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Posts com a Tag tinto

quarta-feira, 27 de março de 2013 Harmonização | 09:10

Bacalhau e vinho: tinto ou branco?

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“Vocês querem bacalhau?”
Bordão do apresentador Abelardo Barbosa, o Chacrinha

Provavelmente você vai encarar um bacalhau nesta sexta-feira santa. E o vinho? Já escolheu? Está em dúvida entre um branco e um tinto?

Saiba que você não está sozinho. Muito gente fica em dúvida sobre qual o vinho que combina com este peixe, que nem parece peixe, pois é um pescado com estrutura mais firme e sabor persistente.

Nem todo bacalhau é igual também. Eles variam de tipo e nível de qualidade: do Cod Gadus Morhua, o mais nobre, ao Gadus macrocephalus, o tipo mais simples. Saiba mais na reportagem “Quinze respostas sobre o bacalhau”

E assim como nunca se vê cabeça de bacalhau, também nunca se chegou a um consenso sobre a combinação ideal entre o pescado e o fruto da videira fermentado.

O escritor português Eça de Queiroz (1845-1900), que entendia da alma lusitana e também se interessava por sua culinária, não tinha dúvidas. “Em Portugal é tradicional acompanhar os pratos de bacalhau com vinho tinto. Este ‘casamento’ feliz explica-se pela ação do tipo de sabores frutados presentes nos vinhos tintos que, dando-nos uma sensação gustativa indireta da doçura, amenizam o gosto ‘oposto’ salgado do bacalhau”, escreve.

De fato, em Portugal é a harmonização mais comum. Os introdutores da bacalhoada na colônia apostam nos tintos com boa estrutura, que dá robustez ao caldo, mas de taninos mais leves e boa acidez para cortar a gordura do azeite, sempre presente nas receitas.

Outros (como eu) preferem brancos mais  encorpados, com passagem em barricas de carvalho, mais maduros, com aquela untuosidade que combina bem com o forte sabor do bacalhau: um não passa em cima do outro. O saudoso critico Saul Galvão era assertivo: “Com um boa posta de bacalhau, preparada com simplicidade para ressaltar o seu sabor, não tenho dúvidas de que um branco encorpado é ótima opção.”

Quem está com a razão? Ambos, eu arriscaria.

Aí está, pois, a boa notícia. Há brancos e tintos que escoltam bem as receitas da bacalhoada, um prato que entrou no cardápio do brasileiro: a semana santa é só uma desculpa a mais para saboreá-lo.

Bacalhau ao forno

Bacalhau ao forno: brancos com madeira e tintos equilibrados

As versões mais consumidas são a clássica ao forno (veja receita), com lascas ou postas grelhadas enriquecidas com tomates, batatas, pimentão, azeitonas, ovos e regado no azeite – aqui não tem erro as escolhas de  brancos encorpados, com estágio em madeira ou tintos de boa fruta e estrutura.

Bacalhau a Bráz

Bacalhau a Bráz, vinhos brancos verdes com madeira

As receitas com consistência mais cremosa, como o bacalhau com natas, bacalhau a Bráz (veja receita), ou brandade de bacalhau pedem um branco mais fresco, como os vinhos verdes da uva alvarinho, de preferência aqueles com passagem em madeira.

Bolinho de bacalhau

Bolinho de bacalhau: para a entrada um espumante vai bem

A versão do bacalhau com broa tostada e uma entrada de bolinho de bacalhau (veja receita) permite uma inovada com espumantes portugueses e espanhois.

Eu costumo iniciar os trabalhos com um belo branco lusitano, das castas arinto e antão vaz, ou ainda com toques de chardonnay –  os brancos amadeirados chilenos, argentinos e nacionais também seguram a onda. Em seguida, desarrolho um tinto também português, agora sem madeira excessiva, mas com muita fruta, equilíbrio e acidez. Evite os tintos muito fortes, que podem passar por cima do prato.

