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Especial de vinho

Tipos de vinho

Segundo estudiosos há 24.000 nomes para as mais de 3.000 variedades de uvas viníferas. Destas 150 são plantadas comercialmente em quantidades mais significativas. Enquanto a França é o berçário das cepas mais conhecidas, como cabernet sauvignon, pinot noir e chardonnay, a Itália e Portugal se diferenciam pelas chamadas uvas autóctones que praticamente só são cultivas nestes países.

A lista abaixo apresenta as cepas mais conhecidas e aquelas encontrados em vinhos brancos e tintos produzidos e importados para o Brasil.



A
  • AGIORGITIKO
    Representativa uva da Grécia, um pouco condimentada e com uma percepção de cereja.

    País: Grécia

  • AGLIANICO
    Apresenta grande concentração de taninos e acidez, própria para envelhecimento. Encontrada no Sul da Itália, principalmente em rótulos de Campanha e Basilicata.

    País: Itália.

  • ALICANTE BOUSCHET (garnacha tintorera)
    Fruto do cruzamento da grenache com petit Bouschet realizado pelo francês Luis Bouschet de Bernard e seu filho Henri em 1866, esta variedade é mais indicada quando misturada a outras uvas. Em Portugal, na região do Alentejo, é uma importante uva na composição de certos vinhos, onde dá um dá aromas de menta e eucalipto. Confere longevidade e cor ao vinho.

    Países: França, Portugal (Alentejo) e Espanha

  • ARAGONÊS
    Como é conhecido o tempranillo no Alentejo.

    País: Portugal (Alentejo)

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B
  • BAGA
    É a principal uva da região portuguesa da Bairrada e produz vinhos bastante adstringentes. Mas bons produtores, como Luis Pato, vinificam exemplares refinados e ricos de aroma e sabor.

    País: Portugal (Bairrada)

  • BASTARDO
    Uva de tintos da Bairrada e do Dão.

    País: Portugal (Bairrada e Dão)

  • BARBERA
    A mais popular da uvas do Piemonte, norte da Itália é ao lado da sangiovese a variedade mais cultivada do país. Dá tantos vinhos leves do dia-a-dia como exemplares escuros e frutados, com alta acidez e concentração e boa capacidade de envelhecimento.

    Países: Itália (Piemonte), Estados Unidos (Califórnia) e Argentina.

  • BONARDA
    Outra variedade típica do Piemonte, na Itália. Seu nome completo é Bonarda Piemontese. Produz vinhos leves, frutados, melhor quando bebidos jovens. Também foi muito utilizada na Argentina para produção de vinhos do dia-a-dia para consumo interno.

    Países: Itália e Argentina

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C
  • CABERNET FRANC
    Terceira uva tinta mais importante de Bordeaux (Pommerol e Saint Emilion), é mais leve e com menos taninos que a cabernet sauvignon e amadurece mais cedo. É muito usada no corte com outras uvas. Na região do Loire dá vinhos mais herbáceos, onde é conhecida como Breton. É a uva principal do insensado e caro Château Cheval Blanc.

    Países: França (Bordeuax, Loire), Argentina, Austrália, Estados Unidos (Califórnia) e Nova Zelândia

  • CABERNET SAUVIGNON
    A mais clássica e conhecida das variedades de vitis vinífera, base do corte usado nos grandes vinhos de Bordeaux (Latour, Mouton-Rothshild, Lafite, Latour, Margoux etc). É uva mais difundida em todo o mundo e responsável pelos melhores rótulos do planeta. Tem amadurecimento tardio e produz tintos secos de semi-incorpados a incorpados; tânico quando jovem, garante um melhor envelhecimento da bebida na garrafa e a passagem pelo barril de carvalho pode aparar suas arestas. Tem um amplo espectro de aromas: frutas vermelhas, café, chocolate geléia e tabaco, quando envelhecidos. No Chile tem uma característica mais mentolada. Enriquece quando misturada à merlot, cabernet franc, shiraz, petit verdot ou malbec. Na Austrália geralmente é mesclado ao shiraz. Produz os melhores tintos do Brasil e do Chile.

