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terça-feira, 22 de agosto de 2017 Novo Mundo, Tintos | 12:15

Precisamos falar sobre o Cabernet Sauvignon do Chile

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Cabernet Sauvignon

Cabernet Sauvignon do Chile: vamos falar dela?

A Cabernet Sauvignon é um viral do vinho. É a uva mais plantada no mundo. É a uva mais plantada também no Chile. Portanto deve ser o vinho tinto mais consumido do planeta. Chegou ao país em 1850 e encontrou na região do Maipo, área chamada atualmente  de Entre Cordilheiras, um solo para chamar de seu. Dali saem os grandes cabernets chilenos, pontuados pela crítica, reverenciados pelos consumidores mas, atualmente, esquecidos pelos entendidos e “hipsters” do vinho. Perdeu o encanto, talvez. Vamos desenvolver.

O Chile tornou-se uma máquina de produzir vinhos de todos os tipos – são 13 milhões de hectolitros por ano. O país sofre três grandes influências que definem as três principais áreas de vinhedos: o Oceano Pacífico, região chamada de Costa; a planície central, conhecida como Entre Cordilheiras e a mais próxima da principal cordilheira, não por acaso conhecida como Andes. É o principal exportador de vinho entre os países do Novo Mundo. O Brasil é o quinto maior mercado para os chilenos, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Japão e empatando com o Reino Unido. O Chile domina o mercado brasileiro com 50% em volume. Ocupa a liderança nas exportações há 15 anos.

Amo Cabernet Sauvignon. Amo Chile

O Chile também é uma máquina de marketing azeitada para escoar sua vasta produção. Se o vinho é o resultado de um lugar e seu clima, seu consumo é global e sem território definido. A pegada da vez dos marqueteiros de baco chilenos é a campanha “Amo Vinho. Amo Chile”. Pegando carona na ideia, o Blog do Vinho propõe uma variação: “Amo Cabernet Sauvignon. Amo Chile”. Segue o raciocínio.

A Cabernet Sauvignon é uma variedade de colheita tardia, leva mais tempo para amadurecer nas parreiras, e nas últimas três décadas está em relacionamento sério com regiões de climas quentes, como o Chile ou o Norte da Califórnia. No Chile em especial, deu um casamento entre quantidade e qualidade.

No entanto parece que há, por parte dos especialistas, de parte da crítica, dos blogs e da própria agência que cuida dos interesses do vinho no Chile, Wines of Chile, um certo pudor em reverenciar a uva mestre-jedi dos solos chilenos.

Wines of Chile

Evento Wines of Chile 2017: um painel com 10 vinhos, 2 de Cabernet Sauvignon

Em evento recente patrocinado pela Wines of Chile para jornalistas e agentes do mercado, em um painel de 10 tintos, apenas dois tinham a Cabernet Sauvignon como estrela. Injusto, creio eu, dada a importância da uva para o país.

Uma tese possível

Assim como ocorre em todas as áreas de conhecimento, críticos e especialistas e palpiteiros, o inclui este blog, estão sempre em busca de novidades. O inusitado ativa as papilas gustativas de quem já experimentou de tudo um pouco. E dá-lhe vinhos produzidos em desertos, em lugares improváveis, elaborados com uvas nativas e/ou recuperadas de nomes esquisitos, de misturas um pouco fora do comum, vinificados em tanques de formas inusitadas, e, se possível, orquestradas por enólogos que buscam o grito primal da uva e não interfiram no processo conduzido pela mamãe natureza. É a busca pelo novo. Nada contra, também curto. A diversidade, a novidade, o desafio. A busca pela identidade. Tudo isso é bom e contribui para a renovação do mundo do vinho. Mas não dá para virar as costas para sucesso. Precisamos falar sobre a Cabernet Sauvignon do Chile. Mea culpa da Cabernet Sauvingon do Chile. É disso que se trata este post.

Símbolo do Chile

Germán Lyon, enólogo da tradicional vinícola Pérez Cruz, inspirou esta tese. Ele levantou a bandeira da Cabernet Sauvignon quando teve oportunidade de apresentar seu vinho no painel citado acima. Segundo Germán “não podemos deixar de valorizar o Cabernet Sauvignon, que é um símbolo do Chile”. Isso aí! Afinal é o vinho que melhor representa o potencial do Chile de produzir clássicos instantâneos e manter ícones no pedestal. Em conversa reservada,  Germán comentou que poderia ficar horas tratando do tema se tivesse oportunidade.

O Enólogo da Pérez Cruz, que cultiva 180 hectares de Cabernet Sauvgnon de um total de 240 disponíveis, apresentou neste dia o Pircas de Liguai Cabernet Sauvignon 2013. Não conhecia. Um baita Cabernet Sauvignon, com fruta presente, um toque de eucalipto, bons taninos, ótimo fimal, um cabernet de manual, escrito por um conhecedor, mas que traz frescor em boca e intensidade longa que estimula um novo gole.

Descorchados e crítica internacional

A despeito da falta de holofotes, os melhores Cabernets Sauvignon chilenos continuam, no entanto, dando de lavada nas premiações e guias, e junto à massa é campeão em volume de menções em aplicativos de avaliação de vinhos. Para ficar num exemplo próximo: o Guia Descorchados 2017, uma referência de vinhos Chilenos, Argentinos e Uruguaios (o Brasil participa apenas com espumantes), coordenado por Patricio Tapia, elegeu o melhor tinto do ano, com 98 pontos, vejam só, o Cabernet Sauvignon Gandolini, Las Tres Marias Vineyard, não por acaso do Alto Maipo.

Vale observar que outros vinhos com alta pontuação nesta mesma lista de tintos de todas variedades também trazem a Cabernet Sauvignon como protagonista, ou parte da receita: Almaviva 2014 (97 pontos), Terrunyo Bajo las Burras Cabernet Sauvignon 2014 (97 pontos); Don Maximiano Founder’s Reserve 2014 (97 pontos); Viñedo Chadwick Cabernet Sauvigon 2014 (97 pontos).

Um exemplo da crítica gringa. A safra de 2010 do Don Melchor foi eleita entre os 10 melhores tintos do planeta pela lista anual da revista especializada Wine Spectator.

27 tons de Cabernet Sauvignon do Chile

Os primeiros tintos espetaculares que provei na minha vida, quando iniciava minha carreira de provar – e eventualmente cuspir –  vinhos foram, pela ordem: um Don Melchor e um Chadwick. Nada mal para um iniciante. São vinhos bem caros, eu sei. O Don Melchor nem é 100% Cabernet Sauvignon. Mas o DNA é. Os bons Cabernet Sauvignon do Chile não precisam necessariamente coloca-lo na lista do SPC por falta de crédito. Mas estamos falando aqui de porta-estandartes e não da ala dos passistas. E são eles que elevam a imagem do Cabernet Sauvignon chileno e com isso alavancam a venda dos rótulos mais simples; vamos combinar às vezes simples demais. Aqui vai minha lista de vinhos inesquecíveis, apenas aqueles que tive a oportunidade de provar, e que têm a Cabernet Sauvignon como uva principal. Julguem-me.

Antiguas Reservas – Cousiño Macul (um clássico da sofisticação e puxando para um estilo mais velho mundo; prefiro este ao rótulo topo de gama da casa, que também é espetacular, mas um pouco excessivo na minha opinião, o Finis Terrae. O Antiguas é mais autêntico).