Abaixo, algumas possibilidades  portuguesas e nacionais

Espumantes

Espumante Filipa Pato Bical Arinto 3B 

Espumante Caves São João Bruto

Espumante Vertice

Freixenet Reserva Real

Murganheira Reserva Bruto Branco 1995

 

Brancos (vinhos verdes)

Quinta dos Loridos Alvarinho 2008 

Alvarinho Deu La Deu 2012 

Paço de Teixeiró 2010

Muros de Melgaço 2008  


Brancos

Paulo Laureano Premium Branco 2011

Filipa Pato FP Branco 2009 

Dourum Colheita 

Esporão Reserva Branco 2011

Luis Pato vinhas velhas 2009

Pêra Manca Branco 2010

 

Tintos

Paulo Laureano Clássico Tinto

Marquês de Borba Tinto

Saes tinto 2010 (Quinta da Pellada)

Cabriz Reserva, Dão, 2008 

Quinta do Vallado

Vertente Tinto Niepoort 2009

Quinta dos Murças Reserva 2008

Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2011

 

BRASIL

Brancos

Aurora Pinto Bandeira Chardonnay 2011 – Aurora

Salton Virtude Chardonnay 2011 Salton

Chardonnay Gran Reserva 2011 – Casa Valduga

Villa Francioni Chardonnay – Lote II – Villa Francioni

Da’divas Chardonnay 2012 – Lídio Carraro

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segunda-feira, 15 de março de 2010 Teste | 19:18

Você entende de vinho ou só faz pose? (parte 2)

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O bebedor de vinho, na sua maioria, está dividido em duas categorias: aqueles que não conhecem nada de vinho e aqueles que acham que conhecem. Você entende de vinho ou só faz pose? Responda as quinze perguntas do teste abaixo e descubra.

O Blog do Vinho tem uma série de testes para você checar, de forma divertida e despretensiosa, os seus conhecimentos. Eles estão listados no final deste quiz

[QUIZZIN 7]

Faça os outros testes

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quarta-feira, 25 de março de 2009 Saúde, Tintos | 10:34

Vinho tinto aumenta o desejo sexual feminino

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O consumo moderado de vinho tinto, já foi comprovado, é eficaz para as coronárias, faz bem para a saúde em geral e até para a  libido do homens (leia coluna). Agora, os cientistas capricharam: segundo estudo realizado pelo hospital Santa Maria Annunziata, em Florença, na Itália, o consumo de uma ou duas taças diárias de vinho tinto aumenta a libido feminina. Foram pesquisadas 789 mulheres entre 18 e 50 anos, moradoras na região de Chianti, próxima ao hospital. Bom, aí também não vale, além de tinto é Chianti, não precisa muito esforço  para o vinho fazer parte do dia-a-dia. Mas vamos em frente.

Apresentado em março na IX Semana da Prevenção Andrológica, promovida pela Società Italiana di Andrologia (SIA), o estudo foi baseado no questionário Fsfi – Female sexual function índex -, que avalia a sexualidade feminina por dezenove questões distribuídas nos seguintes critérios: do desejo ao interesse, da lubrificação ao orgasmo e da satisfação à dor.

O resultado quem conta é Nicola Mondaini, dirigente do hospital Santa Maria Annunziata e responsável pela  pesquisa: “Este estudo mostrou que as mulheres que consomem um a dois copos de vinho tinto por dia (11%) têm uma sexualidade melhor do que o grupo de mulheres abstêmias (35%) ou até mesmo aquelas que bebem ocasionalmente”. Não sou eu quem diz, mas o cientista italiano. Bravo! Bravíssimo!

Os louros de uma vida sexual mais plena se devem aos nossos amigos polifenóis, são mais de 300 tipos encontrados no vinho tinto, que a pesquisa mostra agora ter uma ação sobre alguns componentes hormonais femininos, em particular o estrogênio. O chocolate, que é rico em antioxidantes, é sabido também que estimula a sexualidade feminina. O que sugere que a dupla vinho & chocolate tem o efeito de uma bomba afrodisíaca…

O estudo é sério, minha gente, resultará até na publicação de um livro: “Bacco e Venere, ovvero vino ed eros nella vita dell’uomo”, que tem lançamento, na Itália, previsto para outubro pela editora Giunti. Como de costume, é sempre bom alertar, estes estudos recomendam um consumo contínuo, mas moderado. Alcoolismo é coisa séria, não é disso que trata este blog, muito menos os estudos científicos e pesquisas.

