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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 Blog do vinho | 12:48

Importação de vinho: em 2015 Chile continuou na liderança, mercado retraiu e o imposto aumentou

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O vinho está caro, não? A vida está cara. Basta percorrer as prateleiras dos supermercados, lojas especializadas e  sites de e-commerce para perceber que mesmo com descontos – é tempo de liquidações de estoque – os preços subiram. E 2016 promete. A contribuição para este cenário tem sempre a mão amiga do governo, que além de toda carga tributária já embutida no produto alterou, a partir de dezembro de 2015, a cobrança do IPI que passou de um valor fixo de  R$ 1,08 por garrafa para um tributo variável de 10% sobre o valor do vinho. A disparada do dólar também contribui – e muito – para esta valoração dos preços.

E como o reflexo econômico de 2015 afetou o mercado de importação de vinhos no Brasil?

Mais uma vez eu pego carona no trabalho do consultor Adão Morellatto (autorizado pelo autor, claro) e publico a situação da importação de vinho no Brasil. O ano é de 2015. Não precisa dizer mais nada, né? Mas a fotografia não é tão feia assim: teve uma retração de 11,28% em valor (a inflação no período foi de 10,673% IPCA), mas  uma leve alta de 1,56% em volume, ou seja há vinhos mais baratos sendo escoados no mercado brasileiro, com enorme participação do Chile nesta pegada (faixa de até 35 reais para o consumidor).

Comparada com a mesma análise de 2014, a posição dos países no ranking continua inalterada. Os vizinhos Chile e Argentina juntos dominam mais de 60% do mercado de vinhos no Brasil. A França vem em seguida empurrada pela inclusão dos Champagnes na conta. Em seguida Portugal e Itália, com Espanha na rabeira entre os principais. Alguns países caíram mais do que outros.

 

O Chile continua líder, a Argentina perde mercado mas mantém segunda posição

Abaixo um resumo das principais informações e dados consolidados pela análise de Adão Morellato

1º. CHILE:   Com um novo recorde de produção com 12,8 milhões de hectolitros (alta de 23%) em 2015, os chilenos batem pesado no mercado brasileiro e é necessário escoar toda esta produção, seja onde for, esteja onde estiver o consumidor, sua participação chegou a 37,34% em Valor e 45,29% em Volume, porém com uma ligeira queda de -5,21% de valor sobre 2014. Seus produtos adentram nosso mercado com uma forte penetração no segmento mais promissor (faixa de até R$ 35,00 consumidor), com uma desvalorização de 8,84% em USD. Também apresenta um crescimento de 3,62% em volume.

2º. ARGENTINA:  Segue a mesma estratégica do Chile em baixar seus vinhos, porém de maneira ainda muito tímida, apenas 3,89% de desvalorização e queda de -14,39% ref. a 2014. Os anos em que a Casa Rosada foi reinada pelos Kirchner, não foram nada satisfatórios aos vinicultores, reduziu em 12% a produção vitivinícola na última safra. Seus vinhos ainda são 31,29% mais caros do que os similares vizinhos. Em 2015 manteve um desempenho idêntico a de 2014, 17,19% em Valor e 15,87% em Volume. Em valor retrocedeu ao período de 6 anos atrás (2009).

3º. FRANÇA:  Como já informado acima, dado ao fato de que o Champagne tem um peso enorme na pauta deste segmento, participando com quase a metade do valor 47,48%, demonstra um marketing Share de 14,19% e Value de 5,91%, com queda cambial de -20,18% e participação negativa de -17,36%, praticamente voltou ao patamar de 2011 em valor.

4º. PORTUGAL:  Também apresenta um retrocesso de 5 anos de seu desempenho de valor, 11,18% em Valor e 12,64% em Volume e queda similar a da França -14,29% e com deflação cambial de -23,17% em seus produtos. Visto que sua produção aumentou em 8% em 2015, há uma grande procura de produtores buscando fincar suas próprias bandeiras em solo brasileiro, por certo não encontram em outros grandes mercados (USA / China) uma classe consumidora mais apropriada sejam pelo hábito e costumes, sejam pela praticidade linguística.

5º. ITÁLIA: Entre os principais player´s o que apresentou o pior desempenho com -22,14% de queda, como comparativo, retorno aos patamares de 2008. Tendo os vinhos tipo Prosecco contribuído com 12,38%. Seu custo médio apresentou queda de -9,76% e sua participação permaneceu em 10,14% em Valor e 11,22% em Volume. Devido a sua grande safra que em 2015 atingiu exponencialmente 48,9 milhões de hectolitros, há que buscar alternativas e seu mercado mais promissor são os EUA, com forte presença, disputando em pé de igualdade com os produtores americanos.

6º. ESPANHA: Depois de alguns anos conquistando mercado com muita velocidade, em 2015 teve queda de -11,27% e atingiu 5,35% de participação em Valor e 1,38% em volume com desvalorização cambial de -23,14%. Os vinhos Cavas contribuem com 26,62% de seu total. Apesar da queda, mantém uma boa estrutura de produtos atrativos. Hoje sem nenhuma dúvida, junto a Itália, são os que melhor oferecem a relação de custo/qualidade.

