provocando pequenas explosões na boca.

Borá lá então romper a gaiola e provocar aquele estampido seco que libera as borbulhas e seu frescor quando expulsamos a rolha da garrafa! Abaixo alguns rótulos que não faltam na minha adega ou provei recentemente. Ah, não há nenhum exemplo dos tais espumantes para tomar com gelo. Pelo simples fato que não experimentei. Nem tenho muita vontade.

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Chandon Réserve Brut – é o espumante de qualidade e segurança do Brasil. Nunca falta na minha lista. Sempre bom revisitar. Mantém um padrão constante de excelência.  Borbulhas na medida, frescor, equilibrado e sem excessos. Lembra um pouco frutas brancas. Às vezes parece onipresente. Está em inúmeros supermercados, lojas, restaurantes em todo o país. Chandon na praia? Tem, sim senhor! Tem uma baita distribuição e um marketing esperto e boas ações (no geral compro aquele pack de fim de ano com seis garrafas e uma garrafona de 1.5 litro de bônus). É elaborado pelo método charmat. Traduzindo: a segunda fermentação, ou seja, a incorporação do gás carbônico na bebida (as bolinhas), é realizada em grandes cubas de aço inox fechadas, projetadas para aguentar a pressão do gás carbônico liberado na fermentação, que pode chegar a 5 atmosferas. Na teoria é um método usado para produtos de larga escala, mais barato, e não para bebidas mais refinadas. Para o enólogo francês Philippe Mével, diretor da Chandon Brasil, trata-se de uma avaliação equivocada. “Não é o método que determina a qualidade do espumante e sim a qualidade da uva, a vinificação adequada e o trabalho do blend que conferem seu sabor”, diz.

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Lírica Crua – a vinícola Hermann, em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul é propriedade dos donos da importadora Decanter. O que poderia ser um passo arriscado para um conhecedor de vinhos e vendedor de rótulos consagrados mundo afora se revelou uma grata surpresa que só se fortalece com o tempo. Adolar Hermann trouxe como consultor o enólogo Anselmo Mendes, conhecido entre no meio como o “rei do Alvarinho”, uva branca típica da região do Minho. Decisão acertada. Da linha de espumantes como Bossa Nova e Lírica se destaca esta garrafa da versão Crua. Lançada no final de 2015, começa surpreendendo pela tampa metálica, igual de uma garrafa de cerveja, e intriga pelo visual turvo e conquista pelo sabor marcante. Mais uma vez entender o método ajuda decifrar a bebida. A Lírica Crua é elaborada pelo processo champenoise ou tradicional, ou seja, a segunda fermentação é feita na garrafa e deixa o vinho-base que irá se transformar no espumante mais tempo em contato com as leveduras. Aqui começa a diferença, no esquema normal estas leveduras são retiradas da garrafa no final do processo (por isso as garrafas giram em torno do seu eixo para empurrar as leveduras para o gargalo). O Lírica Crua dispensa esta etapa, conhecida como “degougerment”. So what? Os sedimentos (leveduras) ficam lá, dando esta cor turva (não se assuste), uma textura cremosa e aumentando a percepção dos aromas de panificação e das frutas cítricas. Palmas para a inovação, sempre bem-vinda ao mundo do vinho.

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Cave Geisse Nature
– às vezes, muitas vezes, eu me repito. Mas eu tenho uma atração por este rótulo da Cave Geisse – e felizmente tenho a companhia da minha mulher nesta opção. O enólogo é um craque com história para contar. Nascido no Chile foi responsável por anos pelos negócios da Chandon do Brasil. Em carreira-solo investiu na região de Pinto Bandeira, um belo polo de espumantes no Rio Grande do Sul. Elaborado pelo método tradicional, o Nature fica 180 dias fermentando e dois anos amadurecendo, em contato com as leveduras. Bastante seco, com zero grau de açúcar, privilegia a acidez, a sensação de frescor e tem uma pegada tostada. A uva Chardonnay predomina (70%), deixando o restante da composição para a Pinot Noir.