Em compensação…
O mesmo estudo, conduzido pelo mesmo hospital de S. Maria Annunziata di Firenze, alerta que a dieta vegetariana tem efeito negativo sobre a libido. Segundo Nicola Mondaini, a dieta vegetariana pode afetar negativamente o desejo sexual devido a uma “deficiência de zinco, associada à redução de testosterona”.

O que nos remete à coluna abaixo deste blog, que combina o grelhado com o um tinto repleto de polifenóis, o tannat uruguaio.

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terça-feira, 24 de março de 2009 Harmonização, Novo Mundo | 18:07

Tannat: o tinto uruguaio que combina com churrasco

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Quando se fala em vinho sul-americano a imagem que vem à cabeça é um chileno ou um argentino, respectivamente o primeiro e segundo maiores exportadores da bebida para o Brasil, com 34,38% e 26,54% do mercado, em volume. Cabe ao Uruguai, a posição de primo pobre, com a sétima posição, com apenas 1,70% das prateleiras.

Apesar da pequena presença no imaginário do consumidor, o Brasil é um parceiro importante da indústria vinícola uruguaia: boa parte da exportação – foram 13,4 milhões de litros em 2008 – tem como destino a taça dos brasileiros. Mesmo assim, talvez você nunca tenha provado um tinto uruguaio, ou, no mínimo, não é esta sua primeira opção. Pois saiba que pode estar perdendo um ótimo parceiro para o churrasco, o tinto feito com tannat.

A tannat é uruguaia, mas não é do Uruguai
Se a malbec dança tango na Argentina e a carmenère sobe as cordilheiras do Chile, a tannat é a representante legítima deste pequeno país de apenas 176 quilômetros quadrados. 32,2% da produção das uvas viníferas são desta variedade francesa, que assim como suas primas latino-americanas encontrou em solo uruguaio sua melhor expressão. A origem é da região de Madiran, no sudeste da França. Curioso isso, algumas variedades esquálidas no velho mundo acabam mostrando sua musculatura na América do Sul. O responsável pela introdução da variedade no Uruguai foi Don Pascual Harriague, em 1870, e com seu sobrenome a uva foi chamada até a década de 80, quando foi reconhecida como a tannat francesa.

O que esperar do vinho
Um tinto da uva tannat tem como características a concentração: de cores, sabores, corpo e do tanino (daí nome), aquele elemento importantíssimo da uva  que dá cor e uma sensação de adstringência na boca (pois tem a capacidade de coagular a saliva) que pode ser muito intensa ou bem trabalhada. Aí entram  a qualidade do produtor e das uvas. Esta é a virtude, e o pecado, da tannat. Muita gente torce, literalmente, o nariz para a uva pois tem na memória um vinho muito adstringente. Tem muito rótulo  assim por aí. Dá até para sugerir ao dentista substituir aquele sugador irritante por umas borrifadas de um tannat ordinário no tratamento. Mas quando domado, amaciado e bem elaborado, esta característica marcante da uva ressalta suas qualidades e torna este estilo de vinho uma boa alternativa para as carnes, como as parrillas, o corte uruguaio por excelência.

Tão perto e tão longe
Selecionei uma lista dos rótulos bacanas do Uruguai – aqui ordenados pelo nome dos produtores em ordem alfabética – comercializados no Brasil. Há desde vinhos de preço médio até exemplos mais salgados, ideais para quem quiser tirar o atraso e se iniciar pelos vinhos do vizinho, ou então ampliar seus horizontes. As safras no Uruguai são mais homogêneas, mas a tannat, segundo o responsável pela exportação da América do Sul e México da Bodegas Carrau, Nicolas Neme, tem se adaptado melhor aos anos pares. A conferir.