    Países: França (Bordeaux), Estados Unidos (Califórnia), Chile, Argentina, Austrália, África do Sul, Itália e Brasil.

  • CARIGNAN (cariñena, mazuelo)
    Originária do norte da Espanha é das espécies mais cultivadas na França, particularmente na região de Languedoc-Roussillon. Normalmente é misturada com a grenache e a cinsault, e resulta em vinhos mais comuns, de mesa, de cor escura e forte teor de álcool.

    Países: França (Languedoc-Roussillon), Espanha, Estados Unidos (Califórnia)

  • CARMENÈRE
    Originária de Bordeaux, hoje é uma uva praticamente só cultivada no Chile, onde não se adaptou melhor do que na França. Até a década de 90 era confundida com a merlot – um exame de DNA esclareceu a confusão. É usada tanto para vinhos de corte como em varietais chilenos. É mais escura que a merlot e de taninos macios.

    País: Chile

  • CINSAULT (espagne, hermitage, malaga)
    Cepa encontrada principalmente na região de Languedoc-Roussilon, na França. Ali é associada à grenache e à carignan, e produz bebidas leves e pouco aromáticas. Na região do Rhone, a mesma uva com melhores cuidados produz vinhos mais concentrados e aromáticos. No Líbano, é responsável pelo emblemático Château Musar.

    Países: França, Espanha, África do Sul e Líbano

  • CORVINA
    Traz sabores concentrados e aromas de cereja ao tintos de Valpolicella, com destaque para os Amarone e Recioto.

    País: Itália

  • COT
    Como é conhecida a Malbec em Bordeaux, em Cahors, onde também recebe o nome de AUXERROIS

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D
  • DOLCETTO
    Uva italiana que apesar do nome não é doce. Vinificadas resultam em rótulos suaves do Piemonte, próprio para o dia-a-dia, com alta acidez e que devem ser bebidos ainda jovens. Na região do Piemonte, melhor tratada, a uva é envelhecida em barris de carvalho e resulta em líquidos mais ricos e complexos.

    Países: Itália, Argentina e Austrália

  • DURIF
    Também conhecida como PETIT SYRAH, mais encontrada na Califórnia

    País: França e EUA (Califórnia)

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G
  • GAMAY
    É a uva usada na produção do Beaujolais, um vinho mais leve, produzido nesta região da Borgonha, para ser bebido bem jovem. Os rótulos mais conhecidos são de Beaujolais Noveau, que são lançados todo mês novembro. Mas há rótulos de maior qualidade, com capacidade de envelhecimento, os chamados Cru Beaujolais. Os aromas de morango, cereja e banana são característicos do vinho produzido com a uva gammay.

    País: França (Borgonha)

  • GRACIOANO
    De sabor delicado e ligeiramente condimentado é usada cortes da Rioja

    País: Espanha (Rioja)

  • GRENACHE (GARNACHA)
    Apesar de ser uma uva muito cultivada no mundo é pouco vista em rótulos de garrafas pois é usualmente misturada. É presença fundamental do renomado Châteauneuf-du-Pape e na maioria dos vinhos do Rhône.

    Países: França (Rhône), Espanha, Austrália, Itália e Estados Unidos.

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L
  • LAMBRUSCO
    Uva tinta cultivada em toda a Itália, em especial na região da Emilia-Romana. Há mais de sessenta subvariedades conhecidas. Apesar de também produzir bons vinhos de denominação de origem, é mais conhecida no Brasil pelos vinhos frisantes, semi-doces e baixo teor alcoólico e que devem ser bebidos jovens.

    País: Itália

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M
  • MALBEC
    Originária de Bordeaux, onde é muito tânica, e usada somente misturada a outras cepas, esta uva se tornou emblemática na Argentina, onde é responsável pelos melhores vinhos tintos produzidos no país, de cor escura, denso e aromas florais. Começa a render alguns rótulos no Chile também.