Espumante-Aurora-Pinto-Bandeira-Extra-BrutAurora Pinto Bandeira Método Tradicional Extra Brut – a cooperativa Aurora já tem espumantes clássicos consagrados e premiados (não dou muita bola para estas medalhas de concursos que pululam por aí, mas é uma evidência de qualificação). O Chardonnay da Aurora é um dos meus favoritos. Este aqui é uma tentativa de explorar o terreno de Pinto Bandeira, a mesma região do Cave Geisse, e elaborar pelo método tradicional um espumante mais classudo, extra brut, que dorme longos 24 meses em contato com as leveduras para dar maior complexidade de aromas e sabores. Eu acho que conseguiu. Tem personalidade e pegada, sem exageros nos tostados e delicadeza na boca. É uma boa aposta da Aurora que tem uma extensa linha para todos os bolsos e paladares.

 Leia também: Os rótulos da Aurora: vinhos nacionais corretos, saborosos e acessíveis

reserva_ouro_novo_rotuloSalton Reserva Ouro – tem sempre aquela pergunta. Me indica um espumante bom e barato? Bom e barato são definições imprecisas, mas no geral entendo que o consumidor quer tomar uma bebida prazerosa, com o perfil que identifica o produto e com um preço com um bom custo benefício. Aí eu indico o Salton Reserva Ouro (em torno de 45 reais, isso é barato para você? Well…), que sofisticou na apresentação e no formato da garrafa – é mais bonita, mas um transtorno para aqueles que têm adega climatizada em casa para armazenar nas prateleiras. Cítrico na entrada, tem um leve toque de pão torrado (resultado dos seis meses de contato com as leveduras). Frescor correto. O Reserva Ouro, além de tudo, me traz na lembrança a marcante figura de Angelo Salton, servindo seus vinhos nas feiras e eventos. E vinho também é feito de momentos assim.

mateus

Mateus Spakling, rosé português

Sparkling Mateus Rosé – tem tudo para gerar um nariz empinado dos esnobes de plantão. Eu também olhei com desconfiança, confesso. Um espumante com o legado do Mateus Rosé, da gigante Sogrape, e de um preço não muito competitivo (em torno de 90 reais)? E para completar vem com esta  presepada de “Sparkling” no rótulo? Mas agradou de verdade. Tem aquela cor dos espumantes rosés que é uma delícia por natureza. Borbulhas no ponto, boa acidez. É um blend das uvas Shiraz e Baga, um tanto curioso, não pela Baga, responsável pelos bons espumantes da Bairrada, mas pela parceria com o Shiraz. No nariz, confirmando na boca, as frutas vermelhas silvestres esperadas de um rosé (morango fresco por exemplo), com um final mais doce. Um descritivo que me ocorreu apenas na terceira taça (jamais uma taça apenas de espumante, lembra?) foi a sensação da mordida de uma maçã, a acidez que provoca e o sabor e salivação que irradia.

Leia também: É um vinho português, com certeza

Piper

Champa francesa e meu cachorro

Piper Heidsieck – clássico, né? Aqui é o Champanhe com “gn”, da região do mesmo nome, que detém a exclusividade do uso do termo Champagne. Exclusivo, mas nem tanto, vai. Assim como os gauleses da revista em quadrinhos Asterix protegiam sua aldeia dos Romanos no norte da França, aqui no Brasil a situação se inverte. A Peterlongo se defende dos franceses e mantém o direito de exibir o nome champagne em seus rótulos, garantido pelo Supremo Tribunal Federal e não se fala mais nisso. Justo. É a produtora do espumante mais antigo registrado no Brasil, de 1913, e nos últimos anos vem se renovando com rótulos de alta qualidade. Voltando aos franceses… A casa, fundada em 1785, apresenta suas armas: boa espuma, cor palha, frutas secas antes e depois do gole e acidez correta. A Pinot Noir é maior destaque do blend (50%) que ainda tem 25% de Pinot Meunier e 20% de Chardonnay.