Aos vinhos, então
CARRAU- site
Juan Carrau Tannat de Reserva 2005, R$ 52,00
Uma ótima opção de preço médio, com boa intensidade, acidez e taninos macios que vai bem com o churrasco

Amat Tannat 2004, R$ 122,00
Um bom exemplo do que pode alcançar um tannat superpremium
Quem traz: Zahil

CASTILLO VIEJO – site
Catamayor Tannat Reserva de La Família 2005, R$ 62,00
Castillo Viejo tem uma enorme área de vinhedos e elabora rótulos confiáveis, como este.
Quem traz: World Wine

JUANICÓ – site
Don Pascual Tannat Roble 2006, R$ 45,00
Caprichado e típico
Quem traz: Todovino

PISANO – site
RPF (Reserva Especial da Família) Tannat 2005,  R$ 61,87
Outro exemplo de como um tannat bem elaborado pode agradar e combinar com carne

Axis Mundi Tannat 2002, R$ 312,00
Um tannat  na linha superpremium, surpreendente, mas um pouco pesado no bolso
Quem traz: Mistral

PIZZORNO – site
Pizzorno Don Próspero Tannat 2004, R$ 34,00
Mesmo mais simples, agradável e típico
Quem traz: Grand Cru

Não é só tannat
Eu gosto muito de vinhos de corte, que é um trabalho mais de arquitetura do enólogo que vai dosando o melhor de cada uva de determinada safra para finalizar sua alquimia. No Uruguai, os blends de tannat com cortes típicos de Bordeaux (merlot, cabernet sauvignon e cabernet franc) também são boas alternativas, geralmente mais caras, que merecem ser provadas. Dois exemplos:

CASTILLO VIEJO
El Preciado Gran Reserva 2002, R$ 150,00
(cabernet franc, merlot, tannat e cabernet sauvignon)

JUANICÓ
Prelúdio Barrel Select Lote nº 60 2004, R$ 156,00
(cabernet sauvignon, merlot e tannat)

Dois brancos
Por fim, prosseguindo na eterna catequese pela valorização do branco levada a cabo por este blog, um sauvignon blanc e um viognier, que se dão  bem no clima do país. Os dois bastante frescos e aromáticos, na linha que eu mais gosto: bom e barato

CARRAU
Juan Carrau Sauvignon Blanc 2007, R$ 33,00

JUANICÓ
Don  Pascual Viognier Reserve 2005, R$ 39,90

Inavi – Instituto Nacional de Vinicultura do Uruguai

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 Saúde | 12:46

Vinho pode prevenir impotência masculina

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Cá entre nós, poucos dos que acompanham esta coluna, e têm o hábito de derrubar algumas taças de vinho por semana, o fazem por recomendação médica. Estudos sobre os benefícios do vinho para a saúde é o que não falta. O colunista de VEJA.com, o endocrinologista Geraldo Medeiros, já abordou o tema com muito propriedade em seus artigos (Vinho emagrece e Qualidades medicinais do vinho ). Mas não é isso que impulsiona seu gosto pela bebida, é?

Vinho X impotência
Se ainda faltava algum argumento “médico” para justificar sua dose diária de vinho seus problemas se acabaram! Pesquisa realizada pela University West Australia, e divulgada pelo site da revista inglesa Decanter, encontrou uma relação entre o consumo moderado e continuado de vinho e baixas taxas da disfunção erétil. 1700 australianos participaram da amostragem e o acompanhamento destas alegres cobaias mostraram que as ocorrências de disfunção erétil prolongadas foram reduzidas de 25% a 35% em consumidores regulares de vinho – uma a 20 taças por semana – quando comparados àqueles pobres infelizes que não tem o hábito de beber.

Vinho + longevidade
Em reportagem de VEJA de 7 de janeirode 2009, sobre longevidade, um quadro mostrava que o consumo moderado de vinho podia acrescentar mais 3 anos de vida. O que dizia a matéria:

O consumo moderado de vinho aumenta as taxas sanguíneas de HDL, o colesterol bom, evitando a formação de trombos que podem levar ao entupimento arterial e, consequentemente, a infartos e derrames. A bebida é rica em flavenóides, substâncias antioxidantes que ajudam no combate aos radicais livres, preservando as células das lesões típicas do envelhecimento.