    Países: França, Argentina e Chile

  • MAZUELO
    Usada para complementar cortes riojanos, na França é chamada de CARIGNAN.

    Países: Espanha (Rioja) e França (Rhône, Languedoc-Roussillon)

  • MERLOT
    Similar à cabernet sauvignon, entretanto mais suave, tem sabor mais macio, menos tanino e aromas mais frutados. Tem uma maturação mais fácil e rápida que sua parceira cabernet. Pode desenvolver aromas de chocolate e frutas vermelhas maduras quando colhidas com a maturação correta. Base de grandes vinhos do Pomerol, como o famoso Château Petrus. Na Califórnia, nos Estados Unidos, também rendeu grandes exemplares. Também muito usado no Novo Mundo e plantada em várias partes do planeta onde se faz vinho.

    Países: França (Bordeaux), Norte da Itália, Estados Unidos, Chile, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Brasil.

  • MONTEPULCIANO
    Variedade cultivada por toda Itália, com maior destaque na região central. Produz vinhos mais rústicos e é muito usada junto à sangiovese. Não deve ser confundida com a cidade da região da Toscana de mesmo nome, que produz o famoso Vino Nobil di Montepulciano, que aliás é feito a partir da uva sangiovese.

    País: Itália

  • MOURVÈDRE (monastrell e mataro)
    Uva típica do Sul da França, mas também muito cultivada na Espanha. É um pouco tânica e tem um toque animal. Geralmente é misturada a outras uvas, como shyrah, grenache e cinsault. Ajuda a dar cor e estrutura ao vinho. Bastante utilizada na Provence, na França, e na Rioja e Penedès, na Espanha.

    Países: França, Espanha e Austrália

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N
  • NEBBIOLO
    Nebbia em italiano significa névoa, uma característica do clima da região onde esta variedade é cultivada, nos montes de Alba e Monforte. Resulta no nome da uva que produz os melhores e mais valorizados tintos italianos: Barolo e o Barbaresco. São bebidas intensas, frutadas, bastante tânicas, de aromas complexos (florais, frutas, trufas e até piche!) e com alta acidez, o que torna obrigatório o envelhecimento em barris de carvalho para aparar as arestas. Melhora com os anos e acompanhado de um prato de comida mais forte.

    País: Itália (Piemonte)

  • NERO D’AVOLA
    Cepa típica da região de Sícilia, no Sul da Itália. Produz vinhos de qualidade, escuros, densos e com potencial de envelhecimento.

    País: Itália

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P
  • PERIQUITA (castelão português, castelão francês)
    Plantada no sul de Portugal, dá vinhos de boa estrutura, que envelhecem bem; é também a marca do popular tinto lusitano mais exportado para o Brasil.

    País: Portugal

  • PETIT SYRAH
    Produz vinhos tânicos, escuros e com presença de especiarias

    Países: França, EUA

  • PETIT VERDOT
    Variedade típica da região de Bordeaux, na França. Dá sabor, cor e taninos ao corte bordalês.

    País: França (Bordeaux)

  • PINOT NOIR (PINOT NERO)
    Uva típica da Borgonha, produz os vinhos mais admirados pelos enólogos e enófilos do mundo. Sua qualidade está ligada diretamente ao terroir onde está plantada. É uma uva de difícil de cultivar e vinificar e pode gerar tanto tintos inexpressivos como muito complexos. São vinhos de coloração clara para média com relativo baixo tanino e acidez. Os grandes pinot noirs têm aroma intenso, complexo e sensual, e evoluem muito bem na garrafa. Os exemplos mais clássicos são os renomados (e caros) vinhos de Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeat e outros tantos da Borgonha. Menos feliz em outras regiões do mundo, tem apresentado algum sucesso no Chile com preços bem mais acessíveis. A pinot noir também faz parte da receita que compõem os vinhos da Champagne.