Manso de Velasco – Miguel Torres (Miguel Torres foi o primeiro estrangeiro a apostar no potencial do Chile. Ele se firmou na região de Curicó, o que mostra que a uva tem potencial em outras partes do Chile. Um cab de classe e potência)

Viñedo Chadwick – Viñedo Chadwick (um Cabernet que fez história nos concursos às cegas promovidas por seu produtor, Eduardo Chadwick, com a ajuda do crítico inglês Steven Spurrier. Um vinho que enfrenta os grandes franceses de Bordeaux de igual para igual.  Elevou o nome do Chile como produtor de vinhos premium. A fruta vem em camadas no nariz e na boca. A madeira é bem integrada, envolve o vinho, mas não o sufoca.  A intensidade cobra seu preço. Elegância também)

Don Maximiano – Errázuriz (do mesmo proprietário do Chadwick, um assemblage, mas com a Cabernet Sauvignon presente, um vinho que pede contemplação e merece estar em qualquer lista de excelência do potencial chileno)

Almaviva – Almaviva (união dos franceses – Baron de Rotschild – e Chilenos – Concha y Toro -, é o clássico dos clássicos. Um Bordeaux em solo chileno, conduzido pelo enólogo Michel Frou em uma vinícola de arquitetura espetacular criada especialmente para elaborar um vinho saudado em verso e prosa. O caldo deveria render mesuras do tempo, mas nem sempre a paciência é observada pelo consumidor que desarolha as garrafas antes do tempo. Provar uma safra antiga, ou mesmo uma vertical de várias safras, é uma dessas experiências que a vida me proporcionou e didaticamente mostrou o valor do envelhecimento. Corte bordalês, a cab chega quase a 70% da mistura e comanda o jogo)

Don Melchor – Concha y Toro (o Don Melchor é uma mescla de Cabernet Sauvignon com a possibilidade de adição, principalmente a partir de 1999, de cabernet franc, que raramente ocupa mais do que 3 a 6% na proporção total do blend. Talvez o mais emblemático cab entre os consumidores de vinhos premium do Chile no Brasil. Alterna safras frescas com mais potentes, sempre orientado pelo craque Enrique Tirado).

Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon Edição Limitada 2013 Concha y Toro (o enólogo Marcelo Papa trouxe mais leveza nesta edição especial em busca de pureza e elegância. Show! Mais fácil encontrar, o Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon padrão é  outro clássico que não decepciona nunca e tem a marca registrada da uva do Maipo!)

Erasmo – Erasmo (é mais uma mescla bordalesa desta lista, mas que merece estar aqui para os amantes do vinho de guarda. Com menor espaço na mídia, merece ser conhecido)

Terrunyo – Concha y Toro (cabernet com boa extração, fica entre o Marquesde Casa Concha e o Don Melchor.  Sempre prazeroso e de grande intensidade)

 Lázuli  – Aquitania (muito próximo de Santiago, assim como Cousino Macul, os vinhedos de Aquitania resistem à pressão imobiliária de condomínios que o rodeiam. Sorte dos apreciadores de vinho e do clássico cabernet da região que apresenta notas mentoladas, frutas vermelhas e final prolongado. Companheiros do Aquitania: resistam!)

 Alpha M  2011 Viña Montes (80% cabernet sauvignon acompanhados dos outros cortes tradicionais bordaleses. Fruta negra, bastante corpo, um vinho vetusto, de guarda. A linha Montes Alpha é campeã absoluta em restaurantes de carne de São Paulo e uma ótima opção para conhecer o perfil do Cabernet Sauvignon do Chile da região de Colchagua)

Carmen Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012 – Vina Carmen (boa tipicidade da varietal, carnudo e uma acidez que é resultado da diferença da temperatura entre o dia e a noite e que entrega frescor ao caldo)

Santa Rita Casa Real Reserva Especial  – Santa Rita (a enóloga Cecília Torres é um ícone da enologia Chilena. O Santa Rita Casa Real um ícone dos cabernets da região do Maipo com camadas e aromas, sabores em cascatas e final longo, para ficar namorando o final de taça)

El Principal 2013 – Viños El Principal (outra vinícola do Maipo, aos pés da Cordilheira dos Andes, próxima a Santiago. Um golpe de perfumes: floral, groselha, ameixa; na boca confirma as frutas negras, doce, macio, um veludo. Muito elegante. Final envolvente. Safra mais fresca, tem um teco de petit verdot (9%) e outro de cabernet franc (4%))

Les Dix – Los Vascos  (a França, berço da uva Cabernet Sauvignon, não investe à toa no Chile. A Domaines Barons de Rothschild leva este projeto desde 1988. O Le Dix é o principal rótulo de uma linha que tem os Los Vascos, mais simples fáceis de beber e de encontrar, como vinho de entrada)

Cabo de Hornos – Grandes Vinos de San Pedro – (espetacular e pouco lembrado, sempre vence nas degustações às cegas que participo. E não pesa tanto no bolso. Um Cabernet Sauvignon como tem de ser: saboroso, fino e com potência. Uma linha abaixo, o 1808 também é um bom exemplo de um cabernet competente e prazeroso)

Cuvée Alexandre Casa Lapostolle (outro francês em solo chileno – família Mariner Lapostolle – produzindo um tinto classudo da região de Apalta que vale cada gole)

Cono Sur Block 18

Para escrever sobre a Cabernet Sauvignon, goles inspiradores

Cono Sur Single Vineyard Block 18 El Recurso – Cono Sur (a Cono Sur pertence ao grupo Concha y Toro. Disclaimer:  escrevi este artigo acompanhado de uma (ou mais) taça deste rótulo. Ganha pelos aromas intensos de especiarias e fruta negra, confirmados na boca que termina macio e com grande intensidade. Um achado pelo preço em relação aos colegas acima da lista)

Novas Gran Reserva – Emiliana – (a vinícola orgânica Emiliana tem neste Cabernet uma fruta mais pura, mais fresco e um preço bem acessível. Para não esquecer que o caminho dos orgânicos é viável, e bom. Para conhecer e repetir)

Legado Cabernet Sauvignon – De Martino (enólogo Marcelo Retamal vem buscando “vinhos frescos, nervosos, mais fáceis de beber, com maior expressão da fruta e “diferentes”. “Este é o estilo que queremos”, aponta ele. Este é o cabernet que ele entrega aqui)

Orzada – Odfjell Vineyards (outro grupo estrangeiro investindo no Chile. Aqui trata-se de um armador norueguês. Esta é a linha de média gama, do Vale do Maule, que entrega boa fruta, estrutura e taninos corretos)

 Grey Cabernet Sauvigon Single Block – Viña Ventisquero (um clássico dos cabs Chilenos, aqui da região de Apalta do craque Felipe Tosso. Tem o conceito de block, terrenos específicos, como os do Cono Sur Single Vineyard acima. A linha Ventisquero Gran Reserva Cabernet Sauvignon também oferece um tinto correto a um preço mais acessível e fácil de encontrar em supermercados)

 Faça a sua lista

E você? Qual o melhor Cabernet Sauvignon que já provou? Faça sua lista aqui na área de comentários e compartilhe com a gente!

 

 

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 6 de abril de 2015 Novo Mundo, Tintos | 10:51

Vinho Pipeño: em busca da simplicidade perdida

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Atardecer Pais loncomilla

“Deparamos com este terroir do Valle de Loncomilla e as uvas país e carignan e acreditamos que era possível fazer vinhos com identidade única”, Marcel David, da Viña Maitia

Pablo Picasso dizia que precisou de uma vida inteira para aprender a desenhar como uma criança. Steve Jobs, fundador da Apple, considerava “o simples mais difícil do que o complexo.” O que estes dois homens que transformaram o mundo em que vivemos e a maneira como o interpretamos  deixam como legado é o conceito de que a busca pelo simples passa pelo aprendizado, e superação, do complexo. Uma dica que vale para o vinho também.

O vinho, teoricamente, não deveria ser complicado sob o ponto de vista do consumidor. Basta ser uma bebida alcóolica que agrade, dê prazer e melhore o momento (uma refeição, uma celebração, um bate-papo com amigos, uma noite romântica, a leitura de um livro). Mas não é bem assim que acontece. O vinho se tornou um assunto de especialistas. O que estabeleceu uma espécie de linha imaginária que divide as pessoas em dois tipos: aqueles que “entendem” de vinho e os que “não entendem”. Mas talvez o mundo fosse mais feliz (o menos complicado) se existisse apenas uma categoria de pessoas: aqueles que gostam de vinho.

