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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016 Espumantes, Nacionais | 00:33

Com este calor, só um espumante salva!

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Verão, calor, sol, praia. O que falta nesta foto? Uma garrafa de espumante!

Verão, calor, sol, praia. O que falta nesta foto? Uma garrafa de espumante!

A despeito dos conselhos dos manuais de estilo das redações – quando ainda existiam manual, estilo e redações, não necessariamente nesta ordem –, eu repito o título neste início de texto: com este calor, só um espumante salva!

O verão resolveu castigar aqueles que estão trabalhando (alguém?) e presentear o povo das areias, rios e piscinas com uma bola de fogo que deixa rastros de suor até a madrugada. Resumindo: está um calor dos diabos. E se a bebida é um vinho, o espumante é a melhor opção.

O espumante é um vinho com explosão, de alegria, de comemoração. Se existe método na elaboração, há pouco rigor no consumo. Não é à toa que hoje existe uma certa moda de um tipo de espumante mais doce que pede, melhor implora, dois ou três cubos de gelo na taça. Ninguém bebe espumante e suas variações (champagne, prosecco, lambrusco) analisando muito a qualidade do fermentado.  Não que seja desimportante. Há borbulhas horrorosas, simples, boas e espetaculares. Mas no geral o momento de celebração é mais relevante que a degustação. Tanto melhor então se qualidade e momento caminham juntos. E quantidade também, por que não? Uma taça sem um refil é triste e solitária como um número primo, dividido apenas por ele.

Per brindare un incontro

Espumante é fácil e delicioso de beber. Me ocorre uma associação meio maluca com a ginástica para explicar isso. Beber um espumante é como fazer polichinelo, aquele exercício leve, que inicia os treinos do colégio e que não humilha ninguém. Os movimentos são fáceis e não exigem maiores esforços na sua execução. Todos cumprem a tarefa. Seu oposto na academia dos vinhedos é um Bordeaux mais austero, um tinto encorpado do Chile, que exibem muque e potência, e degustá-los equivale a uma sequência de flexão de braços. Trata-se daquele exercício que que os saradões exibem seus tônus muscular com precisão e os garotos mais franzinos falham vergonhosamente: mal conseguem manter o corpo ereto quando se aproximam do chão, no geral protagonizando um balé destrambelhado de ancas baixas e ombros inclinados sustentados por músculos frágeis e trôpegos.

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Bebe-se espumante “per brindare un incontro” (Não é mesmo, Pepino di Capri?), para comemorar uma data, um negócio fechado ou apenas para curtir a vida mesmo. É o vinho do réveillon, por supuesto! Acompanha desde um petisco até uma refeição completa, ou ajuda a suportar aquela vernissage inadiável. Pode ser servido com pompa em um salão nobre, mas há um prazer incomparável de tomar um espumante na praia, com aquele marzão à frente. A garrafa suando no balde de gelo, a taça se enchendo de espuma e aquele primeiro gole rasgando o palato, com as bolinhas provocando pequenas explosões na boca.

Borá lá então romper a gaiola e provocar aquele estampido seco que libera as borbulhas e seu frescor quando expulsamos a rolha da garrafa! Abaixo alguns rótulos que não faltam na minha adega ou provei recentemente. Ah, não há nenhum exemplo dos tais espumantes para tomar com gelo. Pelo simples fato que não experimentei. Nem tenho muita vontade.

espumante-chandon reserve

Chandon Réserve Brut – é o espumante de qualidade e segurança do Brasil. Nunca falta na minha lista. Sempre bom revisitar. Mantém um padrão constante de excelência.  Borbulhas na medida, frescor, equilibrado e sem excessos. Lembra um pouco frutas brancas. Às vezes parece onipresente. Está em inúmeros supermercados, lojas, restaurantes em todo o país. Chandon na praia? Tem, sim senhor! Tem uma baita distribuição e um marketing esperto e boas ações (no geral compro aquele pack de fim de ano com seis garrafas e uma garrafona de 1.5 litro de bônus). É elaborado pelo método charmat. Traduzindo: a segunda fermentação, ou seja, a incorporação do gás carbônico na bebida (as bolinhas), é realizada em grandes cubas de aço inox fechadas, projetadas para aguentar a pressão do gás carbônico liberado na fermentação, que pode chegar a 5 atmosferas. Na teoria é um método usado para produtos de larga escala, mais barato, e não para bebidas mais refinadas. Para o enólogo francês Philippe Mével, diretor da Chandon Brasil, trata-se de uma avaliação equivocada. “Não é o método que determina a qualidade do espumante e sim a qualidade da uva, a vinificação adequada e o trabalho do blend que conferem seu sabor”, diz.