    Países: França (Borgonha, Champagne), Chile, Itália, África do Sul.

  • PINOTAGE
    Uva criada da África do Sul, surgida em 1920, do cruzamento entre a pinot noir e a cinsaut realiazada pelo professor Perald. Pode resultar num vinho muito frutado (banana, frutas vermelhas) e capaz de envelhecer bem em barris de carvalho. Os exemplares mais simples lembram borracha queimada e são muito rústicos.

    País: África do Sul

  • PRIMITIVO
    Uvas frutada e de alto teor alcoólico. Geneticamente igual à Zifandel americana.

    País: Itália

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R
  • RONDINELLA
    Utilizada no corte dos tintos italianos Amarone, Valpolicella e Bardolino

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S
  • SANGIOVESE
    Trata-se da variedade mais plantada na Itália, é a base dos grandes vinhos da Toscana – Chianti, Brunello di Montalcino (onde recebe o nome de sangiovese grosso) e Vino Nobilo de Montpulciano. O nome significa o sangue de Júpiter. É uma cepa de amadurecimento tardio, bem ácida, tânica e frutada.

    Países: Itália, Estados Unidos e Argentina

  • SYRAH/SHIRAZ
    Uva do Rhone, na França, que resulta vinhos de coloração intensa, bem encorpados e aromáticos e na boca evocam frutas vermelhas (amoras). Na Austrália, com o nome de Shiraz, dá exemplares tânicos, apimentado e de boa maturação. É responsável pelos grandes rótulos deste país

    Países: França (Rhône), Austrália, África do Sul e Argentina

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T
  • TANNAT (MANDIRAN)
    Uva do sudoeste da França, hoje é a variedade emblemática do Uruguai, altamente tânica e com perfume de amora e framboesa. Bons produtores têm domado o tannat no Uruguai e bons rótulos têm surgido no mercado

    Países: Uurguai e França.

  • TEMPRANILLO (TINTO FINO, CENCIBEL, TINTA RORIZ ARAGONÊS)
    A mais importante uva de qualidade da Espanha, cultivada nas regiões de Rioja e Ribeira del Duero. Usualmente misturada à garnacha e mazuelo. Dá um vinho colorido, com baixa acidez, pouco tânico e que envelhece bem no carvalho que lhe confere aromas de tabaco.

    Países: Espanha, Portugal e Argentina

  • TEROlDEGO
    Encontrada na região setentrional italiana, resulta em tintos com bastante estrutura e sabor de groselha preta. No Brasil são encontradas alguma experiências interessantes com esta uva

    País: Itália (Trentino Alto Adige), Brasil

  • TINTA BARROCA
    Cepa usada na mistura do Porto e em tintos do Douro

    País: Portugal (Douro)

  • TINTO CÃO
    Uva de alta qualidade das regiões portuguesas do Dão e do Douro é reconhecido pelo seu caráter apimentado. No Douro é muito usada na composição do vinho do Porto.

    País: Portugal (Douro e Dão)

  • TOURIGA FRANCESA
    Mais leve que a touriga nacional, também é parte da receita do vinho do Porto. Usado ainda em tintos secos de mesa da região do Douro.

    País: Portugal (Douro)

  • TOURIGA NACIONAL
    Uva autóctone superior, presente em vinhos portugueses; encorpado, de cor forte, sabor intenso e muito tânico é típico da região do Douro. Usada na receita do vinho do Porto, também é uma uva que produz varietais com muita tipicidade.

    Países: Portugal (Douro) e Austrália

  • TRINCADEIRA
    Outra cepa original portuguesa, com toques apimentados e condimentados

    País: Portugal (Alentejo)

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Z
  • ZINFANDEL (PRIMITIVO)
    Produz tintos secos com muito colorido e frutado, com notas de pimenta e sabor que lembra groselha preta. Uva característica dos vinhos da Califórnia, apesar de ser originária do sul da Itália, onde tem o nome de primitivo.

    Países: Estados Unidos (Califórnia), Itália

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