Este é tipo de consumidor que começa a habitar os corações e mentes de uma geração de enólogos que, passada a onda dos caldos potentes, de grande extração e sem defeitos, busca cada vez mais uma fórmula que parece óbvia, mas na verdade é trabalhosa e exige foco: a simplicidade no vinho. E o que é este produto? Um vinho fiel a suas origens,  fácil de beber, pouco alcóolico, com a fruta em primeiro plano, que vai bem com a comida e tem o prazer do consumo em primeiro plano. Sem desmerecer os vinhos mais sofisticados e de maior complexidade (eu adoro, ok?) é preciso haver um espaço também para o hedonismo sem manual, o beber descontraído.

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“O Pipeño é um vinho que é um patrimônio, feito há muitos anos no Chile”, Marcel David, da Viña Maitia, com o garrafão e a garrafinha que lembra a de cerveja

Aqui se introduz o enólogo David Marcel, um francês da região basca francesa de Iparalde, que desde 2006 mora no Chile, e o seu vinho Pipeño. O Pipeño é um vinho tradicional feito de uvas julgadas até então menos “nobres”, em especial a país, variedade plantada pelos jesuítas na região do Maule desde o século XVI, fermentado em grandes pipas (toneis de madeira), vendido a granel ou em garrafões para consumo dos trabalhadores. “É um vinho que é um patrimônio, feito há muitos anos no Chile”, defende. “Resgatar esta história é muito importante.” Marcel é uma espécie de embaixador do estilo Pipeño, talvez uma das melhores traduções do vinho descomplicado, fácil de beber, e de origem produzido no Chile.

David Marcel, casado com a também enóloga e sócia Loreto Garau, é um homem baixa estatura, rosto redondo, barba cerrada, espanhol fluente, olhos azuis expressivos e opiniões firmes. Em sua primeira passagem pelo Chile foi enólogo da La Postolle, e teve sua experiência com as uvas internacionais mais associados ao vinho chileno de exportação. Ao regressar para França, trabalhou em vinhedos no sul do país e uma nova perspectiva profissional começou a tomar forma: “Este período pela região nos marcou pela diversidade dos vinhos, não necessariamente os mais caros, mas os mais diferentes”. De volta ao Chile, a convivência com pequenos produtores do Maule e sua maneira de vinificação, realizada de maneira tradicional com fermentação em grandes lagares e sem maceração tradicional, apontou outro caminho. “Deparamos com este terroir do Valle de Loncomilla, na região do  Maule, e as uvas país e carignan e acreditamos que era possível fazer vinhos com identidade única”, relembra. Em 2012, o chefe da bodega onde Marcel vinifica os vinhos trouxe para provar um tinto que ele fazia para os trabalhadores e que era servido nas festas locais. Falou que era um Pipeño, feito com uva país, das parreiras mais antigas da propriedade, com idade entre 80 e 150 anos. “No ano seguinte decidi vinificar a partir desta uva e mesclei com um pouco de carignan. Assim nasceu nosso Pipeño Aupa”

A safra de 2013 mereceu 92 pontos no Guia Descorchados e a indicação de vinho inovador do ano. A uva país predomina (70%), mas uma pequena quantidade de carignan (30%) faz parte da receita. Aupa é uma saudação que significa “Viva! Salve!” em basco. O rótulo de linhas simples é também fácil de ser lembrado. “Basta estar escrito Pipeño e a palavra já diz tudo”, explica. Tudo bem, pode até dizer tudo para um chileno, mas para um consumidor brasileiro ajuda uma introdução: “Pipeño é um vinho feito em pipas e do ano, para ser bebido logo”, detalha. Um carimbo imitando um selo de cera escancara o baixo teor alcóolico: 12,5%, um dos grandes méritos do Aupa.

O Aupa é produzido em três versões, na garrafa tradicional de 750 ml, em um garrafão de 1,5 litro, que traduz com mais fidelidade sua origem, e numa simpática garrafinha de 330 ml, que lembra um casco de cerveja, incluindo a tampa de metal. A garrafinha foi para atender uma amiga que queria um vinho fácil de carregar, de levar para fora e que pudesse beber inteiro, em “porção individual”. Não é má ideia para se atingir um consumidor jovem, descontraído e avesso a firulas. Pra beber no gargalo.

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Marcel David oferece um pouco do seu Pipeño: um vinho simples e gostoso de beber

Mas o que se deve esperar do Pipeño Aupa? Aquilo que ele se propõe:  limpo na boca, bem frutado e fresco, sem aquela potência dos tintos caudalosos, com baixo teor alcoólico, cumprindo a proposta-conceito: fácil e gostoso de beber, sem maiores complexidades, mas também gastronômico e de identidade própria.

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Maitia “minha bem amada”: carignan, país e cabernet franc

David Marcel também produz outro tinto, junto com a mulher Loreto, o Maitia, que em basco significa “minha bem amada”. Trata-se de “um vinho de cozinheiro”, como ele define, já que é uma mescla de 60% carignan, 30% cabernet franc e 10 pais, mistura definida pelo enólogo e sua mulher a cada ano. A carignan desta região não tem aquela característica mais verde, mas sim aporta mais fruta, o que contribui para o resultado final do vinho. A maceração carbônica (as frutas não são esmagadas, a transformação do açúcar em álcool se dá dentro de cada fruta) que ele aplica tem um objetivo claro: evitar certas coisas como taninos exibidos ou extração excessiva, e não necessariamente está associado a uma busca por aromas de frutas encontradas em vinhos como o francês Beaujolais, que adota o mesmo tipo de vinificação.  “Nossa produção é limitada: 30.000 garrafas. Mas há outros produtores seguindo este mesmo caminho, preocupados em resgatar a diversidade e a cultura vitivinícola do Chile”, acrescenta.

É o caso de Manuel Moraga Gutiérrez, de Viña Cacique Maravilla, que brilha no guia Descorchados 2015, editado aqui no Brasil pela Editora Inner, e traz como novidade a indicação de espumantes brasileiros na versão nacional. Cacique Maravilha, que tem um nome mais próximo daquelas bebidas de procedência duvidosa, também trabalha com a recuperação da imagem do Pipeño e da uva país. Mas fica aqui só o registro, pois não provei o vinho e não tenho como emitir uma opinião.

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Triculfa, 100% cinsault: “No lo guarde, bébalo!”

Outro enólogo e pequeno produtor faz parte desta turma, e que tive o prazer de provar seu vinho foi Bernardo Troncoso. Bernardo  trabalha na Viña Montes e mantém uma produção artesanal de um tinto autoral que lembra muito a filosofia da Viña Maitia. Trata-se do Trifulca 2014, 100% da uva cinsault, da região conhecida como Secano Interior, também de videiras mais antigas, estas de 79 anos. Artesanal mesmo, são produzidas apenas 1500 garrafas. A coloração é um tanto turva, com uma expressão forte de fruta fresca, uma pequena agulha no meio da língua indicando ainda resquícios de fermentação na garrafa, taninos bem doces e baixo grau alcóolico. No contra-rótulo a recomendação de guarda: “No lo guarde, bébalo!”

Mas estes vinhos de autores são naturais, orgânicos, certificados? David Marcel contrai o semblante. Para ele isso não tem a menor importância. Os vinhos têm um mínimo de sulforoso, as parreiras são tratadas sem agrotóxicos, mas ele se nega a certificar vinhedos ou alardear métodos: “Não sou um método de produção”, explica. Os vinhos destes destemidos enólogos que buscam a pureza perdida trazem um frescor ao mundo de baco, introduzem questões fundamentais de missão e valores e, principalmente, recuperam a tradição dos antepassados. Não negam as inovações enológicas muitos menos pregam o abandono das práticas de higiene adotadas atualmente nas cantinas ou dos estudos do clima e do solo mais adequadas para cada tipo de uva, mas buscam manter com esta filosofia a expressão de origem de um produto.