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Lírica Crua – a vinícola Hermann, em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul é propriedade dos donos da importadora Decanter. O que poderia ser um passo arriscado para um conhecedor de vinhos e vendedor de rótulos consagrados mundo afora se revelou uma grata surpresa que só se fortalece com o tempo. Adolar Hermann trouxe como consultor o enólogo Anselmo Mendes, conhecido entre no meio como o “rei do Alvarinho”, uva branca típica da região do Minho. Decisão acertada. Da linha de espumantes como Bossa Nova e Lírica se destaca esta garrafa da versão Crua. Lançada no final de 2015, começa surpreendendo pela tampa metálica, igual de uma garrafa de cerveja, e intriga pelo visual turvo e conquista pelo sabor marcante. Mais uma vez entender o método ajuda decifrar a bebida. A Lírica Crua é elaborada pelo processo champenoise ou tradicional, ou seja, a segunda fermentação é feita na garrafa e deixa o vinho-base que irá se transformar no espumante mais tempo em contato com as leveduras. Aqui começa a diferença, no esquema normal estas leveduras são retiradas da garrafa no final do processo (por isso as garrafas giram em torno do seu eixo para empurrar as leveduras para o gargalo). O Lírica Crua dispensa esta etapa, conhecida como “degougerment”. So what? Os sedimentos (leveduras) ficam lá, dando esta cor turva (não se assuste), uma textura cremosa e aumentando a percepção dos aromas de panificação e das frutas cítricas. Palmas para a inovação, sempre bem-vinda ao mundo do vinho.

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Cave Geisse Nature
– às vezes, muitas vezes, eu me repito. Mas eu tenho uma atração por este rótulo da Cave Geisse – e felizmente tenho a companhia da minha mulher nesta opção. O enólogo é um craque com história para contar. Nascido no Chile foi responsável por anos pelos negócios da Chandon do Brasil. Em carreira-solo investiu na região de Pinto Bandeira, um belo polo de espumantes no Rio Grande do Sul. Elaborado pelo método tradicional, o Nature fica 180 dias fermentando e dois anos amadurecendo, em contato com as leveduras. Bastante seco, com zero grau de açúcar, privilegia a acidez, a sensação de frescor e tem uma pegada tostada. A uva Chardonnay predomina (70%), deixando o restante da composição para a Pinot Noir.

Espumante-Aurora-Pinto-Bandeira-Extra-BrutAurora Pinto Bandeira Método Tradicional Extra Brut – a cooperativa Aurora já tem espumantes clássicos consagrados e premiados (não dou muita bola para estas medalhas de concursos que pululam por aí, mas é uma evidência de qualificação). O Chardonnay da Aurora é um dos meus favoritos. Este aqui é uma tentativa de explorar o terreno de Pinto Bandeira, a mesma região do Cave Geisse, e elaborar pelo método tradicional um espumante mais classudo, extra brut, que dorme longos 24 meses em contato com as leveduras para dar maior complexidade de aromas e sabores. Eu acho que conseguiu. Tem personalidade e pegada, sem exageros nos tostados e delicadeza na boca. É uma boa aposta da Aurora que tem uma extensa linha para todos os bolsos e paladares.

 Leia também: Os rótulos da Aurora: vinhos nacionais corretos, saborosos e acessíveis

reserva_ouro_novo_rotuloSalton Reserva Ouro – tem sempre aquela pergunta. Me indica um espumante bom e barato? Bom e barato são definições imprecisas, mas no geral entendo que o consumidor quer tomar uma bebida prazerosa, com o perfil que identifica o produto e com um preço com um bom custo benefício. Aí eu indico o Salton Reserva Ouro (em torno de 45 reais, isso é barato para você? Well…), que sofisticou na apresentação e no formato da garrafa – é mais bonita, mas um transtorno para aqueles que têm adega climatizada em casa para armazenar nas prateleiras. Cítrico na entrada, tem um leve toque de pão torrado (resultado dos seis meses de contato com as leveduras). Frescor correto. O Reserva Ouro, além de tudo, me traz na lembrança a marcante figura de Angelo Salton, servindo seus vinhos nas feiras e eventos. E vinho também é feito de momentos assim.