 

Jansz

“Comprei uma caixa”, disse meu amigo

Jansz Tasmania – um amigo recente, mas não menos importante, me apresentou esta belezinha no apagar das luzes de 2017. “Você conhece este espumante?, ele me perguntou enviando a foto pelo celular. Não conhecia, apesar de ser importado pela KMM, conhecida casa especializada em vinhos da Austrália e que recentemente expandiu seu catálogo para outros países. Gentilmente, ele comprou um caixa e me convidou para provar. Da Tasmânia, para ser sincero, minha única referência era do demônio da Tasmânia e o Taz, o desenho animado que representa o bicho. A proposta, desde 1975, foi de elaborar um espumante de alta qualidade. Serviço feito! O método – olha ele outra vez – foi batizado de “tasmenoise”, uma corruptela de champenoise. A empresa chegou a se associar com o consagrado produtor de Reims, em Champagne, Louis Roederer. O Chardonnay e o Pinot Noir dominam a mescla. Às cegas parece um champagne mesmo. Perlage (as bolinhas), finas e elegantes. Boa cremosidade, as frutas secas e panificação como colchão gustativo, e um final persistente e elegante. Abrimos uma garrafa, abrimos duas… Adorei este espumante do Taz!

 

E um bar de espumantes?

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Um wine bar de espumantes brasileiros no “miolo” dos Jardins

Não é má ideia, não? Foi outra experiência ligada ao mundo das borbulhas que experimentei recentemente. Foi inaugurada em São Paulo, no pedaço com o maior consumo per capita de vinho da cidade, na região dos Jardins. Trata-se  da Champanharia Natalício by Miolo. Fica na Haddock Lobo, 1327. Proposta testada em Porto Alegre, os vinhos são nacionais. O nome já entrega. Os espumantes – e outros rótulos — são exclusivos da Miolo. O wine bar abre às 11h da manhã e fecha só à meia-noite. Tá ali de bobeira às 11h30, antes da reunião? Uma taça de Miolo Cuvée Tradition Brut é uma possibilidade (20 reais). Saiu mais cedo? Happy hour com um Miolo Millésime Brut é uma escolha refrescante e mais refinada. O lugar ainda oferece tapas, tábuas de salames especiais e queijos, sandubas em um cardápio que promove harmonização com as borbulhas. Descontraído, o wine bar valoriza o vinho brasileiro sem discurso, nem nacionalismo barato. Oferece qualidade, variedade e quem sabe abre caminho para outras experiências parecidas na cidade.

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 Espumantes, Nacionais, ViG | 12:39

Espumantes nacionais para comemorar o fim de ano – parte II (método champenoise)

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abrechampenoise

Na segunda série sobre os espumantes nacionais para festejar o fim do ano, o Blog do Vinho destaca aqueles espumantes elaborados como os champanhes franceses. No primeiro post desta série, os destaques foram os espumantes nacionais elaborados pelo método charmat. Nesta coluna,  são os espumantes brasileiros elaborados pelo método tradicional, clássico ou champenoise – a segunda fermentação, aquela responsável pela mágica de produzir o gás carbônico, é realizada dentro da garrafa. A propósito, quer irritar um francês é só usar o termo champenoise para denominar o método em que a segunda fermentação dos espumantes é realizada na garrafa. Irritamos os franceses com o primeiro parágrafo, portanto. Como se sabe, o termo champagne é de uso exclusivo dos espumantes de excelente qualidade produzidos na região demarcada da França de mesmo nome.