Vinho & responsabilidade
Mais um vez, não custa lembrar, a chave do sucesso se traduz no binômio moderação e continuidade – a recomendação médica é de duas taças diárias para os homens e uma para as mulheres.

Convencido? Quem disse que coisa boa sempre faz mal? Os benefícios que o vinho proporciona, então: 3 anos a mais no calendário e uma vida sexual mais ativa de bônus.

Na próxima vez que alguém reclamar de seu vinho, pode responder categórico:

“Estou tomando meu remedinho…”

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008 Novo Mundo, Tintos | 23:57

Bom pra diabo!

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“Deus come escondido, e o Diabo sai por
toda a parte lambendo o prato”
Guimarães Rosa, em Grande Sertão, Veredas

Tenho uma notícia ótima, outra boa e uma terceira nem tanto para quem gosta de vinhos chilenos.

A ótima: a safra de 2007 dos tintos reserva e topo de linha que começam a chegar ao mercado está  excelente. Uma conjunção dos astros e uma mãozinha da natureza produziram esta que está sendo considerada com uma das melhores safras dos últimos anos! Há depoimentos nesse sentido de enólogos de diferentes casas como Pablo Morandé (Morandé), Aurélio Montes (Viña Montes) e Henrique Tirado (Dom Melchor, Concha y Toro).

A boa: a sempre acessível e constante linha Casillero del Diablo já colocou nas gôndolas o seu cabernet sauvignon 2007. São produzidas inacreditáveis 1,5 milhão de caixas deste vinho que é distribuído em todo o planeta. Na cápsula, a propaganda oficial: “SAFRA HISTÓRICA – a melhor safra de vinhos tintos reserva”.

A má: com certeza as linhas mais “topo de linha e premium”, à medida que as safras forem lançadas e bem pontuadas, vão ter seus preços remarcados. Pode apostar! Mas o nosso papo aqui é vinho acessível. E, por enquanto, o preço não mexeu!

Onde mora o diabo
A marca Casillero del Diablo é tão forte que nem todo mundo se dá conta que pertence à gigante Concha y Toro. Os caras são craques em construir tintos e brancos de sucesso. E são talentosos também no tal do marketing. O timaço de enólogos canta, dança e sapateia. É dura a vida do profissional das uvas hoje em dia. Não basta elaborar um bom vinho, é preciso saber vendê-lo. E dá-lhe vídeo destes senhores entre as parreiras, na adega, olhares esperançosos para frente, a sensação de domínio da natureza, as frases bem decoradas, a estratégia muito bem definida. E, claro, as viagens e encontros com a imprensa.

Marcio Ramírez, enólogo do Casillero del Diablo, cumpriu esta tarefa por aqui, mostrando cinco tintos da linha 2007. Além do cabernet, também apresentou os varietais merlot, malbec, carmenère e shiraz (que começam a ser vendidas entre novembro e dezembro). A malbec do demo é novidade por aqui. A produção é limitada e os vinhedos têm mais de 50 anos. Curioso como de repente brotaram plantas de malbec com mais de 50 anos no Chile…

Mas quer saber? Se na taça todos têm suas qualidades evidentes, o encanto fica com a malhada merlot do filme Sideways. A propósito, alguém lembra? O merlot do tinhoso 2007 é na minha percepção a melhor escolha dos tintos desta safra. Pronto para a taça e direto para a boca. Cor intensa, suave, macio, frutas frescas no nariz e no paladar, um vinho que combina com massas, aves e até na pizza do domingo. Vai bem num vôo solo também, o corpo médio e o frescor convidam a mais uma taça.

Outro tinto da casa do diabo tentador? O shiraz. Vai mais para o estilo da potência, com seu tostado mais marcante (todos os tintos do Casillero passam por 8 a 9 meses de barrica), uma fruta vermelha mais confitada, a especiaria de sempre da shiraz e um final mais longo. Fiquei imaginando com uma carne mal passada… O melhor de tudo? Você tem tudo isso por cerca de 30 reais. É ou não é coisa do demo?

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