mateus

Mateus Spakling, rosé português

Sparkling Mateus Rosé – tem tudo para gerar um nariz empinado dos esnobes de plantão. Eu também olhei com desconfiança, confesso. Um espumante com o legado do Mateus Rosé, da gigante Sogrape, e de um preço não muito competitivo (em torno de 90 reais)? E para completar vem com esta  presepada de “Sparkling” no rótulo? Mas agradou de verdade. Tem aquela cor dos espumantes rosés que é uma delícia por natureza. Borbulhas no ponto, boa acidez. É um blend das uvas Shiraz e Baga, um tanto curioso, não pela Baga, responsável pelos bons espumantes da Bairrada, mas pela parceria com o Shiraz. No nariz, confirmando na boca, as frutas vermelhas silvestres esperadas de um rosé (morango fresco por exemplo), com um final mais doce. Um descritivo que me ocorreu apenas na terceira taça (jamais uma taça apenas de espumante, lembra?) foi a sensação da mordida de uma maçã, a acidez que provoca e o sabor e salivação que irradia.

Leia também: É um vinho português, com certeza

Piper

Champa francesa e meu cachorro

Piper Heidsieck – clássico, né? Aqui é o Champanhe com “gn”, da região do mesmo nome, que detém a exclusividade do uso do termo Champagne. Exclusivo, mas nem tanto, vai. Assim como os gauleses da revista em quadrinhos Asterix protegiam sua aldeia dos Romanos no norte da França, aqui no Brasil a situação se inverte. A Peterlongo se defende dos franceses e mantém o direito de exibir o nome champagne em seus rótulos, garantido pelo Supremo Tribunal Federal e não se fala mais nisso. Justo. É a produtora do espumante mais antigo registrado no Brasil, de 1913, e nos últimos anos vem se renovando com rótulos de alta qualidade. Voltando aos franceses… A casa, fundada em 1785, apresenta suas armas: boa espuma, cor palha, frutas secas antes e depois do gole e acidez correta. A Pinot Noir é maior destaque do blend (50%) que ainda tem 25% de Pinot Meunier e 20% de Chardonnay.

 

Jansz

“Comprei uma caixa”, disse meu amigo

Jansz Tasmania – um amigo recente, mas não menos importante, me apresentou esta belezinha no apagar das luzes de 2017. “Você conhece este espumante?, ele me perguntou enviando a foto pelo celular. Não conhecia, apesar de ser importado pela KMM, conhecida casa especializada em vinhos da Austrália e que recentemente expandiu seu catálogo para outros países. Gentilmente, ele comprou um caixa e me convidou para provar. Da Tasmânia, para ser sincero, minha única referência era do demônio da Tasmânia e o Taz, o desenho animado que representa o bicho. A proposta, desde 1975, foi de elaborar um espumante de alta qualidade. Serviço feito! O método – olha ele outra vez – foi batizado de “tasmenoise”, uma corruptela de champenoise. A empresa chegou a se associar com o consagrado produtor de Reims, em Champagne, Louis Roederer. O Chardonnay e o Pinot Noir dominam a mescla. Às cegas parece um champagne mesmo. Perlage (as bolinhas), finas e elegantes. Boa cremosidade, as frutas secas e panificação como colchão gustativo, e um final persistente e elegante. Abrimos uma garrafa, abrimos duas… Adorei este espumante do Taz!

 

E um bar de espumantes?

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Um wine bar de espumantes brasileiros no “miolo” dos Jardins

Não é má ideia, não? Foi outra experiência ligada ao mundo das borbulhas que experimentei recentemente. Foi inaugurada em São Paulo, no pedaço com o maior consumo per capita de vinho da cidade, na região dos Jardins. Trata-se  da Champanharia Natalício by Miolo. Fica na Haddock Lobo, 1327. Proposta testada em Porto Alegre, os vinhos são nacionais. O nome já entrega. Os espumantes – e outros rótulos — são exclusivos da Miolo. O wine bar abre às 11h da manhã e fecha só à meia-noite. Tá ali de bobeira às 11h30, antes da reunião? Uma taça de Miolo Cuvée Tradition Brut é uma possibilidade (20 reais). Saiu mais cedo? Happy hour com um Miolo Millésime Brut é uma escolha refrescante e mais refinada. O lugar ainda oferece tapas, tábuas de salames especiais e queijos, sandubas em um cardápio que promove harmonização com as borbulhas. Descontraído, o wine bar valoriza o vinho brasileiro sem discurso, nem nacionalismo barato. Oferece qualidade, variedade e quem sabe abre caminho para outras experiências parecidas na cidade.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 Espumantes, Nacionais, Rosé, ViG | 12:50

Espumantes nacionais para comemorar o fim do ano – rosé

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Quem resiste a um brinde colorido no final do ano?