E antes de colocar o ponto final, um questão se impõe. O leitor é apresentado ao Pipeño Aupa e os vinhos da Viña Maitia. Onde encontrá-los? Os negócios para importação no Brasil estão em fase avançada de negociação, mas ainda não existe um distribuidor. Mas devem pintar por aí. Se for viajar para o Chile, os vinhos podem ser encontrados em Santiago na loja Mundo del Vino, nos restaurantes Borago, Ambrosia, 99, no hotel Hyatt e pelo endereço eletrônico da distribuidora especializada em vinhos de autores Petits Plaisirs, não por acaso um negócio tocado por Loreto

 

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015 Blog do vinho, Brancos, Degustação, Tintos | 15:39

Listas dos melhores vinhos de 2014

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São Paulo Tasting 2013: 11 garrafas e nenhum segredo

Listas, rankings, concursos: as escolhas dos melhores vinhos de 2014

Quais os melhores vinhos de 2014? Difícil responder. Melhor vinho de onde, para quê, para quem e a qual preço? Mesmo assim ao longo do ano vários concursos e rankings são realizados e, principalmente no final do ano, as principais publicações e guia de vinhos lançam as suas listas de top 100, elegendo os melhores do ano.

Todo mundo adora listas de melhores do ano. Todo mundo critica. Mas todos – os que gostam e os que odeiam – consultam estas listas. Para se guiar, falar mal delas ou mesmo para comparar com o seu próprio critério de escolha.

Um personagem emblemático desta mania é o de Rob Gordon, do romance Alta Fidelidade, do inglês Nick Horben. Proprietário de uma falida loja de vinil e com problemas de relacionamentos crônicos, ele vive criando listas dos 5 melhores ou piores coisas de sua vida, em especial de músicas para cada ocasião. É assim que ele dá sentido à sua vida. O romance virou um filme de mesmo nome interpretado por John Cusack.

Para alegria de muitos e desagravo de outros tantos, este blog reuniu numa mesma página algumas das listas de melhores vinhos publicadas em 2014 pelas mais famosas e badaladas revistas especializadas e o resultado de  concursos internacionais. Em seu momento Rob Gordon, este cronista dos fermentados, também enumera 10 vinhos inesquecíveis provados em 2014, sem qualquer rigor científico: aplausos e apupos e na caixa de comentários, please.

  • BLOG DO VINHO – 10 vinhos inesquecíveis do Chile e Argentina de 2014

Este ano, por conta de algumas viagens, degustações e mesmo vinhos provados em restaurantes o volume de vinhos do Chile e Argentina provados por este colunista superou – e muito – de outros países. Por isso a lista do Blog do Vinho precisava ser coerente com a experiência pessoal do autor e lista 5 vinhos de capa país. A lista aqui não está em ordem preferência. São apenas vinhos que me encantaram por variados motivos, todos aqueles que estão em torno da bebida: prazer, gosto, companhia, ambiente. Afinal, vinho não é planilha.

 toknar

CHILE

Toknar– Petit Verdot  2010 – Viña Von Siebenthal – Aconcagua

Don Melchor 2010 –  Concha y Toro – Maipo

Manso de Velasco 2011 – Viña Torres – Valle do Curicó

Limávida Old Wines Field Blends 2011 – De Martino – Maule

Tralca Bisquertt Family Vineyards 2010 – Bisquertt – Colchagua

 

republica

ARGENTINA

Casas de Weinert – Gran Vino– Bodegas y Cavas de Weinert

– Mendoza

La Espera Reserva Syrah 2007 – Funckenhausen Vineyards –  San Rafael, Mendoza

Chacra Cinquenta y Cinco 2012 – Bodegas Chacra – Patagônia

Republica del Malbec Blend de Terroir 2012 – Riccitelli Wines – Mendoza

Pequenas Producciones Cabernet Franc  2010-  Escorihuela Gascón, Mendoza

 REVISTAS ESPECIALIZADAS

valemeao

  • WINE SPECTATOR – 10 primeiros vinhos do TOP 100

Destaque para os rótulos região do Douro, de Portugal, classificados  em 1º, 3º e 4º lugares.

1     Dow Vintage Port

2     Mollydooker Shiraz McLaren Vale Carnival of Love

3     Prats & Symington Douro Chryseia

4     Quinta do Vale Meão Douro

5     Leeuwin Chardonnay Margaret River Art Series

6     Castello di Ama Chianti Classico San Lorenzo Gran Selezione

7     Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape

8     Brewer-Clifton Pinot Noir Sta. Rita Hills

9     Concha y Toro Cabernet Sauvignon Puente Alto Don Melchor

10 Château Léoville Las Cases St.-Julien

Lista completa: http://2014.top100.winespectator.com/lists/

Deiss

  • WINE ENTHUSIAST – 10 primeiros vinhos da Top 100

A revista americana, claro, privilegia alguns rótulos da terra, pouco conhecidos por aqui.

1     Ken Wright 2012 Abbott Claim Vineyard Pinot Noir (Yamhill-Carlton District)

2     Pieropan 2011 La Rocca Garganega (Soave Classico)

3     José Maria da Fonseca 2011 José de Sousa Red (Alentejano)

4     SonVida 2012 Malbec (Mendoza)

5     Domaine Marcel Deiss 2011 White (Alsace)

6     Guido Porro 2010 V. S. Caterina Nebbiolo (Barolo)

7     Sparkman 2013 Birdie Riesling (Columbia Valley (WA))

8     Gruber Röschitz 2012 Hundspoint Grüner Veltliner (Weinviertel)

9     Luis Duarte 2011 Rubrica Red (Alentejano)

10 Iron Horse 2010 Wedding Cuvée Sparkling (Green Valley)

Lista completa: http://buyingguide.winemag.com/toplists/2014/wines/10-1

Assobio2011

  • WINE ENTHUSIAST – 10 primeiros vinhos Best Buy (melhor compra)

 Nos Estados Unidos os vinhos listados abaixo custam entre 7 a 14 dólares. Novamente Portugal se dá bem em 2014.

1     Aveleda 2013 Quinta da Aveleda Estate Bottled Loureiro-Alvarinho White (Minho)

2     Barnard Griffin 2012 Fumé Blanc Sauvignon Blanc (Columbia Valley (WA))

3     Bogle 2012 Essential Red (California)

4     Herdade do Esporão 2011 Quinta dos Murças Assobio Red (Douro)

5     Mano A Mano 2011 Tempranillo (Vino de la Tierra de Castilla)

6     Chateau Ste. Michelle 2013 Dry Riesling (Columbia Valley (WA))

7     Château Vincens 2011 Prestige Malbec-Merlot (Cahors)

8     DFJ Vinhos 2011 Portada Winemaker’s Selection Tinto Red (Lisboa)

9     Hugl-Wimmer 2013 Wimmer Grüner Veltliner (Niederösterreich)

10 Blue Fish 2012 Sweet Riesling (Pfalz)

Lista completa: http://www.winemag.com/November-2014/Top-100-Best-Buys-2014/

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  • DECANTER top 50 Wines of The Year

Esta é uma seleção anual que a mais respeitada revista de vinhos do planeta, a inglesa Decanter, publica toda edição de dezembro. Dos 4.800 vinhos provados durante o ano os especialistas selecionam os 50 melhores. Não há um primeiro lugar, mas vinhos bem pontuados e de boa relação qualidade e preço.  Bem, tem até um espumante da Grã-Bretanha…  e nenhum dos EUA. A classificação é por país, portanto vai a lista completa.