Qual a diferença, afinal? Não é tudo vinho com borbulha? O bebedor ocasional de espumantes não está muito interessado em saber o processo de produção de um espumante, e sim em beber um bom vinho. Mas a diferença do método determina o estilo do espumante – muitas vezes seu preço e a qualidade. Se no charmat a segunda fermentação é feita em grandes cubas de aço inox, no método champenoise/tradicional a segunda fermentação é feita na própria garrafa, o que determina um maior e mais longo contato do vinho-base (a mistura original das uvas maceradas antes de ganhar o gás carbônico) com as leveduras e que confere, em geral, um vinho com borbulhas mais finas, uma espuma mais consistente e aromas de panificação, frutas secas e maior persistência em boca. Quanto maior o tempo de contato com as leveduras, mais complexidade e cremoso o espumante.

É um processo mais caro e manual que no final exige uma ginástica para a retirada das leveduras mortas. As garrafas são colocadas em cavaletes e giradas manualmente alguns graus por semana até chegar uma posição de 90 graus. O objetivo é concentrar o sedimento deixado pelas leveduras no gargalo para serem eliminadas antes de a garrafa ganhar a rolha definitiva e aprisionar os gás carbônico em seu interior. Este processo, conhecido pelo pomposo nome de remuage, pode soar algo bastante rudimentar, mas foi uma solução encontrada pela viúva Clicquot Ponsardin para aumentar a produtividade de seu champanhe em 1818 e que se mantém até hoje (em algumas vinícolas uma geringonça chamada gyropalletes faz esta movimentação automaticamente e num espaço de tempo menor).

O crítico inglês Hugh Johnson, em seu livro autobiográfico “A Life Uncorked”, algo como “Uma vida Desarrolhada” define o paladar de um bom champanhe  “como uma torta de maçã”. (O que em alguma medida também por ser aplicado ao espumante elaborado pelo método champenoise/tradicional). Johnson explica: “O doce aroma e o sabor das maçãs podem ser encontrados nos espumantes mais jovens, a parte da torta remete à segunda fermentação na garrafa, quando as leveduras acrescentam notas de panificação, ou pâtisseries, nas bebidas mais evoluídas – quanto mais evoluído o champanhe mais pâtisserie é encontrado”

(Nem tudo que borbulha é espumante. Entenda a diferença entre os vários tipos de vinho com bolinhas. Clique no link abaixo, está tudo explicadinho.)

Leia também: É dia de champanhe, bebê, tudo sobre espumantes, cavas e champanhes

Muitas vinícolas verde-amarelas reservam suas melhores uvas, e consequentemente o melhor vinho-base, para os rótulos elaborados pelo método tradicional. São garrafas de linha ou até produzidas apenas em edições especiais. Também custam mais caro que os espumantes elaborados pelo método charmat. Em alguns casos alcançam resultados muito bons, em outros tentam ser mais do que são e perdem em autenticidade e tipicidade para seus “primos-pobres”, que trazem maior frescor e vivacidade. Como já foi comentado na coluna sobre espumantes charmat, também é uma questão de estilo do produtor.

ViG (vinho indicado pelo Gerosa) para espumantes champenoise/tradicional

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  • Cave Geisse Nature

Uvas: 70% chardonnay, 30% pinot noir

Produtor: Vinícola Geisse

Região: Pinto Bandeira, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 78,00

Site vinícola: www.cavegeisse.com.br

Você gosta de espumante seco, quase a ponto de trincar os dentes? Então você vai amar este Cave Geisse Nature, que é um espumante sem adição de açúcar (leia definição de classificação de açúcar em Curiosidade). Não é uma bebida fácil de ser produzida, mas aqui encontra o nível de excelência. Perlage intenso com bolhas pequenas e persistentes. Aromas tostados e frutas secas. Acidez equilibrada, para não deixar dúvida, bastante seco, o que amplia a harmonização com a comida. A Cave Geisse elabora grandes espumantes, no geral não tem erro. Basta escolher pelo estilo preferido e encher a taça.