Quem resiste a um brinde colorido no final do ano?

Se espumante é sinônimo de festa, o espumante rosé é uma festa bem mais colorida. É uma festa para os olhos, uma provocação para os sentidos. Experimente abrir uma garrafa numa reunião de amigos pouco habituados a um espumante rosé. Depois das piadinhas preconceituosas habituais “espumante gay, o vinho do Félix!”, o paladar frutado do rosé, sua persistência em boca e a impactante cor costumam agradar em cheio e o que era prevenção se transforma em opção de espumante.

Obviamente, nos espumantes rosés predomina a uva tinta, no geral a pinot-noir. Há duas maneiras de se obter o rosé com borbulhas: com a mistura de vinhos brancos e tintos ou pela maceração de uvas tintas (com ou sem a chardonnay) até se obter a cor desejada.

 Leia também: É dia de champanhe, bebê, tudo sobre espumantes, cavas e champanhes

As principais características são os aromas frutados de morango, cereja, ameixa que se confirmam na boca e podem apresentar os toques de frutas secas e panificação dependendo do método como é elaborado, o tempo de garrafa e de contato com as leveduras.

Nesta lista de espumantes rosés nacionais há tanto vinhos que alcançaram sua cota de gás carbônico pelo método charmat como pelo método tradicional ou champenoise.

O espumante rosé, na opinião deste colunista, alia o frescor, a vivacidade, o efeito inebriante das bolhinhas ao potencial gastronômico. Tem potencial de acompanhar vários tipos de pratos e um paladar muito característico. É um vinho curinga que pode surpreender os incréus.

ViG (vinho indicado pelo Gerosa) para espumantes rosés

rose-chandon

  • Excellence Rose Couvée Prestige (método charmat)

Uvas: 74% pinot noir e 26% chardonnay

Produtor: Chandon do Brasil

Região: Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 130,00

Site da vinícola: loja.chandon.com.br

Uma joia da Chandon. Um espumante fino, elegante e gastronômico de alta gama revelando a qualidade das uvas e o potencial que a vinificação em charmat pode obter. Tem uma cor rosada de boa intensidade, boa perlage e o melhor vem na boca, que confirma os aromas de frutas vermelhas, panificação e frutas secas aliado a uma acidez ampla. É um espumante para estalar a língua no final e esticar a taça pedindo mais uma dose. Tudo tem seu preço nesta vida, e o valor não é um passeio, mas se o objetivo é qualidade e não quantidade, vale a aposta.

Curiosidade: o champanhe deve muito a Barbe-Nicole Ponsardin, conhecida como Madame Clicquot ou pelo nome do rótulo que deixou de legado, Veuve Clicquot. Além de impulsionar um negócio que quase desapareceu no século 19, ela foi a responsável pela criação do champanhe rosé.

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  • Adolfo Lona Brut Rosé (método charmat)

Uvas: 60% pinot noir e 40% chardonnay

Produtor: Adolfo Lona

Região: Garibaldi, Rio Grande do Sul

R$ 41,00

Site vinícola: www.adolfolona.com.br

O brut rosé do Adolfo Lona é, na minha modesta opinião, o melhor rótulo da casa. E também elaborado pelo método charmat. Na cor lembra um pouco casca de cebola. Tem uma elegância e uma leveza que encantam. No nariz, aromas marcantes de frutas vermelhas, com uma acidez vibrante e uma persistência gostosa na boca. Dividiu com o Salton Gerações (brut branco, completamente diferente) o primeiro lugar na degustação de espumantes promovida no final de 2013 pela Sbav (Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho).

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  • Miolo Espumante Cuveé Tradition Brut Rosé

Uva: pinot noir e chardonnay

Produtor: Miolo

Região: Garibaldi, Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul

R$ 46,00

Site vinícola: www.miolo.com.br

A descrição dos espumantes rosés costuma girar em torno de espuma, borbulhas, frescor, acidez e frutas vermelhas. Mas não tem muito invencionice mesmo. Se um belo rosé traz tudo isso, além de uma cor encantadora e algum bônus de torrefação e permanência é o que basta para torná-lo desejável. Este Miolo de alta gama é muito bem equilibrado e gastronômico e reúne todos os predicados acima.