Argentina

Atamisque, Serbal Assemblage, Gualtary & Tupungato, Mendoza 2012

Chacra, barda Pinot Noir, Patagonia 2011

Zorzal, Pintao Pintao, Gualtary & Tupungato, Mendoza 2011

 

Austrália

Heemskerk, Chardonnay, Tasmania 2012

Tolpuddle, Chardonnay, Coal River Valley, Tasmania 2012

Adelina, Grenache, Clare Valley, South Australia 2012

Ben Glaetzer, Bishop Shiraz, Barossa Valley 2012

John Duval, Entity Shiraz, Barossa Valley, South Australia 2012

Leeuwin Estate, Art Series, Cabernet Sauvignon, Margaret River 2010

Shaw & Smith, Shiraz, Adelaide Hills, South Australia 2012

 

Áustria

Schiefer, Eisenberg Blaufränkish, Burgenland 2009

 

Chile

Casa Marin, Syrah, Miramar Vineyard, Lo Abarca, San Antonio 2010

Casas del Bosque Gran Reserva Syrah, Casablanca 2011

 

França – Bordeaux

Château Gruaud-Larose, St-Julien 2CC 2010

Château Haut-Batailley, Pauillac 5CC 2010

Château Prieuré-Lichine, Margaux 4CC 2010

Château de Rayne-Vigneu, Sauternes 2009

 

França – Loire

Domaine Jean Teiller, Menetou-Salon 2012

 

França – Provence

Le Grand Cros, L’Esprit de Provence, Côtes de Provence 2013

 

França – Rhône

Bosquet des Papes, Chante le Merle Vielles Vignes, Châteauneuf-du-Pape 2012

Domaine Les Grands Bois, Cuvée Maximilien, Cairanne 2012

 

Alemanha

Kloster Eberbach, Hessesche Staatsweingüter, Rüdesheimer Berg Schlossberg, Grosses Gewächs, Rheingau 2012

 

Itália – Regional

Paltrinieri, Solco, Lambrusco dell’Emilia-Romagna 2012

Villa Medoro, Rosso del Duca, Montepulciano d’Abruzzo 2010

 

Itália – Sul

Pietracupa, Greco di Tufo 2012

 

Itália – Toscana

Il Molino di Grace, Il Margone, Chianti Classico Gran Selezione 2010

Melini, Vigneti La Selvanella, Chianti Classico Riserva 2010

Pian dell’Orino, Brunello di Montalcino 2008

 

Itália – Vêneto

Cà dei Frati, Brolettino, Lugana 2011

Cà Lojera, Lugana 2012

Selva Capuzza, Selva, Lugana 2012

Viviani, Amarone dela Valpolicella Classico 2008

 

Nova Zelândia

Greywacke, Pinot Noir, Marlborough 2012

Kusuda, Riseling, MartinBorough 2013

Ata Rangi, Pinot Noir, MartinBorough 2011

Felton Road, Calvert, Pinot Noir, Bannockburn, Central Otago 2012

Fromm, Clayvin Vineyard. Pinot Noir, Marlborough 2011

NOSSA_CALCARIO

Portugal

Felipa Pato, Nossa Calcário Branco, Bairrada 2011

 

África do Sul

Boekenhoutskloof, Semillon, Franschhoek 2010

Chamonix, Chardonnay Reserve, Franschhoek 2012

 

Espanha

Gramona, Brut Nature Gran Reserva, Cava 2008

Contino Blanco Rioja 2010

Bastión de la Luna, Tintos de Mar, Rias Baixas 2011

Bodegas Artazu, Santa Cruz de Artazu, Navarra 2009

Domaines Lupier, LA Dama Garnacha, Navara 2009

Dominio do Bibei, Lalama, Ribeira Sacra 2010

La Calandria, Pura Garnacha, Cientruenos, Navarra 2011

La Rioja Alta, 890, Rioja Gran Reserva 1998

Bodegas Hidalgo Napoleon, Manzanilla Amontillada

 

Grã-Bretanha

Sugrue Pierre, South Downs, England 2010

  • CHAMPA  DECANTER – World Wine Awards (DWWA) 2014

15.000 vinhos passam pela degustação às cegas de 225 jurados internacionais que distribuíram, após quatro meses, 454 medalhas de ouro,  158 troféus regionais e 33 troféus internacional. São provas exclusivas para este concurso, diferente da escolha dos 50 vinhos analisados pela Decanter ao longo do ano. Abaixo a lista dos 33 troféus internacionais

 

International Trophy

 Seco aromático abaixo de 15 libras

Lawson’s Dry Hills, Gewürztraminer, Marlborough, New Zealnd 2012

 

 Espumante abaixo de 15 libras

Cruzat, Cuvée Réserve Rosé Extra Brut, Argentina (sem safra)

 Espumante acima de 15 libras

Charles Heidsieck, Blanc des Millénaires Brut, Champagne, France

 

 Riesling seco abaixo de 15 libras

Marks  Spencer, Eclipse Riesling, Bío-Bío Valley, Chile 2012

 

 Riesling seco acima de 15 libras

Pewsey Vale, The Contours Museum Reserve Riseling, Eden Valley, South Australia 2008

 

 Sauvignon Blanc abaixo de 15 libras

Paul Cluver, Estate Sauvignon Blanc, Elgin, South Africa 2013

 

 Sauvignon Blanc acima de 15 libras

Jean-Paul Balland, Grand Cuvée, Sancerre, Loire, France 2012

 

 Chardonnay abaixo de 15 libras

Albert Bichot, Secret de Famille Chardonnay, Bourgogne, France, 2012

 

 Chardonnay acima de 15 libras

Jordan, Chardonnay, Stellenbosh, South AFrica 2013

 

 Branco varietal abaixo de 15 libras

McGuigan, The Shortlist Semillon, Hunter Valley, New South Wales, Australia 2007

 

 Branco varietal acima de 15 libras

St-Jodern Kellerei, Heida Barrique, Valais, Switzerland 2012

 

Branco blend abaixo de 15 libras

Domaine de la Voiugeraie, Monopole le Clos Blanc de Vougeot 1er Cru, Burgundy, France 2011

 

 Branco blend acima de 15 libras

Domaine Zinck, Portrait Pinot Gris, Alsace, France 2012

 

 Pinot Noir abaixo de 15 libras

Falernia, Pinot Noir Reserva, Elqui Valley, Chile 2013

 

 Pinot Noir acima de 15 libras

Greystone, The Brother’s Reserve Pinot Noir, Waipara, Canterbury, New Zeland 2012

 

 Tinto varietais bordalesas  abaixo de 15 libras

Hartenberg, Cabernet Sauvignon, Stellenbosch, South Africa 2010

 

 Tinto varietais bordalesas  acima de 15 libras

L’Ecole Nº41, Ferguson, Walla Walla Valley, Washington State, USA 2011

 

Tinto varietais do Rhône abaixo de 15 libras

Spier, Creative Block 3, Coastal Region, South Africa 2011

 

 Tinto varietais do Rhône acima de 15 libras

Château Cesseras, Minervois La Livinière, Languedoc-Roussillon, France 2011

 

 Tinto varietais espanhóis abaixo de 15 libras

Olarra, Erudito, Rioja Reserva, Spain 2009

 

Tinto varietais espanhóis acima de 15 libras

Mustiguillo, Pago el Rerrerazo, Spain 2011

 

 Tinto varietais italianas abaixo de 15 libras

Costarossa, Surani, Primitivo di Manduria, Puglia, Italy 2012

 

Tinto varietais italianas acima de 15 libras

Pianpolvere Soprano, Bussia 7 Anni, Barolo Riserva, Piedmont, Italy 2007

 

 Tinto varietal abaixo de 15 libras

Fabre Montmyou, HJ Fabre Barrel Selection Malbec, Patagonia, Argentina 2013

 

Tinto varietal acima de 15 libras

El Esteco, Don David Reserve Tannat, Salta, Argentina 2012

 

Tinto blend abaixo de 15 libras

Morrison’s, Signature, Valpolicella Ripasso, Veneto, Italy 2012

 

 Tinto blend abaixo de 15 libras

Zenato, Ripassa, Valpolicella Rispasso Superiore, Veneto, Italy 2010

 