7º. DEMAIS PAÍSES: Contribuem com menos de 4,70% em Valor e 4,20% em Volume, destaque para crescimento de 25,07% da Austrália e 6,81% do Uruguai.

Leia também: 10 dicas de como escolher e comprar o seu vinho

Dados extraídos do Análise de Mercado de 2015 da análise de

ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO

INTERNATIONAL CONSULTING

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 Blog do vinho, Novo Mundo, Sem categoria, Velho Mundo | 13:34

Chile domina de vez o mercado de vinhos importados no Brasil. Conheça o ranking.

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Sabe aquela história de crise no mercado de vinhos que a gente escuta todos os anos? Pois é, no mundo do espumantes nacionais todas as maiores empresas revelaram crescimento em 2014 (ver post Espumantes brasileiros: preferência nacional e consumo no final do ano). O mundo dos importados, “mesmo com todo o emblema, todo o problema, todo o sistema”, vai levando os números para cima. O crescimento em relação a 2013 foi de 12,5%. É isso que mostram os números consolidados de importação de vinhos de 2014 preparado semestralmente pelo consultor Adão Morellatto.

Em um país com déficit de dados, este levantamento realizado por Morellatto é um trabalho importante que mostra como está o mercado de vinhos importados no Brasil.  Morellato explica: “Em valor estamos próximo de um montante de USD 325.000.000,00 e algo como 9.000 conteiners de 1.000 CX/12; somente por estes números dá-se para imaginar o tamanho, complexidade, versatilidade, dinâmica e valores que envolve este setor. Levantando os dados de 2007 x 2014, a performance foi 93,45% ou uma média ponderada de 13,35% anual. Poucos e segmentados produtos cresceram nesta proporção. E ainda há o fator cambial, que em 2014 aumentou em quase 15%.”  Resultado nada mal em um país que teve um crescimento perto de zero em 2014. 

Para o consumidor, estes números apenas planilham uma constatação que pode ser verificada nas prateleiras dos supermercados, nos sites de e-commerce e cartas de vinho dos restaurantes. A maioria de rótulos é de vinhos chilenos, argentinos, portugueses, franceses e italianos. Além dos brasileiros que não entram, evidentemente, nesta análise de importados.

O Chile está perto de abranger 50% do mercado de vinho fino.

Abaixo um resumo das principais informações e dados consolidados pela análise de Adão Morellato

1º. CHILE:  Existe uma grande possibilidade de o Chile em breve dominar 50% do mercado brasileiro de vinhos finos. Se considerar somente o tipo vinho fino, ele representa quase 46,40% em valor, porém no consolidado, retrai-se um pouco para 35,30% em valor e 44,39% em volume. Seu preço médio está 25% mais econômico que os vinhos argentinos.  O crescimento em 2014 foi de 25,59% alavancado principalmente pela estratégica das grandes empresas chilenas em priorizar os 5 mercados chaves: USA, Reino Unido, China, Japão e Brasil

2º. ARGENTINA: Contrariando os prognósticos locais, apresentou um crescimento de 9,52% e sua participação caiu um pouco, hoje estabelece-se nos patamares de 17% de volume e valor. (para se ter uma ideia em julho de 2013 os vinhos argentinos detinham 21,09% em valor e de 20,21% em volume). As razões? As políticas econômicas do atual governo. Enquanto Chile manteve seu preço médio em USD 3,20 p/ litro, na Argentina houve um aumento de 3,08%, chegando a USD 4,01 p/ litro

3º. FRANÇA: A França apresenta-se em terceiro lugar neste ranking devido ao valor de seus produtos atingirem quase 15% de participação, mesmo com um índice em volume de apenas 5,85%. Isso se explica pelo preço médio de USD 10,30 p/ litro, influenciado pelo alto valor agregado do champagne, que sozinho representa 37,82% de toda exportação francesa.

4º. PORTUGAL: Por uma pequena diferença com a França, Portugal passa para a quarta posição. Participa com quase 12% de Share, com crescimento de 4,50% e preços médio de USD 3,88 p/ litro

5º. ITÁLIA: Em 2014 cresceu 3,97%, com participação bem próxima de Portugal, exatos 11,13% em valor e de 11,68% em volume. Já não há tanta influência do vinho tipo Lambrusco que chegou a representar quase 50% de todo o volume de vinhos deste país há alguns anos. O Vinho Prosecco representa 12,34% de market share no seu montante total.

 

6º. ESPANHA: De 2007 há 2014 a Espanha vinha apresentando um crescimento a uma média de 31% ao ano. Em 2014, contrariando os anos anteriores, apresentou uma ligeira queda de quase -1%, só não caiu mais devido ao vinho (CAVA) ter crescido sua participação em 16,06%, representando 26,17% na totalidade.

7º. DEMAIS PAÍSES: Apresentam menos de 5% de participação, com destaque evolutivo para os países: Alemanha = 16,72%  / Africa do Sul =54,95% / USA = 47,90%, queda abrupta da Austrália em 69% e Uruguay que patina nos números idênticos ao ano de 2007.

Leia também: 10 dicas de como escolher e comprar o seu vinho

Dados extraídos do Análise de Mercado de 2014 da análise de

ADAO AUGUSTO A. MORELLATTO

INTERNATIONAL CONSULTING

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