 Curiosidade: a pinot noir, ao contrário da chardonnay, é uma uva mais difícil e menos consistente – há muita variação ano a ano. Mas é fundamental para elaborações dos espumantes rosés. O enólogo Violane Cafarelli, em entrevista à revista inglesa Decanter, diz que quanto ao estilo do rosé “é preciso escolher a mesma cor ou o mesmo sabor como perfil do espumante”. Há anos que a uva pinot noir está mais madura e com uma extração de cor maior, outras é mais rala. Aí é necessário escolher um maior ou menor volume de uva tinta na mistura ou na maceração do espumante. Uma alternativa vai privilegiar a cor, a outra os aromas.

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  • Pizzato Brut Rosé – (método champenoise/tradicional)

Uvas: pinot noir e chardonnay

Produtor: Pizzato

Região: Bento Gonçalves, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 48,00

Site vinícola: www.pizzato.net

Um rosé bastante persistente e saboroso. Uma cor rosada de boa intensidade. Bom ataque de acidez e de aromas de frutas vermelhas mais frescas. Encantou seu sabor e refrescância. Tem um preço competitivo que o torna uma boa alternativa de espumante rosé para as festas de fim de ano.

Curiosidade: a uva pinot noir produz refinados e saborosos tintos, como os vinhos da Borgonha, na França. Mas a uva, junto com a branca chardonnay, é muito utilizada na mistura de todos os tipos de espumantes. Há inclusive um tipo de espumante, que apesar de ser produzido apenas com a uva pinot noir, é vinificado em branco, o chamado blanc de noir. O resultado é curioso, pois os aromas e sabores de frutas vermelhas são perceptíveis em um espumante branco.

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  • Rosé Cave Geisse Brut (método champenoise/tradicional)

Uvas: 100% pinot noir

Produtor: Vinícola Geisse

Região: Pinto Bandeira, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul

R$ 78,00

Site vinícola: www.cavegeisse.com.br

A Cave Geisse é a queridinha dos críticos, recebeu elogios até da dama do vinho inglês, Jancis Robinson. Seu enólogo e mentor, o chileno Mario Geisse, tem um currículo de serviços prestados ao vinho na América do Sul. De cor salmão, este espumante é feito apenas com a uva pinot noir e passou dois anos sendo elaborado e envelhecido na garrafa. Muita fruta vermelha, um toque floral e uma espuma espessa e um sabor que enche a boca e permanece no palato. Elegante e estruturado. Uma delicia. Em um nível maior de complexidade e preço (R$ 130,00) a Cave Geisse oferece o Terroir Rosé Cave Geisse Brut.

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  • Villaggio Grando Brut Rosé (charmat)

Uvas: pinot noir e merlot

Produtor: Villaggio Grando

Região: Campos de Herciliópolis – Água Doce – SC

R$ 45,00

Alguns diferenciais chamam a atenção deste rosé. Primeiro, é um vinho de altitude (1.300 metros), depois, o corte acrescenta a uva merlot ao tradicional pinot noir. . E está aí uma mistura interessante que agrega um toque diferente nos aromas frutados. Tem uma boa cremosidade em boca. Os homens que cospem vinho do júri da ExpoVinis 2013 (incluindo este que vos escreve) elegeram como o melhor espumante nacional da feira. Tanta gente não pode estar errada ao mesmo tempo. E tem um preço interessante para a qualidade que apresenta.

RESERVA BLUSH 2011

  • Reserva Blush 2012

Uvas: 50% pinot noir, 50% chardonnay

Produtor; Casa Valduga

Região: Vale dos Vinhedos – Rio Grande do Sul

R$ 45,00

A linha reserva da Casa Valduga é elaborada em safras consideradas excelentes. Este rosé de 2012 está bem franco, de uma cor mais para casca de cebola, e bastante fresco e com alguma cremosidade, fruto dos 24 meses em contato com as leveduras. É um rosé mais elegante e menos exibido, e bastante gastronômico.

 

  • Post atualizado em 22 de dezembro de 2014. Preços médios coletados em sites e lojas no mês de dezembro de 2014

 

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