 Rosé acima de 15 libras

Domaine de Rimauresq, R, Côtes de Provence, France 2013

 

 Doce Fortificado acima de 15 libras

Blandy’s, Malmsey, Madeira, Portugal 1988

 

 Doce abaixo de 15 libras

KWV, The Mentors Noble Late Harvest, Walker Bay, South Africa 2012

 

 Doce abaixo de 15 libras

Innislillin, Vidal Icewine, Niagra Peninsula, Ontario, Canadá 2012

 

 Fortificado seco abaixo de 15 libras

La Ina, Fino, Sherry, Spain, NV

 

Fortificado seco acima de 15 libras

Lustau, 30 years Old VORS, Amontillado, Sherry, Spain, NV

LIDIO_MERLOT

  • DECANTER – 6 melhores vinhos nacionais

Seleção do renomado crítico inglês Steven Spurrier (publicada na revista Decanter em setembro de 2013, mas acho que vale incluir aqui como referência do gosto internacional dos rótulos nacionais)

1     Cave Geisse 1998 Brut (magnum) – Pinto Bandeira (18,5 / 95 pts)

2     Lídio Carraro Grande Vindima Merlot 2005 – Encruzilhada do Sul (18 / 93 pts)

3     Pizzato DNA99 2008 – Vale dos Vinhedos (18 / 93 pts)

4     Lídio Carraro Dádivas Pinot Noir 2012 – Encruzilhada do Sul (17,5 / 91 pts)

5     Miolo Sesmarias 2008 – Campanha Gaúcha (17,5 / 91 pts)

6     Casa Valduga Raízes Cabernet Franc 2010 – Campanha Gaúcha (16,5 / 88 pts)

18-vietti-barolo-riserva-villero-2007

  • TRE BICCHERI – prêmio especial os melhores vinhos da Itália

O tradicional Guia Tre Biccheri é a referência dos vinhos da Itália. A classificação é feita por região e são muitas. Há entretanto um crème de la crème que elege os melhores de toda a Itália. São eles:

 

Rosso dell’Anno (tinto do ano)

Barolo Villero Ris. ’07 – Vietti

 

Bianco dell’Anno (branco do ano)

Trebbiano d’Abruzzo Vigne di Capestrano ’12  – Valle Reale

 

Bollicine dell’Anno (espumante do ano)

Brut Classico Nature – Monsupello

 

Dolce dell’Anno (doce do ano)

Vin Santo di Carmignano Ris. ’07 – Tenuta di Capezzana

 

Rapporto Qualità/Prezzo (qualidade /preço)

Custoza Sup. Ca’ del Magro ’12 – Monte del Frà

 

Cantina dell’Anno (Cantina do ano)

Tenuta Sette Ponti

Lista completa do Tre Biccheri: http://www.gamberorosso.it/component/k2/item/1020615-vini-d-italia-2015-del-gambero-rosso-ecco-i-risultati

GRANLEGADO

 CONCURSOS E AVALIAÇÕES

  • TOP 10 Expovinis 2014

Este colunista faz parte do júri que escolhe anualmente os melhores vinhos em 10 categorias da maior Feira de Vinhos da América Latina. Este foi o resultado de 2014

 Espumante Nacional

 Grand Legado Brut Champenoise, da vinícola Gran Legado, região de Garibaldi/RS

 

Espumante Importado:

Champagne Lanson Brut, do produtor Lanson, França

 

Branco Nacional

Pericó Vigneto Sauvignon Blanc, da Vinícola Pericó, Santa Catarina

 

Branco Importado

Boschendal Elgin Chardonnay, do produtor Boschendal, da África do Sul

 

Rosado:

Remy Pannier Rose D’Anjou, do produtor Ackerman, Vale do Loire, França

 

Tinto Nacional:

Guatambu Rastros do Pampa Tannat, do produtor Guatambu Estância do Vinho, região da Campanha Gaúcha

 

Tinto Novo Mundo

Casillero del Diablo Devil’s Collection, da Viña Concha y Toro, Vale do Rapel, Chile

 

Tinto Velho Mundo/Itália/França, entre outros

Le Vigne Di Sammarco Solemnis Primitivo Salento IGP, do produtor Le Vigne di Sammarco, região da Puglia, Itália

 

Tinto Velho Mundo/Península Ibérica:

Scala Coeli, da Adega Alentejana, região do Alentejo, Portugal

 

Fortificados e Doces

Andresen Porto White 10 Years, do produtor Andresen, região do Douro, Portugal

 

  • 22º AVALIAÇÃO dos vinhos nacionais safra de 2014

A Associação Brasileira de Enologia promove uma avaliação dos vinhos brasileiros da safra do ano que ainda vai entrar no mercado, uma seleção de 16 vinhos das 290 amostras degustadas de 58 vinícolas

 

Categoria vinho base para espumante

Domno do Brasil – vinho base espumante (Chardonnay
Chandon do Brasil – vinho base espumante (Chardonnay/Pinot Noir/Riesling Itálico)
Vinícola Geisse – vinho base espumante (Chardonnay/Pinot Noir


C
ategoria branco fino seco não aromático
Vinícola Salton – Riesling itálico
Vinícola Fazenda Santa Rita – Chardonnay
Vinícola Góes & Venturini Ltda – Chardonnay.
Cooperativa Vinícola Nova Aliança Ltda – Chardonnay

 

Categoria branco fino seco aromático
Vinícola Giacomin – Moscato giallo

Categoria tinto fino seco jovem
Giacomin Ind. De Bebidas – Vinhos Hortência – Cabernet sauvignon

Categoria tinto fino seco
Vinícola Góes – Cabernet franc

Leia também: O merlot brasileiro é o melhor do mundo?

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  • WINES OF CHILE – Melhores vinhos de 2014 eleitos pelo júri da 12º Wines of Chile Awards (AWoCA)

A décima segunda edição deste concurso foi realizado pela primeira vez no Brasil, e pesou o paladar brasileiro na distribuição dos prêmios. Aqui não se trata de uma lista por ordem de classificação, mas do melhor vinho por categoria. Um syrah, da Casas del Bosque, foi eleito o melhor entre todos os vinhos degustados e premiados.

Best in the Show

Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

 

Premium Red

Armida 2009/De Martino

 

Premium White

Amelia 2013/Concha y Toro

 

Other Reds

Tama Vineyard Selection Carignan 2013/Viña Anakena

 

Other Withes

Single Vineyard Neblina Riesling 2011/Leyda

 

Blends

5 Cepas 2013/Casa Silva

 

Rosé

Gallardía del Itata Cinsault 2014/De Martino

 

Sparkling Wine

Brut Nature/Viña Morandé

 

Late Harvest

Erasmo Late Harvest Torontel 2009/Erasmo

 

Cabernet Sauvignon

Gran Terroir de los Andes – Los Lingues Cabernet Sauvignon 2012/Casa Silva

 

Carmenere

Carmenere Reserva 2013 Pedriscal Vineyard/Falernia

 

Pinot Noir

Pinot Noir Reserva 2013/Falernia

 

Syrah

Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

 

Chardonnay

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay/Viña Tarapacá

 

Sauvignon Blanc

Specialties Sauvignon Blanc O

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  • CHILE – GUIA DESCORCHADOS 2015

O Guia Descorchados tornou-se uma referência dos vinhos Chilenos. Abaixo a lista dos destaques da degustação em suas respectivas categorias:

 

Melhor tinto

Cousiño Macul Lota Cabernet 2009 – 97 Pontos

 

Melhor branco

De Martino Viejas Tinajas Muscat 2013 – 96 pontos

 

Branco revelação

Sierras de Bellavista Riesling 2013 – 92 pontos

 