 

Curiosidade: os espumantes podem ser classificados pelo teor de açúcar em

Nature (zero dosage): até 3 gramas por litro

Extrabrut: até 6 gramas por litro

Brut: menos de 15 gramas por litro

Sec: entre 17 e 35 gramas por litro

Demi-sec: entre 33 e 50 gramas por litro

Doux: acima de 50 gramas por litro

Sec, ao contrário do que parece, não é seco, mas levemente adocicado. Mais comum encontrar a expressão demi-sec. Doux dispensa explicações.

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  • Brut Adolfo Lona

Uvas: chardonnay e pinot noir

Produtor: Adolfo Lona

Região: Garibaldi, Rio Grande do Sul

R$ 60,00

Site vinícola: www.adolfolona.com.br

Este espumante da pequena adega artesanal comandada pelo argentino Adolfo Lona ficou mais de um ano em contato com as leveduras. O que lhe confere aqueles aromas e sabores mais intensos. Mais que isso, tem uma boca ampla. Um espumante tratado com respeito.

Dal Pizzol Quarenta Anos Nature

  • Dal Pizzol 40 anos

Uvas: chardonnay 25% e pinot noir 75%

Produtor: Dal Pizzol

Região: Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

Preço médio: R$ 130,00

Site vinícola: http://www.dalpizzol.com.br/

Para celebrar os 40 anos da vinícola familiar o enólogo Dirceu Scottá elaborou este Nature (sem dosagem de açúcar) de apenas 3.541 garrafas numeradas. Tem uma boa estrutura, e um tostado evidente, além de uma cremosidade resultado do seu tempo em contato com as leveduras (36 meses), que possibilitou também a dispensa do licor que acrescenta as várias dosagens de teor de açucar em um espumante (nature, brut, demi-sec, sec etc). Borbulhas finas e um frutado interessante e um rótulo bem estiloso completam a festa.

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  •  Pizzato Brut Branco

Uvas: 85% chardonnay e 15% pinot noir

Produtor: Pizzato

Região: Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

R$ 60,00

Site vinícola: www.pizzato.net

Os espumantes da Pizzato estão de rótulo novo. Amplo na boca, boa acidez, bom corpo, uma certa cremosidade, permanece em contato com as leveduras por 12 meses. Tem um final refrescante. Se você gosta do estilo Nature, também pode provar o zero dosagem de açúcar da Pizzato. Uma opção mais barata mas também com bastante frescor é o Fasuto Brut Branco.

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  • Elegance Champenoise Brut

Uvas: chardonnay e pinot noir

Produtor: Peterlongo

Região: Garibaldi, Rio Grande do Sul

R$ 60,00

Site vinícola: www.peterlongo.com.br/pt/

A Vinícola Peterlongo não é a maior nem a mais conhecida produtora de espumantes hoje em dia no Brasil, mas tem alguns marcos importantes em sua história: produziu o primeiro espumante  no Brasil (1915) e tem judicialmente o direito a usar o termo champagne em seus rótulos (taí outro que gosta de irritar os franceses). Acumula vários prêmios e esteve bem colocada em concursos como ExpoVinis 2011 e Concurso Playboy. Este espumante, ou champanhe brasileiro, se destaca pela coloração mais dourada e borbulhas finas e persistentes. Gostoso na boca.

Curiosidade: no século 19 o champagne era uma bebida com um teor de açúcar muito mais alto do que atualmente estamos acostumados. Era mais próximo de um licor com espuma, 250 a 300 gramas por litro! (um espumante demi-sec tem no máximo 50 gramas por litro). A responsável pela criação do espumante brut, mais seco, com menos açúcar, que estamos acostumados a beber, também é uma mulher: Madame Pommery, em 1874.