Tintos revelação

Tabalí Roca Madre Malbec 2014 – 93 pontos

Santa Carolina Specialties tinto de Montaña Malbec 2013 – 94 pontos

Concha y Toro Marques de Casa Concha País Cinsault 2014 – 93 pontos

J.A Jofré Vinos Fríos del Año Carignan Tempranillo Carmenére 2014 – 93 pontos

 

Marca revelação

Sol de Sol, Aquitania

 

Bodega revelação

House Casa del Vino e El Viejo Almacén de Souzal

 

Melhor Cabernet Franc

Maquis Franco 2011 – 96 pontos

 

Melhor Cabernet Sauvignon

Cono Sur Silencio 2010 – 96 pontos

Santa Rita Casa Real Reserva Especial 2011

 

Melhor Carignan

Bodegas RE Re Nace Cariñena 2013 – 95 pontos

 

Melhor Carmenére

Concha y Toro Terrunyo Lote 1 2013 – 95

 

Melhor Chardonnay

Aquitania Sol de Sol 2011 – 96 pontos

 

Melhor Cinsault

De Martino Viejas Tinajas 2014 – 94 pontos

 

Melhor espumante

Bodegas RE Re Noir Nature Virgen Pinot Noir – 94 pontos

Morandé Nature Chardonnay/Pinot Noir – 94 pontos

 

Melhor Malbec

House Casa del Vino 2013 – 93 pontos

Viu Manet Viu 1 2011 – 93 pontos

 

Melhor Merlot

Tres Palacios cholqui 2011 – 93 pontos

 

Melhor mescla branca

Apaltagua Coleccíon Blanc 2014 – 93 pontos

Ramirana Gran Reserva 2014 – 93 pontos

William Févre 2012 – 93 pontos

 

Melhor mescla tinta

Cousino Macul Lota Cabernet 2009 – 97 pontos

 

Melhor moscatel

De Martino Viejas Tinajas Muscat 2013 – 96 pontos

 

Melhor outras cepas brancas

Casa Marin Casona Vineyard Gewurztraminer 2014 – 94 pontos

 

Melhor outras cepas tintas

Lapostolle Collection Monastrel 2013 – 93 pontos

Pérez Cruz Chaski Petit Verdot 2012 – 93 pontos

 

Melhor País

Concha y Toro Marques de Casa Concha Limited Edicion 2014 – 93 pontos

 

Melhor Pinor Noir

Maycas de Limarí San Julián 2013 – 93 pontos

Montsecano 2013 – 93 pontos

Tabalí Talinay 2013 – 93 pontos

 

Melhor Riesling

Sierras Bellavistya 2014 – 94 pontos

 

Melhor Rosado

Bodegas RE Pinotel Pinot Noir Moscatel 2014 – 92 pontos

 

Melhor Sauvignon Blanc

Labirinto 2014 – 96 pontos

Leyda Lot 4 2014 – 96 pontos

 

Melhor Syrah

Errázuriz Costa 2013 – 95 pontos

Leyda Lot 8 2012 – 95 pontos

Undurraga TH 2012 – 95 pontos

 

Super preço extremo branco

Cono Sur Bicicleta Gewurztraminer 2014 – 89 pontos

 

Super preço extremo tinto

Santa Rita 120 Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2013 – 89 pontos

 

Super preço branco

Leyda Garuma Vineyard Sauvignon Blanc 2014 – 94 pontos

 

Super preço tinto

Cacique Maravilla 2014 – 92 pontos

Maycas de Limarí Sumaq Pinor Noir 2013 – 92 pontos

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  • WINES OF ARGENTINA – Melhores vinhos Concurso Wines of Argentina Awards (WAA) 2014

O prestigiado concurso do WAA é uma referência entre os produtores da Argentina. Este colunista acompanhou a premiação deste ano. Abaixo os resultados.

Espumantes – método tradicional

faixa de preço entre 13.00 e 19.99 dólares

Zuccardi Blanc de Blancs 2007- Familia Zuccardi

Importado pela Ravin

 

Torrontés

faixa de preço entre 13.00 e 19.99 dólares

Colomé Torrontés 2013- Bodega Colomé

Importado pela Decanter

 

 Cabernet franc

faixa de preço  entre 20.00 e 29.99 dólares

Numina Cabernet Franc 2011- Bodegas Salentein SA

Importado pela Zahil

 

acima de 50.00 dólares

Andeluna Pasionado Cabernet Franc 2010- Andeluna Cellars Srl

Importado pela World Wine

 

Cabernet sauvignon

faixa de preço entre 30.00 e 49.99 dólares

Bramare Lujan de Cuyo Cabernet Sauvignon 2011-Viña Cobos SA

Importado pela Grand Cru

 

Malbec

faixa de preço entre 13.00 e 19.99 dólares

Es Vino Reserve Malbec 2012- Es Vino Wines

Ainda sem importadora no Brasil

 

faixa de preço entre 20.00  e 29.99 dólares

Alta Vista Terroir Selection Malbec 2011- La Casa del Rey SA- Alta Vista

Importado pela Épice

 

faixa de preço entre 30.00  e 49.99 dólares

Vineyard Selection Malbec 2012- Riccitelli Wines

futura importação pela Wine Brands

 

faixa de preço acima de 50.00 dólares

Republica del Malbec – Blend de Terroirs 2012- Riccitelli Wines

futura importação pela Wine Brands

 

Blends de tintos

faixa de preço entre 13.00  e 19.99 dólares

Paz Blend 2012- Finca Las Moras

Importado pela Decanter

 

faixa de preço entre 30.00 e 49.99 dólares

Field Blend 2011- Zorzal Wines

Importado pela Grand Cru

 

acima de 50.00 dólares

Decero Amano, Remolinos Vineyard 2011- Finca Decero

 

Medalhas por região

Mendoza

Lindaflor Malbec 2009, Monteviejo

 

Norte

Serie Fincas Notables Malbec 2011, Bodega El Esteco

Importado pela Bruck

 

San Juan

Paz Blend 2012, Finca Las Moras

Importado pela Decanter

 

Patagônia

 Fin Single Vineyard Cabernet Franc 2010, Bodega del Fin Del Mundo

Importado pela Mr Man

  • PORTUGAL –  50 melhores vinhos de Portugal

O único master of wines do Brasil, Dirceu Vianna Júnior, que mora e trabalha em Londres. teve a árdua missão de selecionar entre 500 rótulos portugueses os 50 mais representativos do país. Esta é a sua lista, apresentada em um evento em São Paulo:

 BRANCOS

1. Covela Escolha Branco, 2012

Produtor: Lima Smith

Região: Vinho Verde

Uvas: avesso e chardonnay

Importador: Magnum Importadora

2. Quinta da Levada, 2012

Produtor: Quinta da Levada Sociedade Agrícola

Região: Vinho Verde

Uva: azal

Sem importador

3. Soalheiro, 2012

Produtor: Quinta do Soalheiro

Região: Vinho Verde

Uva: alvarinho

Importador: Mistral

4. Quinta de Gomariz Grande Escolha, 2012

Produtor: Quinta de Gomariz

Região: Vinho Verde

Uva: alvarinho, loureiro e trajadura

Importador: Decanter

5. Casa da Senra, 2012

Produtor: Abrigueiros – Produções Agrícolas e Turismo

Região: Vinho Verde

Uva: loureiro

Sem importador

6. Tapada dos Monges, 2012

Produtor: Manoel da Costa Carvalho Lima & Filhos

Região: Vinho Verde

Uvas: loureiro, arinto e trajadura

Importadores: Garrafeira Real e Fadaleal Supermercados

7. Muros Antigos, 2012

Produtor: Alselmo Mendes Vinhos

Região: Vinho Verde

Uva: loureiro

Importador: Decanter

8. Portal do Fidalgo, 2011

Produtor: Provam

Região: Vinho Verde

Uva: alvarinho

Importador: Casa Flora Ltda

9. Muros de Melgaço, 2011

Produtor: Anselmo Mendes Vinhos

Região: Vinho Verde

Uva: alvarinho

Importador: Decanter

10. Royal Palmeira, 2009

Produtor: Ideal Drinks

Região: Vinho Verde

Uva: loureiro

Importador: Idealdrinks & Gourmet

11. Quinta da Fonte do Ouro Encruzado, 2011

Produtor: Sociedade Agrícola Boas Quintas

Região: Dão

Uva: encruzado

Importador: Adega dos 3

12. Morgado de Santa Catherina, 2010

Produtor: Companhia das Quintas Vinhos

Região: Lisboa

Uva: arinto

Importador: Wine .com

13. Redoma Reserva, 2011

Produtor: Niepoort (vinhos)

Região: Douro

Uva: rabigatto, codega, donzelinho e arinto

Importador: Mistral

14. Conceito Branco, 2010

Produtor: Conceito Vinhos

Região: Douro

Uva: (mistura de vinhas velhas)

Importador: Épice

vallado

TINTOS

15. Cortes de Cima Trincadeira, 2011

Produtor: Cortes de Cima

Região: Alentejo

Uva: trincadeira

Importador: Adega Alentejana

16. Terra D’Alter Touriga Nacional, 2010

Produtor: Terra D’Alter Companhia de Vinhos

Região: Alentejo

Uva: touriga nacional

Importador: Obra Prima Importadora

17. Herdade da Pimenta Grande Escolha, 2010

Produtor: Logowines

Região: Alentejo

Uvas: syrah, touriga nacional e touriga franca

Importador: RJU Comércio e Beneficiamento de Frutas e Verduras

18. Tinto da Talha Grande Escolha, 2009

Produtor: Roquevale

Região: Alentejo

Uva: syrah, alicante bouschet e touriga nacional

Importador: Adega Alentejana

19. Canto X, 2009

Produtor: Herdade da Madeira Velha

Região: Alentejo

Uvas: alicante bouschet e touriga nacional

Sem importador

20. Cartuxa, 2009

Produtor: Cartuxa – Fundacão Eugénio de Almeida

Região: Alentejo

Uvas: aragonez, trincadeira e alicante bouschet

Importador: Adega Alentejana

21. Cortes de Cima Reserva, 2009

Produtor: Cortes de Cima

Região: Alentejo

Uvas: aragonez, syrah, petit verdot e touriga nacional

Importador: Adega Alentejana

22. Dona Maria Reserva, 2008

Produtor: Julio Bastos – Dona Maria

Região: Alentejo

Uvas:, alicante bouschet, petit verdot e syrah

Importador: Decanter Vinhos

23. Conde D’Ervideira Private Selection Tinto, 2008

Produtor: Ervideira, Sociedade Agrícola

Região: Alentejo

Uvas: aragonez, trincadeira e Alicante bouschet

Importador: Intercom Comércio Internacional

24. Aliança Bairrada Reserva, 2011

Produtor: Aliança Vinhos de Portugal

Região: Bairrada

Uvas: touriga nacional, baga e tinta roriz

Sem importador

25. Vinha Pan, 2009

Produtor: Luís Pato

Região: Bairrada

Uva: baga

Importador: Mistral

26. Marquesa de Alorna Reserva, 2009

Produtor: Quinta da Alorna Vinhos

Região: Tejo

Uvas (não divulgado)

Importador: Adega Alentejana

27. Julia Kemper, 2009

Produtor: Cesce Agrícola

Região: Dão

Uvas: touriga nacional, tinta roriz, alfrocheiro e jaen

Importador: Gracciano Com. Imp. Exp. Bebidas

28. Quinta Fonte do Ouro Touriga Nacional, 2009

Produtor: Sociedade Agrícola Boas Quintas

Região: Dão

Uva: toruiga nacional

Importador: Adega dos 3

29. Casa da Passarela Vinhas Velhas, 2009

Produtor: O Abrigo da Passarela

Região: Dão

Uvas: castas autóctones

Importador: Vinica

30. Quinta do Serrado Reserva, 2009

Produtor: Sociedade Agrícola Castro Pena Alba – FTP Vinhos

Região: Dão

Uvas: touriga nacional, alfrocheiro e jaen

Sem importador

31. Quinta do Perdigão Touriga-Nacional, 2008

Produtor: Quinta do Perdigão

Região: Dão

Uva: touriga nacional

Importador: Mistral

32. Quinta da Bica Reserva, 2005

Produtor: Quinta da Bica Sociedade Agrícola

Região: Dão

Uvas: touriga nacional, alfrocheiro, tinta roriz e jaen

Importador: Gianno Import

33. Quinta do Vallado Reserva Field Blend Douro Tinto, 2011

Produtor; Quinta do Vallado Sociedade Agrícola

Região: Douro

Uvas: vinhas velhas de 100 anos e touriga nacional

Importador: Cantu

34. Quinta da Casa Amarela Grande Reserva, 2011

Produtor: Laura Valente Regueiro

Região: Douro

Uvas: touriga franca, tinta roriz e touriga nacional

Importador: Winemundi

35. Casa Ferreirinha Callabriga, 2010

Produtor: Sogrape Vinhos

Região: Douro

Uvas: toruiga franca, touriga nacional e tinta roriz

Importador: Zahil

36. Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, 2010

Produtor: Quinta do Crasto

Região: Douro

Uvas: 25 a 30 uvas diferentes de vinhas velhas

Importador: Qualimpor

37. Pintas, 2010

Produtor: Wine & Soul

Região: Douro

Uvas: vinhas velhas

Importador: Adega Alentejana

38. Poeira, 2010

Produtor: Jorge Moreira Produção e Comercialização de Vinhos

Região: Douro

Uvas: vinhas velhas

Importador: Mistral

39. Batuta, 2010

Produtor: Nieepoort (Vinhos)

Região: Douro

Uvas: touriga franca, tinta roriz, rufete, malvazia entre outras

Importador: Mistral

40. Passadouro Touriga Nacional, 2010

Produtor: Quinta do Passadouro Sociedade Agrícola

Região: Douro

Uva: touriga nacional

Importador: Adega Alentejana

41. Quinta do Pessegueiro, 2010

Produtor: Quinta do Pessegueiro Sociedade Agrícola

Região: Douro

Uvas: touriga nacional, touriga franca, vinhas velhas e roriz

Importador: World Wine

42. CV-Curriculum Vitae, 2010

Produtor: Lemos & Van Zeller

Região: Douro

Uvas: variadas

Importador: World Wine

43. Quinta de la Rosa Reserva, 2009

Produtor: Quinta da Rosa Vinhos

Região: Douro

Uvas: touriga nacional, touriga franca e tinta roriz

Importador: Ravin

44. Chryseia, 2009

Produtor: Symington Family Estates Vinhos

Região: Douro

Uvas: touriga nacional e touriga franca

Importador: Mistral

45. Quinta do Noval Touriga Nacional, 2009

Produtor: Quinta do Noval

Região: Douro

Uvas: touriga nacional

Importador: Adega Alentejana

46. Quinta do Portal Auru, 2009

Produtor: Quinta do Portal

Região: Douro

Uvas: touriga nacional, touriga franca e tinta roriz

Importador: Wine & Roses / Chaves & Oliveira

 

FORTIFICADOS

47. Bacalhôa Moscatel Roxo, 2001

Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal

Região: Península de Setúbal

Uva: muscatel roxo

Importador: Portus Cale Exp. Imp.

48. Justino’s Madeira Colheita, 1995

Produtor: Justino’s Madeira Wines

Região: Madeira

Uva: tinta negra

Importador: Porto a Porto / Casa Flora

49. Graham’s Tawny 30 anos

Produtor: Symigton Family Estates

Região: Douro

Uvas: touriga nacional, touriga franca, tinta barroca, tinta roriz e tinta cão

Importador: Mistral

50. Burmester Porto Colheita, 1963

Produtor: Sogevinus Fine Wines

Região: Douro

Uvas: tradicionais do Douro

Importador: Adega Alentejana

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