 

espumante-Miolo Millesime 2004 06 08

  • Miolo Millésime

Uvas: 50% pinot noir e 50% chardonnay

Produtor: Miolo

Região: Garibaldi, Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

R$ 81,00

Site vinícola: www.miolo.com.br

Está um espetáculo este Miolo Millésime. Há muito não provava este top espumante e me surpreendeu. Longo, cremoso, persistente, grande qualidade em boca, um tostado instigante. Desde a safra de 2009 é um espumante com a certificação de origem, com o selo de  produto da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

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  • Casa Valduga Reserva Espumante Brut

Uvas: 70% chardonnay, 30% pinot noir

Produtor: Casa Valduga

Região: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul

R$ 63,00

Site vinícola: www.espumantesvalduga.com.br

A Casa Valguda só elabora espumantes pelo método champenoise/tradicional. Atualmente são dez rótulos. Desde o ícone da Casa, Maria Valduga, com 48 meses de contato com as leveduras, passando pelo excelente – e já recomendado neste blog -130 Brut, até a linha Arte. Este Casa Valduga Reserva só é elaborado em safras excelentes. Apresenta um agradável frescor em boca, uma boa persistência e aromas interessantes, com um toque picante. Apesar da excelência de linhas superiores, provei recentemente este Reserva e acho que é muito adequado para brindes de fim de ano e traz uma boa relação custo/qualidade.

 Curiosidade: os espumantes mais apreciados em festas, casamentos e confraternizações é o demi-sec. Agrada tanto os iniciantes no vinho, que sempre preferem uma bebida mais fácil e doce como aquele que já têm alguma experiência com espumantes. Mas no geral espantam os apreciadores de espumantes mais refinados e secos. Como o leitor pode reparar, não há qualquer indicação de espumante demi-sec nesta lista de dicas, o que revela o gosto do autor.

 

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  • Dunamis Brut

Uva: 100% chardonnay

Produtor: Dunamis

Região: Catiporã, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 56,00

Site vinícola: www.dunamisvinhos.com.br

Novidade do mundo dos espumantes. A garrafa é linda, o rótulo um show. Mas você não bebe a garrafa, não é? Mas uma boa apresentação é parte da diversão. Um dos objetivos do enólogo, Thiago Salvadori Peterle, era de produzir um espumante champenoise mais delicado e jovial. Está no caminho. Tem uma cor amarelo palha. Bela persistência de bolhinhas finas, aromas de maçã verde, e um bom final de boca, com bastante frescor e paladar cítrico que provoca um sorriso no gole final.

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  •  Don Giovanni Espumante Série ouro

Uvas: 60% chardonnay e 40% pinot noir

Produtor: Don Giovanni

Região: Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul.

R$ 90,00

Site vinícola: www.dongiovanni.com.br/inicial

A pequena produtora Don Giovani pode ser desconhecida para aqueles que vivem fora do eixo vitivinícola do Rio Grande Sul, mas tem uma tradição de mais de 40 anos – originalmente a empresa pertenceu à Dreher. Em visita à adega alguns anos atrás pude provar toda sua linha de espumantes. E todos têm uma expressão de grande volume em boca, uma preocupação com a cremosidade e a acidez e uma complexidade no paladar que tornam o vinho bastante gastronômico. Uma bela surpresa para quem tiver acesso a uma garrafa.

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  • Lírica

Uvas: 75% chardonnay e 25% gouveio

Produtor: Vinícola Hermann

Região: Pinheiro Machado, Rio Grande do Sul

R$ 66,00

Site vinícola: www.vinicolahermann.com.br

Adolar Hermann é mais conhecido por sua importadora de vinhos, a Decanter. Mas mesmo tendo à disposição rótulos do mundo inteiro decidiu ter um vinho para chamar de seu. Tem uma linha de espumantes mais focado no mercado externo a Bossa (charmat), que tem um paladar mais ligeiro. O Lírica é uma boa estreia de Adolar no mundo das borbulhas. É um espumante que privilegia a fruta, a acidez e o equilíbrio.

  • Post atualizado em 22 de dezembro de 2014. Preços médios coletados em sites e lojas no mês de dezembro de 2014
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